Linkin Park – Living Things (2012)


Origem:
Estados Unidos
Gêneros: Rock Alternativo, Rock Eletrônico, Rap Rock
Gravadoras: Warner Bros.

Ah, Linkin Park, uma de minhas bandas favoritas e que por coincidência já apareceu três vezes aqui no I&W, lançou um album novo recentemente. E quando digo recentemente é literalmente, pois o álbum foi lançado ontem e já temos uma review dele aqui, uma salva de palmas para o Images & Words! Enfim, eu esperei por alguns meses para ouvir o album, sem nem ouvir os singles que lançaram antes do álbum. Meus caros amigos, eu tive um pequeno déjà vu a ouvir o Living Things, e para entender mais o porquê disso, sigam-me os bons.

O álbum inicia com Lost in the Echo, a música já começa com um toque bem eletrônico, misturando as guitarras de rock com as batidas eletrônicas, formando uma boa música, assim como a próxima faixa: “In My Remains”. Agora temos a primeira música lançada antes do álbum, “Burn It Down”, que estourou pouco depois de ser lançada. A música lembra o sucesso “Breaking the Habit”, do segundo álbum da banda, Meteora. Começa então “Lies Greed Misery”, essa sim, bem mais eletrônica que as anteriores, que conta com os famosos gritos de Chester, misturando os vocais de Metal com a batida eletrônica, causando um impacto diferente e bem agradável.

“I’ll Be Gone” é a próxima, que entra no estilo Rock Alternativo, com uma ótima letra e ótima composição é uma das melhores do álbum. Seguida por “Castle of Glass”, que é calma e com toques eletrônicos, não tão boa quanto as outras, mas boa. Então temos “Victimized”, a melhor do álbum que tem a curta duração como seu único defeito. A música é pesada, entrando no estilo Nu Metal, contando com os berros de Chester novamente, muito boa, infelizmente a sensação do “antigo Linkin Park” dura por apenas 01:47. Então temos “Roads Untraveled”, que lembra músicas natalinas e é calma, mas infelizmente, não me agradou muito, já que ficou meio “estranha” pelo seu “clima natalino”. Logo temos “Skin to Bone” que é BEM eletrônica, que conta até com vocais adaptados para a música, mas também não me agradou. Voltei a me agradar com o toque de Rap Rock do CD com a faixa “Until It Breaks”, que lembra o grupo de Hip-Hop de Mike Shinoda, que por acaso assume os vocais dessa música, o Fort Minor. Essa faixa também me lembrou os antigos tempos de Linkin Park.

Agora temos “Tinfoil”, um instrumental eletrônico que está ali com a função de “abrir a faixa final”, que é “Powerless”. A música tem uma letra que se encaixa perfeitamente para aquelas situações de um amor não correspondido, a música é bem calma e com toques eletrônicos. Ela é muito boa, e fecha o CD de modo agradável. Minha singela opinião é que aqui temos um déjà vu dos últimos trabalhos da banda, os CDs Minutes to Midnight e A Thousand Suns, que agradam bastante no início e acabam estragando no meio, e fecham de uma forma aceitável. Mas podemos notar que desde o último trabalho da banda, A Thousand Suns, o grupo evoluiu bastante. O atual estilo da banda não é ruim, entretanto, tenho esperanças de que voltem ao seu melhor estilo um dia: o Nu Metal.

Muse – Black Holes & Revelations (2006)

Origem: Inglaterra
Gêneros: Rock Alternativo, Pós-Prog, Rock Espacial
Gravadoras: Helium 3, Warner Bros.

Muse. Uma banda muito popular na última década (e continua sendo), seja por suas músicas de ótima qualidade ou por ter relação na trilha sonora de uma das piores sagas cinematográficas da história, conhecida por nós como A Saga Crepúsculo. A banda é composta por Christopher Wolstenholme (baixista e vocal de apoio), Dominic Howard (baterista e percussionista) e pelo cérebro Thom Yorke… Perdoe-me, Matthew Bellamy (vocalista, pianista, tecladista e guitarrista), que possui um timbre e uma forte influência do vocalista do Radiohead. Black Holes & Revelations é o quarto disco da banda e para alguns fãs este é o melhor álbum já lançado pela banda. Eu discordo. E entendam o porque.

Esse disco é o exemplo perfeito de como iniciar o álbum com uma atmosfera sensacional e obscura, e nas músicas posteriores você destruir tudo que a primeira faixa criou, seja liricamente, instrumentalmente, atmosfericamente… Mas ainda sim continuar sendo um bom álbum feito por uma boa banda, mas que no fim ele apenas não tem nexo, tendo momentos Pop, Hard Rock e outros quase Metal. Matthew Bellamy e companhia erraram ao iniciar com “Take a Bow”, justamente por ser uma música tão forte e por ter criado uma grande expectativa do álbum, principalmente pelo seu encerramento, e você se deparar com “Starlight” e em seguida “Supermassive Black Hole”, as expectativas de um disco “apocalíptico” ou “obscuro” foram devastadas. São boas canções? Sim. O problema é “Take a Bow”, que está no disco errado. Até a mais pesada “Assassin” acaba encaixando de uma certa forma no contexto do disco. No álbum posterior, “The Resistance”, e no anterior, “Absolution”, o grupo britânico não cometeu este erro.

Black Holes & Revelations é um bom disco, com músicas grudentas e que você vai ficar com elas na sua cabeça. O seu lado Pop as vezes chega a ser “fofo”, outrora chega a ser melódico e triste, e claro, tem aquela coisa teatral que me encanta nesse trio britânico, como “Hoodoo” e a épica “Knights Of Cydonia”, e a banda começa a envolver em suas letras temas políticos, seja espacial ou mais humanizado, como a música de abertura, “Assassin” e “Exo-Politics”. Muse tem trabalhos melhores na minha opinião, como The Resistance de 2009, mas não é motivo para você deixar de escutar este trabalho. Mas só não se iluda com o que “Take A Bow” trará, pois depois dela poderá vir algumas decepções. Recomendado aos fãs do grupo e quem quer conhecer a banda.

Buckethead – Electric Sea (2012)


Gênero(s):
Acústico, Música Ambiente, Clássica, Rock Experimental, Flamenco
Gravadora: Metastation
Origem: Estados Unidos

Buckethead, um guitarrista excêntrico, misterioso e muito habilidoso. Conhecido pela sua máscara branca e por usar um balde da KFC na cabeça, o guitarrista, além de ter uma ótima carreira solo, já passou pela aclamada banda Guns n’ Roses, tendo ainda participado do seu último lançamento: o Chinese Democracy. O guitarrista já participou de inúmeras trilhas sonoras de filmes, incluindo a do primeiro filme baseado no game Mortal Kombat, além disso ele é bastante conhecido pela música “Jordan” que faz parte da trilha-sonora do Guitar Hero II. Além disso, ele tem 36 albuns de carreira solo (é isso mesmo, 36), e hoje resolvi falar sobre seu trigésimo-quinto álbum: o Electric Sea, que é uma sequência ao Electric Tears de 2002.

O álbum começa com a faixa título do álbum, Electric Sea, a música é toda calma, suave, perfeita para ouvir em momentos relaxantes, a suavidade dos acordes dura pelos 06:32 de música sem enjoar a quem ouve, ficando mais calma a cada minuto. Logo temos a faixa Beyond the Knowing, calma, não tanto quanto a outra, ela começa com acordes rápidos, que ao decorrer da música se tornam mais rápidos, mostrando o porque de Buckethead ser um dos guitarristas mais rápidos no mundo. Entretanto, a faixa é meio monótona, já que ela toda tem os mesmos acordes, mas não deixa de ser uma boa música. Swomee Swan é a próxima, tendo acordes mais altos mas sendo calma, sem se agitar em nenhum momento. Boa. Em seguida temos Point Doom, que é bem diversificada com partes de acústico e flamenco. Ela começa bem calma, ficando bem rápida depois e repetindo a dose então até que termine, por ser bem diversificada é uma ótima música. Logo temos a maior música do álbum, com 07:20, El Indio é calma no início, tendo algumas partes rápidas e um solo rápido para terminá-la, uma musica que lembra os faroestes antigos em algumas partes (ao meu ver). Começa agora La Wally, uma composição original do italiano Alfredo Catalani, uma música calma e melódica, chegando a ser meio triste, me lembrando bastante do filme “O Corvo” de Alex Proyas.

Em seguida temos La Gavotte e Bachethead, composições do mestre alemão Johann Sebastian Bach, sendo La Gavotte calma e relaxante, e Bachethead calma e animada, parecendo aquelas musiquinhas que os alemães dançam, muito boa de ouvir. Yokohama é mais uma faixa calma e suave, perfeita de se ouvir, assim como quase todo o Electric Sea. O que até agora me fez crer que por trás do estilo excêntrico de Buckethead temos um gênio da guitarra. Agora temos a menor musica do album, Gateless Gate. Gatless Gate, é outra faixa lenta, calma, que relaxa a quem ouve, seu único defeito é ter apenas 01:59 de duração. Vamos para a décima-primeira e última faixa do álbum, The Homing Beacon. Essa música, sem mentira alguma, quase fez seu caro escritor chorar, já que é uma homenagem de Buckethead à um grande ídolo meu. A faixa já havia sido lançada no site oficial do guitarrista como um single, foi composta em homenagem à morte do Rei do Pop, Michael Jackson, assim que Buckethead ouviu as notícias sobre sua morte. Acho que sem dúvida a mais calma do album, suave em cada acorde, emocionante, uma música perfeita, tornando-se relativamente rápida (mas não tanto) no minuto final. Música que encerra com perfeição o álbum.

Podemos descrever Electric Sea da seguinte forma: aquele album perfeito para se trancar no quarto, deitar e ouvir no silêncio, ou até mesmo em um lugar calmo, deitado na rede abaixo as sombras das árvores com os fonezinhos de ouvido. É a verdadeira paz musical, um álbum bem calmo, contrariando todos os outros 35 álbuns lançados pelo guitarrista, com exceção do Electric Tears,  sendo um álbum bem simples, já que é um disco sem baixos, baterias ou vocais, e mesmo assim consegue ser perfeito. Electric Sea é aquele álbum que te relaxa e te faz esquecer dos problemas, que realmente se tornou um de meus favoritos.

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Regurgitate – Carnivorous Erection (2000)

Gênero: Goregrind
Gravadora: Relapse
Origem: Suécia

Inicio minha primeira review falando sobre um estilo musical um tanto quanto desconhecido (graças a deus). Geralmente não conheço muita gente que escuta esse tipo de musica, até que um dia um amigo meu resolveu me mostrar esse CD, que por acaso ele possui, me dizendo que a banda Regurgitate (Regurgitar, traduzido pro português) eram considerados os “Deuses do Goregrind”. Eu particularmente nunca havia ouvido falar de tal estilo e muito menos de tal banda, então resolvi ouvir. Entretanto, quando pego o CD vejo na capa uma boca, provavelmente feminina, com a língua dirigida á um pênis deformado que está a morder a língua e na contra-capa me deparo com a listagem de TRINTA E OITO faixas.

Pensei: “Caramba, esse disco deve ter umas duas horas de duração.”. Pois bem amigos, eu estava errado. Vamos a análise do disco. Quando comecei a ouvir o disco começa com a faixa “The Pulsating Feast” (em português, O Banquete Pulsante). A música começou com uma guitarra bastante pesada e agressiva, seguida por uma bateria que simplesmente explodiu. Entretanto, algo me deixou confuso: ONDE ESTARIAM OS VOCAIS? Algo parecido com borbulhos ou algo do tipo, e alguns mitos dizem que as musicas possuem letras, que já como diz o estilo musical, falam sobre o estilo “Gore”, que é a violência explícita. Descrevendo uma música eu já posso praticamente descrever o album inteiro.

São musicas estranhas, violentas e com vocais quase inaudíveis (seriam inaudíveis se nem os borbulhos pudessem ser escutados, infelizmente, eles podem) e incompreendíveis. Além de músicas de duração EXTREMAMENTE curta, já que a maior faixa do CD é a entitulada “Fecal Freak” que tem 01:58 de duração, sim, essa é a maior faixa do album todo, e ele contém 38 faixas. O CD também conta com músicas que eu considerei descartáveis e inúteis, já que são alguns instrumentais MUITO curtos, como a faixa “Funeral Genocide” que tém 13 segundos de duração. Além disso, com 38 faixas, o álbum tem 33 minutos de duração. Como podemos resumir o álbum Carnivorous Erection da banda Regurgitate em poucas palavras? Simples: 33 minutos de sua vida jogados fora com um CD que não tem nada além de guitarra/bateria que são uma paulada de pesadas e rápidas e alguns borbulhos e barulhos no lugar dos vocais. Me desculpem por ter me rebaixado ao ponto de por meus pobres tímpanos nesse tipo de atrocidade música.

Metallica – Death Magnetic (2008)

Gêneros: Thrash Metal, Heavy Metal
Gravadora: Universal Music
Origem: Estados Unidos

Sem dúvidas o Metallica é a maior banda de metal que já existiu. Por mais que digam que bandas como Black Sabbath, Dream Theater e Iron Maiden são melhores, musicalmente talvez, mas nenhuma delas alcançou o sucesso comercial que o Metallica atingiu, até mesmo antes da época do Black Album. Essencialmente, esse é um CD de Thrash Metal, mas não como o Ride The Lightning ou o And Justice For All, mas sim algo moderno, misturando com o Heavy Metal. Mas um Heavy Metal bem distante da época do Load e Reload. Uma das coisas que depeciona é terem utilizado o tal loudness war, que comprimi demais o áudio, sacrificando sua qualidade para obter um volume mais alto. A qualidade da gravação se mostra monstruosa por se mostrar de alto nível ainda, mas poderia ser melhor.

Apesar de cada vez mais decandente ao vivo, Lars Ulrich pelo menos no estúdio não decepciona. Todo mundo sabe que técnica não é com ele, ele continua com seu jeito “pedreiro” de tocar, mas cria combinações impressionantes, tornando seu trabalho aqui um dos seus melhores, chegando perto do nível do And Justice For All. Já Robert Turijo me surpriendeu muito, mostrando que é excelente baixista não apenas tocando músicas dos outros, mas no estúdio também, devendo nada ao subestimado Jason Newsted. Kirk Hammett definitivamente vai irritar alguns com seu jeito “Whoa-Whoa” de tocar, que nunca esteve tão presente. Apesar de em alguns momentos soar chato, o trabalho de Kirk é excelente, principalmente nos solos (percebível para os que não se incomodam com o Whoa-Whoa). Como guitarrista, James Hetifield traz ótimos riffs, mas não surpriende tanto assim. Como vocalista, mostra sua monstruosa e imparável evolução, sendo seu melhor registro nesse setor. Sem dúvidas, com o nível de hoje, é um dos melhores vocalistas do metal.

O CD começa com That Was Just Your Life, com um coração batendo na introdução, tendo belos acordes. Quando Lars entra, a música ganha um pouco de peso e aos poucos vai se tornando cada vez mais pesada. A música é pesadamente sedutora, ao ponto de te deixar confuso se presta atenção em Lars, Rob ou Kirk. Destaque para os pedais de Lars e os excelentes riffs. A próxima é The End Of The Line, começando mais viciante que a música anterior, principalmente nas linhas de bateria, que aqui se não se baseiam tanto nos pedais. Destaque para os excelentes riffs, Turijo impressionando no solo, e o jeito empolgante e único de James cantar aqui (o jeito dele cantar the slaves becomes the master e you’ve reached the end of the line provavelmente ficarão muito tempo na sua cabeça). O ponto fraco é o solo um pouco chato por causa de Kirk. No final da música, ao contrário do tradicional da banda, ela vai ficando menos agresiva até terminal com o refrão.

A próxima é uma das mais empolgantes do disco, Broken, Beat & Scarred. Ela consegue ter um início mais empolgante que as faixas anteriores, graças à riffs matadores. Apesar disso, quando James começa a cantar, mostra que o destaque da música é ele, cantando muito, consigo tornar o pré-refrão até mais viciante do que o refrão em si. Lars põe um pouco o pé no frio aqui, não que diminua a qualidade, mas ele se encaixa nas horas certas, o que ajudou muito na hora do solo, acelerando na hora certa. No fim, é difícil escolher quem melhor, James ou Lars, mas aqui escolho James.

A seguinte é The Day That Never Comes, sendo uma das mais criticadas do disco por se parecer muito com a One, sendo colocada como “cópia” da mesma (banda que se copia é foda, não?). É verdade sim que ela se parece com One, por seguir a estrutura de semi-baladas do Metallica, só. Ela até metade de seus quase 8 minutos é bela e lenta, com belos acordes. Lars segue a mesma linha de bateria de faixas assim, mantendo bom nível mas não surpriendendo. Rob surpriende com acordes que deixaram a parte mais lenta muito mais empolgante. Já James tem provavelmente aqui seu ápice no disco. Mas a parte que realmente impressiona é quando ela a música fica pesada (mais que qualquer uma anterior), com Kirk fazendo um dos melhores solos de sua carreira. Simplesmente algo para se babar, final espetácular transformam a música em uma das melhores do disco.

A seguinte música é All Nightmare Long, extremamente pesada e contagiada, sendo a melhor no disco nesse quesito, totalmente feita para “banguear”. A banda não gravava algo tão pesado desde Blackned no And Justice For All. O refrão também candidato a melhor do disco. Excelentes riffs, mas o destaque absoluto é Lars detonando na bateria. O solo é mais um cheio de “Whoa-Whoa”, mas não deixar de ser excelente por causa disso. A próxima é mais simples mas provavelmente a mais empolgante do disco, Cyanide. Aqui Turijo deixa sua melhor contribuição, com riffs certeiros. Os riffs aqui são mais simples se comparado com o resto do disco (ao estilo Fuel, mas mais complexo e menos repetitivo), mas não devem nada às outras músicas por isso. O refrão é excelente, até um pouco mais grudento que o normal, mas não deixando de ser agressivo. Lars cria ótima linha de bateria aqui novamente. A melhor parte é quando a faixa fica mais lenta, até o solo, que é matador, seguindo um pouco a estrutura de Master Of Puppets.

A seguinte é a definitivamente a mais criticada (à toa), a balada The Unforgiven III. A música se inicia com uma linda introdução no piano até entrarem na música em si, seguindo o clima calmo e triste das The Unforgeivens anteriores. A música tem acordes interessantes e Hetfield faz uma interpretação impressionante. É difícil escolher qual das três versões é a melhor, cada uma tem seu ponto forte, mas essa sem dúvidas é a mais complexa. É importante notar também que ela acaba conseguindo se encaixar muito bem no CD, mesmo ele sendo tão pesado. Tem um solo excelente. A próxima é The Judas Kiss, e me surpriendeu por não ser tão pesada quanto pensei que seria (por causa do título da faixa). Lars começa com uma ótima introdução com uma sequência de batidas muito interessante, enquanto James e Kirk esbanjam excelentes riffs com apoio do Turijo. O pré-refrão é grudento (So what now? Where Go I?) e fica muito tempo na cabeça. O refrão também é assim, só que mais agressivo. O solo é muito bom, mas não chega a ser excelente. A música se caracteriza mais pro lado de Cyanide, como mais empolgante.

Depois de muito tempo, finalmente temos uma faixa instrumental, Suicide & Redemption. No início ela segue a estrutura de Orion, crescendo aos poucos, até começarem os excelentes riffs, de forma cadenciada e inteligente. Os riffs são tão espetaculares que são daqueles que ficam na sua cabeça como se fosse um refrão. A faixa de tem uma das linhas de bateria mais interessantes do disco. Por volta dos 4 minutos, começam belíssimos acordes e o jeito diferencial de Kirk de tocar entra em jogo. O solo é muito bem composto, com certeza o mais complexo do disco. São quase 10 minutos de qualidade excepcional. A última é My Apocalipse, com apenas 5 minutos (para o Metallica levado ao lado Thrash Metal, é pouco comparado ao “normal”), mas é muito pesada. Lars volta a pesar no pedais, o trio faz riffs interessantes, mas nada de impressionante, até mesmo o jeito de James cantar. A música é boa, mas não passa disso, não acompanha nem de longe o nível do disco e poderia ter sido trocada por Hate Train ou Hell And Back do Beyond Magnetic.

Depois de 20 anos, o Metallica finalmente voltou a fazer um excelente disco de Thrash Metal. Após dois discos apenas bons e um regular, finalmente algo excelente ao nível da banda, mas não pode ser considerado um clássico, graças à algumas falhas. Kirk faz um ótimo trabalho aqui, mas soa irritante algumas vezes, não muitas, mas não deixa de decepcionar. Lars vai muito bem, só que não se inovou tanto, apenas seguiu o que sempre fez de bom. Não que isso seja ruim, mas é estranho para uma banda que diz sempre querer se inovar. My Apocalipse é boa, mas é dispensável, fazendo o nível do disco cair. Se St. Anger tinha o problema de soar tão ruim, pelo menos as letras eram ótimas. Já aqui estão as letras mais malucas e desconexas da carreira da banda (varia de caso para caso). Outro defeito grave é é terem usado demais a compressão no áudio. Mas ainda assim é um excelente lançamento. A espectativa é que o próximo disco evolua a partir desse e crie um novo clássico, apesar de duvidar um pouco disso. Se desenvolver bem esse som moderno, talvez nasça outro clássico. Enfim, é sempre bom ouvir coisas boas vindas do Metallica.