Sonata Arctica – Ecliptica (1999)

Origem: Finlândia
Gêneros: Heavy Metal, Power Metal, Hard Rock
Gravadora: Spinefarm

Sempre quando falamos de power metal em grupos, dificilmente alguem não citará o nome ou de Stratovarius ou de Sonata Arctica, e sempre comparando um ao outro, e dizendo que Sonata lembra bastante Stratovarius, ou que são o “novo Stratovarius”. E quando eu ouvi Ecliptica vi que não são bandas tão parecidas assim (as partes que Sonata me lembra de Stratovarius não são as positivas), até diria que Sonata se parece mais com Europe do que com Stratovarius (não joguem tomates, por favor), e mais, que Sonata Arctica não é power metal. Pelo menos é a impressão que tive quando ouvi Ecliptica, é um som com influências sim do power metal, mas muito mais para o lado hard rock, com a pegada tradicional do heavy metal, com boas bases de bateria e seu bumbo duplo. Mas tem dois pontos em Ecliptica que fazem nos lembrar da banda do gordinho Timo Tolkki: primeiro são os refrões, em que quase todos o vocalista do Sonata Arctica, Tony Kakko, usa seu falsete lembrando muito Timo Kotipelto (isso não é tão bom assim…) e segundo são as “fritadas” nos solos. “Isso é uma análise ou uma comparação idiota?” Você deve perguntar, não deixa de ser uma comparação, mas com o foco na análise do álbum, tentei explicar o porquê de um dos álbuns tão aclamados do power metal, não ser puro power metal (continua sendo pelas notas compridas dando um “ar de épico”). Mas mesmo assim não tem lá tanta importância, e sim o conteúdo que ele nos mostra.

A estreia dos finlandeses não é um clássico do gênero power metal, ou essencial para o estilo como alguns fãs acham, na verdade traz defeitos que irei citar, e esses defeitos comprometem o disco, que não deixa de ser bom e divertido. ‘Blank File’ abre o CD, é o famoso termo “hino”, a canção é voltada para o refrão, e também tem uma boa base de bateria. Regular para boa canção, mas os falsetes de Tony pode te irritar, porque se torna algo bem forçado (o que acontece ao decorrer do álbum inteiro, e é por isso que se parecer com Kotipelto não é tão bom, nesse ponto sim acho que Sonata tentou ser o Stratovarius). ‘My Land’ é a segunda faixa, e é uma boa canção, mais para o lado power. Seguimos com a famosa ‘8th Commandment’, e ela não acrescenta algo bom no disco, se torna cansativa, ainda mais para o começo, que tivemos ‘Blank File’ e ‘My Land’. ‘Replica’ é a primeira power-balada do disco, ela lembra bastante alguma balada de hard rock dos anos 80, e os falsetes irritantes de Tony atacam denovo, outra canção que não acrescenta em muito. ‘Kingdom For A Heart’ é animada, mas completa o trio de canções descartáveis junto com ‘8th Commandment’ e ‘Replica’.

Agora temos a possível melhor faixa do CD, ‘Fullmoon’, a fusão de hard rock com power metal ficou bacana, e faz você esquecer um pouco as três faixas anteriores, que realmente te cansa. Outra boa faixa é ‘Letter To Dana’, outra power-balada, essa traz mais conteúdo, mesmo não sendo nada de incrível, se mantém no chão, regular para boa canção, e possui uma intro folk manjada, mas maneira. Agora temos ‘UnOpened’ , possui um bom refrão, e um solo interessante, a guitarra se entende bem com o teclado. ‘Picturing Of The Past’ tem um riff à cara de Timo Tolkki (e isso não é bom), tão rápido que não se torna algo agradável para se ouvir. Outra faixa forçada e que podia ficar fora do disco. Ah, os falsetes de Tony atacam com tudo por aqui também. A última e mais comprida faixa com quase 8 minutos é ‘Destruction Preventer’, é a tentativa da banda de fazer uma canção épica, e ela fecha bem o álbum, depois de bons e maus momentos que teve em Ecliptica. Não é lá essas coisas, mas é superior a muitas das faixas dos discos, e o solo não é agradável aos meus ouvidos. Mas a bela voz de Tony (sim, bela, sem os falsetes ela é) deixa a canção um pouco mais divertida e bonita, e o final possui a intro de ‘Letter To Dana’.

Ecliptica é a estreia de uma banda que mostra personalidade e técnica, e como uma banda nova na estrada, com certeza teve os seus erros. O maior deles foi as partes em tentar parecer o Stratovarius, Sonata Arctica é uma banda totalmente diferente dos caras do Strato, demonstra isso com clareza no seu debute, e tentar se parecer com eles só trouxe maus momentos, como os falsetes forçados e irritantes, e a chacina de moscas nos solos. Mas a banda mostrou um ponto muito positivo, que foi a versatilidade, a mistura de hard rock com power metal ficou maneira em certas partes (em outras a “mesmisse” atacou). Ecliptica é uma montanha-russa, você pode arriscar e ouvir o primeiro lançamento do Sonata, se for um cara que gosta de velocidade, vocais melódicos de power metal e uma pitada de hard rock, tenho quase certeza que irá gostar.

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Edguy – Tinnitus Sanctus (2008)

Origem: Alemanha
Gêneros: Hard Rock, Heavy Metal, Power Metal
Gravadora: Nuclear Blast

O Edguy é uma banda que foi gerada do Power Metal e com seu decorrer e desenvolvimento, o grupo foi se tornando em uma mescla de Hard Rock, Heavy Metal e um pouco de seu natural Power Metal, e tendo outras características que não são tão visíveis, como uma influência Glam e Industrial na sua música. A banda do liderada pelo louco chamado Tobias Sammet (vocalista), que também é o grande mestre de Avantasia, e composta por Jens Ludwig (guitarrista principal), Dirk Sauer (guitarrista secundário), Tobias “Eggi” Exxel (baixista) e Felix Bohnke (baterista) fazem um som totalmente grudento e não tão difícil de assimilar, porém pesado e não-plastificado em Tinnitus Sanctus.

“Ministry Of Saints” é uma bela porrada para iniciar o disco. Seus riffs fortes, uma cozinha comum (nada de ruim aqui, mas nada de extraordinário) e uma voz diferenciada de Sammet (que compôs todas as faixas de Tinnitus Sanctus, seja musicalmente ou conteúdo lírico). Mas na primeira faixa já percebemos um problema que percorria pelo disco todo: Os refrões. São grudentos, são estilosos, mas repetem muitas vezes! Exageradamente! A música tem 5 minutos. Poderia diminuir para quase 4 minutos se tirassem os refrões desnecessários. Você chega a cansar e não vê a hora de seguir adiante. E em “Sex Fire Religion” mantém a mesma coisa de “Ministry Of Saints”. Mesmo estilo de composição, mas com uma pegada maior para o Hard Rock, enquanto a anterior é mais Heavy Metal. O problema novamente são os refrões, assim como em todas as faixas. Repetem demais! E além disso, soam totalmente Glam.

O cúmulo do excesso de refrões se chama “Dragonfly”. Esta faixa chega a ter 2 refrões! Se é bacana? Sim, mas cansa esses refrões que tentam soarem épicos, não só pelo uso em diversas faixas, mas por elas repetirem tanto que seus ouvidos ao invés de ouvirem uma voz, ouvirá um coral! E isso até mesmo para aonde não precisava, como “9-2-9”, “Nine Lives”, “The Pride Of Creation” e a música com maior influência de Industrial, “Wake Up Dreaming Black”. E o que dizer da melosa e brega balada “Thorn Without A Rose”? É o tipo de canção perfeita para fingir lágrimas de crocodilo. Claro, esse disco tem horas que manda muito bem, como na faixa de encerramento “Dead Or Rock”, que soa uma (boa) homenagem ao AC/DC, mas mantendo uma faceta da banda, como um pequeno uso de teclado e o refrões… E claro, temos uma boa faixa épica, “Speedhoven”, que ai sim, precisava dos refrões épicos, e tiveram. E todos os solos de guitarra, apesar de soarem parecidos as vezes, chutam bundas!

Tinnitus Sanctus é um bom disco, mas que poderia ser limado em várias coisas, como os refrões (…) e o uso de teclado em certas faixas que não precisavam, como “Dead Or Rock” e “Wake Up Dreaming Black”. É como se elas estivessem preenchendo espaço onde não tinha que ter. A balada estraga muita coisa ali, e “Speedhoven” faria muito mais sentido encerrando o disco. Recomendo aos fãs de Hard Rock, de Heavy Metal e aqueles que querem curtir uma música agitada e divertida, porém grudenta e de fácil assimilação. Tinnitus Sanctus não é das melhores escolhas, mas ainda é boa!

Stratovarius – Fourth Dimension (1995)

Origem: Finlândia
Gênero: Power Metal
Gravadora: Noise

Fourth Dimension é o quarto álbum do Stratovarius e o primeiro com o vocalista Timo Kotipelto, a banda finlandesa é uma das mais famosas do mundo enquanto o assunto é power metal, e o quarto lançamento deles é considerado um dos mais importantes da discografia do Stratovarius, sendo que foi o grande responsável pela fama na Europa. Se a banda composta por Timo Tolkki (guitarrista e líder da banda), Timo Kotipelto (vocais) junto com Jari Kainulainen (baixo), Antti Ikonen e Tuomo Lassila (bateria) merece tal merecimento, vamos saber agora.

As quatros primeiras faixas mesmo dando aquela impressão de “eu já ouvi isso antes” se você é um fã de power metal (talvez não seja tão mal, o Stratovarius pode ter surgido antes dessas canções que soam genéricas), são boas canções. Against The Wind começa pesada e tem aquele típico refrão de hino, já Distant Skies segue o mesmo estilo agitado da primeira, mas com um refrão melhor e até viciante. Galaxies tem uma boa intro e um refrão legal e até relaxante, e a quarta faixa é a balada Winter. Winter é a única faixa que eu me interessei pelo solo neste disco, nessa Tolkki não está tentando ser um Yngwie Malmsteen computadorizado (não, Tolkki não é um mal guitarrista, longe disso, é muito técnico no seu instrumento, mas soaria muito, mas MUITO melhor se ele deixasse essa velocidade genérica de lado, e tentar “sentir” mais o som, minha opinião, sei que muitos gostam e idolatram esse cara), enfim, Winter é uma música bonita, bem lenta e com um refrão bom, com Timo Kotipelto mostrando que canta muito, mas não deixa de ser uma balada simples. O álbum começou muito bem para mim com o quarteto de faixas já comentadas. E agora seguimos, e Stratovarius além de ser o nome do grupo, também nomeia a quinta canção do quarto álbum do grupo, sendo ela instrumental. Como já disse anteriormente, muitos gostam dos solos de Timo Tolkki, e para esses essa música é um prato cheio, mas se for analisar melhor, é uma faixa que possuí bastante fritação do guitarrista finlandês querendo mostrar que toca muito, o que é verdade, mas para mim algo falta na guitarra dele, muita velocidade e pouco sentimento, o que faz essa faixa soar irritante para meus ouvidos. Lord of The Wasteland é uma faixa regular que tem bom momentos, gostei do refrão e  Timo Koltipelto mesmo parecendo uma versão cover finlandesa de Michael Kiske, tem uma voz muito poderosa e seus agudos trazem bom momentos para as canções.

Achei que não fui muito com a cara de Stratovarius (a faixa), e que as coisas melhorariam adiante, seguindo o rumo do começo do disco. Mas as duas canções a seguir, 030366 e Nightfall são abaixo do esperado, a primeira é algo que soa bem estranho e Nightfall, a segunda balada do disco, tem bons momentos, como a intro, mas a canção é tão lenta que fica sem graça, com um refrão totalmente sem sal. As duas últimas músicas (e não faixas, o álbum fecha com Call Of The Wilderness, um epilogo de 1 minuto e 32 segundos) traz qualidade novamente, We Hold The Key tem uma bela intro e refrão, com Timo Koltipelto se destacando novamente. Tolkki tira boas coisas de sua guitarra no solo, mas torna desagradavel quando tenta fazer a fritação sempre no final das melodias, mas a segunda parte do solo é bem legal, essa que é mais calma e possuí violão aos fundos. Uma das melhores do álbum. Twilight Symphony começa com outra fritação de Tolkki, mas mesmo com sua guitarra a lá McDonalds, Tolkki tem uma íncrivel habilidade para fazer grandes refrões, e em Twilight Symphony mostra isso. Uma parte interessante é os violinos que ganham destaques a partir dos 3:00 de duração da música, e um pouco depois disso a canção vai diminuindo até encerrar a canção e irmos para o epilogo final, não muito criativo, mas de bela forma.

Se você gosta bastante de power metal e que não liga para tantas frescuras no mundo da música poderá ouvir Fourth Dimension sem medo, estou certo que irá gostar. Mas também é certo que mesmo o Stratovarius sendo uma banda talentosa não é tudo isso que dizem, claro que possuem boas canções (mesmo que muitas soam irritantes e chatas), mas é diferente o nível, por exemplo, do Blind Gaurdian, as “boas” canções do grupo alemão são muito mais criativas do que grupos que nem Sonata Arctica e o próprio Stratovarius, e não soam menos épicas, pelo contrário. Em seu primeiro disco com o grande vocalista Timo Kotipelto, o Stratovarius lançou algo que influenciaria muitas bandas, mas analisando pelo lado musical, não é tudo isso que dizem.

Avantasia – The Wicked Symphony (2010)

Origem: Alemanha
Gêneros: Metal Sinfônico, Heavy Metal, Power Metal
Gravadora: Nuclear Blast

Depois dos aclamados e amados The Metal Opera Part I e Part II e dos EP’s Lost In Space I e II (sendo que os EP’s não foram bem recebido pelos fãs, dizendo que está muito “vendido”), Tobias Sammet, vocalista e a mente da banda Edguy, resolve lançar mais uma saga em seu projeto paralelo, o Avantasia. E tudo começou em 2008, um ano depois do lançamento de seus EP’s duplos, com o álbum The Scarecrow, que é inspirada em uma lenda alemã, chamada Fausto, que conta a historia de um doutor (o próprio Fausto), que desiludido, faz um pacto com o demônio chamado Mefistófeles. Sendo assim, o espantalho Fausto (Tobias Sammet) e uma “espécie cínica” de Mefistófeles (Jorn Lande). A historia fica cada vez mais interessante ao passar do disco, e recomendo para quem quiser acompanhar um bom conceito como tema a fantasia. The Scarecrow foi apenas a primeira parte da saga do espantalho, que em 2010, seguiu com dois álbuns, The Wicked Symphony, e mais tarde Angel Of Babylon.

Agora vamos falar mais sobre o primeiro lançamento de 2010. Eu pessoalmente gostei mais do Wicked Symphony do que do Angel of Babylon, dois grandes discos, que Tobias Sammet conseguiu mesclar gêneros diferentes e fazer uma ótima continuação do The Scarecrow (muito melhores do que a primeira parte da saga). A mescla entre power metal, hard rock, heavy metal nunca funcionaram tão bem quanto nessas obras de arte do alemão de Fulda, tornando um ar de fantasia que faz mexer com sua cabeça. As letras de The Wicked Symphony estão muito boas, e até recomendo acompanharem elas sem saber muito do conceito da saga, pois mesmo sem a historia completa, são letras simples de entender (os conselhos e mensagens, se você começar a ligar uma coisa ou outra no disco já fica complicado) e muito bem feitas mesmo, se duvide, apenas cheque a letra de Runaway Train. A raiz, o power metal, continua. Mas não tão influente como era nos Metal Opera, e caia entre nós, Tobi só não quis arrancar de vez o power do Avantasia por ser a influencia de toda a fantasia que ocorre o grupo e ser uma marca registrada. Na sua banda, o Edguy, já foi mais radical. Mas isso não quer dizer que é algo ruim, um músico se manter “preso” em um gênero é algo horrível, só ele mudando já merece respeito, e no caso do Tobias Sammet, merece respeito também por fazer trabalhos geniais. Sem dizer que TUDO que você ouvir no Avantasia, uma simples linha de baixo até um épico solo de guitarra, absolutamente TUDO foi feito por Sammet.

Sem enrolar mais, vamos as músicas do alemão, acompanhado por músicos convidados que são Sascha Paeth (guitarra e produção), Eric Singer (bateria) e Miro (teclados, orquestração), e caia entre nós, que banda! E em cada faixa, existe mais convidados, nos quais eu falarei o nome dos músicos nas faixas que aparecerem. E o primeiro convidado é Felix Bohnke, baterista e companheiro de banda de Sammet no Edguy. Mas nos vocais também tem gente, Jorn Lande (Masterplan) e Russell Allen (Symphony X) dividem os microfones com Tobias na faixa-título, no qual o dono do projeto diz ser uma batalha de voz entre Jorn e Russell. E não podia ser melhor para abrir o álbum, lembra que eu disse que o CD é uma mescla de muitos gêneros? A primeira faixa mostra isso, uma épica canção de mais de 9 minutos de duração, com uma intro que te joga no mundo “fantasiático” de Avantasia, até o peso da guitarra te acordar, e logo Tobias começa a cantar, você já está na mágica. Os três vocalistas vão se revezando até um refrão que não deixa de ser épico, mesmo sendo bastante hard rock. Peço que prestem muita atenção nessa faixa, ela é verdadeiramente de outro mundo, os vocais vão se revezando, continuando na mesma (e sem enjoar) até o solo de Sascha em 5:41, um grande e lindo solo desse grande produtor e músico. Mais ou menos em 6:47 o solo acaba e a música abaixa, dando apenas para ouvir a base junta de bateria com guitarra e baixo, com Tobias Sammet sussurrando algo, até ir aumentando sua voz mais e mais, junto com os instrumentos que o segue, tornando algo sensacional, até Sammet voltar de vez para os vocais com uma cara já de final, mas ainda dá tempo de mais um bis do refrão, e assim acaba um começo perfeito para um álbum que tem como tema a fantasia.

Wastelands segue com os convidados Oliver Hartmann (guitarra) e a lenda alemã Michael Kiske (vocal). Os fãs de Helloween ficarão felizes ao ouvir essa, parece que Sammet quis fazer uma música exclusivamente para Michael Kiske cantar e brilhar, porque é o que acontece, uma música com uma cara de Helloween, mas bem grudenta, a intro já mostra isso, o refrão nem se fala. Umas das mais power metal do álbum, e com uma ótima parceria entre os alemães, e quando falo ótima parceria entre os alemães, não digo apenas de Michael Kiske e Tobias Sammet, mas sim também de Sascha Paeth e Oliver Hartmann, que fazem um solo muito legal e puxado pro lado power metal juntos, não chega a ser uma das melhores do álbum, mas Wastelands tem seus encantos, e só por ter Michael Kiske, já vale muita coisa. A terceira faixa se chama Scales Of Justice, com Alex Holzwarth na bateria e o grande e magnifico Tim “Ripper” Owens nos vocais! Uma das faixas mais pesadas do disco, e chamar Tim para ela foi muito, mas muito bem escolhido mesmo. A faixa que também conta com uma linha interessante de bateria de Eric Singer é uma das mais agitadas e uma das mais legais do álbum, refrão espetacular, e como esse Tim Ripper canta não é brincadeira. Dying For An Angel é a próxima, e conta com a participação de outra lenda alemã, o vocal do Scorpions, Klaus Meine. E outra vez acho que Tobi fez uma música exclusivamente para seu convidado cantar, até quando ele (Tobias) está cantando , lembra bastante o Klaus. Uma das mais hard rock do álbum e também uma das que mais fica na sua cabeça, culpa desse refrão bem Scorpions que é ótimo. Canção muito boa, outra parceria que se deu bem, e muito interessante também: Klaus Meine foi o frontman de uma das bandas (se não A banda) mais famosa da Alemanha de todos os tempos, e Tobias Sammet, um dos nomes atuais mais interessantes da música alemã. O solo da faixa também merece destaque, com uma passagem curta e fantastíca para mais uma vez o refrão, assim terminando a participação desta lenda.

Felix Bohnke volta para a bateria na quinta faixa junto com outro convidado, o nosso representante tupiniquim, o ex-Angra e ex-Shaman, André Matos! A música é a Blizzard On A Broken Mirror, a minha favorita do disco. Adoro simplesmente tudo nela, o feeling épico que ela possuí é monstruoso, o pré-refrão é sensacional, a letra é sensacional, o refrão e a participação de André Matos são sensacionais! Uma outra passagem que é simples, mas bem legal, com Tobi aumentando sua voz de novo, até chegar o refrão, e você ter certeza que ele grudará na sua cabeça. Agora só para melhorar vem uma das baladas mais bem feitas que eu já ouvi, Runaway Train, uma das minhas favoritas do álbum também. Bruce Kulick, guitarrista do Kiss por 12 anos divide as guitarras com Sascha Paeth. Jorn Lande volta nos vocais, assim como Michael Kiske, e Bob Catley (Magnum) também participa da épica balada. Gosto muito do começo dela, e o legal é perceber o quanto Tobias Sammet canta, mesmo em lados de grandes lendas como Michael Kiske e Bob Catley, sendo um dos destaques da faixa. O revezamento de vocal vai acontecendo entre Tobi e Jorn. Tudo muito bom até aqui, mas a melhor parte ainda está por vir, Sir Bob Catley começa a cantar, e emociona, abra no lado alguma página com a letra da canção e acompanhe Catley, e preste atenção, porque com o instrumental ao fundo fica ainda mais perfeito. Depois disso em seguida já vamos para uma espécie de segundo refrão, bem agitado e divertido, tornando essa faixa mais magnífica ainda. Michael Kiske começa a cantar no mesmo tom do começo da música, até vir um Tobias Sammet com sua voz poderosa e puxar mais uma vez o refrão da canção, destaque para a linha de bateria de Eric Singer, principalmente no final da faixa.

Crestfallen é a sétima faixa, Alex Holzwarth volta a bateria e mais uma vez Jorn Lande participa (algo normal, pois como falei mais no começo, ele é um dos protagonistas). Uma das mais pesadas do disco, disputando de cabeça a cabeça com Scales Of Justice. Adoro a intro de teclado dela, até começar o peso natural de uma canção de heavy metal, até se tornar algo que dá para “headbanguear” sem problemas. O vocal de Tobias aqui me agrada, e muito. Só pensar que ele que criou absolutamente tudo que aqui se encontra, não consigo encontrar outra palavra no meu limitado vocabulário a não ser genial. O refrão é sensacional, com Sammet fazendo um tom de voz que impressiona, algo agressivo e mais puxado para o lado “gritante” de sua voz que eu nunca ouvi antes. Forever Is A Long Time, a oitava faixa, que permanece com Alex Holzwarth na bateria e volta com Oliver Hartmann na guitarra fazendo companhia a Sascha novamente, e como as guitarras desses dois se dão bem é impressionante! Jorn também volta. É uma música bem agitada e muito legal, com grande destaque para Jorn Lande, com sua linda voz. Solos duplos novamente, Sascha Paeth tem que chamar Oliver Hartmann urgentemente e montar uma banda!

Black Wings é a nona canção, com participação de uma linda voz chamada Ralf Zdiarstek, e não sei nada sobre esse cara, a não ser que sua voz é muito bela e que participa desta canção do Avantasia. Black Wings tem uma intro pesada, e tirando, claro, a voz de Ralf, destaque para  o grande refrão que Tobias manda super bem, e outra passagem com o dono do projeto cantarolando mais baixo, até chegar um bom solo de Sascha. States Of Matter conta a volta de Alex Holzwarth e de Russell Allen. Intro bastante agitada e que merece destaque, assim como a voz poderosa de Russel Allen, faixa com um refrão mais grudento e que não deixa de ser boa, mas não chega a ser um dos destaques do disco. Fechamos com The Edge, Felix Bohnke e Bruce Kulick voltam e também temos a participação no orgão de Simon Oberender. Talvez você ache ruim acabar o álbum com uma balada, mas o álbum trouxe pancadas atrás de pancadas, e sem esquecer que segue uma historia, acompanhando ela dá para entender melhor tal ordem das músicas. Mas isso não tira o crédito. Sascha Paeth é um dos destaques, não só com seu muito bom e curto solo mas também como produtor, que deixou TODO o álbum mais mágico ainda. Sobre a canção, tem partes bem belas e até tristes, se você estiver mais para baixo, tem chances de ouvir bastante a última faixa do The Wicked Symphony, mesmo ela não sendo grudenta ou tão leve.

The Wicked Symphony é a essência de uma mistura de boa música com fantasia, não sendo repetitivo como muitos grupos de power metal e assim mantendo a grande magia que só ouvindo você entederá o que eu quero dizer. Um tema não revolucionário, mas o jeito de tratar ele, foi um jeito novo e extraordinário.

Angra – Temple Of Shadows (2004)


Origem: Brasil
Gêneros: Power Metal, Metal Sinfônico, Metal Progressivo
Gravadora: Paradoxx

O Angra “ressurgiu” em 2001 com seu álbum Rebirth e também  com a reformulação imensa dos integrantes, apenas permanecendo Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt (os guitarristas). E depois do grande sucesso que teve o primeiro álbum desse “novo” Angra e do EP Hunters And Prey de 2002, o Angra lança um dos seus, se não o melhor álbum de sua carreira (claramente é o melhor com o vocalista Edu Falaschi). Liricamente não tem nem o que falar, com certeza o disco conceitual mais complexo da banda, e por isso eu digo que vou deixar a gosto do leitor, querer acompanhar o conceito ou não, recomendado, porém eu sinto que me enrolaria com a complexidade dele (ainda por cima explicar isso), sendo que resenha falando disso é o que não falta na internet, tornaria apenas algo repetitivo, ainda mais que o próprio encarte do CD explica mais ou menos a historia, que foi escrita totalmente pelo guitarrista Rafael Bittencounrt, tenham medo! Então, apenas deixarei um pequeno prelúdio:

“Este álbum descreve – em poucas palavras – a saga
de um Cavaleiro Cruzado conhecido como O Caçador
da Sombra, que se une ao exército do Papa no fim
do século XI. Durante sua saga, sua mente é muitas
vezes desorientada pelo antagonismo da Guerra
Santa e afligida por visões que conflitam com
sua devoção à Igreja.”

Agora sem mais delongas, o conteúdo do CD. Começamos com o típico interlúdio que bandas de Power Metal ou Symphonic Metal gostam de usar bastante, essa é chamada Deus Le Volt!, e casa muito bem com a primeira canção (segunda faixa), Spread Your Fire, que começa cheia de energia, e que linha de bateria do senhor Aquiles Priester! Monstro. Uma música muito bem orquestrada, uma das mais legais de se ouvir do disco, ótima para a abertura e destaque para Sabine Edelsbacher, vocalista convidado. Angels And Demons é a seguinte, com riff e guitarras poderosas, um refrão bem fácil de grudar na sua cabeça, e segue o nível da sua antecessora. Apenas os solos, pecam em alguns momentos, por soarem iguais, o que acontece na maioria dos álbuns dessas bandas de Power/Symphonic, mas nesse álbum dá para aguentar, e talvez você não os note muito, sendo tal energia que o CD te passa. Waiting Silence começa com uma bela intro e ela é não é tão pesada que nem as duas primeiras, não chega a ser algo puxado pro lado da balada, mas é aquela música que te acalma, que você se sente bem em ouvir, outra que vicia fácil. Wishing Well já começa grudenta, a primeira balada do disco, bem grudenta e que e serve para te acalmar de vez, já que Waiting Silence te joga nesse feitiço, ótima dupla essas duas!

A sexta faixa é The Temple Of Hate, e Edu Falaschi está cantando que nem nunca, mudando o seu tom de voz com facilidade. Uma canção que o instrumental está lindo, muito bem orquestrada e empolgante. E logo em seguida vem The Shadow Hunter, a melhor do disco em minha opinião (e a mais longa também), o solo de violão no começo, o clima que ela te trás, o refrão, está tudo em uma sincronia maravilhosa, essa é realmente muito empolgante, que chega a emocionar. No Pain For The Dead é mais arrastada, começa como uma balada calminha e triste, até crescer no refrão, e se acalmar de novo, destaques para a passagem orquestrada muito bela e para a também bela, voz da vocalista convidada Sabine Edelsbacher que canta nessa faixa também. Winds Of Destination começa empolgante, cheia de energia, Aquiles Priester mostra o porque dele ser um dos melhores bateristas do Brasil, e porque não, do mundo? A empolgação se acaba, em cerca de 2 minutos e 10 segundos, passagem rápida para a entrada de um teclado, que faz a música se tornar algo épico,e bem bonita. Em mais ou menos 3:41 a música vai voltando seu peso, com a bateria de Aquiles e as guitarras aumentando o som, até Edu começar a cantar e colocar a canção o peso de antes, e logo vem um solo veloz, que ficou bem legal até a entrada da segunda guitarra nela, que soa genérica, mas tem la seus encantos, o final é digno de algo épico.

Sprouts Of Time tem uma intro muito legal e e é uma música muito interessante ao todo, merece ser ouvida com atenção, algo relaxante e lindo. Agora chega a segunda mais comprida do CD, Morning Star com seus 7 minutos e 39 segundos merece ser escutada com bastante atenção, uma das melhores instrumentalmente do álbum, hora a música fica relaxada, hora fica pesada. Acho que ela não é tão facil de se digerir, mas vale a pena forçar e ouvir mais ela, bem épica. Late Redemption é a décima segunda e penúltima do disco, e tem um convidado bem ilustre para nós, povo brasileiro, a lenda do MPB Milton Nascimento! Canção que possuí uma melodia linda e se torna uma parceria bem interessante, mesmo Milton Nascimento cantando apenas alguns estrofes. E o álbum fecha com a sensacional e épica e instrumental: Gate XIII! Nela é reprisado partes das canções anteriores, algo que se pareça uma peça de teatro, uma das melhores do álbum e fecha com maestría esse grande trabalho.

Temple Of Shadows é o CD mais rico em conceito e o melhor desse novo Angra (não posso dizer dos antigos, com André Mattos, pois ouvi somente um), conseguindo jogar um tipo de magia em nós, ouvintes. E por que isso? Não sei você, mas eu não me contentei em ouvir uma única vez o álbum, tem tanta coisa nele, que é impossível saber de todos os detalhes, músicalmente, e principalmente na parte do conceito, que Rafael Bittencourt caprichou, e quem saiu ganhando foram nós! Uma banda polêmica, cheio de altos e baixos, chega em seu ápice em 2004 (e contrariando os True Metal Fans From Hell, que diz que música boa não se faz hoje em dia, que ano musical foi esse de 2004!), com um dos melhores discos conceituais que eu já ouvi (apenas BE do Pain Of Salvation conseguiu me deixar mais maravilhado com a historia do que com esse do Angra), seu “grande álbum”, ao contrário de muitos que dizem ser Rebirth ou Angels Cry, para mim é Temple Of Shadows!

Edguy – Age Of The Joker (2011)

Origem: Alemanha
Gêneros: Hard Rock, Heavy Metal, Power Metal
Gravadoras: Nuclear Blast, A&M, The End

O Edguy é uma banda que nasceu nas raízes do Power Metal, a influência de Helloween é inegável (como a do Iron Maiden também), fizeram álbuns considerados clássicos do estilo, como os excelentes Theater Of Salvation e Mandrake, e neste último citado, a banda começou a mudar um pouco seu estilo (e que fizeram muito bem nisso, um artista tem que ser feliz com o som que está fazendo e manter a cabeça fechada a um estilo nunca me cairá que ele está totalmente feliz com sua música). A mudança foi ficando cada vez mais radical, depois das poucas visíveis no Mandrake, Hellfire Club foi um álbum que mantinha o Power Metal, porém com muito mais influência do Hard Rock, e o disco possui a música Lavatory Love Machine, coisa mais Hard Rock que isso o Edguy nunca tinha feito, mas foi no álbum de 2006, Rocket Ride, que o Hard Rock entrou na banda de vez, um álbum muito diferente de qualquer outro dos alemães, claro que muito fã true começou a falar suas baboseiras, e eu a passar do tempo vi que era um grande disco. Tinnitus Sanctus de 2008 só confirmou de verdade a mudança da banda, para o que muitos esperavam uma continuação do Mandrake, viram o album mais pesado da banda, mais frio, mesmo com a Bonus Track “Aren’t You A Little Pervert Too?” (em tom sarcástico, é claro) a banda não teve aquela pegada “Happy Metal” (ouvindo Edguy e Helloween, ficava feliz em dizer que isso era Happy Metal, por causa das palhaçadas, mas alguns brasileiros estragarem a graça do nome, que nem fizeram com o ótimo estilo musical, Funk) que todos conheciam dos palhaços (ou coringas?) do Edguy.

No Natal de 2010, eu lembro que quando cheguei em casa as 5:00 e fui mexer um pouco no PC, abri um site de noticias de Rock e Metal, e vi que o Tobias Sammet tinha mandado uma mensagem para os fãs para o Natal, nele tinha aquelas baboseiras de sempre, elogiando os fãs e bla bla… Só que no final, Tobias Sammet disse que  viria um novo album do Edguy no verão euroupeu de 2011 (meio do ano), meu dia que tinha sido uma merda virou uma maravilha (quem me conhece sabe que o Edguy é a minha banda favorita). Muito se especularam sobre o Age Of The Joker, muitos falavam que se não voltasse ao Power Metal não ia valer a pena, que o Edguy acabou no Hellfire Club (olha que falam mal desse também), mas isso é típico dos tão chatos e quadrados “True Metal Old School Fan From Hell FUCK YEA”.

Eu, realmente nessa época tava viciado na Era Power Metal do Edguy, queria que voltasse essa raiz um pouquinho mais, mas sem desmerecer trabalhos que não são Power Metal que nem nos dois albuns anteriores, músicas que nem Speedhoven, Sacrifice e Return To The Tribe são maravilhosas, bom, no final das contas eu pensei mais sobre isso,e eu apenas queria que o Edguy fosse Edguy! As palhaçadas, a diversão, os solos duplos de Jens e Dirk, mini solinhos do Tobi Eggi, a “dancinha das guitarras” que fazem ao vivo e com o “Allien Drum Bunny”, Felix Bohnke matando a pau como sempre.

Chegou agosto, mês da estreia mundial do album, eu ouvi a versão do Clipe de Robin Hood, não era a inteira, a faixa de 8 minutos virou um single de 5 minutos, então não tive como e não quis analisar isso, a ansiedade bateu muito forte nesse mês de agosto, por dias isso foi a razão do ano para mim(ta… isso foi MUITO fan girl). Ouvi algumas previews das músicas no Site Oficial, mas muito cedo para dizer algo, eu me concentrei mais nos nomes das faixas, adorei Pandora’s Box (Seria um tributo ao Aerosmith?), The Arcane Guild e a que eu mais gostei, Behind The Gates To Midnight World, “soa épico!” eu dizia.

Então. O album saiu, dia 26 de agosto, e aqui eu trago para vocês a minha visão sobre ele.

O album começa com a já conhecida Robin Hood, muitos adoraram, outros falaram muito mal, eu gostei da música, a intro dela é muito boa, já de cara dá para perceber o trabalho de Sascha Paeth, os sons estão fenomenais! A voz de Tobias Sammet está muito poderosa, mais do que nunca, o refrão da música eu achei um pouco “grudenta” de mais. Gostei da letra, e a passsagem do meio da música é sensacional. Continuamos com Nobody’s Hero, a mais pesada do album, confesso que demorei bastante para gostar mais dela, mas é uma faixa bem poderosa, teclado não muito “visível”, mas faz um excelente papel, Jens e Dirk estão na suas melhores fases com suas guitarras, como alguns fãs diziam, “Quando o Tobias Sammet estava em turnê com o Avantasia, os dois deviam ta estudando com as guitarras”, melhores riffs e dupla mais afiada de guitarristas que agora o Edguy nunca teve! Rock Of Cashel é a faixa seguinte, intro muito boa, com um mini-solo, essa é uma das minhas favoritas, tem um refrão bem “grudento” também, e a música é apenas boa até a metade dela (o refrão se repete muito, o grande problema desse album para mim, pois a maioria deles são muito grudentos como já disse), mas a segunda metade dela… Emociona! A primeira vez que eu ouvi eu fiquei muito feliz mesmo, e vi o porque eu gosto tanto dessa banda, uma das melhores do CD com certeza.

A faixa número 4 é Pandora’s Box, uma música com uma pegada Country, mas sem perder o peso, como eu disse antes, será que é um Tribute ao Aerosmith? O nome da faixa e o jeitão dela lembra muito, para mim sim! Uma das favoritas dos fãs desse album, realmente é uma música muito boa e criativa, o solo do Jens ficou muito legal. Agora temos Breathe, a quinta faixa, eu adoro o começo dela, mas não gostei tanto do teclado na música, soou meio esquisito, outro solo que eu gosto muito do Jens, depois do solo a música fica mais lenta, Tobias vem cantando e a música cresce de novo! Um Hard Rock muito bem executado.. Two Out Of Seven e Faces In The Darkness são as próximas, Two Out Of Seven também começa com uma intro de teclado, até parecida um pouco com a de Breathe, nada de mais, a música é uma crítica a Imprensa e a todos que falam mal deles, as Revistas e Sites que os críticam e que dão nota 2/7(nota 2 para um total de 7) para os albuns da banda, a faixa é um bom Hard Rock, e cuidado, pode viciar! E não dá para não comentar o trecho final aonde Tobias canta “What The Fuck? Suck My Cock” e “When I wank at the bank, I’m ten out of ten my friend”, sem perder o jeito brincalhão da banda, a música apenas peca demais no mesmo quesito das outras, refrão muito repetitivo, e continuamos com Faces In The Darkness! Uma das minhas favoritas, essa vicia também, adoro o pré-refrão e o refrão dela, os agudos do Tobias, uma das melhores do album!

The Arcane Guild e Fire On The Downline seguem o album, The Arcane Guild é uma música muito gostosa de se ouvir, eu adoro ela e o seu clima, passagem legal seguida de um solo muito bom de Jens,um dos meus favoritos dele no album, e sempre acompanhado da bateria de Felix(mesmo que esse não seja um grande destaque do album). Fire On The Downline tem uma intro “triste” que me cativou bastante, ótima intro!(Esses agudos do Senhor Sammet… Meu Deus hein!), refrão bem legal também, Hard Rock bem tocado, as guitarras estão muito bem, Tobi Eggi e seu baixo não tem lá grande destaque, mas mesmo assim o baixo dele está acompanhando as guitarras de Jens e Dirk com classe.

Behind The Gates To Midnight World… A que o nome “soa épico”, a mais aguardada por mim, sem palavras para descrever essa, está tudo tão bom aqui, agudos lindos do Sammet, refrão muito bom mesmo, o melhor do album, eu até arrisco a dizer que essa é uma das melhores músicas só não do Age Of The Joker, mas sim do Edguy! O solo ja acompanhado por uma passagem com um teclado muito melódico e ótima, Tobias volta cantando até chegar uma espécie de “segundo refrão” da música, “Run Away! Run Away!”, outra passagem, agora básica, e voltamos para acabar a faixa com o refrão, a melhor do CD com certeza.

Encerramos o album com Every Night Without You. É… A primeira balada do album! Gosto muito do começo dela(quando Tobias começa a cantar), mas não é nada de grande expressão, boa balada, poderia está no CD Bonus, ou no máximo no meio do CD (acabar com Behind The Gates To Midnight World seria totalmente espetacular).

Bom, é isso, o Age Of The Joker versão normal chega ao fim, mas ainda tem o Disco Bonus (TCHARAM).

E ele começa com a ótima God Fallen Silent, música composta pelo guitarrista Jens Ludwig, guitarras rápidas, refrao muito bom, riff bem rápido também, com certeza ela poderia estár no Age Of The Joker (no lugar de Every Night Without You talvez), a minha favorita do Disc Bonus.

A próxima é Aleister Crowley Memorial Boogie, eu gostei do refrão, mas não achei ela nada de mais, apesar do nome, que eu adorei, bom riff, boa faixa para um CD Bonus. Cum Of Feel The Noise você ja deve ter ouvido, Cover do Slave (conhecida também pela versão do Quiet Riot), e é a cara do Edguy, o nome, o momento, cover perfeito! Adorei a versão.

Standing In The Rain é uma música que foi gravada em 2005, poderia está no Superheroes (EP), não faz muito a cara do Age Of The Joker, mas eu gostei bastante dela e poderia entrar no album no lugar de Every Night Without You (vocês vão pensar que eu embacei com ela… Mas eu gostei da música, apenas achei as outras um pouco melhores).

O Bonus Disc termina com as versões Singles de Robin Hood e Two Out Of Seven, legal para um CD Bonus, pois é material a mais, mas as versões originais são bem melhores, quem ouve Robin Hood (Single Version) ao invés da original é preguiçoso e Two Out Of Seven está sem os palavrões no final, o que tira o ar de graça na música.

Age of The Joker, não, ele não é nenhuma obra-prima, mas só quem fala mal dele são os fãs “truezão” mesmo, é um ótimo Hard Rock que mistura Folk, Country, Power (Sim, tem partes Power, a raiz tá aí!), e Heavy Metal. Album versatíl e que merece destaque nesse ano de 2011, pois me fale outra banda que fez mudança tão dramatica que nem o Edguy? Os caras merecem respeito e saldo de palmas, fizeram um grande trabalho, continuem assim! (E olha que eu ja quero outro album deles).

Nota: