Os 25 melhores discos de 2012, na opinião de Andrews Senna

Como prometido, eu irei publicar minha lista de melhores discos do ano. Espero que você, caro leitor, leia a matéria e vá atrás do álbuns aqui citados, pois todos são recomendados. Isto vai depender de seu gosto musical e de sua vontade e experimentar. Mas não ouça apenas uma ou duas vezes: ouça-os diversas vezes, pois quanto mais ouvimos um disco ou uma música qualquer, mais fácil se torna para enterdermos e digerirmos ela, seja de maneira positiva ou negativa.

Sobre a lista em si: não faço diferenças entre gênero ou nacionalide. O que importa para mim é se ele é bom ou não. Confira logo abaixo minha lista.

25. Caetano Veloso – Abraçaço

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Só alguém como Caetano Veloso para fazer com que citações a Lyoto Machida, Vitor Belfort e Anderson Silva em uma única canção e fazer da canção boa. Acompanhado de uma ótima banda de apoio, Caetano Veloso dá um desempenho vocal interessantíssimo com letras igualmente interessantes, porém estranhas, que passeiam por canções que ultrapassam a duração de 8 minutos e um “Funk Melódico” bacana.

24. Cattle Decapitation – Monolith Of Inhumanity

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Cattle Decapitation adiciona melodia em suas pesadíssimas composições e cria canções explosivas, mas com técnica e ideias que não se esperam quando falamos de uma banda de Deathgrind, como canções grudentas e uma vasta variedade vocal, incluindo vocais limpos, algo bastante incomum, entretanto criando momentos bastante atmosféricos, como em “The Monolith”.

23. Rush – Clockwork Angels

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Os veteranos do Rush retornam após o último disco da banda (de 2007) e lançam um álbum conceitual, que os fãs tanto queriam. Canções grudentas acompanhadas por uma incrível performance técnica e por um excelente conteúdo em suas letras. De certa forma, ainda soa como o velho Rush, mas ainda continuando soando como o bom e velho Rush.

22. Storm Corrosion – Storm Corrosion

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A tão esperada parceria entre os líderes do Porcupine Tree e do Opeth finalmente acontece e não é para qualquer.  Um som extremamente ambiente e atmosférico, negando qualquer momento ou raiz no Rock, algo que ambos os músicos tem. São apenas 6 canções no álbum, que mostram uma beleza melancólica que poucos artistas conseguem por em sua música.

21. Lupe Fiasco – Food & Liquor II: The Great American Rap Album, Pt. 1

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Em tempos onde rappers falam as mesmas coisas em suas músicas (ex: Wiz Khalifa) que já vem sendo utilizadas há muito tempo, Lupe Fiasco mostra um Rap inteligente, mostrando momentos até psicológicos que até então não era muito analisado, como em “Bitch Bad”. Contudo, o rapper ainda mantém momentos chicletes em suas composições.

20. Jack White – Blunderbuss

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Após o fim do White Stripes, Jack White parte para carreira solo, o que lhe fez muitíssimo bem. Com uma pegada no Blues fortemente influenciado por Led Zeppelin, contendo momentos explosivos e bem pacíficos e acalmantes, Jack White cria um interessante disco onde pode por em um patamar ainda maior do que já pertence. Se basearmos em apenas talento, o concorrente direto de Jack hoje seria Ritche Kotzen, mas não é bem assim. Infelizmente.

19. Godspeed You! Black Emperor – ‘Allelujah! Don’t Bend! Ascend!

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Uma banda como esta, extremamente aclamada pela “mídia indie”, lançou um lindíssimo disco que viaja em um território obscuro, lembrando de momentos de intensa guerra, porém em forma orquestrada por uma banda de Rock. Apesar se já serem acostumados com este tom de ideia, o grupo não decepciona o ouvinte com passagens que deixam qualquer um boquiaberto nas suas 4 faixas. É um disco para ouvir e escutar repetidas vezes.

18. Death Grips – Money Store

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Este é um grupo de Hip-Hop Experimental que deixaria qualquer um assustado, inclusive fãs de Hip-Hop e Rap. Com um passagens intensas e poderosas, além de versos fortes e nojentos (mas conseguindo manter ótimos refrões), Money Store é um disco obrigatório a todos ouvirem, seja você fã do gênero ou um odiador declarado. É uma experiência única e necessária.

17. Dragged Into Sunlight – Widowmaker

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Com apenas 3 faixas, Widowmaker é um disco impactante desde sua primeira audição. O grupo incorpora influências de praticamente de todos os gêneros, isso inclui desde o Drone Metal do grupo Sunn O))) até Black Metal, Doom Metal e Death Metal. O conteúdo das letras combina perfeitamente com os vocais: ambos são igualmente nojentos e fortes. As canções são longas, mas se você não tiver problemas com isso, você irá se deleitar com o disco.

16. Beach House – Bloom

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Nas primeiras vezes que eu escutei Bloom, eu achei que quem cantava era um homem (um engano meu). Mas mesmo que a vocalista do grupo fosse um homem, é uma voz única para ambos os gêneros do sexo. Acompanhada por uma boa banda, o Beach House “sonha” nas terras do Dream Pop, soando experimental, porém agradável. É um som bonito, entretanto com diversas camadas sonoras para se aprofundar.

15. Metá Metá – MetaL MetaL

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Podemos resumir esse grupo brasileiro com apenas uma palavra: “experimental”. Nas nove faixas apresentadas aqui, o grupo executa com um nível extraordinário, envolvido por instrumentos incomuns (ex: berimbau), mas cantando por uma linda voz feminina. Algumas passagens podem até animar fãs do Dream Theater, de tão interessante é MetaL MetaL (mas não vá ouvir pensando que é algo relacionado a Rock que você irá de decepcionar).

14. Bloc Party – Four

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Após um bom período sem lancer nada, o Bloc Party retorna ao seu som mais antigo, mas trazendo um peso a mais em suas canções, o que acabou trazendo um tom de urgência que pouco se vê no cenário Indie. Misturando os vocais com um excelente trabalho nas guitarras, você tem um disco que pouco se vê (ou melhor, se escuta) ultimamente no cenário do Rock Indie.

13. Arjen Anthony Lucassen – Lost In The New Real

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O líder do Ayreon resolve sair em carreira solo e decide cantar mais do costuma cantar no Ayreon, mostrando uma voz simpática que o mesmo possui. Em um disco duplo, tendo o primeiro lado conceitual e o segundo com material descartado e covers que relacionam ou não com a história, Arjen mostra que o Rock Progressivo pode sim ter uma pegada Pop e ter uma qualidade incrível, envolvendo até um humor “Frank Zappiano”.

12. Murder Construct – Results

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O mesmo vocalista do Cattle Decapitation assume este supergrupo e traz canções mais curtas e diretas, porém igualmente poderosas e impactantes. Apesar de não ter vocais limpos, ainda temos uma vasta versatilidade vocal de dar inveja a muito vocalista de bandinha de Metalcore. Se você gostou de Monolith Of Inhumanity ou quer algo mais curto, é altamente recomendado.

11. Tulipa Ruiz – Tudo Tanto

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A excelente cantora Tulipa Ruiz dá um show cantando com sua belíssima voz feminina (e não “ogra” como a mídia nacional anda bombardeando) envolvida por uma ótima e experimental banda de apoio. Em alguns momentos, é possível lembrar do Genesis da fase Peter Gabriel (ou seja, de ouro). Destaque para a incrível interpretação da mulher em “Víbora”.

10. Scott Walker – Bish Bosch

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Se você quer ouvir um disco com seu namorado(a) que seja para terminar um relacionamento, ouça com ele Bish Bosch, o novo álbum de Scott Walker. Vocês juntos irão ouvir o mundo queimar da maneira mais assustadora que você possa imaginar. O cantor com a voz de “fantasma”, Scott Walker, é intimidador, doentio e experimental mesmo tendo 69 anos de vida.

9. Baroness – Yellow & Green

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Para quem esperava uma sonoridade similar aos ótimos Red Album e Blue Record, o Baroness pode ter decepcionado. Agora, se você esperava um dos melhores discos do ano, Baroness entrega. Com um ótimo trabalho de guitarra, uma bateria marcante e um vocal inesperado (pelo nível de qualidade) de John Baizley, que é possível dizer que Yellow & Green é o melhor disco do Baroness.

8. Neurosis – Honor Found In Decay

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Assim como defini o novo disco do Metá Metá em uma só palavra, farei o mesmo com o novo álbum do Neurosis: desconforto. Desde 2007 sem lançar um novo disco de estúdio, Neurosis entrega um disco pesado e lento, soando depressivo e explosivo. O que me impressiona é o tom emocional que algumas destas faixas tem. Os vocais de Scott Kelly não são os mais agradáveis, mas sua voz é inconfundível e dá a imagem que o Neurosis tem.

7. Alcest – Les Voyages De L’Âme

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Diferente de Honor Found In Decay, Les Voyages De L’Âme é um álbum confortável. Um disco de Metal para quem não gosta de Metal. Um disco depressivo, mas que te acompanha em seus momentos de solidão de uma forma linda, até mesmo em momentos onde o francês Neige – a mente por trás de Alcest – dispara seus vocais de Black Metal (que se encontram em apenas 2 das 8 faixas). Provavelmente este foi o disco que mais escutei no ano de 2012.

6. Kreng – Works for Abattoir Fermé 2007 – 2011

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8 faixas. Cada faixa fica entre 21 a 23 minutos. Namora diversos elementos da música ambiente de forma bem obscura e sádica, soando, às vezes, simplória e outrora uma bombástica sinfonia. Um dos álbuns mais impactantes que tem a oferecer 2012. São três horas de música, mas que no fim, são enviados aos nossos ouvidos uma experiência inesquecível.

5. Swans – The Seer

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Outro disco longo e outro disco impactante já na sua primeira audição. São duas horas de música, mas são duas horas assustadoras e desafiadoras. O líder do Swans, Michael Gira, tem uma mente doentia e cria canções devastadoras como à longuíssima faixa-título, que passa a dos 32 minutos de duração. Não é para qualquer um ouvir, mas se ouvir, tenha em mente de que este disco poderá te afetar fortemente.

4. Flying Colors – Flying Colors

Flying Colors – Flying Colors

Um novo supergrupo formado e o que se costuma a esperar é decepção. Mike Portnoy e companhia entregam um disco com uma pegada bastante radiofônica, porém emocional, deixando que a incrível técnica que os músicos têm em segundo plano, desenvolvendo canções que soam como homenagens aos Beatles e outras com aquela técnica que se espera ouvir de uma banda do Mike Portnoy.

3. Between the Buried and Me – The Parallax II: Future Sequence

Between The Buried And Me - The Parallax II Future Sequence

Certamente o melhor disco de Metal de 2012. Com um ecletismo e variedade gigantesca na música do grupo norte-americano, Between the Buried and Me finalmente pode dizer que superou o “clássico instantâneo” Colors, também de 2007. A continuação da história iniciada no EP de 2011 desenvolve-se de uma maneira eficaz e interessantíssima, que não decepciona os fãs do grupo.

2. Frank Ocean – channel ORANGE

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Na minha análise sobre Fortune de Chris Brown, recomendei a você, leitor, a ouvir Usher ao invés desse merda. Eu ainda não conhecia Frank Ocean. Com uma voz cheia de personalidade e composições que se tornaram incomuns no R&B, Frank Ocean eleva o patamar da música negra para um outro nível. Um nível onde podemos falar que o R&B merece respeito por quem percebe o quanto o gênero atualmente não tem personalidade.

1. Sylvan – Sceneries

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Não é somente o melhor disco do ano e dos últimos anos, mas um dos mais emocionais da atualidade. A banda alemã Sylvan lançou em Janeiro um álbum duplo temático, que mais funciona como um livro em forma de música, chegando perto da marca dos 90 minutos de duração. Com uma das melhores performances vocais do Rock Progressivo e do Pop Rock, além de passagens instrumentais belíssimas que incorporam até elementos do Jazz e com um conteúdo em suas letras beirando o termo “genial”, Sceneries é definitivamente o grande disco lançado neste ano.

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Os melhores discos de 2012 (Rock/Metal), por Erik Edilson

Lembrando que a lista se limita apenas aos discos de Rock e Metal lançados ano passado, pois foram os gêneros que dei atenção. Também é importante destacar que não ouvi tudo que foi lançado, longe disso, por isso vão ter casos de discos que deveriam estar na lista mas não estão.

50 – Black Country Communion – Afterglow

Black Country Communion - AfterglowInfelizmente, esse parece ser o último disco desse super grupo, devido aos seus problemas internos. Pelo visto, são grandes músicos com grandes egos. Esse disco traz novamente o som anos 70 da banda, com muito bom gosto, com composições que alegram qualquer saudosista.

49 – Adrenaline Mob – Omerta

Adrenaline Mob - OmertaO Adrenaline Mob chamou atenção por ser o novo projeto em que Mike Portnoy, ex-baterista do Dream Theater mais se empenhou depois que saiu do Avenged Sevenfold. Apesar disso, nem de longe é ele quem rouba a cena aqui, quem faz isso são Russell Allen, com seu vocal poderoso em sua melhor forma (para mim ele é o vocalista mais poderoso do metal atual) e pelo guitarrista Mike Orlando, que abusa e exagera de riffs “fritados”. A banda faz um Heavy Metal direto, um pouco enjoativo depois de um tempo até, mas ainda assim, de muita qualidade.

48 – Overkill – The Electric Age

Overkill - The Electric AgeThe Eletric Age traz a formula básica e competente do Thrash Metal oitentista em um disco de alto nível. A banda não inovou em muita coisa nesse disco, mas trouxe nele um som que deve agradar qualquer fã que quiser apenas ouvir um bom e velho Thrash Metal de qualidade.

47 – Circus Maximus – Nine

Circus Maximus - NineDesde que lançou seu primeiro disco (The 1st Chapter), o Circus Maximus tornou-se rapidamente uma banda cult do Metal Progressivo, com dois álbuns que batem de frente com vários discos com os “líderes” do gênero, Dream Theater e Symphony X. Em Nine, infelizmente, a banda não está tão inspirada como outrora, mas ainda assim lançou um ótimo disco. Ele é o mais pesado e melódico da banda, apenas não é tão bom quanto os dois anteriores.

46 – ZZ Top – La Futura
ZZ Top - La FuturaDepois de 9 anos sem lançar nenhum álbum (desde Mescalero), o ZZ Top retorna, mostrando que a espera valeu muito, mas muito a pena. Durante o disco, a banda desfila seu clássico Blues Rock que se mistura com o Hard Rock, se adequando ao som moderno, mas se afastar de suas raízes. Bandas como o ZZ Top e o Motorhead fazem praticamente o mesmo som por toda sua carreira, e isso mostra como são diferenciados, pois são poucos que conseguem fazer tanto dentro do mesmo estilo através das décadas de maneira tão especial.

45 – Rival Sons – Head Down
Rivals Sons - Head DownO Rival Sons impressionou muita gente com Pressure & Time, que nos trazia um sonoridade anos 70 magnífica, só que ficava um pouco escondida atrás da clara influência do som do Led Zeppelin no som dos caras. Só que o diferencial da banda é que não apenas usam elementos dos anos 70, como tem a criatividade para dar alma às músicas. Agora com Head Down, o grupo volta menos influenciado pelo Zeppelin, e variando muito durante o disco. Com um som mais cru, esse disco precisa ser escutado mais vezes que o anterior para ser bem absorvido, mas definitivamente vale a pena.

44 – Tremonti – All I Was
Tremonti - All I WasO Tremonti é a banda solo do guitarrista do Alter Bridge e Creed, Mark Temonti. Só que aqui o guitarrista não faz o Pop Rock meia boca do Creed nem o Rock Alternativo flertante com o Hard Rock do Alter Bridge, e sim uma pesada mistura do Hard Rock com Heavy Metal, com elementos de Speed Metal também. Sem frescuras, pesado, riffs e mais riffs, mas ainda acessível. A “cozinha” aqui o acompanha muito bem, mas o que mais surpreende é Mark ir tão bem como vocalista, por mais que ele fosse um ótimo backing vocal no Alter Bridge.

43 – Muse – The 2nd Law

Muse - The 2nd LawO Muse já saiu a muito tempo da sombra do Radiohead e agora tenta ser a maior banda de Rock da atualidade. Agora com The 2nd Law, o Muse parece ter entrado de cabeça em uma fase de experimentos (que quase toda banda passa), só que a banda se mostrou muito competente e dosou muito bem os diferentes elementos que trouxeram ao seu som. Muitos fãs “xiitas” vão virar a cara para essa nova proposta da banda, mas isso não vai tirar nem um pouco o mérito da qualidade do disco.

42 – Fear Factory – The Industrialist
Fear Factory - The IndustrialistO Fear Factory é provavelmente a banda mais marcante do tal Metal Industrial, sendo mais pesado do que parece. The Industralist marca a banda mais pesada do que nunca, complexa, moderna e extremamente agressiva. Os riffs de Cazares são tão empolgantes como agressivos, e o vocal de Burton é tão bom quanto variado. A bateria é programada, mas isso não interfere em nada na qualidade do disco, um dos melhores da banda.

41 – Mark Lanegan Band – Blues Funeral
Mark Lenagan Band - Blues FuneralO novo disco solo do excelente vocalista Mark Lanegan (ex-Screaming Trees), apesar de capa, é muito menos animado do que parece. Pelo contrário, o disco é melancólico, arrisco dizer que é até mórbido, passando sentimentos profundos com sua música que é facilmente sentido pelo ouvinte. Tudo parece se encaixar no disco, a única coisa que se destaca além do clima do disco é o vocal de Mark, excelente como sempre. Talvez não seja o melhor disco para se ouvir em um dia triste, e é isso que faz de Blues Funeral algo melhor do que já é.

40 – Lynyrd Skynyrd – Last of a Dyin’ Breed
Lynyrd Skynyrd - Last of a Dyin' BreedDepois de 4 anos do lançamento de God & Guns, o Lynyrd Skynyrd volta com mais um disco, o 12°. O disco não segue a linha musical do último disco e sim faz uma “meia volta” aos anos 70, tendo ainda um som moderno, mas sem querer ser apenas uma cópia da formação clássica. Assim, ao longo de 15 faixas, a banda traz o Hard Rock misturado com seu country, além de baladas lindas. Quando se trata de Southern Rock, o Lynyrd Skynyrd nunca decepciona. E aqui, vai além disso e surpreende.

39 – Age Of Artemis – Overcoming Limits
Age Of Artemis – Overcoming LimitsOs brasileiros aqui surpreenderam muito. Há uma tendência atual a endeusar qualquer bom lançamento nacional, mas o Age Of Artemis mostrou em seu debut sua qualidade. Tendo Edu Falaschi como produtor, tem como base um Power Metal de alta qualidade. Pode não ser nenhuma novidade dentro do som do gênero, mas o que importa é a qualidade das músicas, e nisso o nível nesse disco é muito alto.

38 – Blackberry Smoke – The Whippoorwill
Blackberry Smoke - The WhippoorwillO Blackberry Smoke é uma das melhores surpresas que apareceram no Southern Rock em muito tempo. Com personalidade e muito talento, o grupo chega ao terceiro disco, conquistando os que os escutam. Pena que são tão poucos. A banda já soa extremamente madura, cheia de elementos variados, com um alto nível constante. São músicas belas e relaxantes. Recomendado não apenas para os fãs do gênero, mas para fãs de Rock em geral.

37 – Soen – Cognitive
Soen – CognitiveO Soen chamou atenção ultimamente por ser o novo projeto do ex-baterista do Opeth, Martin Lopez, com o ex-baixista do Death e Testament, Steve DiGiorgio. Quando se escuta o som da banda, não se lembrar do Tool é muito difícil, mas o som da banda é de muito mais fácil assimilação e tão bom quanto. São faixas muito bem compostas, extremamente bem trabalhadas, com muitos elementos progressivos. Para quem escutá-lo sem tratar a banda como uma cópia do Tool, vai ter uma boa surpresa.

36 – Unisonic – Unisonic
Unisonic – UnisonicOs fãs do Helloween ficaram extremamente felizes com o anúncio do Unisonic, que é a nova banda de um dos melhores vocalistas que o Metal já ouviu, Michael Kiske com Kai Hansen, muitos já esperavam um disco de Power Metal. Isso não foi nem perto o que aconteceu. O Unisonic é uma banda de Hard Rock que em alguns momentos flerta com o Heavy Metal. Isso é um problema? Talvez alguns fiquem desapontados, mas o som gravado aqui é de alta qualidade, tanto na qualidade do som quanto das músicas em si. Não é exatamente o que os fãs esperavam, mas talvez tenha sido uma surpresa melhor ainda.

35 – Kiss – Monster
Kiss – MonsterO Kiss tem uma das bases de fãs mais chatas já vistas. O ego de uns ali é exagerado. Mas ainda assim, não há como falar mal de quando a banda acerta tanto em um disco. E o disco da vez, Monster, traz a banda, no seu 20°(!) disco, extremamente competente. A banda não inventa, apenas faz seu Rock N’Roll, só que mais pesado que vinha fazendo ultimamente. O disco é extremamente direto, é um dos seus pontos fortes.

34 – Rage – 21
Rage – 21O Rage decidiu separar-se em duas bandas, uma específica para seu lado mais clássico que era constante no seu antigo som Power Metal e o Rage em si, que agora se concentra em um Heavy Metal de alta qualidade. Muitos fãs não gostaram disso e viraram a cara pro disco, mas não deveriam, porque na verdade o disco é uma porrada. Um Heavy Metal intenso constante, quem fazem de 21 um prato cheio para qualquer fã de Heavy Metal que se preze.

33 – Katatonia – Dead End Kings
Katatonia – Dead End KingsO Katatonia definitivamente é uma das bandas mais legais do Metal nos últimos anos. No início, a banda junto com o Paradise Lost e o Anathema, foi pioneira no Gothic/Doom Metal. Mas com o passar do tempo, assim como as outras duas bandas, o Katatonia manteve seu som sombrio e tenso, mas seu som se tornou muito mais leve, apostando nos sentimentos que passa pelo clima e pelo vocalista Jonas Renkse. Aqui, a banda segue a linha musical de Night Is The New Day (2009). A diferença é que apesar dos elementos serem parecidos, esse disco é de mais difícil absorvição, mas depois de entendê-lo, se mostra tão bom quanto o anterior.

32 – Europe – Bag of Bones
Europe – Bag of BonesA banda eternamente conhecida por causa de The Final Countdown (infelizmente, só por ela), mostra aqui uma banda ainda mais pesada e intensa, assim como o disco anterior, Last Look At Eden. Só que aqui, a banda mergulha de cabeça ao som Hard Rock dos anos 70 e o resultando é gratificante. Alguns dizem qua a banda se perdeu e cedeu seu lugar ao H.E.A.T., mas pelo menos pra mim, o som da banda soa melhor do que nunca.

31 – Primal Fear – Unbreakable
Primal Fear – UnbreakableAntes de ser lançado no início do ano passado, os membros do Primal Fear prometeram que Unbreakable voltaria ao som dos primeiros discos da banda, e realmente cumpriram o que disseram. Assim, a banda deixou os experimentos de lado e faz um som cru e direto, com músicas de muita qualidade, fazendo desse lançamento mais um disco de Heavy Metal, deixando o Power Metal em segundo plano. Com os membros que tem, não poderia se esperar menos, e o disco deve fazer a alegria dos fãs do gênero.

30 – Trixter – New Audio Machine
Trixter – New Audio MachineO Trixter volta a lançam um álbum desde 1995, e com os mesmos integrantes de seu debut. O som da banda é um Hard Rock oitentista, elevado a outro nível, utilizando de velhos elementos de uma ótima maneira. Recomendado para qualquer um que goste de boa música e obrigatório para fãs de Hard Rock.

29 – Slash – Apocalyptic Love
Slash – Apocalyptic LoveO debut de Slash, apesar de muito irregular, foi muito bem recebido pela crítica. Agora ele juntou o The Conspirators e Myles Kennedy no vocal para montar essa sua banda. O resultado é excelente, ainda mais porque Myles também é guitarrista, e também ajudou bastante Slash nas composições. Pena que Kennedy aqui se limita a adequar-se à banda, pois ele tem um poder e variação vocal bem maior do que o mostrado aqui. Ainda assim, canta muito bem, e o resto da banda também se mostrou muito competente. Já Slash, mostra como vem evoluindo a cada ano que passa, trazendo agora um disco muito forte e competente.

28 – UFO – Seven Deadly
U.F.O. – Seven DeadlyO UFO é uma daquelas poucas bandas clássicas que ajudaram a definir o que é o Rock, Heavy Metal, até mesmo o Thrash Metal, mas é pouco reconhecida por isso. Sem dar qualquer sinal de cansaço, mesmo após incríveis 43(!) anos de existência, a banda lançou mais uma vez um excelente disco. A banda mostra tranquilidade em desfilar sua qualidade em qualquer sub-gênero do Rock que se aventure durante as faixas, mas o que eles mostram é que são mestres do Hard Rock. Pode não ser um clássicos da banda, mas é um excelente disco.

27 – Van Halen – A Different Kind Of A Truth
Van Halen – A Different Kind Of A TruthSinceramente, demorou muito tempo para me interessar em escutar esse disco. Todo dia ouvia uma notícia entre algum problema de Eddie com David, então realmente pensava que esse disco não seria grande coisa. Mas quando comecei a escutá-lo, percebi que o single Tattoo enganou todo mundo e o disco é muito melhor do que ela fez parecer que seria. Músicas não muito grandes, extremamente agradáveis e de extremo bom gosto seduzem o ouvinte em pouco tempo. Roth não é o cantor de antigamente, mas sua voz ainda é que se combina melhor com qualquer coisa que Eddie Van Halen faça. Mais uma banda clássica que surpreendeu ano passado com um excelente disco.

26 – Stone Sour – House of Gold & Bones Part 1
Stone Sour - House of Gold & Bones Part 1Infelizmente, o Stone Sour é o tipo de banda que as pessoas julgam antes de conhecer por algum motivo. E esse motivo é ter o mesmo vocalista da banda mais odiada do metal, o Slipknot. Mas diferente da banda de metal que sempre fez um metal as vezes bom, as vezes meia boca, o Stone Sour sempre lançou discos realmente interessantes. E aqui, a banda parece chegar finalmente a sua maturidade em seu provável melhor disco. As músicas são pesadas e acessíveis ao mesmo tempo, sem apelar. Um som moderno, criativo e de qualidade. Tomara que a segunda parte seja tão boa quanto a primeira.

25 – Jeff Scott Soto – Damage Control
Jeff Scott Solo – Damage ControlDamage Control marcou a volta do vocalista ao Hard Rock, e que volta! O disco varia entre músicas com um Hard Rock com forte pegada e belas músicas que impressionam pela criatividade. A cozinha é muito competente, e os riffs dos discos brigam de frente com o maravilhoso vocal de Jeff para ver quem se destaca mais.

24 – El Caco – Hatred, Love & Diagrams
El Caco - Hatred, Love & DiagramsA Noruega é conhecida pela forte cena Black Metal do país, mas engana-se que é a única coisa boa que sai do país. O El Caco, banda que já chega ao seu 6° álbum, pela primeira vez sai em uma gravadora que dá amplitude para banda ser conhecida internacionalmente. Ainda bem, porque o nível que temos aqui é algo muito raro hoje em dia. A banda atua em razão dos riffs (maravilhosos, por sinal), misturando o som dos anos 70 de Led Zeppelin e Black Sabbath com um som moderno. Uma das melhores surpresas do ano.

23 – Xandria – Neverworld’s End
Xandria - Neverworld's EndO Xandria era uma boa banda de Gothic Metal que sempre chamou atenção pela sua excelente vocalista Lisa Middelhauve. Quando ela saiu da banda, o futuro da mesma parecia incerto, mas então chegou Manuela Kraller em seu lugar, com um vocal tão poderoso quanto o de Tarja Turunen, a intocável melhor vocalista do metal. Do Gothic Metal, a banda partiu para o Symphonic Metal e mostrou um nível assustadoramente alto. O disco é tão bom que bate de frente com qualquer disco do Nightwish. A melhor surpresa do gênero no ano.

22 – Lacuna Coil – Dark Adrenaline
Lacuna Coil – Dark AdrenalineO Lacuna Coil era uma das principais revelações do Gothic Metal, mas depois de tantas mudanças, chega nesse disco como metal alternativo. O CD mistura o melhor do que já fez no início da sua carreira no lado obscuro misturando de maneira excelente com a maior acessibildade que vem tendo. Aqui mistura tudo da carreira da banda (menos o experimentalismo exagerado do Shallow Life) e evolui em algo único, formando o provável melhor trabalho do grupo, pelo menos no nível dos dois primeiros discos. A evolução de todos os membros é notável, o jeito único que Scabbia vem cantando e como Andrea realmente melhorou. Um som simples e extremamente agradável.

21 – Accept – Stalingrad
Accept – StalingradDesde a chegada de Mark Tornillo como vocalista da banda no lugar de Udo, o Accept parece que ganhou nova vida. Junto com Blood Of The Nations, esse disco é um dos melhores da banda, talvez até o melhor. Mantém a pegada do último disco, um Heavy Metal de primeira classe. Para os que reclamam que “não é Accept sem Udo” deveriam rever tal preconceito, pois o vocal de Mark é quase idêntico e tão bom quanto. Um dos melhores discos do Heavy Metal desse ano.

20 – Paradise Lost – Tragic Idol
illustration bicroO Paradise Lost, assim como muitas outras bandas, sofreu com sua época de experimentalismo. A banda com isso, decepcionou muitos fãs antigos e conseguiu outros novos. Felizmente (infelizmente para alguns), a banda voltou aos poucos a fazer um som mais pesado e menos experimental desde In Requiem de 2007, e Tragic Idol marca a volta da banda ao seu som pesado e sombrio, com a maestria esperada da banda há muito tempo.

19 – Soundgarden – King Animal
Soundgarden – King AnimalO Soundgarden foi uma das bandas que mais fizeram sucesso nos anos 90 e depois do retorno da banda, a expectativa pelo novo álbum era enorme. E a surpresa (para mim, maravilhosa) é que a banda não tenta fazer um resgate ao seu som antigo, algo nostálgico, e sim uma mudança natural no som da banda, como se não tivesse demorado tantos anos por esse disco. O som é mais direto, e as faixas não tem muitos destaques, o destaque em si é o conjunto da obra, com todos as faixas sendo ótimas. É excelente ter uma banda tão boa e com tanta visibilidade como o Soundgarden de volta.

18 – Lethian Dreams – Season of Raven Words
Lethian Dreams - Season of Raven WordsO Lethian Dreams é uma banda de Doom Metal que se diferencia muito do som comum do gênero, principalmente agora com o que trouxeram em Season Of Raven Words. Ela faz um som muito atmosférico, e de maneira excelente. Mas o que verdadeiramente diferencia a banda é o vocal de Carline Van Roos, que de modo maravilhoso, combina sua linda voz com a atmosfera criada em cada música. Pode não ser o que um fã do Doom espera do gênero, e isso é mais um motivo pra se valorizar o que o Lethian Dreams fez aqui.

17 – Soulfly – Enslaved
Soulfly – EnslavedEnslaved, o novo disco do Soulfly, mostra que Max pode ignorar esses pedidos de voltar a fazer algo no Sepultura porque sua criatividade está absurdamente ótima. O Soulfly aqui é principalmente Thrash Metal, mas as vezes flerta com o Death Metal, além de ainda ter um som bastante moderno. Ou seja, não é um retorno ao som clássico do Sepultura ou algo assim. A banda criou sua nova identidade, e ela é pesada, agressiva e extremamente criativa.

16 – The Cult – Choice Of Weapon
The Cult – Choice Of WeaponO The Cult é do tipo de banda que faz muito sucesso, mas ainda assim, é extremamente desvalorizada. A banda é um das poucas que pode se orgulhar de fazer tantos músicos se tornarem tanto seus fãs. A banda já se concentrou em vários gêneros, mas quando a banda se concentra no Hard Rock, não há erro. E Choice Of Weapon não é um nenhuma exceção. Com uma criatividade de dar inveja, a música traz músicas extremamente bem compostas, que soam ótimas (talvez por causa do produtor ser Bob Rock) e moderna. É estranhamente prazeroso ver que há como ver como bandas clássicas ainda conseguem ir bem trazendo modernidade ao som, mas sem perder suas características.

15 – Headspace – I Am Anonymous
Headspace - I Am AnonymousO Headspace é uma banda que tem como líder Adam Wakeman, ex-tecladista do Black Sabbath e Ozzy Osbourne. Mesmo tendo tal currículo, ele não conseguiu chamar muita atenção para sua banda, mas conseguiu a minha. A sua banda pratica um Metal Progressivo de um nivel de criatividade que não há no gênero há muito tempo (não nesse nível). O som é moderno, melódico e como esperado, muito técnico. A ideia por de trás do disco também é muito legal. Definitivamente seria considerado um clássico do gênero se tivesse conseguido visibilidade.

14 – Candlemass – Psalms for the Dead
Candlemass - Psalms for the DeadO Candlemass é provavelmente a maior e melhor banda de Doom Metal e um das mais respeitadas do metal, que infelizmente anunciou que esse seria seu último disco, e que a banda deveria se despedir de seus fãs com uma turnê final. Com o seu com cadenciado de sempre, pesado, melancólico, e agora um pouco mais grudento que o normal, a banda trouxe um disco maravilhoso. As faixas podem ser mais simples do que o esperado, mas talvez esse seja o grande trunfo do álbum, pois as faixas ficam na cabeça e tem grande impacto. Agora é torcer para que o Candlemass siga o exemplo do Scorpions e deixe a aposentadoria pra lá, porque a banda ainda mostra estar longe de perder a maestria.

13 – Kreator – Phantom Antichrist
Kreator – Phantom AntichristO Kreator é definitivamente a melhor banda de Thrash Metal que já saiu da Alemanha e uma das melhores do mundo (para muitos, a melhor). Depois de acabar com sua fase experimental em 2001 com Violent Revolution, a banda vem fazendo seus fãs felizes por só trazer albuns pesados e com a qualidade que todos esperam da banda. E Phanton Antichrist segue a mesma linha, que apesar de poder soar parecido com os últimos discos, é excelente e realmente impressiona por ser tão direto e coeso. Se um disco representar o nível do Kreator, ele será excelente. E definitivamente, Phantom Antichrist representa.

12 – Epica – Requiem For The Indifferent
Epica - Requiem For The IndifferentRequiem For The Indifferent pode não ser tão bom quanto a obra-prima da banda (Design Your Universe), mas é quase tão bom quanto. A banda aqui se mostrou mais pesada e técnica que nunca, tanto que o disco se tornou o mais difícil de ser absorver da banda. Mas depois de várias audições, é fácil perceber como é um dos melhores discos do ano e disparado o melhor do gênero. A banda está mais madura e ouvir o nível que Simone Simons conseguiu chega a ser assustador. Esse álbum também é o último do baixista Yves Huts na banda.

11 – In The Silence – A Fair Dream Gone Mad
In The Silence - A Fair Dream Gone MadNaquela lista dos melhores debuts, podem definitivamente dar um bom lugar para essa estréia maravilhosa do In The Silence. Para quem gosta do lado mais acústico do Opeth e principalmente do Katatonia, o disco é um prato cheio. A banda traz músicas extremamente bem compostas, com vários elementos progressivos e riffs intensos, mas ainda assim a banda soa acessível a sua maneira. Mas um dos pontos de mais destaque é como a banda é melancólica, com as bandas jogando sentimentos no ouvinte de forma impressionante. Essa grande mistura da banda trouxe um dos discos mais gostosos de se ouvir desse ano.

10 – Flying Colors – Flying Colors
Flying Colors – Flying ColorsO Flying Colors é mais um supergrupo que criou muita expectativa e surpreendeu mais ainda. O disco chamou atenção por um dos projetos de Mike Portnoy depois que saiu do Dream Theater, mas não é ele que rouba a cena. Steve Morse mostra o guitarrista genial que é e rouba a cena, além do surpreendente Casey McPherson, que se encaixa perfeitamente ao som da banda, sendo perto muito importante dela. A banda roupa a cena por ser eclética em seu som e viajar pelo Hard Rock, Pop, Progressivo, Heavy Metal e as vezes até com o funk. Tudo com uma técnica impressionante, uma gravação de alta qualidade e muita criatividade. Para quem não é preconceituoso com o Pop, é um CD obrigatório!

9 – Baroness – Yellow & Green
Baroness – Yellow & GreenO Baroness é depois do Mastodon, a banda mais expressiva do Sludge Metal. E assim como o Mastodon, a banda foi corajosa e trouxe uma ousada e competente mudança ao seu som, sendo difícil de especificá-lo em apenas um tipo de gênero. Alguns podem acusar a banda de vendida por ter deixado o Metal mais de lado para se aventurar no Rock, mas esse disco é o que precisa de mais audições para ser bem compreendido e absorvido, o que contrária à ideia pop que dizem envolver o álbum. Em dois discos, o que se escuta é uma banda extremamente criativa, ainda mais do já que parecia.

8 – Anathema – Weather Systems

Anathema - Weather SystemsPara alguns, o rumo atual do Anathema pode dar certo desgosto, assim como acontece com qualquer banda que mude tanto sua proposta. Antigamente a banda fazia parte da trindade do Doom/Gothic Metal, junto com Katatonia e Paradise Lost, hoje a banda se aventura de forma magnifica em um Rock Progressivo viajante e atmosférico, incrivelmente delicioso de ouvir. Todos os aspectos dos discos impressionam. Sempre se espera coisas boas vindas do Anathema, mas dessa vez a banda se superou.

7 – Gojira – L’Enfant Sauvage
Gojira - L'Enfant SauvageConfesso que não sou nem um pouco fã de Death Metal (tanto que o mais próximo do gênero que chego é o Opeth) mas tive que me render diante da genialidade dos franceses do Gojira. Fazendo um Death Metal Progressivo, as faixas são extramente pesadas, mas fugindo de qualquer clichê e trazendo uma experiência única ao apostar no experimentalismo e nas suas técnicas, a banda cria uma experiência única ao ouvinte. Chegando ao seu quinto álbum, o alto nível da banda se mantém e esse disco deve agradar até mesmo fãs de outros gêneros do metal.

6 – Between The Buried And Me – The Parallax II: Future Sequence
Between The Buried And Me - The Parallax II Future SequenceO Between The Buried And Me lançou um disco maravilhoso e extremamente complexo, flertando com tantos gêneros que é difícil até escolher um em que eles se foquem. Demonstrando uma técnica enorme, a banda viaja entre o Death Meta técnico, Metalcore, progressivo e até o Jazz em alguns momentos. Além de ser um disco que demora pra ser absorvido, porque além de ser muito pesado, têm longos 72 minutos, em que é mantido um alto nível de maneira magnífica, principalmente pela maturidade sonora.

5 – Sylvan – Sceneries
Sylvan – SceneriesQuando ouvi o Sylvan pela primeira vez, reparei que não haveria como considerá-la como uma banda de Rock Progressivo comum, e sim escutá-la como escuto o Pink Floyd, ignorando que é uma banda de Rock e concentrando apenas a proposta do seu som. O som do Sylvan é um deleite musical tão enorme que é muito difícil prestar atenção nos destalhes e não apenas viajar dentro das músicas. Sendo um álbum duplo que juntos tem mais de 90 minutos, a banda passa emoção e musicalidade tão rica que só sinto escutando algumas coisas da música clássica. Sinceramente, acho que essa é banda que pode trazer o que há de mais belo e ainda ser uma banda de Rock. Uma delícia de álbum.

4 – Beyond The Bridge – The Old Man and The Spirit
Beyond The Bridge - The Old Man and The SpiritTudo em volta do projeto do debut The Old Man And The Spirit é fantástico. A banda começou em 1999 como Fallout, mas os integrantes deixaram o projeto de lado para se concentrarem nos estudos. Retornaram com o projeto em 2005 e passaram 7 anos para lançar o disco! E não é um Chinese Democracy da vida, claramente o tempo foi bem gasto nas composições para chegarem em um resultado tão grandioso. Tudo que acontece no disco gira em volta de sua grandioso história (o álbum é conceitual), com faixas envolventes e técnicas. É um dos discos mais ricos musicalmente que teve o prazer de ouvir.

3 – The Night Flight Orchestra – Internal Affairs
The Night Flight Orchestra - Internal AffairsApesar de seus fãs serem bem radicais, a maioria dos músicos do metal tem como base bandas de Rock clássico e até do Pop em sua formação musical, e isso explica o porque de tantos resolverem se aventurar por esse lado da música em algum ponto de suas carreiras. Isso explica porque Björn Strid (Soilwork) e Sharlee D’Angelo (Arch Enemy) trouxeram esse projeito. Com um som setentista, a banda faz Rock N’Roll flertando com o Pop, Soul, Funk e Folk, com muito bom gosto. É um som extremamente rico e ainda muito acessível, é o tipo de som que a gente torce pra chegar nas “grandes massas”, porque é acessível e é maravilhoso.

2 – Testament – Dark Roots Of Earth
Testament – Dark Roots Of EarthSe as bandas de Thrash Metal parecem ter voltado a ter força, nenhuma banda no gênero vem tão forte quanto o Testament. Nem mesmo o Kreator ou o Slayer. E surgindo como uma evolução natural do ótimo The Formation of Damnation, Dark Roots Of Earth vem para disputar com o clássico The Gathering o título de melhor disco da banda. Quando escuto esse disco, sinto como se a banda tivesse feito o que o Metallica tentou fazer em Death Magnetic: Um Thrash moderno, que flerta com muitas coisas mas não perde a identidade. Todos os fatores do disco são acima da média, mas os riffs que Alex Skolnick são ainda melhores. Um clássico moderno do Thrash Metal.

1 – Rush – Clockwork Angels
Rush – Clockwork AngelsO Rush é uma caso raro: uma banda que muitos fãs mas ainda assim fica para trás quando se trata das melhores banda do Rock. As consideradas 3 melhores bandas de Rock da história são Led Zeppelin, Deep Purple e o Pink Floyd, mas sinceramente, o Rush é tão boa e importante quanto eles, influênciando toda uma geração. Talvez por ser uma banda “cult”, que não chegou a todos, tenha ficado de lado. Mas desde os anos 90, o Rush vem fazendo álbuns muito bons, mas bem abaixo do que a banda tinha feito na sua época clássica. E esse jejum acabou com Clockwork Angels, que para mim é o melhor disco da banda desde Power Windows. A banda se reinventou, tem um som moderno, mas sem perder a maestria. Com muita técnica, aliada a excelente produção onde tudo no disco se escuta muito bem, a banda músicas que demoram um pouco para serem digeridas, mas após algumas audições, se mostram incríveis. Apesar de ter talvez o melhor baterista de todos os tempos, Neal Peart, mas Geddy Lee e principalmente Alex Lifeson são os destaques aqui. Os dois são dois dos melhores no que fazem, mas infelizmente ficaram na sombra da genialidade de Peart. É um disco obrigatório para qualquer fã de música.

Blink-182 – Dogs Eating Dogs (2012)

Dogs Eating Dogs

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Pop-Punk
Gravadora: Independente

O blink-182, uma das principais, senão a principal precursora do pop-punk no mundo voltou com todo gás após lançar o álbum Neighborhoods, em 2011, o qual você pode ler a resenha aqui, porém desta vez com um EP de natal (que não tem muito a ver com natal) independente, com a produção de Mark Hoppus, Tom DeLonge e Travis Barker.

O EP começa com a canção “When I Was Young”, que é com certeza a melhor canção do álbum. Ela começa com uma falsa impressão de calmaria na sua introdução, porém logo podemos perceber a velocidade e a leve agressividade na música, que conta com um dueto de Mark e Tom, que por sinal, essa é uma música que temos os melhores vocais de Tom DeLonge em algum tempo. É uma música fácil de digerir e ela consegue ficar na sua cabeça. Temos nela uma leve lembrança de Angels & Airwaves, banda liderada por Tom. Logo após temos a música mais agressiva e raivosa do EP, coisa que faltou no Neighborhoods. “Dogs Eating Dogs”, música que nomeia o EP, lembra bastante o som do +44, projeto tocado por Mark e Travis. É um boa música, mas não tem nada demais nela que a faça se destacar.

Em seguida, temos “Disaster”, música mais lenta e com uma leve, levíssima pegada psicodélica, e nele percebe-se também bastante  influência do estilo de Tom no Angels & Airwaves. A letra é bastante boba e melosa, mas dá pra se entusiasmar com ela, mas assim como Dogs Eating Dogs, não tem nada demais. “Boxing Day” é uma música com uma pegada mais de balada, com um leve ar de folk devido a base inteira da música ser feita com violões de Tom e Mark. A música tinha tudo para ser excelente, mas a voz de Tom não combinou com o estilo e o som, seria melhor se o Mark assumisse a parte vocal totalmente nesta canção.

“Pretty Little Girl” finaliza o EP pra alguns muito bem, e para outros muito mal. É a canção mais polêmica do álbum, devido a influência de Travis Barker, que está tentando trazer um pouco de rap para o Blink, e com isso ele levou com ele o rapper Yelawolf, a qual tem um projeto em particular para fazer uma participação de quase 40 segundos na música. São 38 segundo de uma coisa totalmente indiferente, que nem fede nem cheira, não muda nada, porém quem não gosta de rap com certeza não gostará disso. O reto da música traz um sensação de new-wave na letra, com o baixo e a bateria trabalhando forte na música, acompanhando o bom vocal de Tom DeLonge.

Parafraseando Scott Heisel da revista americana “Alternative Press”, tomando em consideração o quanto era impossível que o blink-182 se juntasse novamente algum dia, o fato de que a banda superou suas diferenças e lançaram um álbum completo e um EP já é espetacular. O EP teve diversas falhas, mas não é algo ruim, é algo regular, e se em pouco tempo e pela primeira vez gravando “sozinhos”, ele fizeram algo regular/bom, quando eles se trancarem no estúdio para gravar um novo CD com tempo e com vontade, o trio californiano pode fazer algo espetacular.

Sem título-12