Chris Brown – Fortune (2012)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: R&B, Pop, Eletrônica
Gravadora: RCA

Chris Brown: para alguns um cantor que sempre quis ser o Usher, para outros um talentoso ídolo, para outros um animal que bate em mulher e para mim um palavrão tão feio quanto comparar sua mãe com uma bela égua. Meus problemas com Brown vão além da surra que ele deu em Rihanna. Sua música é terrível, ele como cantor é um bom dançarino, suas letras são ridículas de tão ruim e sua atitude e personalidade são fracas e estúpidas. Sem falar que Chris Brown é o Justin Bieber da geração passada: uma criança agindo como um “loverboy” adulto, mas não tem idade, estilo, atitude e, principalmente, carisma para falar sobre temas românticos da maneira como ele falava, quando na verdade não tinha nem idade para isso. Seria como pedir para a Sandy e o Júnior falassem sobre amor na época em que eles cantavam “O Universo Precisa de Vocês (Power Rangers)”. E olha quando eu falo na falta de atitude de Brown e Bieber, falo que era tão baixa (e continua para Bieber) que Willow Smith tem mais atitude em seus 9 anos com “Whip My Hair” (uma péssima música) do que Bieber tem e Brown tinha. Tinha, pois a atual atitude de Brown chega a ser desrespeitosa para mim, tanto pessoalmente quanto artisticamente. Mas acho que está na hora de conferir o disco: O disco é bom ou ruim? Sim, por mais que eu sinta apatia pela pessoa, eu posso gostar do artista, certo?

Antes de mais nada: Fortune tem auto-tune. Não é nada tão prejudicial como em alguns discos que eu ouvi recentemente (Some Nights do fun. é um grande exemplo), mas é desnecessário e faz com que Brown tenha ainda menos personalidade, deixando muito mais aquém do esperado. Não acrescenta nada como acrescenta para T-Pain e Ke$ha, apenas remove o pouco do que temos. É notável que o álbum tem elementos de música eletrônica, mas o auto-tune deve ser muito bem usado, ou podemos ter um certo desastre sonoro. Chris Brown teve uma boa produção nesse quesito, mas não ao ponto desse plugin (sim, auto-tune é um plugin, não um software) ajudar em alguma coisa. As vezes até prejudica a audição do álbum como em “Biggest Fan” e em “Don’t Wake Me Up”: é irritante e cansativo ouvir gritinhos de Brown com esse efeito terrível. Mas eu particularmente não tenho problemas com auto-tune, desde que você use e deixe as coisas melhores, não um efeito desnecessário.

Começamos com uma típica música de balada. E não, não é uma balada estilo “Is This Love” do Whitesnake, e sim uma balada de festa. “Turn Up The Music” é o tipo de música que você já está cansado de ouvir antes mesmo de ouvir. Flo Rida, Pitbull, LMFAO, Black Eyed Peas, Lady Gaga, Ke$ha e Enrique Iglesias (até ele!) já fizeram e/ou ainda fazem esse tipo de música. A indústria da música já está cansada das mesmas ideias de “sair para festa e curtir o máximo dela”. Seus timbres me desagradam bastante e as batidas são um pouco irritantes. Mas o que pode se dizer de positivo para “Turn Up The Music”? Certamente é bem produzida e é o tipo de música que você quer ouvir em uma festa pop, eletrônica e até “neutra”. E quando me refiro a “neutra” me refiro a algo “eclético”, em aspas mesmo. Você quer ouvir um tipo de música que você possa curtir com seus amigos sem se importar com que está fazendo, deixando a música alta tocar, mas sem exageros. “Turn Up The Music” é exatamente isso. Não é extrema como “Tik Tok” da Ke$ha, nem entediante como “Tonight, Tonight” da banda Hot Chelle Rae. Inicia o álbum de maneira saudável, se assim posso dizer.

A próxima música é “Bassline” e eu te garanto desde já: é uma das piores músicas que eu ouvi e ouvirei esse ano. A batida eletrônica quase dubstep é terrível, sem falar que o refrão tem essa metáfora horrível: “Girls like my (bassline)”, sendo a parte em parênteses com uma voz robótica. Se você soubesse o suficiente de Inglês, saberia que quando é mencionado o termo “Bassline”, Brown se refere aquela metáfora americana para sexo: First Base (primeira base), Second Base (segunda base) e assim vai… E se entendeu o que ele quis dizer com “Bassline”, então percebeu que “as garotas gostam da base de Chris Brown”, ou seja, gostam de transar com ele. Se eu lesse isso provavelmente acharia engraçado e até inteligente, mas a maneira que Brown se impõe com a frase, com uma arrogância e ego gigante, chega a me dar raiva e nojo. E o pior de tudo é que isso é bom para ele. Difícil de explicar o porque, mas esse era o objetivo dele em “Bassline”, pelo menos é que o homem quis passar em minha opinião, e ele conseguiu. Palmas para ele. Receberia um assobio se a música fosse boa, mas não é, então vamos seguir para a próxima faixa.

A próxima música inicia eletronicamente terrível, se é que isso existe. “Till I Die” tem participação especial de Big Sean e de Wiz Khalifa onde temos uma terrível escolha de timbres seguida por versos terríveis dos rappers convidados, principalmente de Wiz Khalifa, um rapper genérico que só fala coisas genéricas dos atuais rappers, como quantas mulheres consegue ou quão foda é. A única grande diferença entre Wiz Khalifa e o restante é que o rapper citado faz questão em mencionar em qualquer música que esteja fazendo, seja sua ou em participação especial, que “seus carros funcionam apertando um botão”, vide a música de sua autoria “Black and Yellow”, uma música que supostamente fala sobre Pittsburgh e o time de futebol americano Pittsburgh Steelers, e “Payphone” do Maroon 5, onde ele deveria falar sobre um fim de relacionamento. Mas como o próprio Wiz fala no primeiro verso de “Payphone”, “Fuck that shit”, pois o que importa são seus carros que ligam com um botão, nos quais são mais fáceis de serem roubados. Em resumo, outra música ruim desse disco.

“Mirage” começa como música de “gangstar rapper”, daqueles que querem intimidar qualquer um que passar por seu caminho. Brown não tem carisma nem voz para fazer isso, e o auto-tune piora ainda mais, deixando essa faixa ainda mais fraca. Tem a participação de Nas, que sinceramente não acho importante e até desnecessária. Depois de “Mirage” temos “Don’t Judge Me”, uma balada onde Chris Brown pede para não ser julgado. Na música anterior você passou uma atmosfera de que é o cara perigoso e malvado, agora nessa você pede para não te julgarem, ainda mais depois de você quase arrebentar a Rihanna. Eu prefiro te julgar, assim como eu julgo Enrique Iglesias após a música “Tonight (I’m Fuckin’ You)”. Questão de segurança mesmo. A música em si é chatinha e entediante, mas não tanto quanto a próxima, “2012”, onde você já deve imaginar o que deve acontecer envolvendo uma faixa com esse título, só que com teor erótico. Sim, o mundo está acabando e Brown quer fazer sexo com a garota, e da maneira mais romântica possível. E outra balada é “Biggest Fan”, onde não acrescenta nada ao álbum. Não é tão ruim como “2012”, mas é igualmente chata como “Don’t Judge Me”. E são três baladas seguidas! Decaiu totalmente a atmosfera eletrônica de diversão que iniciou o álbum que se transformou em uma tentativa falha de ser gangstar e agora virou essa “coisa melosa”.

Em “Sweet Love” temos a junção das duas atmosferas anteriores: a de gangstar e a melosa. Mas a de gangstar é só na introdução. Em outras palavras, nós temos quatro baladas seguidas. Eu sei que Brown é um cantor de R&B, um gênero onde temos muitas músicas assim. O problema é que não está estruturado da maneira correta. Eu não teria um grande problema se “Turn Up The Music” fosse seguida por essas quatro baladas, mas a atmosfera criada pelas faixas posteriores a faixa inicial é totalmente fora do lugar. É como se dois artistas tivessem dividindo um único lançamento. E em “Strip” tenho ainda mais essa certeza. Uma música mais animada, porém ainda tem aquele jeitinho meloso do R&B. Tem a participação especial de Kevin McCall, que pelo menos entende a temática da música, da maneira mais grosseira possível. E qual o problema de Chris Brown querer ficar pelado com a garota? É o segundo refrão onde o rapaz pede para ficar pelado com a moça. Que vício em sexo é esse, meu rapaz? Está precisando de um tratamento, e dos bons.

Ainda temos outras canções estúpidas, fracas, ruins, ou como queira dizer, com destaque para “Party Hard / Cadillac [Interlude]”, onde temos uma música e uma introdução para outra música, e a transição fica percebível, não fazendo sentido algum. Isso seria “bom” se ela fosse a última faixa e esse interlúdio fosse o fim do álbum, uma faixa escondida, mas mesmo assim, as batidas das partes são genéricas e fracas. E para encerrar temos a esquisita “Trumpet Lights”, uma música totalmente eletrônica, onde o auto-tune em Brown é extremamente irritante, a batida é como se houvesse uma nova mixagem para os efeitos sonoros do famoso jogo Pac-Man, até chegarmos ao pré-refrão cantado por Sabrina Antoinette seguido por um refrão “bem bacana”, com Brown e sua “batida” martelando sua cabeça repetidas vezes. Se ao fim desse álbum você não teve uma dor de cabeça, você é um grande guerreiro e deveria sempre estar peleando em guerras.

Fortune é um álbum horrível, com grandes chances de receber o prêmio de pior disco do ano. E se não fosse a produção feita para esse álbum, poderia ser um dos piores da década ou do século. É o álbum para você, fã de Chris Brown, que quer pelado(a) com ele e fazer sexo, mas muito sexo, com uma terrível música de fundo, sendo bizarra ou esquecível. Nem todas as canções são bizarras, mas todas são esquecíveis. O mais próximo de ser memorável é o refrão de “Bassline”, e não porque é grudento, mas porque me irritou, e muito. Fortune não é um álbum recomendado para qualquer um, aliás, para ninguém. Todos devem ficar longe dele. E não digo isso porque eu odeio a música Pop atual ou simplesmente odeio Chris Brown como pessoa. Eu digo isso porque eu odeio o álbum Fortune. Se você quiser ouvir, ouça para comprovar o quão ruim é o quinto disco desse cantor de R&B que sempre quis ser o novo Usher, mas nunca teve o talento ou o carisma para isso. E por falar nisso, se você quiser ouvir R&B ouça Usher ou qualquer outro cantor dentro do gênero, menos Chris Brown. É para seu próprio bem.

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The Strokes – Is This It (2001)

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Origem: E.U.A.
Gêneros: Garage Revival, Rock Alternativo, Indie Rock
Gravadora: RCA

Sim, The Strokes, os tão aclamados (outrora criticados) “salvadores do rock”. O Ano é 2001, após a virada de década, a música vinha tomando outra forma, muita coisa nova vinha surgindo e outras se renovando, porém, faltava divulgação. A Internet estava se tornando popular nos países mais desenvolvidos, enquanto em outros ainda era um sonho distante ou simplesmente um luxo. Rádios quase nunca saem do que geralmente veiculam, por terem na maioria das vezes um público alvo fixo. Já na TV, temos um símbolo, heroína ou vilã, ela sempre esteve lá, e se chama MTV. Desde a queda de popularidade do movimento grunge, esta começou a dar atenção a novas tendências e material que vendesse mais (afinal, essa é a lógica do capitalismo). Deixando cada vez mais o rock de lado.

Em meio a tantos clichês como: “O rock morreu” e “Música nova não presta”, o movimento que trouxe o gênero (de modo bem abrangente) de volta aos meios midiáticos estava em plena expansão. Alguns eram classificados como Indies, já outros tinham uma pegada Garage Rock setentista e alguns outros faziam um som com o estilo do rock alternativo dos anos 90. O The Strokes de certa forma incorporou todos os citados anteriormente a sua sonoridade.

Uma das cenas locais de grande repercussão desse movimento foi a de Nova Iorque, cidade natal do The Strokes e que teve um papel muito importante em Is This It, pois a grande inspiração para o conceito das letras do álbum foi a vida na “metrópole”, uma vez que o próprio Casablancas admitiu que grande parte do que está nu álbum, ele vivenciou ou viu ao longo de sua vida.

A primeira faixa do disco possui o mesmo nome do álbum e é uma balada, inicialmente pode enganar o ouvinte, embora tenha qualidade. A música seguinte é “The Modern Age”, uma ótima música. Em “Soma”, pode se notar que o ar de simplicidade se repete novamente, porém muita energia, essa que por sua vez é o grande trunfo de “Barely Legal”, talvez a melhor do álbum, os vocais rasgados de Casablancas e guitarra muito bem tocada de Albert Hammond Jr. mostram do que uma boa composição é capaz, mesmo que não seja coberta de técnica e virtuosismo.

A faixa de n°5 é a dançante “Someday”, um dos três singles retirados do álbum possui um refrão grudento e capaz de levantar qualquer um. “Alone,Together” é uma música fácil de ser esquecida, não pela falta de qualidade, mas pela falta de uma marca registrada como as demais. Daí em diante, o disco decola, emendando “Hard to Explain”, outro single com refrão poderosíssimo, a incrível “Last Nite”, uma das músicas de maior sucesso da banda, onde mais uma vez a guitarra é o grande diferencial, trazendo uma vibe vintage. A faixa 9 gerou polêmica, pois inicialmente seria New York City Cops, mas devido aos atentados terroristas (MUITO mal explicados) ocorridos ao WTC, foi censurada. O Motivo, um refrão onde Julian canta:

“New York City cops
New York City cops

New York City cops
They ain’t too smart”

Uma pena, pois quando eu disse que “Barely Legal” era possívelmente uma das melhores do álbum, é porquê “New York City Cops” faz uma disputa acirrada para decidir a melhor faixa. O resultado disso tudo? A faixa foi trocada no lançamento americano por “When It Started”, uma música que deixa a desejar. Inclusive, além do selo de “Parental Advisory”, a capa do disco tampem sofreu censura nos E.U.A e foi trocado por essa aqui. “Trying Your Luck” é um pouco calma em relação as outras, logo após vem “Take It Or Leave It” pra fechar com chave de ouro essa obra prima.

O legal desse disco é que por mais moderno que ele possa soar, ele trás a essência do rock em si, como instrumentos não tão “limpos”, vocais rasgados e melodias simples e dançantes. Se a qualidade do The Strokes caiu ao longo de sua carreira, pouco importa, esse disco comprova que no início da década passada eles não foram uma simples banda hypeada e fizeram por merecer a atenção que receberam da mídia. É simples, direto, bem produzido e existe uma grande chance de você querer escutar muitas vezes. O único defeito existente no material é a ausência de “New York City Cops” na versão americana. As letras de modo geral são boas, falam sobre o cotidiano, amor e afins,  mas algumas são bem fracas. Embora seja o espírito do bom e velho rock simples e contagiante, algumas são realmente bem fraquinhas e você pode até demorar a encontrar um sentido concreto por trás daquilo tudo. De resto, é ótimo. Um dos melhores da década passada e um marco pro gênero.

Foo Fighters – Wasting Light (2011)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Rock Alternativo, Pós-Grunge
Gravadora: RCA Records

O Foo Fighters, mesmo sendo uma boa banda sempre teve músicas abaixo da média em seus álbuns, mas Dave Grohl foi melhorando isso ao passar dos seus lançamentos, para mim desde o álbum de 2005, In Your Honor. Mesmo assim, In Your Honor e Echoes, Silence, Patience and Grace tinham seus momentos frageis (muito mais o CD de 2005) ou não tão cativantes, mas na minha visão isso mudou no Wasting Light, último lançamento até então da banda, que já promete mais um álbum, talvez para esse ano. Nos discos anteriores parecia que a banda só colocava mais músicas apenas para preencher o espaço vazio, tirando a riqueza que o álbum teria apenas com 5 ou 6 faixas que eles produziram super bem. Mas como falei, em Wasting Light foi diferente, mesmo as canções sendo tudo ali no mesmo jeitão. As faixas menos atraentes neste lançamento de 2011 poderia ser single de álbuns anteriores.

A primeira é Bridge Burning, e essa possuí uma grande linha de bateria do incrível Taylor Hawkins, Dave mandando ver nos vocais, e também destaques no CD inteiro para as guitarras, que agora são 3, Chris Shiflett, Dave Grohl e o novo “velho” integrante Pat Smear. Canção bem legal e uma boa para abrir o álbum, já que é agitada e tem um refrão bem a cara da banda. Rope foi o primeiro single, é parecida com Bridge Burning, agitada e com um refrão mais meloso, e já que foi lançada como single a opção de colocar como segunda faixa foi feliz, menos se você achar que Rope não merecia ser o primeiro single. Não é uma das minhas favoritas, e poderia ser qualquer outra do CD como single, a qualidade não diminui para uma faixa ou outra, você pode ter a sua preferida e a menos preferida, mas a qualidade segue a mesma, sem o grande destaque e candidata a clássico da banda, mesmo eu gostando muito da penúltima faixa, I Should Have Know.

Dear Rosemary, a minha favorita, tem um estilo mais chorão mas bem cantivante, mostrando isso no refrão. White Limo mesmo sendo uma ótima faixa, parece ser uma sátira ao metal mais extremo, com Dave “quase” fazendo um screamo, “quase” porque fica muito na cara que é uma brincadeira mesmo. E a canção tem seus encantos, mesmo com a mudança no vocal o instrumental segue o estilo da banda, deixando as coisas bem legais, belos gritos do senhor Grohl, ou seria Growl? Arlandria segue, outra faixa que eu gosto bastante. As guitarras aqui arrebentam, e um pequeno detalhe que eu notei é os vocais de fundo, mesmo sendo pouco audível o trabalho do também grande cantor Taylor Hawkins é bem legal, deixando um clima leve e relaxante para a canção. Ao desenrolar Arlandria vai ficando mais legal ainda, Grohl e as guitarras fazendo isso, outra grande canção, junto com o refrão também.

Continuamos com a triste e bela These Days , a power-balada do disco, com um vocal mais agressivo de Dave no refrão, essa poderia dá bastante certo na rádio. Back & Forth e A Matter Of Time continuam o álbum com boa empolgação, ainda mais na primeira citada, são faixas bem a cara do Foo Fighters e do que eles apresentaram em trabalhos anteriores, os já fãs da banda devem gostar. Miss The Misery é uma das mais diferentes do Wasting Light, soa meio “sexy”, vamos assim dizer. Refrão que eu gostei bastante, e a canção é outra que segue mais arrastada.

I Should Have Know deve ser considerada a melhor faixa do disco em muitas listas por ouvintes por aí, outra balada. Ela tem uma cara oitentista, e conta com o ex-Nirvana Krist Novoselic tocando orgão, o que faz a faixa soar tão bela, além claro, do vocal de Dave Grohl, que bota sentimento. Destaque também para a boa linha de baixo de Nate Mendel. Continuando temos a conhecida Walk, que para mim é uma canção normal, até a sua metade, aonde começa os gritos de Dave, dando emoção a faixa, e o que faz ele ser digna de ser um dos singles do CD. Para terminar temos outra boa canção, a faixa-bônus Better Off, que tem um jeito agitado e até dançante, outro trabalho legal da trupe do Senhor Grohl.

Wasting Light é o melhor trabalho do Foo Fighters até agora, talvez ficaram mais tempo no estúdio e criaram músicas com mais paciência o que fez não possuir aquelas faixas que pareciam apenas ser um tampa-buraco, como em álbuns anteriores, aqui todas as músicas soam legais, no mesmo estilo e nada para carimbar na historia da música como um super clássico, mas algo muito bem feito e que é bem-vindo ao meus ouvidos.

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Three Days Grace – Life Starts Now (2009)

Origem: Canadá
Gêneros: Metal Alternativo, Pós-Grunge, Hard Rock
Gravadoras: Jive, RCA

Em 2009, é lançado o terceiro disco da banda canadense Nickelback… Digo, Three Days Grace. Se você não entendeu o motivo de eu chamar a banda composta por Adam Gontier (vocalista e guitarrista secundário), Neil Sanderson (baterista e vocais de apoio), Brad Walst (baixista) e Barry Stock (guitarrista principal) de Nickelback, banda de Chad Kroeger, é que além das duas bandas serem do Canadá, são executadas em excesso nas rádios americanas e odiadas, muito odiadas (equivalente a nossa Fresno e NxZero, ou seja, ame ou odeie). Pelo menos o vocalista do Three Days Grace é mais versátil e bom, mas chega de comparações que não levaram a nada.

Life Starts Now é o terceiro disco da banda, sucedendo o sucesso comercial de One-X, que tinha hits como a melosa “Pain” e com sua letra parcialmente “profunda” e parcialmente tosca (e ruim), “Riot”, “Never Too Late” e “Animal I Have Become”. Esse último disco do grupo tem seus hits sim, sendo eles também quatro (quatro músicas com sucesso comercial começou graças ao Creed e sua malditas letras choronas e inofensivas). Todas as músicas neste álbum são fracas e pobres no quesito letra, então vamos ignora-las e irmos somente a parte que todo mundo que não entende Inglês gosta (ou ama): a música mais a voz do cantor.

O disco começa com força, com riffs pesados e até tensa se assim posso dizer. “Bitter Taste”, provavelmente a segunda faixa mais pauleira, abre o disco da maneira certa para uma banda de Metal e errada para um disco comercial, o que é perfeito para a banda financeiramente. Tendo esses dois lados, um não comercial e outro comercial, a banda pode ter o dobro de fãs… Se bem que até para o Metal está comercial esse disco. Bob Rock aprova! Sobre a música, é notável que o grupo é bom, fazendo uma letra que não é boa soar até “épica”. Ótimo começo! O disco prossegue com “Break”, o primeiro single do álbum. Faixa animada e divertida, porém boba. Em seguinte temos outros singles, como a tenebrosa e igualmente melosa “World So Cold” (apesar de ser boa), a totalmente inesquecível, chata e dona de uma péssima introdução “Lost In You” e a faixa mais ridícula do álbum, cheia de regozijo, “The Good Life”, com uma voz robótica que não sei como acharam que seria legal por ela após o refrão, sendo também a faixa mais curta do disco, com 2:53 de duração. Outra faixa que poderia fazer parte dessa seção radiofônica é a irritante e com uma intro parecida com “Lost In You”, essa canção é “No More”, que pelo menos no refrão não é chata, diferente da música comparada.

Agora é a hora de lágrimas descerem de suas pupilas. Com uma introdução de piano típica de uma banda de Hard Rock e que com tempo vem um violão brega e mais tarde uma distorção de guitarra, “Last To Know” tenta soar depressiva e melosa, mas consegue soar irritante e equivalente a “Untitled” do Simple Plan, ou seja, boa coisa com certeza não é! Outra faixa para a seção radiofônica. “Someone Who Cares” é próxima e parece que aqui está menos radiofônico, apesar de uma introdução muito feia, especialmente nas linhas bateria. É a canção mais longa, com 4:52. “Bully”, junto com “Bitter Taste”, são as porradas do disco. Introduzida com sons de crianças agitando uma briga (E que antes da música começar, uma velha fala uma frase em apoio a briga! Que feio Three Days Grace! E eu achando vocês inofensivos…). A música com seus riffs de guitarra “badass”, e pode ser considerada juntamente com “Bitter Taste” as melhores faixas do disco, não porque são pesadas, mas que não soam tão comerciais como soam as outras. Nessas duas músicas citadas, a banda parece que quer por seu máximo no som. Se não fosse por essas duas, a banda nem seria capaz de ser considerada Metal Alternativo. As três últimas faixas são um fim fraquíssimo e decaem o álbum, tendo de bom só o curto solo de guitarra em “Without You”, bem melódico e bonito por sinal. As outras duas faixas, “Goin’ Down” e a faixa-título, são faixas bem ruins e não é aquilo esperado para encerrar um disco. “Goin’ Down” com seus riffs Hard Rock padrão (e uma distorção terrível) e a faixa-título com sua inacreditável capacidade criativa para criar algo que fugisse do conhecido encerramento Hard Rock: balada! Essa última balada é inesquecível no mundo invertido. Pobre, comum e de mal gosto, dando um fim a algo que nem deveria ser escutado até o fim.

Em resumo, Life Starts Now é uma tremenda porcaria, feita apenas para ser comercial (tirando alguns bons momentos), em outras palavras, para que o público que gosta de músicas compostas por Creed, Alter Bridge e o próprio Nickelback, seja vendida com facilidade. Não digo que todas as bandas são ruins, mas todas essas citadas, TODAS, fazem música para ser comercial. Todas as bandas tem bons músicos que não fazem algo diferente, ou melhor dizendo, algo ofensivo, que as pessoas se preocupem com aquilo que ouvem, que chamem a atenção da mídia, pois isso é uma qualidade que o Rock perdeu. Você por o peso na música, guitarras distorcidas, mas com letras como dessas bandas citadas, você nunca será ofensivo, será aquele animalzinho de estimação que só come e caga, como o peixinho de aquário ou o passarinho fofinho que fica voando em uma gaiola. Em outras palavras, Three Days Grace, Alter Bridge, Nickelback e Creed fazem parte do gênero vulgarmente conhecido como “Rock Bunda-Mole”. Disco totalmente recomendado para fãs de “Rock Bunda-Mole”.