Saxon – Sacrifice (2013)

cover

Origem: Inglaterra
Gênero: Heavy Metal
Gravadora: UDR

O Saxon continua aí, na estrada. Apenas dois anos depois de “Call To Arms”, o então último disco deste grupo, a banda volta ao estúdio e sem muito alarde e frescura lança “Sacrifice”, com uma capa inspirada na cultura maia. E o que dizer sobre o lançamento? Que continua sendo o Saxon dos riffs poderosos e um bom e vigoroso vocal de Biff Byford. É o conhecido heavy metal que a banda sempre faz, com algumas eficientes músicas e outras nem tanto. Destaco as 6 primeiras faixas, que realmente são mais robustas do que o restante do disco (4 mais faixas). E é isso, o Saxon lança uma regular para boa compilação de heavy metal, uma divertida mesmice que pode se tornar uma interessante trilha-sonora para um domingo de folga. Cito algumas das canções que mais me chamaram a atenção: a faixa-título, a rápida “Warriors of the Road”, e a minha favorita, “Guardians of the Tomb”.

Não é conteúdo para álbum do ano ou top 10 de 2013, ouça por diversão se esse tipo de som te agrada, se não, recomendo ficar longe.

Sem título-12

Anúncios

Tomahawk – Oddfellows (2013)

tomahawk-oddfellows

Origem: Estados Unidos
Genêros: Hard Rock, Rock Experimental, Blues Rock, Rock Alternativo
Gravadora: Ipepac

Oddfellows não tem muito segredo, este supergrupo de Mike Patton entrega o lançamento de 2013 com 13 canções curtas (nenhuma passa de 4 minutos de duração) e diretas. Tão diretas e cruas que algumas vezes talvez achamos que falta algo, que é apenas um experimento pela metade, nada que algumas audições extras não resolvam. Some hard rock setentista com experimentalismo, um ar sombrio totalmente cativante e o melhor que Patton possa oferecer em seus refrões mais melosos à frente do Faith No More, esse é o Oddfellows, que tem o próprio Mike Patton como um dos maiores destaques por culpa de seu versátil e excelente vocal. Outro destaque vai para o novato da banda, o baixista Trevor Dunn, entrou pouco tempo e mostrou um bom trabalho, com destacadas linhas de baixo. Mesmo destacando estes dois, a banda inteira vai muito bem, a guitarra de Duane Denison casou muito bem com o baixo do recém-chegado Dunn, John Stainer, o baterista, mantêm o ritmo, mesmo sendo o que menos brilha individualmente.

É o tipo de disco que fãs de Blue Öyster Cult  gostarão, recomendado para você que adorou a banda sueca Ghost, mas por favor, sem comparações, isso certamente estragará sua audição. E bom proveito!

Sem título-15

Rev Theory – Take ‘Em Out (2012)

revtheoryepOrigem: Estados Unidos
Gêneros: Metal Alternativo
Gravadora: Killer Tracks Artist Series

A conhecida banda dos fãs da federação de wrestling/entretenimento WWE, Rev Theory, volta à atividade, depois do criticado terceiro disco, Justice (segundo como Rev Theory, já que no debut a banda se chamava Revelation Theory). Sem muitos alardes, a banda lança esse pequeno EP de 4 faixas e 10 minutos para os fãs matarem a saudade. E essa é a única razão que consigo achar plausível, são canções muto fracas, tanto que parece ou que a banda estava brincando de jam ou que são “demo de demo”, nem demo completa tem cara. Não tem muito o que falar do EP, pois as faixas são semelhantes. A primeira música, assim como todas as outras, possui uma base simples, tempo curto, e maior destaque nas partes vocais, aonde os refrões repetem mil e uma vezes, só que a primeira me chamou a atenção por causa do último ponto citado, o refrão, aonde chupam lindamente o Linkin Park na sua era nu-metal, até fui conferir se não era alguma homenagem ou cover. Talvez esse seja o caminho que a banda queira se aprofundar mais, o nu-metal, se dedicando ainda mais neste gênero do que no hard rock. Vamos esperar para ver, se continuarem no mesmo “pique” desse EP, tem tudo para a até então medíocre banda se tornar horrível.

Sem título-5

Placebo – B3EP (2012)

placebo_b3epOrigem: Inglaterra
Gênero: Rock Alternativo
Gravadora: UMe

Depois de um saudável hiato que durou 3 anos fora dos estúdios, Placebo volta sucedendo o seu último disco de estúdio, o até bonzinho Battle for the Sun. E o lançamento de inéditas chama-se B3EP como você consegue ler no título, um EP de 5 faixas e que dura pouco menos do que 25 minutos. Pouco conheço a banda, antes de B3EP apenas tinha ouvido o já citado Battle for the Sun, o achei interessante e gostei dele, tá bom que cada audição à mais eu gostava menos e menos, pois fui percebendo a fórmula parecida e simples que ele continha. E quando foi lançado o EP de 2012, fiquei interessado para saber aonde a banda, que já tem quase 20 anos de existência, gostaria de chegar. É uma banda que já tem sua base de fã construída, vender, o lançamento de inéditas vai vender, só restava saber se iria ser a mesma fórmula de Battle for the Sun, ou a banda pensaria grande e arriscaria influências diferentes do que estão acostumados  (e nada melhor do que arriscar influências novas do que um EP sem compromisso, ainda mais depois de 3 anos sem nenhuma faixa inédita, já que os fãs não vão se contentar com apenas 5 faixas e irão querer mais algum álbum completo por no máximo 2 anos, e agora que estão com tanque cheio, dificilmente não virá um novo disco nos próximos anos).

E ouvindo o lançamento, digo que continua o mesmo e acomodado Placebo de 3 anos atrás, o hiato de 3 anos fora dos estúdios não favoreceu em nada. As faixas são ruins? Não, apenas descartáveis. A voz de Brian Molko continua a mesma, com a mesma interpretação de sempre, assim como as guitarras, mais do mesmo de Battle for the Sun. Todas canções se encaixam perfeitamente do contexto do disco de 2009, e SE a quarta e penúltima faixa, I Know Where You Live fugisse disso, poderia se tornar algo interessante, mas como não faz isso, apenas uma música regular e descartável como o resto. B3EP nasce para fazer a alegria dos fãs do atual Placebo,  pois não muda. Se você não for exigente quanto à isso, até recomendo à experimentar ouvir esse lançamento, tenho a certeza que irá ouvir, e ouvir, e ouvir, e ai cansar, mas talvez consiga alguma diversão.

Sem título-11

Saint Vitus – Lillie: F-65 (2012)

Origem: Estados Unidos
Gênero: Stoner Metal
Gravadora: Season of Mist

Lillie: F-65, oitavo álbum dos veteranos do Saint Vitus, o primeiro desde 1995. A banda foi criada no final dos anos 70, experiência é o que não falta. Confesso que este lançamento foi o único da banda que eu ouvi, então não posso dizer que eles não passam de uma banda tributo ao Black Sabbath… Na verdade posso, é o que Lillie: F-65 mostra. Com uma “influência” extremamente exagerada do Sabbath, que não é novidade na cena stoner metal (vide a banda Sleep), o Saint Vitus irá agradar os fãs semi-cegos do gênero. Não há necessidade de um resumo sobre cada música, pegue o disco Master of Reality da banda de Tony Iommi, logo em seguida, rode Lillie: F-65, você irá notar as distorções, a atmosfera, e até os vocais bem parecidos. Um álbum que não acrescenta em nada na coleção de ninguém, e cuidado na hora de procurar bandas desse estilo para se ouvir, poucas são as que confiam em si mesmas para ter coragem de arriscar o mínimo possível musicalmente ou as que não estão chapadas vangloriando o Black Sabbath.

3 – The Ghost You Gave To Me (2011)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: 
Rock Progressivo, Metal Progressivo, Rock Experimental
Gravadora: Metal Blade

Enquanto Josh Eppard (ex-membro do 3) seguiu carreira na já popular banda Coheed And Cambria, o irmão menos famoso, Joey Eppard, continuou a sua carreira no 3, fazendo um som consideravelmente diferente da atual banda do irmão, e em 2011 lança o sexto álbum de estúdio, The Ghost You Gave To Me. Pela capa dá para se esperar algo sombrio, psicótico, mas o que vemos é um som bastante versátil e divertido, The Ghost You Gave To Me se torna uma grande opção audível para apreciadores do metal e rock progressivo e do rock experimental, com um flertamento encantador com o pop ( o que faz parte da bagagem do rock experimental), e também  uma pequena semelhança com o sludge metal, a ótima e versátil ‘Sparrow’ é um exemplo disso. O instrumental, assim como o álbum num todo, não é revolucionário, e a execução não é genial, mas mesmo assim é algo bem interessante, com bons momentos de todos os instrumentos.

Só por tudo o que eu já disse, vale a pena ouvir o último lançamento dessa banda, mas seria hipócrita não constar os erros, também. Você poderá se animar com o CD na sua primeira metade, mas quanto mais o tempo do disco passa, poderá achar que perdeu a sua “graça”. O agitamento do começo não está tão presente, e o vocal de Joey Eppard, pode se tornar irritante algumas vezes, a oitava faixa chamada ‘Pretty’ mostra isso. Mesmo sem tanta empolgação, continua bom, e só é questão de audições extras (elas não apagarão os erros, mas claro, vai te ajudar a entender melhor outros detalhes). Vale a pena arriscar nesta banda, você, que gosta de Muse, arrisque! (Não, 3 não te lembrará de Muse), os “progristas” que gostam de experimentalismo, também. E sem esquecer do pessoal indie, 3 se encaixa um pouco em cada estilo, mesmo não sendo genial, se torna algo bem agradável, ponto para o experimentalismo/versatilidade.

Linkin Park – A Thousand Suns (2010)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Rock Industrial, Rock Experimental, Rap Rock
Gravadora: Warner Bros.

Tá, A Thousand Suns não é um álbum de new metal e não era o som que o Linkin Park estava acostumado a fazer, isso todos mesmo os que não acompanham a banda sabem (meu caso). Vamos apenas analisar o A Thousand Suns, e não a vida passada da banda. Nesse último lançamento até então, a banda decide seguir um novo caminho, saindo da mesmisse, se o resultado foi bom ou ruim, vamos tentar saber agora.

Aqui os caras fizeram um trabalho arriscado, já que não tinha feito nada parecido com isso antes, temos o exemplo do Pain Of Salvation e seu EP Linoleum, aonde é apenas um “rascunho” para o que foi Road Salt One, e melhorado em Road Salt Two, já nesse caso não teve rascunhos, não visíveis, mas um grande ponto positivo para o Linkin Park foi que junto com eles estava Rick Rubin, o famoso produtor, adorado por muitos, odiados por muitos outros. Em A Thousand Suns, a banda se jogou para o lado pop, prova disso é a dedicação que teve em fazer sons de fundo, substituindo o peso do metal. E nesses sons foi um dos pontos que a banda mais se arriscou, o disco está cheio de introduções, já começa com duas seguidas. Ficaram bacanas e bem feitas, nada que o U2 não tenha feito em No Line On The Horizon em 2009, um ano antes de A Thousand Suns, mas a comparação seria um pouco injusta, considerando o tanto de tempo na estrada que o U2 está fazendo este tipo de som.

As canções na sua maioria são baladas aonde temos um Chester “xoxo” e murcho, e algumas aonde Shinoda tenta ser o rapper badass do pedaço, grande exemplo é ‘When They Come For Me’. Na parte das baladas, elas são regulares para boas, sendo a melhor a última faixa do disco, ‘The Messenger’, aonde Chester manda uns vocais rasgados interessantes. E na parte de Shinoda soa até esquisito e genérico, a fusão de U2 com Kanye West não deu lá muito certo. Temos também a parte mais agitada e lembrando o antigo Linkin Park, com ‘Blackout” e ‘Wretches And Kings’, mas depois disso parece que a banda entrou em depressão outra vez e manda a progressão para a lata de lixo. É um disco que cansa o ouvinte, soa repetitivo e não dá “gosto” de ouvir, a não ser que você force a audição uma quarta ou quinta vez, ai você pode se indentificar melhor com o CD, e entender melhor ele, mas nesse arriscado lançamento do Linkin Park, mesmo tendo sons legais e bons momentos, também tem vocalistas brochantes e músicas esquecíveis.

Continue a ler