Tenacious D – The Pick Of Destiny (2006)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Heavy Metal, Hard Rock, Rock Comédia, Rock Acústico
Gravadora: Epic

Quem gosta de filmes de comédia, com certeza deve conhecer o ator, comediante e também músico Jack Black. E as pessoas que gostam e aprovam seu trabalho provavelmente devem saber de seu projeto musical junto com o também ator, comediante e músico Kyle Gass, Tenacious D. Em 2006, foi lançado o filme The Pick Of Destiny, estrelado pela dupla que também ficou encarregada da trilha sonora, lançado um álbum com o mesmo nome. Como o filme é um musical, tudo o que está no filme está no álbum, formando 15 faixas em torno de 33 minutos de duração (que em média não passam de 3 minutos), sem nenhum acréscimo ao álbum (a não ser em edições especiais, nas quais não irei avaliar). O que pode se resumir sobre o segundo disco dessa dupla de comédia? O que pode definir da maneira mais rápida e eficiente sobre esse álbum? Simplesmente podemos descrever tudo o que eu sinto sobre The Pick Of Destiny nestas duas frases a seguir: Assista o filme! Não ouça o disco!

Apesar de ter momentos interessantes e bacanas, como na faixa de abertura “Kickapoo”, tendo a participação especial do grandioso e infelizmente já falecido Ronnie James Dio, o disco é irritante e cansativo. Antes de mais nada, você precisa estar no clima para aguentar Jack Black e suas piadas sem pé nem cabeça, seu gritos idiotas e um pseudo-retardo-mental insuportável (a introdução de “Master Exploder” é que melhor mostra isso). A banda que acompanha a dupla é competente e as linhas acústicas as vezes são agradáveis e as vezes são agressivas, mas como um álbum em si, ele não funciona. Ele não faz sentido algum e nem ao menos tenta encontrar. Nem mesmo o humor é bom, algo que deveria ser destacado. O que você deveria fazer ao invés de ouvir The Pick Of Destiny é assistir o filme em si. As músicas do disco estão lá e fazem o sentido, e quando você escuta o disco separadamente, você se pergunta o porque de estar ouvindo um disco fraco como esse, se posso ver um filme não tão bom, mas que de certa forma faz mais sentido e tem um humor bobo, porém aceitável? Hora de rever seus conceitos de humor musical. Recomendado Joe’s Garage do Frank Zappa para aqueles que realmente procuram música com um humor de qualidade.

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Incubus – If Not Now, When? (2011)

Origem: Estados Unidos
Gênero: Rock Alternativo
Gravadoras: Epic, Immortal

If Not Now, When?, produzido por Brendan O’Brien, é o sétimo disco de estúdio do Incubus. A banda norte-americana de Rock Alternativo é composta por Brandon Boyd (vocalista, guitarrista secundário e percussionista), Michael Einziger (guitarrista principal), Jose Pasillas II (baterista), Chris Kilmore (pianista e tecladista) e Ben Kenney (baixista) lançaram um álbum interessante que merece nossa atenção. Contendo 11 faixas que variam entre um pouco mais de 2 minutos a mais de 7 minutos e meio de duração, If Not Now, When? é um disco que poderia ser considerado entre os melhores do ano passado, se não fosse por algumas coisas, que veremos logo abaixo.

O disco começa com a faixa-título que parece como uma faixa de abertura para um filme. Consigo até imaginar essa música mostrando os créditos iniciais. Aliás, o disco inteiro parece uma trilha sonora de um filme, aliás de filme romântico que com seu decorrer tem alguns momentos bem complicados, mas que tudo fica bem no fim, como um filme romântico. Mas voltando o foco a primeira faixa, ela começa bem bonita com seu violino até a banda aparecer e fazer uma música bacana. Os vocais, apesar de não serem nada geniais, funcionam bem. “Promises, Promises”, segundo single do disco começa com um piano que percorre pela faixa toda. É outra faixa muito bonita. É um álbum conciso e direto (e bonito). Bom para ouvir em qualquer situação diária enquanto deixa como música de fundo. Mesmo tendo momentos tensos e densos (porém belíssimos e interessantes) como “In The Company Of Wolves” e “Switchblade”, é um disco muito bom. As vezes peca pela falta de ousadia, mas isso não diminui a qualidade do disco.

If Not Now, When? é um bom álbum, consistente da primeira a última faixa, e mesmo mantendo uma semelhança entre suas onze faixas, não soa repetitivo de maneira alguma (a não ser que você ouça o álbum apenas uma única vez, aí sim vai parecer tudo idêntico). Mas como já citei, peca na falta de ousadia, que só temos nas já citadas “In The Company Of Wolves” e “Switchblade” (principalmente “In The Company Of Wolves” e seus sete minutos de duração, que as vezes soa até Psicodélica). Se tivesse a ousadia dessas duas e a beleza que encontramos nas outras, Incubus poderia ter lançado um dos melhores discos do ano passado. Sem falar também que a faixa de encerramento, “Tomorrow’s Food” para mim é particularmente fraca para terminar o disco. A banda poderia ter algo mais forte para encerrar o álbum. If Not Now, When? é recomendado para aqueles que querem ouvir uma boa música que eu considero suave e quiser ouvir como música de fundo. Esse álbum funciona muito bem nesse quesito.

AC/DC – Back In Black (1980)

Origem: Austrália
Gêneros: Hard Rock, Rock N’ Roll
Gravadoras: Atlantic, ATCO, Epic

Depois do grande sucesso do seu álbum de 1979 (o Highway To Hell), o AC/DC que viu seu frontman morrer de forma bem esquisita tinha algumas tarefas a ser feita: lançar um álbum depois do aclamado e adorado Highway To Hell que faria jus ao seu último lançamento, encontrar outro grande vocalista tão carismatico quanto Bon Scott, não ser apenas levada adiante como “lembra daquela banda?” ou “você ficou sabendo como o vocalista do AC/DC morreu?”, ou seja, ser esquecida ou ser lembrada pelo seu trabalho com Bon Scott pelo resto da vida e não pela música que seriam capazes de fazer, ainda. Bom, parece que a banda não teve medo disso e lançou Back In Black logo (apenas 5 meses depois da morte de Bon Scott), voltando do luto literalmente.

Barulho de sinos, e logo um poderoso e até obscuro riff vem a tona, Hells Bells abre o disco, e sou suspeito para falar dela, talvez a música que eu mais goste do AC/DC. Mas não elogiar ela é mesmo difícil, Brian Johnson mostra para o mundo sua potente voz. Os riffs daqui mostram muito bem o que é o AC/DC: uma maquina de riffs. Refrão e o clíma que Hells Bells te proporciona é extraordinario. Seguimos com Shoot To Thrill, essa que possuí grande refrão e outra com um clima bem interessante, com Angus domando sua guitarra lindamente, hard rock de primeira. What Do You Do For Money Honey só basta você ouvir o riff da introdução da faixa, e se você não se lembrar disso, sinceramente tenho minhas dúvidas se você vive na Terra! Refrão agitado e que funcionaria (funciona) muito bem em arenas de shows. Given The Dog A Bone e Let Me Put My Love Into You são outras com riffs incríveis, com aquela simplicidade não tão simples do AC/DC, sim, a banda mantém a mesma forma de fazer música, mas a empolgação que o grupo consegue demonstrar, sempre com riffs fantásticos liderados por Angus é algo fora do normal.

Agora chega o ponto alto do disco, a faixa título vem ai para mostrar que eles voltaram! Bom, para mim uma das melhores músicas de hard rock de todos os tempos, não vou fazer comparação, sendo que sempre tem uma ou outra grande canção que escapa a mente, e é apenas minha opinião. O riff (novamente se destacando), o refrão, o entusiasmo de toda banda e de principalmente Brian Johnson (que já se sentia confortavel com a sua nova banda), está tudo muito bem feito, a essência do rock n’ roll está nesta faixa, e que solo final do Senhor Angus. You Shook Me All Night Long, outra clássica do álbum, é a mais perto de ser balada das faixas mantendo o grande nível do CD com um refrão bem cativante. Have A Drink On Me deve ser a menos conhecida das 10 músicas do disco. E isso não faz perder a qualidade, mesmo não sendo uma das melhores (e apontar isso seria extremamente difícil, das 10, pelo menos 8 são muito conhecidas e consideradas clássicas) poderia ser encaixada como melhor faixa em muitos álbuns de hard rock por aí.

Shake A Leg é a nona faixa, e outra das minhas favoritas, com grande agitação que fluí por todo o disco, destaques para o refrão. Rock And Roll Ain’t Noise Pollution é novamente outra canção bem conhecida da banda, seguindo o estilo “igual mas desigual” que chega a ser cativante, e ela fecha o álbum com classe, e com um refrão que fica na sua cabeça e mostrando algo que muitos tentam desmentir, mesmo a canção sendo de 1980 ainda vale: Rock N’ Roll ain’t noise pollution – Rock N’ Roll ain’t gonna die.

Back In Black virou um grande clássico do rock e alcançando a marca de mais de 50 milhões de cópias vendidas, sendo o segundo álbum de música mais vendido da história. Um discaço e recomendado para todos que curtem boa música, os mais exigentes talvez pensam que seja algo supervalorizado por causa da simplicidade, só digo que os riffs mais difíceis de se fazer, são os mais fáceis de se ouvir e que a criatividade aqui apenas é diferente, não quer dizer que seja menos genial de bandas mais complexas.

Lamb Of God – Resolution (2012)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Groove Metal, Metalcore
Gravadora: Epic, Roadrunner

O Lamb Of God é uma das bandas atualmente mais bem falada, uma das esperanças do Metal hoje em dia para muitos, tendo em seu som característica um metal extremo e riffs muito bem feitos e poderosos. O grupo lembra o Pantera, só que menos criativo e técnico (e que caía entre nós, ser mais criativo e técnico que o Pantera é algo muito, mas muito difícil, ainda mais no gênero que a banda pertencia),  sendo mais pesado. Os fãs da ex-banda do quarteto do Texas devem se animar com o som do Lamb Of God, lembrando ainda mais o obscuro The Great Southern Trendkill, só que mais direto. Muitos esperaram ansiosos para o lançamento deste álbum,então se você for um deles (ou um fã de metalcore), sigam-me os bons, e se você não for, eu o convido a acompanhar minha opinião, talvez você se interesse pela banda.

O grupo formado por Randy Blythe (vocal), Willie Adler(guitarra base), Mark Morton (guitarra solo), John Campbell (baixo) e Chris Adler (bateria) abre o seu novo lançamento mostrando toda sua agressividade, com um riff pesado e Randy Blythe gritando horrores. Straight For The Sun é a primeira faixa, e uma das mais curtas do disco, com 2 minutos e 10 segundos. Ela mostra bem o que vai ser o CD todo, amantes de riffs bem feitos, guitarras trabalhadas e pancadaria da boa vão gostar, e se você for um desses, as 6 primeiras músicas passará bem rápido, com destaques para Ghost Walking (que possuí um grande refrão) e The Number Six, uma das melhores do álbum.

Barbarosa é a faixa que divide o álbum, vamos dizer assim (é a sétima faixa, de um total de 14). Ela é a mais curta com 1 minuto e 37 segundos, e parece que só serve para dividir o álbum, mas não deixa de ser interessante, com o violão ditando  o ritmo. Voltamos para a pauleira com Invictus, outra ótima faixa, seguindo o peso do CD e um refrão que gruda na cabeça. Chega Cheated e você percebe que é um ótimo álbum, mas tem suas limitações, dá para viciar legal nele, tirando que o ouvinte mais exigente vai perceber que é um disco que as faixas soam parecidas em partes (o que bastante gente gosta, algo direto e de boa qualidade), mas algo que não tira o quanto bom o CD é. Insurrection é a décima faixa e segue as pauladas com classe, mesma coisa de Terminally Unique, a sucessora de Insurrection.

To The End e Visitation continua o mesmo estilo, que, se você não tiver quase com um orgasmo e excitado com as canções anteriores vai começar a ficar entediado (as faixas soam melhores separadas), mas vale a pena esperar para a última música, aonde a banda encerra o seu lançamento desse ano com King Me, forte candidata a melhor do álbum, para mim fica entre ela e The Number Six. Começa diferente, e que começo! Depois de uma ótimo intro que faz você entrar em um clima, a paulada começa, com todo potencial da voz de Randy Blythe até o refrão, e que refrão! Destaques para a linha de bateria e para o feeling que a canção te passa, terminando o CD muito bem.

Resolution é um som pesado e simples, o que representa o metalcore, tal gênero que não é um dos meus favoritos, por isso talvez não me animei tanto com o disco, mas mesmo assim achei um grande lançamento e que muitos vão colocar no top 10 de melhores do ano, nada revolucionário, mas quem gosta de algo simples e pesado vai adorar. Recomendado quando você estiver com raiva, testado e aprovado!