Ariana Grande – My Everything (2014)

My EverythingOrigem: Estados Unidos
Gênero: Pop, R&B
Gravadora: Republic

Ariana Grande é uma artista que ficou reconhecida por causa de sua atuação como a personagem Cat Valentine na série da Nickelodeon “Brilhante Vitória”. Em 2014 a moça lançou seu segundo álbum de estúdio e diferente do primeiro, o aclamado “Yours Truly”, este tem várias participações, tais como Iggy Azalea e o produtor Zedd. O que me surpreendeu quando ouvi as músicas de Ariana pela primeira vez foi a qualidade de sua voz, que é bastante “poderosa”. Seu primeiro álbum foi aclamado pela crítica, e merecidamente, em minha opinião. Repleto de músicas suaves, bem produzidas e boas de se escutar.

Um ano depois, Ariana nos entrega “My Everything”, sucessor do seu primeiro e bem sucedido álbum. O álbum inicia com uma introdução bem rápida com Ariana cantando uma mini-letra, mostrando já o fator do vocal que citei. O CD arranca com “Problem”, que tem participação da rapper Iggy Azalea, a faixa tem uma levada de sax ótima e é uma música que fica na sua cabeça depois de escutar, é uma música ótima e conta com Iggy referenciando Jay Z com a frase “I’ve got 99 problems, but you won’t be one”. Em seguidas temos “One Last Time” e “Why Try” ambas músicas com um tema sentimental na letra, enquanto One Last Time é uma música mais “de balada”, Why Try é mais calma, lembrando até mesmo algumas músicas da artista Beyoncé.

Em seguida com “Break Free”, onde a produção fica por conta do DJ alemão Zedd, é a aposta de Ariana na música eletrônica, envolvendo um tema mais ou menos como o de “Problem”, foi uma aposta em cheio, é uma música enérgica e dançante, como se já não bastasse Problem, Break Free foi outra faixa do disco que emplacou bastante. Mais uma faixa de Ariana voltada ao lado do Hip Hop, “Best Mistake” tem participação do rapper Big Sean e é uma balada sentimental, uma das melhores do disco, devo dizer. “Be My Baby” é uma música animadinha e romântica e a próxima, “Break Your Heart Right Back”, que também investe no mesmo tema de “Problem”, é uma balada bem animadinha. Temos também a faixa “Love Me Harder”, que na verdade é uma faixa do cantor The Weeknd com participação de Ariana, mas que por algum motivo entrou no CD da cantora. Não é uma faixa ruim, mas é a mais fraca do disco.

“Just a Little Bit of Your Heart” é uma baladinha romântica que foi escrita pelo membro da boyband One Direction, Harry Styles. Apesar de tudo é também uma das melhores, se não a melhor faixa do disco, a voz de Ariana acompanhada da sinfonia de piano e orquestra criou uma atmosfera musical incrível, e os instrumentos são posicionados muito bem. A penúltima é a faixa “Hands on Me”, com participação do rapper A$AP Ferg. Pode parecer estranho, mas a faixa me deu um sentimento nostálgico por parecer faixas que cantoras como Britney Spears e, novamente, Beyoncé, lançavam no período de 2003 à 2006. É boa, apesar de eu ter achado a voz de Ferg meio estranha. O disco é encerrado com a faixa título, outra balada romântica com sinfonia de orquestra e piano acompanhado a voz de Ariana, outra faixa incrível.

Há edições do disco com faixas bônus, incluindo a famosa “Bang Bang”, música de Jessie J com participação de Ariana e da rapper Nicki Minaj, que realmente é uma faixa bem boa. Mas queria me centrar nas 12 faixas principais do disco. My Everything é tão bom quanto o primeiro álbum de Ariana, tem músicas boas, divertidas e algumas músicas “chiclete”. É um álbum bem produzido, e é a prova de que ainda há alguma esperança na música Pop de hoje em dia. Tenho escutado mais pop recentemente e digo que é sempre bom acostumar os ouvidos com outros estilos musicais. My Everything é sem dúvida um dos melhores álbuns pop do ano até agora, e eu recomendo dar uma “passada de ouvido” por ele. Claro que pode não agradar a todo mundo, mas porque não tentar?

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Gorillaz – Plastic Beach (2010)

Origem: Estados Unidos
Gênero: Pop, Hip-Hop, Eletrônica
Gravadora: Parlophone, Virgin

Muito bem, todos conhecem o Gorillaz, a banda virtual britânica criada por Damon Albarn, que também faz parte do Blur. Em 2010, muitos dos fãs da banda entraram em alegria, assim como eu que gosto da banda desde pequeno, após cinco anos parados, a banda lançou um novo álbum: o Plastic Beach. De início, todos ficaram felizes, não sei quantos tiveram o mesmo pensamento ao ouvir o disco, mas eu notei uma grande mudança na banda.

O disco é mais Pop do que os antigos, que abordavam gêneros como Rock Alternativo, Hip-Hop Alternativo e até mesmo Trip Hop. Plastic Beach conta com a participação de vários rappers, cantores de R&B e até Soul, assim como nos outros álbuns, mas também temos alguns arranjos orquestrais nesse CD, algo novo.

As músicas são bem diferentes (duh), eu particularmente não me sentia ouvindo um álbum do Gorillaz, até mesmo por causa da faixa “Welcome to the World of the Plastic Beach” onde apenas o rapper Snoop Dogg canta, não ouvimos a voz de nenhum membro da banda e nem mesmo do famoso vocal 2D. Não estou dizendo que Plastic Beach é um álbum ruim, mas na minha opinião eu não me sinto ouvindo um álbum do Gorillaz, e sim um álbum de vários artistas com a participação da banda.

Nem todas me fizeram deixar o álbum de lado, músicas com “Stylo” e “On Melancholy Hill” são boas, que ficam na sua cabeça e são bem o estilo original da banda. Por fim, eu só posso dizer que eu achei o Plastic Beach um álbum razoável, mas nada comparado aos álbuns “Gorillaz” e “Demon Days”, esse que é o meu favorito.

Chris Brown – Fortune (2012)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: R&B, Pop, Eletrônica
Gravadora: RCA

Chris Brown: para alguns um cantor que sempre quis ser o Usher, para outros um talentoso ídolo, para outros um animal que bate em mulher e para mim um palavrão tão feio quanto comparar sua mãe com uma bela égua. Meus problemas com Brown vão além da surra que ele deu em Rihanna. Sua música é terrível, ele como cantor é um bom dançarino, suas letras são ridículas de tão ruim e sua atitude e personalidade são fracas e estúpidas. Sem falar que Chris Brown é o Justin Bieber da geração passada: uma criança agindo como um “loverboy” adulto, mas não tem idade, estilo, atitude e, principalmente, carisma para falar sobre temas românticos da maneira como ele falava, quando na verdade não tinha nem idade para isso. Seria como pedir para a Sandy e o Júnior falassem sobre amor na época em que eles cantavam “O Universo Precisa de Vocês (Power Rangers)”. E olha quando eu falo na falta de atitude de Brown e Bieber, falo que era tão baixa (e continua para Bieber) que Willow Smith tem mais atitude em seus 9 anos com “Whip My Hair” (uma péssima música) do que Bieber tem e Brown tinha. Tinha, pois a atual atitude de Brown chega a ser desrespeitosa para mim, tanto pessoalmente quanto artisticamente. Mas acho que está na hora de conferir o disco: O disco é bom ou ruim? Sim, por mais que eu sinta apatia pela pessoa, eu posso gostar do artista, certo?

Antes de mais nada: Fortune tem auto-tune. Não é nada tão prejudicial como em alguns discos que eu ouvi recentemente (Some Nights do fun. é um grande exemplo), mas é desnecessário e faz com que Brown tenha ainda menos personalidade, deixando muito mais aquém do esperado. Não acrescenta nada como acrescenta para T-Pain e Ke$ha, apenas remove o pouco do que temos. É notável que o álbum tem elementos de música eletrônica, mas o auto-tune deve ser muito bem usado, ou podemos ter um certo desastre sonoro. Chris Brown teve uma boa produção nesse quesito, mas não ao ponto desse plugin (sim, auto-tune é um plugin, não um software) ajudar em alguma coisa. As vezes até prejudica a audição do álbum como em “Biggest Fan” e em “Don’t Wake Me Up”: é irritante e cansativo ouvir gritinhos de Brown com esse efeito terrível. Mas eu particularmente não tenho problemas com auto-tune, desde que você use e deixe as coisas melhores, não um efeito desnecessário.

Começamos com uma típica música de balada. E não, não é uma balada estilo “Is This Love” do Whitesnake, e sim uma balada de festa. “Turn Up The Music” é o tipo de música que você já está cansado de ouvir antes mesmo de ouvir. Flo Rida, Pitbull, LMFAO, Black Eyed Peas, Lady Gaga, Ke$ha e Enrique Iglesias (até ele!) já fizeram e/ou ainda fazem esse tipo de música. A indústria da música já está cansada das mesmas ideias de “sair para festa e curtir o máximo dela”. Seus timbres me desagradam bastante e as batidas são um pouco irritantes. Mas o que pode se dizer de positivo para “Turn Up The Music”? Certamente é bem produzida e é o tipo de música que você quer ouvir em uma festa pop, eletrônica e até “neutra”. E quando me refiro a “neutra” me refiro a algo “eclético”, em aspas mesmo. Você quer ouvir um tipo de música que você possa curtir com seus amigos sem se importar com que está fazendo, deixando a música alta tocar, mas sem exageros. “Turn Up The Music” é exatamente isso. Não é extrema como “Tik Tok” da Ke$ha, nem entediante como “Tonight, Tonight” da banda Hot Chelle Rae. Inicia o álbum de maneira saudável, se assim posso dizer.

A próxima música é “Bassline” e eu te garanto desde já: é uma das piores músicas que eu ouvi e ouvirei esse ano. A batida eletrônica quase dubstep é terrível, sem falar que o refrão tem essa metáfora horrível: “Girls like my (bassline)”, sendo a parte em parênteses com uma voz robótica. Se você soubesse o suficiente de Inglês, saberia que quando é mencionado o termo “Bassline”, Brown se refere aquela metáfora americana para sexo: First Base (primeira base), Second Base (segunda base) e assim vai… E se entendeu o que ele quis dizer com “Bassline”, então percebeu que “as garotas gostam da base de Chris Brown”, ou seja, gostam de transar com ele. Se eu lesse isso provavelmente acharia engraçado e até inteligente, mas a maneira que Brown se impõe com a frase, com uma arrogância e ego gigante, chega a me dar raiva e nojo. E o pior de tudo é que isso é bom para ele. Difícil de explicar o porque, mas esse era o objetivo dele em “Bassline”, pelo menos é que o homem quis passar em minha opinião, e ele conseguiu. Palmas para ele. Receberia um assobio se a música fosse boa, mas não é, então vamos seguir para a próxima faixa.

A próxima música inicia eletronicamente terrível, se é que isso existe. “Till I Die” tem participação especial de Big Sean e de Wiz Khalifa onde temos uma terrível escolha de timbres seguida por versos terríveis dos rappers convidados, principalmente de Wiz Khalifa, um rapper genérico que só fala coisas genéricas dos atuais rappers, como quantas mulheres consegue ou quão foda é. A única grande diferença entre Wiz Khalifa e o restante é que o rapper citado faz questão em mencionar em qualquer música que esteja fazendo, seja sua ou em participação especial, que “seus carros funcionam apertando um botão”, vide a música de sua autoria “Black and Yellow”, uma música que supostamente fala sobre Pittsburgh e o time de futebol americano Pittsburgh Steelers, e “Payphone” do Maroon 5, onde ele deveria falar sobre um fim de relacionamento. Mas como o próprio Wiz fala no primeiro verso de “Payphone”, “Fuck that shit”, pois o que importa são seus carros que ligam com um botão, nos quais são mais fáceis de serem roubados. Em resumo, outra música ruim desse disco.

“Mirage” começa como música de “gangstar rapper”, daqueles que querem intimidar qualquer um que passar por seu caminho. Brown não tem carisma nem voz para fazer isso, e o auto-tune piora ainda mais, deixando essa faixa ainda mais fraca. Tem a participação de Nas, que sinceramente não acho importante e até desnecessária. Depois de “Mirage” temos “Don’t Judge Me”, uma balada onde Chris Brown pede para não ser julgado. Na música anterior você passou uma atmosfera de que é o cara perigoso e malvado, agora nessa você pede para não te julgarem, ainda mais depois de você quase arrebentar a Rihanna. Eu prefiro te julgar, assim como eu julgo Enrique Iglesias após a música “Tonight (I’m Fuckin’ You)”. Questão de segurança mesmo. A música em si é chatinha e entediante, mas não tanto quanto a próxima, “2012”, onde você já deve imaginar o que deve acontecer envolvendo uma faixa com esse título, só que com teor erótico. Sim, o mundo está acabando e Brown quer fazer sexo com a garota, e da maneira mais romântica possível. E outra balada é “Biggest Fan”, onde não acrescenta nada ao álbum. Não é tão ruim como “2012”, mas é igualmente chata como “Don’t Judge Me”. E são três baladas seguidas! Decaiu totalmente a atmosfera eletrônica de diversão que iniciou o álbum que se transformou em uma tentativa falha de ser gangstar e agora virou essa “coisa melosa”.

Em “Sweet Love” temos a junção das duas atmosferas anteriores: a de gangstar e a melosa. Mas a de gangstar é só na introdução. Em outras palavras, nós temos quatro baladas seguidas. Eu sei que Brown é um cantor de R&B, um gênero onde temos muitas músicas assim. O problema é que não está estruturado da maneira correta. Eu não teria um grande problema se “Turn Up The Music” fosse seguida por essas quatro baladas, mas a atmosfera criada pelas faixas posteriores a faixa inicial é totalmente fora do lugar. É como se dois artistas tivessem dividindo um único lançamento. E em “Strip” tenho ainda mais essa certeza. Uma música mais animada, porém ainda tem aquele jeitinho meloso do R&B. Tem a participação especial de Kevin McCall, que pelo menos entende a temática da música, da maneira mais grosseira possível. E qual o problema de Chris Brown querer ficar pelado com a garota? É o segundo refrão onde o rapaz pede para ficar pelado com a moça. Que vício em sexo é esse, meu rapaz? Está precisando de um tratamento, e dos bons.

Ainda temos outras canções estúpidas, fracas, ruins, ou como queira dizer, com destaque para “Party Hard / Cadillac [Interlude]”, onde temos uma música e uma introdução para outra música, e a transição fica percebível, não fazendo sentido algum. Isso seria “bom” se ela fosse a última faixa e esse interlúdio fosse o fim do álbum, uma faixa escondida, mas mesmo assim, as batidas das partes são genéricas e fracas. E para encerrar temos a esquisita “Trumpet Lights”, uma música totalmente eletrônica, onde o auto-tune em Brown é extremamente irritante, a batida é como se houvesse uma nova mixagem para os efeitos sonoros do famoso jogo Pac-Man, até chegarmos ao pré-refrão cantado por Sabrina Antoinette seguido por um refrão “bem bacana”, com Brown e sua “batida” martelando sua cabeça repetidas vezes. Se ao fim desse álbum você não teve uma dor de cabeça, você é um grande guerreiro e deveria sempre estar peleando em guerras.

Fortune é um álbum horrível, com grandes chances de receber o prêmio de pior disco do ano. E se não fosse a produção feita para esse álbum, poderia ser um dos piores da década ou do século. É o álbum para você, fã de Chris Brown, que quer pelado(a) com ele e fazer sexo, mas muito sexo, com uma terrível música de fundo, sendo bizarra ou esquecível. Nem todas as canções são bizarras, mas todas são esquecíveis. O mais próximo de ser memorável é o refrão de “Bassline”, e não porque é grudento, mas porque me irritou, e muito. Fortune não é um álbum recomendado para qualquer um, aliás, para ninguém. Todos devem ficar longe dele. E não digo isso porque eu odeio a música Pop atual ou simplesmente odeio Chris Brown como pessoa. Eu digo isso porque eu odeio o álbum Fortune. Se você quiser ouvir, ouça para comprovar o quão ruim é o quinto disco desse cantor de R&B que sempre quis ser o novo Usher, mas nunca teve o talento ou o carisma para isso. E por falar nisso, se você quiser ouvir R&B ouça Usher ou qualquer outro cantor dentro do gênero, menos Chris Brown. É para seu próprio bem.

Supertramp – Breakfast In America (1979)

Origem: Inglaterra
Gêneros: Rock Progressivo, Pop
Gravadora: A&M

Supertramp, uma banda que iniciou uma carreira promissora no Rock Progressivo no início dos anos 70 com o seu auto-intitulado e Indelibly Stamped não obteve um sucesso comercial desejado. A partir do terceiro disco, a banda foi se tornando cada vez mais Pop, e Breakfast In America tem umas das canções mais famosas do grupo, em outras palavras, foi aqui que o sucesso comercial da banda explodiu. Mas mesmo mantendo um som Pop, Breakfast In America é um disco bem imprevisível e com ótimas seções instrumentais, que valem a pena conferir. Mas mesmo assim, possui algumas coisas que deixam a desejar, infelizmente.

A banda era composta por Rick Davies (teclado, vocais e harmônica), John Helliwell (saxofone, vocais e instrumentos de sopro), Roger Hodgson (guitarra, teclado e vocais), Bob Siebenberg (bateria) e Dougie Thomson (baixo) fazem um som com certa influência Progressiva de seus trabalhos anteriores e com a adição de um Pop fácil de assimilar, porém interessante (que vai desde Toto a Bee Gees), temos em Breakfast In America um álbum muito eclético e posso dizer até bom. Faixas como “The Logical Song”, a faixa-título, “Lord It Is Mine” e “Take The Long Way Home”, cantadas por Roger Hodgson, são música grudentas e cativantes, tendo bastante coisas ocorrendo ao mesmo tempo (com exceção da balada “Lord It Is Mine”). A voz de Roger combina com todos os momentos dessas faixas e lembra Jon Anderson do Yes, ficando bem bonito de se ouvir para os fãs de Yes.

O que contradiz isso é as faixas onde Rick Davies canta. Não que sua voz mais grave seja ruim, pelo contrário, é bem bacana. O problema é que tem Roger cantando em algumas seções. Ele impõe uma voz de Bee Gees irritante e nojenta, mas estranhamente grudenta, que dá uma certa raiva de ouvi-lo, pois já sabemos que não iremos esquece-la tão cedo. Mas tirando isso, as canções cantadas por Rick são bem interessantes, mas não tanto quanto as cantadas por Roger, o principal motivo é justamente a voz ser mais agradável e mais “curtível”, se ignorarmos os momentos Bee Gees dele. E o dueto entre eles não são dos melhores. Na faixa inicial, “Gone Hollywood”, soa até estranho, e quem faz ficar interessante é Rick, e a razão de eu falar isso já deve estar óbvia. Já no trio de cantores que temos é na última faixa, “Child Of Vision”, funciona melhor, mas o que Roger faz bem sozinho, em dupla faz ficar irritante, e o mesmo se diz em trio (John Helliwell canta nela também). Caso o homem tivesse uma noção melhor do que estava fazendo, as coisas ficariam melhores e “Child Of Vision” seria a melhor canção do disco e um ótimo encerramento.

E caso alguém diga que Rick Davies não canta sem a participação de Roger Hodgson, ele canta em “Just Another Nervous Wreck” e “Casual Conversations”. Na primeira citada, ele faz muito bem, e a banda faz um ótimo trabalho e com a boa produção do disco, tudo soa divertido. Já na segunda, ela chega a ser chata. Até ser a mais chata do álbum. Nem o solo de saxofone, que percorre pelo disco todo de maneira excelente, não consegue salvar a faixa de um tremendo tédio. E não dá para negar, o instrumental, por mais Pop que seja, é sensacional. Ele entra nos seus ouvidos e você sente o prazer em ouvi-lo. A banda é muito competente no que queria fazer. Este álbum é recomendado para aqueles que querem uma aproximação entre o Pop e o Progressivo, que em minha opinião em Breakfast In America, sexto disco de estúdio da banda, funciona muito bem, por mais que acontece alguns erros, não prejudica a totalidade. Confira se você quer expandir seu gosto musical.

Yudi Tamashiro – Dominar Você (2009)

Origem: Brasil
Gêneros: R&B, Hip-Hop, Dance-Pop, Pop, Pop Rock
Gravadora: Universal Music

Pense em algo extremamente brega, infantil, clichê, fraco, Pop de araque e praticamente uma tentativa de ser equivalente a caras como Justin Bieber e com um conteúdo lírico equivalente ou pior a da banda Restart, e tudo junto forma algo que irritaria até o Mahatma Gandhi. Pensou? Não vomitou? Então você irá quando ouvir esta bela porcaria de Yudi Tamashiro, Dominar Você. São 13 faixas terríveis, que denigrem tudo aquilo que você ouviu. O disco começa com “Intro”, totalmente cafona e feia, e segue na terrível faixa-título. Ele tenta soar romântico em “A Pureza”, mas parece que jogaram uma mistura entre Pe Lu, Luan Santana, Ursinhos Carinhosos e uma privada cheia de merda. E o pior de tudo isso é a clássica “Funk do Yudi”, que só pelo título você deve imaginar como é essa desgraça. Este disco é uma piada, mas daquelas piadas de um gosto terrível. Honestamente, esse disco pode ser facilmente classificado como uma obra-prima, pela facilidade de digerir esse som que entra no seu tímpano e confunde todos os seus neurônios, além de entupir seus miolos com uma musicalidade instável e ridícula. E Yudi é um cantor de dar vergonha. Melhor ficar apresentando seu programa com a Priscila que assim você não fere nossos tímpanos, apenas daqueles que insistem em ligar a televisão para assistir o seu programa infantil. Recomendo a todos que fujam deste disco, principalmente pela capa. Yudi não vai apenas Dominar Você, ele vai Possuir Você. Cuidado!