Os melhores discos de 2012 (Rock/Metal), por Erik Edilson

Lembrando que a lista se limita apenas aos discos de Rock e Metal lançados ano passado, pois foram os gêneros que dei atenção. Também é importante destacar que não ouvi tudo que foi lançado, longe disso, por isso vão ter casos de discos que deveriam estar na lista mas não estão.

50 – Black Country Communion – Afterglow

Black Country Communion - AfterglowInfelizmente, esse parece ser o último disco desse super grupo, devido aos seus problemas internos. Pelo visto, são grandes músicos com grandes egos. Esse disco traz novamente o som anos 70 da banda, com muito bom gosto, com composições que alegram qualquer saudosista.

49 – Adrenaline Mob – Omerta

Adrenaline Mob - OmertaO Adrenaline Mob chamou atenção por ser o novo projeto em que Mike Portnoy, ex-baterista do Dream Theater mais se empenhou depois que saiu do Avenged Sevenfold. Apesar disso, nem de longe é ele quem rouba a cena aqui, quem faz isso são Russell Allen, com seu vocal poderoso em sua melhor forma (para mim ele é o vocalista mais poderoso do metal atual) e pelo guitarrista Mike Orlando, que abusa e exagera de riffs “fritados”. A banda faz um Heavy Metal direto, um pouco enjoativo depois de um tempo até, mas ainda assim, de muita qualidade.

48 – Overkill – The Electric Age

Overkill - The Electric AgeThe Eletric Age traz a formula básica e competente do Thrash Metal oitentista em um disco de alto nível. A banda não inovou em muita coisa nesse disco, mas trouxe nele um som que deve agradar qualquer fã que quiser apenas ouvir um bom e velho Thrash Metal de qualidade.

47 – Circus Maximus – Nine

Circus Maximus - NineDesde que lançou seu primeiro disco (The 1st Chapter), o Circus Maximus tornou-se rapidamente uma banda cult do Metal Progressivo, com dois álbuns que batem de frente com vários discos com os “líderes” do gênero, Dream Theater e Symphony X. Em Nine, infelizmente, a banda não está tão inspirada como outrora, mas ainda assim lançou um ótimo disco. Ele é o mais pesado e melódico da banda, apenas não é tão bom quanto os dois anteriores.

46 – ZZ Top – La Futura
ZZ Top - La FuturaDepois de 9 anos sem lançar nenhum álbum (desde Mescalero), o ZZ Top retorna, mostrando que a espera valeu muito, mas muito a pena. Durante o disco, a banda desfila seu clássico Blues Rock que se mistura com o Hard Rock, se adequando ao som moderno, mas se afastar de suas raízes. Bandas como o ZZ Top e o Motorhead fazem praticamente o mesmo som por toda sua carreira, e isso mostra como são diferenciados, pois são poucos que conseguem fazer tanto dentro do mesmo estilo através das décadas de maneira tão especial.

45 – Rival Sons – Head Down
Rivals Sons - Head DownO Rival Sons impressionou muita gente com Pressure & Time, que nos trazia um sonoridade anos 70 magnífica, só que ficava um pouco escondida atrás da clara influência do som do Led Zeppelin no som dos caras. Só que o diferencial da banda é que não apenas usam elementos dos anos 70, como tem a criatividade para dar alma às músicas. Agora com Head Down, o grupo volta menos influenciado pelo Zeppelin, e variando muito durante o disco. Com um som mais cru, esse disco precisa ser escutado mais vezes que o anterior para ser bem absorvido, mas definitivamente vale a pena.

44 – Tremonti – All I Was
Tremonti - All I WasO Tremonti é a banda solo do guitarrista do Alter Bridge e Creed, Mark Temonti. Só que aqui o guitarrista não faz o Pop Rock meia boca do Creed nem o Rock Alternativo flertante com o Hard Rock do Alter Bridge, e sim uma pesada mistura do Hard Rock com Heavy Metal, com elementos de Speed Metal também. Sem frescuras, pesado, riffs e mais riffs, mas ainda acessível. A “cozinha” aqui o acompanha muito bem, mas o que mais surpreende é Mark ir tão bem como vocalista, por mais que ele fosse um ótimo backing vocal no Alter Bridge.

43 – Muse – The 2nd Law

Muse - The 2nd LawO Muse já saiu a muito tempo da sombra do Radiohead e agora tenta ser a maior banda de Rock da atualidade. Agora com The 2nd Law, o Muse parece ter entrado de cabeça em uma fase de experimentos (que quase toda banda passa), só que a banda se mostrou muito competente e dosou muito bem os diferentes elementos que trouxeram ao seu som. Muitos fãs “xiitas” vão virar a cara para essa nova proposta da banda, mas isso não vai tirar nem um pouco o mérito da qualidade do disco.

42 – Fear Factory – The Industrialist
Fear Factory - The IndustrialistO Fear Factory é provavelmente a banda mais marcante do tal Metal Industrial, sendo mais pesado do que parece. The Industralist marca a banda mais pesada do que nunca, complexa, moderna e extremamente agressiva. Os riffs de Cazares são tão empolgantes como agressivos, e o vocal de Burton é tão bom quanto variado. A bateria é programada, mas isso não interfere em nada na qualidade do disco, um dos melhores da banda.

41 – Mark Lanegan Band – Blues Funeral
Mark Lenagan Band - Blues FuneralO novo disco solo do excelente vocalista Mark Lanegan (ex-Screaming Trees), apesar de capa, é muito menos animado do que parece. Pelo contrário, o disco é melancólico, arrisco dizer que é até mórbido, passando sentimentos profundos com sua música que é facilmente sentido pelo ouvinte. Tudo parece se encaixar no disco, a única coisa que se destaca além do clima do disco é o vocal de Mark, excelente como sempre. Talvez não seja o melhor disco para se ouvir em um dia triste, e é isso que faz de Blues Funeral algo melhor do que já é.

40 – Lynyrd Skynyrd – Last of a Dyin’ Breed
Lynyrd Skynyrd - Last of a Dyin' BreedDepois de 4 anos do lançamento de God & Guns, o Lynyrd Skynyrd volta com mais um disco, o 12°. O disco não segue a linha musical do último disco e sim faz uma “meia volta” aos anos 70, tendo ainda um som moderno, mas sem querer ser apenas uma cópia da formação clássica. Assim, ao longo de 15 faixas, a banda traz o Hard Rock misturado com seu country, além de baladas lindas. Quando se trata de Southern Rock, o Lynyrd Skynyrd nunca decepciona. E aqui, vai além disso e surpreende.

39 – Age Of Artemis – Overcoming Limits
Age Of Artemis – Overcoming LimitsOs brasileiros aqui surpreenderam muito. Há uma tendência atual a endeusar qualquer bom lançamento nacional, mas o Age Of Artemis mostrou em seu debut sua qualidade. Tendo Edu Falaschi como produtor, tem como base um Power Metal de alta qualidade. Pode não ser nenhuma novidade dentro do som do gênero, mas o que importa é a qualidade das músicas, e nisso o nível nesse disco é muito alto.

38 – Blackberry Smoke – The Whippoorwill
Blackberry Smoke - The WhippoorwillO Blackberry Smoke é uma das melhores surpresas que apareceram no Southern Rock em muito tempo. Com personalidade e muito talento, o grupo chega ao terceiro disco, conquistando os que os escutam. Pena que são tão poucos. A banda já soa extremamente madura, cheia de elementos variados, com um alto nível constante. São músicas belas e relaxantes. Recomendado não apenas para os fãs do gênero, mas para fãs de Rock em geral.

37 – Soen – Cognitive
Soen – CognitiveO Soen chamou atenção ultimamente por ser o novo projeto do ex-baterista do Opeth, Martin Lopez, com o ex-baixista do Death e Testament, Steve DiGiorgio. Quando se escuta o som da banda, não se lembrar do Tool é muito difícil, mas o som da banda é de muito mais fácil assimilação e tão bom quanto. São faixas muito bem compostas, extremamente bem trabalhadas, com muitos elementos progressivos. Para quem escutá-lo sem tratar a banda como uma cópia do Tool, vai ter uma boa surpresa.

36 – Unisonic – Unisonic
Unisonic – UnisonicOs fãs do Helloween ficaram extremamente felizes com o anúncio do Unisonic, que é a nova banda de um dos melhores vocalistas que o Metal já ouviu, Michael Kiske com Kai Hansen, muitos já esperavam um disco de Power Metal. Isso não foi nem perto o que aconteceu. O Unisonic é uma banda de Hard Rock que em alguns momentos flerta com o Heavy Metal. Isso é um problema? Talvez alguns fiquem desapontados, mas o som gravado aqui é de alta qualidade, tanto na qualidade do som quanto das músicas em si. Não é exatamente o que os fãs esperavam, mas talvez tenha sido uma surpresa melhor ainda.

35 – Kiss – Monster
Kiss – MonsterO Kiss tem uma das bases de fãs mais chatas já vistas. O ego de uns ali é exagerado. Mas ainda assim, não há como falar mal de quando a banda acerta tanto em um disco. E o disco da vez, Monster, traz a banda, no seu 20°(!) disco, extremamente competente. A banda não inventa, apenas faz seu Rock N’Roll, só que mais pesado que vinha fazendo ultimamente. O disco é extremamente direto, é um dos seus pontos fortes.

34 – Rage – 21
Rage – 21O Rage decidiu separar-se em duas bandas, uma específica para seu lado mais clássico que era constante no seu antigo som Power Metal e o Rage em si, que agora se concentra em um Heavy Metal de alta qualidade. Muitos fãs não gostaram disso e viraram a cara pro disco, mas não deveriam, porque na verdade o disco é uma porrada. Um Heavy Metal intenso constante, quem fazem de 21 um prato cheio para qualquer fã de Heavy Metal que se preze.

33 – Katatonia – Dead End Kings
Katatonia – Dead End KingsO Katatonia definitivamente é uma das bandas mais legais do Metal nos últimos anos. No início, a banda junto com o Paradise Lost e o Anathema, foi pioneira no Gothic/Doom Metal. Mas com o passar do tempo, assim como as outras duas bandas, o Katatonia manteve seu som sombrio e tenso, mas seu som se tornou muito mais leve, apostando nos sentimentos que passa pelo clima e pelo vocalista Jonas Renkse. Aqui, a banda segue a linha musical de Night Is The New Day (2009). A diferença é que apesar dos elementos serem parecidos, esse disco é de mais difícil absorvição, mas depois de entendê-lo, se mostra tão bom quanto o anterior.

32 – Europe – Bag of Bones
Europe – Bag of BonesA banda eternamente conhecida por causa de The Final Countdown (infelizmente, só por ela), mostra aqui uma banda ainda mais pesada e intensa, assim como o disco anterior, Last Look At Eden. Só que aqui, a banda mergulha de cabeça ao som Hard Rock dos anos 70 e o resultando é gratificante. Alguns dizem qua a banda se perdeu e cedeu seu lugar ao H.E.A.T., mas pelo menos pra mim, o som da banda soa melhor do que nunca.

31 – Primal Fear – Unbreakable
Primal Fear – UnbreakableAntes de ser lançado no início do ano passado, os membros do Primal Fear prometeram que Unbreakable voltaria ao som dos primeiros discos da banda, e realmente cumpriram o que disseram. Assim, a banda deixou os experimentos de lado e faz um som cru e direto, com músicas de muita qualidade, fazendo desse lançamento mais um disco de Heavy Metal, deixando o Power Metal em segundo plano. Com os membros que tem, não poderia se esperar menos, e o disco deve fazer a alegria dos fãs do gênero.

30 – Trixter – New Audio Machine
Trixter – New Audio MachineO Trixter volta a lançam um álbum desde 1995, e com os mesmos integrantes de seu debut. O som da banda é um Hard Rock oitentista, elevado a outro nível, utilizando de velhos elementos de uma ótima maneira. Recomendado para qualquer um que goste de boa música e obrigatório para fãs de Hard Rock.

29 – Slash – Apocalyptic Love
Slash – Apocalyptic LoveO debut de Slash, apesar de muito irregular, foi muito bem recebido pela crítica. Agora ele juntou o The Conspirators e Myles Kennedy no vocal para montar essa sua banda. O resultado é excelente, ainda mais porque Myles também é guitarrista, e também ajudou bastante Slash nas composições. Pena que Kennedy aqui se limita a adequar-se à banda, pois ele tem um poder e variação vocal bem maior do que o mostrado aqui. Ainda assim, canta muito bem, e o resto da banda também se mostrou muito competente. Já Slash, mostra como vem evoluindo a cada ano que passa, trazendo agora um disco muito forte e competente.

28 – UFO – Seven Deadly
U.F.O. – Seven DeadlyO UFO é uma daquelas poucas bandas clássicas que ajudaram a definir o que é o Rock, Heavy Metal, até mesmo o Thrash Metal, mas é pouco reconhecida por isso. Sem dar qualquer sinal de cansaço, mesmo após incríveis 43(!) anos de existência, a banda lançou mais uma vez um excelente disco. A banda mostra tranquilidade em desfilar sua qualidade em qualquer sub-gênero do Rock que se aventure durante as faixas, mas o que eles mostram é que são mestres do Hard Rock. Pode não ser um clássicos da banda, mas é um excelente disco.

27 – Van Halen – A Different Kind Of A Truth
Van Halen – A Different Kind Of A TruthSinceramente, demorou muito tempo para me interessar em escutar esse disco. Todo dia ouvia uma notícia entre algum problema de Eddie com David, então realmente pensava que esse disco não seria grande coisa. Mas quando comecei a escutá-lo, percebi que o single Tattoo enganou todo mundo e o disco é muito melhor do que ela fez parecer que seria. Músicas não muito grandes, extremamente agradáveis e de extremo bom gosto seduzem o ouvinte em pouco tempo. Roth não é o cantor de antigamente, mas sua voz ainda é que se combina melhor com qualquer coisa que Eddie Van Halen faça. Mais uma banda clássica que surpreendeu ano passado com um excelente disco.

26 – Stone Sour – House of Gold & Bones Part 1
Stone Sour - House of Gold & Bones Part 1Infelizmente, o Stone Sour é o tipo de banda que as pessoas julgam antes de conhecer por algum motivo. E esse motivo é ter o mesmo vocalista da banda mais odiada do metal, o Slipknot. Mas diferente da banda de metal que sempre fez um metal as vezes bom, as vezes meia boca, o Stone Sour sempre lançou discos realmente interessantes. E aqui, a banda parece chegar finalmente a sua maturidade em seu provável melhor disco. As músicas são pesadas e acessíveis ao mesmo tempo, sem apelar. Um som moderno, criativo e de qualidade. Tomara que a segunda parte seja tão boa quanto a primeira.

25 – Jeff Scott Soto – Damage Control
Jeff Scott Solo – Damage ControlDamage Control marcou a volta do vocalista ao Hard Rock, e que volta! O disco varia entre músicas com um Hard Rock com forte pegada e belas músicas que impressionam pela criatividade. A cozinha é muito competente, e os riffs dos discos brigam de frente com o maravilhoso vocal de Jeff para ver quem se destaca mais.

24 – El Caco – Hatred, Love & Diagrams
El Caco - Hatred, Love & DiagramsA Noruega é conhecida pela forte cena Black Metal do país, mas engana-se que é a única coisa boa que sai do país. O El Caco, banda que já chega ao seu 6° álbum, pela primeira vez sai em uma gravadora que dá amplitude para banda ser conhecida internacionalmente. Ainda bem, porque o nível que temos aqui é algo muito raro hoje em dia. A banda atua em razão dos riffs (maravilhosos, por sinal), misturando o som dos anos 70 de Led Zeppelin e Black Sabbath com um som moderno. Uma das melhores surpresas do ano.

23 – Xandria – Neverworld’s End
Xandria - Neverworld's EndO Xandria era uma boa banda de Gothic Metal que sempre chamou atenção pela sua excelente vocalista Lisa Middelhauve. Quando ela saiu da banda, o futuro da mesma parecia incerto, mas então chegou Manuela Kraller em seu lugar, com um vocal tão poderoso quanto o de Tarja Turunen, a intocável melhor vocalista do metal. Do Gothic Metal, a banda partiu para o Symphonic Metal e mostrou um nível assustadoramente alto. O disco é tão bom que bate de frente com qualquer disco do Nightwish. A melhor surpresa do gênero no ano.

22 – Lacuna Coil – Dark Adrenaline
Lacuna Coil – Dark AdrenalineO Lacuna Coil era uma das principais revelações do Gothic Metal, mas depois de tantas mudanças, chega nesse disco como metal alternativo. O CD mistura o melhor do que já fez no início da sua carreira no lado obscuro misturando de maneira excelente com a maior acessibildade que vem tendo. Aqui mistura tudo da carreira da banda (menos o experimentalismo exagerado do Shallow Life) e evolui em algo único, formando o provável melhor trabalho do grupo, pelo menos no nível dos dois primeiros discos. A evolução de todos os membros é notável, o jeito único que Scabbia vem cantando e como Andrea realmente melhorou. Um som simples e extremamente agradável.

21 – Accept – Stalingrad
Accept – StalingradDesde a chegada de Mark Tornillo como vocalista da banda no lugar de Udo, o Accept parece que ganhou nova vida. Junto com Blood Of The Nations, esse disco é um dos melhores da banda, talvez até o melhor. Mantém a pegada do último disco, um Heavy Metal de primeira classe. Para os que reclamam que “não é Accept sem Udo” deveriam rever tal preconceito, pois o vocal de Mark é quase idêntico e tão bom quanto. Um dos melhores discos do Heavy Metal desse ano.

20 – Paradise Lost – Tragic Idol
illustration bicroO Paradise Lost, assim como muitas outras bandas, sofreu com sua época de experimentalismo. A banda com isso, decepcionou muitos fãs antigos e conseguiu outros novos. Felizmente (infelizmente para alguns), a banda voltou aos poucos a fazer um som mais pesado e menos experimental desde In Requiem de 2007, e Tragic Idol marca a volta da banda ao seu som pesado e sombrio, com a maestria esperada da banda há muito tempo.

19 – Soundgarden – King Animal
Soundgarden – King AnimalO Soundgarden foi uma das bandas que mais fizeram sucesso nos anos 90 e depois do retorno da banda, a expectativa pelo novo álbum era enorme. E a surpresa (para mim, maravilhosa) é que a banda não tenta fazer um resgate ao seu som antigo, algo nostálgico, e sim uma mudança natural no som da banda, como se não tivesse demorado tantos anos por esse disco. O som é mais direto, e as faixas não tem muitos destaques, o destaque em si é o conjunto da obra, com todos as faixas sendo ótimas. É excelente ter uma banda tão boa e com tanta visibilidade como o Soundgarden de volta.

18 – Lethian Dreams – Season of Raven Words
Lethian Dreams - Season of Raven WordsO Lethian Dreams é uma banda de Doom Metal que se diferencia muito do som comum do gênero, principalmente agora com o que trouxeram em Season Of Raven Words. Ela faz um som muito atmosférico, e de maneira excelente. Mas o que verdadeiramente diferencia a banda é o vocal de Carline Van Roos, que de modo maravilhoso, combina sua linda voz com a atmosfera criada em cada música. Pode não ser o que um fã do Doom espera do gênero, e isso é mais um motivo pra se valorizar o que o Lethian Dreams fez aqui.

17 – Soulfly – Enslaved
Soulfly – EnslavedEnslaved, o novo disco do Soulfly, mostra que Max pode ignorar esses pedidos de voltar a fazer algo no Sepultura porque sua criatividade está absurdamente ótima. O Soulfly aqui é principalmente Thrash Metal, mas as vezes flerta com o Death Metal, além de ainda ter um som bastante moderno. Ou seja, não é um retorno ao som clássico do Sepultura ou algo assim. A banda criou sua nova identidade, e ela é pesada, agressiva e extremamente criativa.

16 – The Cult – Choice Of Weapon
The Cult – Choice Of WeaponO The Cult é do tipo de banda que faz muito sucesso, mas ainda assim, é extremamente desvalorizada. A banda é um das poucas que pode se orgulhar de fazer tantos músicos se tornarem tanto seus fãs. A banda já se concentrou em vários gêneros, mas quando a banda se concentra no Hard Rock, não há erro. E Choice Of Weapon não é um nenhuma exceção. Com uma criatividade de dar inveja, a música traz músicas extremamente bem compostas, que soam ótimas (talvez por causa do produtor ser Bob Rock) e moderna. É estranhamente prazeroso ver que há como ver como bandas clássicas ainda conseguem ir bem trazendo modernidade ao som, mas sem perder suas características.

15 – Headspace – I Am Anonymous
Headspace - I Am AnonymousO Headspace é uma banda que tem como líder Adam Wakeman, ex-tecladista do Black Sabbath e Ozzy Osbourne. Mesmo tendo tal currículo, ele não conseguiu chamar muita atenção para sua banda, mas conseguiu a minha. A sua banda pratica um Metal Progressivo de um nivel de criatividade que não há no gênero há muito tempo (não nesse nível). O som é moderno, melódico e como esperado, muito técnico. A ideia por de trás do disco também é muito legal. Definitivamente seria considerado um clássico do gênero se tivesse conseguido visibilidade.

14 – Candlemass – Psalms for the Dead
Candlemass - Psalms for the DeadO Candlemass é provavelmente a maior e melhor banda de Doom Metal e um das mais respeitadas do metal, que infelizmente anunciou que esse seria seu último disco, e que a banda deveria se despedir de seus fãs com uma turnê final. Com o seu com cadenciado de sempre, pesado, melancólico, e agora um pouco mais grudento que o normal, a banda trouxe um disco maravilhoso. As faixas podem ser mais simples do que o esperado, mas talvez esse seja o grande trunfo do álbum, pois as faixas ficam na cabeça e tem grande impacto. Agora é torcer para que o Candlemass siga o exemplo do Scorpions e deixe a aposentadoria pra lá, porque a banda ainda mostra estar longe de perder a maestria.

13 – Kreator – Phantom Antichrist
Kreator – Phantom AntichristO Kreator é definitivamente a melhor banda de Thrash Metal que já saiu da Alemanha e uma das melhores do mundo (para muitos, a melhor). Depois de acabar com sua fase experimental em 2001 com Violent Revolution, a banda vem fazendo seus fãs felizes por só trazer albuns pesados e com a qualidade que todos esperam da banda. E Phanton Antichrist segue a mesma linha, que apesar de poder soar parecido com os últimos discos, é excelente e realmente impressiona por ser tão direto e coeso. Se um disco representar o nível do Kreator, ele será excelente. E definitivamente, Phantom Antichrist representa.

12 – Epica – Requiem For The Indifferent
Epica - Requiem For The IndifferentRequiem For The Indifferent pode não ser tão bom quanto a obra-prima da banda (Design Your Universe), mas é quase tão bom quanto. A banda aqui se mostrou mais pesada e técnica que nunca, tanto que o disco se tornou o mais difícil de ser absorver da banda. Mas depois de várias audições, é fácil perceber como é um dos melhores discos do ano e disparado o melhor do gênero. A banda está mais madura e ouvir o nível que Simone Simons conseguiu chega a ser assustador. Esse álbum também é o último do baixista Yves Huts na banda.

11 – In The Silence – A Fair Dream Gone Mad
In The Silence - A Fair Dream Gone MadNaquela lista dos melhores debuts, podem definitivamente dar um bom lugar para essa estréia maravilhosa do In The Silence. Para quem gosta do lado mais acústico do Opeth e principalmente do Katatonia, o disco é um prato cheio. A banda traz músicas extremamente bem compostas, com vários elementos progressivos e riffs intensos, mas ainda assim a banda soa acessível a sua maneira. Mas um dos pontos de mais destaque é como a banda é melancólica, com as bandas jogando sentimentos no ouvinte de forma impressionante. Essa grande mistura da banda trouxe um dos discos mais gostosos de se ouvir desse ano.

10 – Flying Colors – Flying Colors
Flying Colors – Flying ColorsO Flying Colors é mais um supergrupo que criou muita expectativa e surpreendeu mais ainda. O disco chamou atenção por um dos projetos de Mike Portnoy depois que saiu do Dream Theater, mas não é ele que rouba a cena. Steve Morse mostra o guitarrista genial que é e rouba a cena, além do surpreendente Casey McPherson, que se encaixa perfeitamente ao som da banda, sendo perto muito importante dela. A banda roupa a cena por ser eclética em seu som e viajar pelo Hard Rock, Pop, Progressivo, Heavy Metal e as vezes até com o funk. Tudo com uma técnica impressionante, uma gravação de alta qualidade e muita criatividade. Para quem não é preconceituoso com o Pop, é um CD obrigatório!

9 – Baroness – Yellow & Green
Baroness – Yellow & GreenO Baroness é depois do Mastodon, a banda mais expressiva do Sludge Metal. E assim como o Mastodon, a banda foi corajosa e trouxe uma ousada e competente mudança ao seu som, sendo difícil de especificá-lo em apenas um tipo de gênero. Alguns podem acusar a banda de vendida por ter deixado o Metal mais de lado para se aventurar no Rock, mas esse disco é o que precisa de mais audições para ser bem compreendido e absorvido, o que contrária à ideia pop que dizem envolver o álbum. Em dois discos, o que se escuta é uma banda extremamente criativa, ainda mais do já que parecia.

8 – Anathema – Weather Systems

Anathema - Weather SystemsPara alguns, o rumo atual do Anathema pode dar certo desgosto, assim como acontece com qualquer banda que mude tanto sua proposta. Antigamente a banda fazia parte da trindade do Doom/Gothic Metal, junto com Katatonia e Paradise Lost, hoje a banda se aventura de forma magnifica em um Rock Progressivo viajante e atmosférico, incrivelmente delicioso de ouvir. Todos os aspectos dos discos impressionam. Sempre se espera coisas boas vindas do Anathema, mas dessa vez a banda se superou.

7 – Gojira – L’Enfant Sauvage
Gojira - L'Enfant SauvageConfesso que não sou nem um pouco fã de Death Metal (tanto que o mais próximo do gênero que chego é o Opeth) mas tive que me render diante da genialidade dos franceses do Gojira. Fazendo um Death Metal Progressivo, as faixas são extramente pesadas, mas fugindo de qualquer clichê e trazendo uma experiência única ao apostar no experimentalismo e nas suas técnicas, a banda cria uma experiência única ao ouvinte. Chegando ao seu quinto álbum, o alto nível da banda se mantém e esse disco deve agradar até mesmo fãs de outros gêneros do metal.

6 – Between The Buried And Me – The Parallax II: Future Sequence
Between The Buried And Me - The Parallax II Future SequenceO Between The Buried And Me lançou um disco maravilhoso e extremamente complexo, flertando com tantos gêneros que é difícil até escolher um em que eles se foquem. Demonstrando uma técnica enorme, a banda viaja entre o Death Meta técnico, Metalcore, progressivo e até o Jazz em alguns momentos. Além de ser um disco que demora pra ser absorvido, porque além de ser muito pesado, têm longos 72 minutos, em que é mantido um alto nível de maneira magnífica, principalmente pela maturidade sonora.

5 – Sylvan – Sceneries
Sylvan – SceneriesQuando ouvi o Sylvan pela primeira vez, reparei que não haveria como considerá-la como uma banda de Rock Progressivo comum, e sim escutá-la como escuto o Pink Floyd, ignorando que é uma banda de Rock e concentrando apenas a proposta do seu som. O som do Sylvan é um deleite musical tão enorme que é muito difícil prestar atenção nos destalhes e não apenas viajar dentro das músicas. Sendo um álbum duplo que juntos tem mais de 90 minutos, a banda passa emoção e musicalidade tão rica que só sinto escutando algumas coisas da música clássica. Sinceramente, acho que essa é banda que pode trazer o que há de mais belo e ainda ser uma banda de Rock. Uma delícia de álbum.

4 – Beyond The Bridge – The Old Man and The Spirit
Beyond The Bridge - The Old Man and The SpiritTudo em volta do projeto do debut The Old Man And The Spirit é fantástico. A banda começou em 1999 como Fallout, mas os integrantes deixaram o projeto de lado para se concentrarem nos estudos. Retornaram com o projeto em 2005 e passaram 7 anos para lançar o disco! E não é um Chinese Democracy da vida, claramente o tempo foi bem gasto nas composições para chegarem em um resultado tão grandioso. Tudo que acontece no disco gira em volta de sua grandioso história (o álbum é conceitual), com faixas envolventes e técnicas. É um dos discos mais ricos musicalmente que teve o prazer de ouvir.

3 – The Night Flight Orchestra – Internal Affairs
The Night Flight Orchestra - Internal AffairsApesar de seus fãs serem bem radicais, a maioria dos músicos do metal tem como base bandas de Rock clássico e até do Pop em sua formação musical, e isso explica o porque de tantos resolverem se aventurar por esse lado da música em algum ponto de suas carreiras. Isso explica porque Björn Strid (Soilwork) e Sharlee D’Angelo (Arch Enemy) trouxeram esse projeito. Com um som setentista, a banda faz Rock N’Roll flertando com o Pop, Soul, Funk e Folk, com muito bom gosto. É um som extremamente rico e ainda muito acessível, é o tipo de som que a gente torce pra chegar nas “grandes massas”, porque é acessível e é maravilhoso.

2 – Testament – Dark Roots Of Earth
Testament – Dark Roots Of EarthSe as bandas de Thrash Metal parecem ter voltado a ter força, nenhuma banda no gênero vem tão forte quanto o Testament. Nem mesmo o Kreator ou o Slayer. E surgindo como uma evolução natural do ótimo The Formation of Damnation, Dark Roots Of Earth vem para disputar com o clássico The Gathering o título de melhor disco da banda. Quando escuto esse disco, sinto como se a banda tivesse feito o que o Metallica tentou fazer em Death Magnetic: Um Thrash moderno, que flerta com muitas coisas mas não perde a identidade. Todos os fatores do disco são acima da média, mas os riffs que Alex Skolnick são ainda melhores. Um clássico moderno do Thrash Metal.

1 – Rush – Clockwork Angels
Rush – Clockwork AngelsO Rush é uma caso raro: uma banda que muitos fãs mas ainda assim fica para trás quando se trata das melhores banda do Rock. As consideradas 3 melhores bandas de Rock da história são Led Zeppelin, Deep Purple e o Pink Floyd, mas sinceramente, o Rush é tão boa e importante quanto eles, influênciando toda uma geração. Talvez por ser uma banda “cult”, que não chegou a todos, tenha ficado de lado. Mas desde os anos 90, o Rush vem fazendo álbuns muito bons, mas bem abaixo do que a banda tinha feito na sua época clássica. E esse jejum acabou com Clockwork Angels, que para mim é o melhor disco da banda desde Power Windows. A banda se reinventou, tem um som moderno, mas sem perder a maestria. Com muita técnica, aliada a excelente produção onde tudo no disco se escuta muito bem, a banda músicas que demoram um pouco para serem digeridas, mas após algumas audições, se mostram incríveis. Apesar de ter talvez o melhor baterista de todos os tempos, Neal Peart, mas Geddy Lee e principalmente Alex Lifeson são os destaques aqui. Os dois são dois dos melhores no que fazem, mas infelizmente ficaram na sombra da genialidade de Peart. É um disco obrigatório para qualquer fã de música.

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Evanescence – Origin (2000)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Rock Alternativo, Acústico, Eletrônica, New Age
Gravadora: Bigwig Enterpresis

Em 2003, o Evanescence lançou seu álbum de estréia em estúdio, o Fallen, vendendo quase 20 milhões de discos no mundo. Guiados pelos hits “Going Under”, “My Immortal” e principalmente “Bring Me To Life”, a banda liderada por Amy Lee conseguiu em 2003 se tornar uma das mais conhecidas no planeta. Mas antes disso, 3 anos antes (em 2000 mais precisamente), a banda vendia seu primeiro álbum (que não foi feito em estúdio), Origin. O disco é considerado por Amy Lee como uma coletânea das melhores gravações caseiras da banda, e não um álbum propriamente dito.

Esse disco vendeu 2500 unidades durante seus shows ao vivo e hoje é uma raridade encontrar o álbum à venda. Na internet, é possível compra-lo, mas com valores altíssimos e sem a garantia de se tratar do produto original, e não somente uma cópia. Na época em que a banda ficou famosa e a procura pelo trabalho aumentou, a própria Amy Lee aconselhou aos fãs baixarem o disco pela internet.

O Evanescence é definitivamente marcado pela vocalista Amy Lee. Foi sua voz de nível soprano que conseguiu tantos fãs pelo mundo. Desde sempre, o restante da banda sempre serviu mais para acompanhá-la do que qualquer outra coisa. O instrumental do Evanescence não impressiona mas é satisfatório. O que acabaram se destacando principalmente foram as partes de teclado/piano e de bateria. Soa como se Lee fosse artista solo, o que definitivamente não é algo ruim.

Nesse disco, a proposta é bem diferente do que os fãs da fase de sucesso da banda estão acostumados à ouvir. As músicas tem um ritmo menos acelerado, alguns pequenos corais durante as músicas, a voz de Amy soa um pouco mais obscura aqui. Mas uma coisa indispensável de destacar são as partes eletrônicas no disco. Não, não espere nada de Satisfaction para poder sair dançando por ai. São toques que aparecem na maioria das músicas que criam uma atmosfera única. Os acordes de algumas músicas também deixam um clima um pouco acústico.

Uma coisa que é inegável é sua profundidade. Talvez Lee sempre jogar suas emoções em sua música tenham causado isso, ainda com o apoio de Ben Moody, que segue a mesma linha de direção musical da vocalista. As letras podem mexer com as pessoas mais emotivas ou que passam por algum momento difícil. Apesar de não ser músicas boas para serem escutadas por pessoas assim, são elas que fazem boa parte dos fãs. Nessa época em que o guitarrista Ben Moody ainda estava banda, há algumas influências religiosas nas músicas, nada muito significativa, mas estão lá.

A primeira faixa é a que dá título ao disco, “Origin”. Ela é apenas um introdução com alguns barulhos que criam uma boa atmosfera para a segunda música, “Whisper”. Essa versão é diferente da do Fallen em certos aspectos. O uso eletrônico dá um clima mais sombrio para a voz de Amy, como para a música também. Aqui a música é mais lenta que a versão do Fallen e bateria tem mais destaque (coisa normal em gravações caseiras). A música é boa, tem um refrão legal e tem um belo solo (coisa que não é normal de se ver no Evanescence). A terceira faixa é tocada nos shows ao vivo até hoje, “Imaginary”. Ela começa com o piano e a voz tranquila de Lee, até que a banda entra dando certo peso a música. Aqui, Lee eleva sua voz em vários momentos. Destaque para o pequeno coral durante o solo. Mais uma boa música, que acabou ficando mais dinâmica no Fallen.

Toda banda que se preze que tenha algum sucesso, tem 2 ou 3 músicas que sempre são pedidas e são a cara da banda. Posso citar alguns exemplos como “Enter Sandman”, “Master Of Puppets” e “One” do Metallica, “Welcome To The Jungle”, “November Rain” e “Sweet Child O Mine” do Guns N Roses e “The Number Of The Beast”, “2 Minutes To Midnight” e “The Trooper” do Iron Maiden. São músicas que marcam e provavelmente serão as únicas conhecidas de quem não é fã de tal banda. No caso do Evanescence, uma dessas músicas é a quarta faixa, “My Immortal”. Nessa versão, utilizam apenas do piano em toda a música. Apesar de ser considerada demasiadamente “manjada” após tanto esses anos, é inegável a beleza da faixa. Essa versão somente com o piano deixa essa balada mais bela ainda.

A quinta faixa é “Where Will You Go?”, uma das melhores do disco, que poderia ter entrado no Fallen. Aqui os tais toques eletrônicos estão disfarçadamente em toda a música. Os backing vocals de David Hodges consegue ajudar a passar ainda melhor a música. O refrão é muito pegajoso, apesar de não parecer ser proposital. A mistura bateria/guitarra/piano é muito bem executada aqui. A sexta faixa é outra que está entre as melhores do disco, “Fields Of Innocence”. Os acordes aqui são excentes e muito atrativos, assim como a voz de Lee. Talvez seja aqui que a voz da bela vocalista mais soe atrativa. Mais uma vez, os pequenos corais elevam a música. Excelente faixa.

A sétima faixa é “Even In Death”. Apesar de não ser tão boa se comparada com as anteriores, continua sendo uma boa música. De todo disco, é a segunda com mais presença de elementos eletrônicos que aparecem constatemente em toda a música. A faixa não é muito atrativa na primeira audição, mas conforme vai escutando-a, isso muda. Isso é basicamente o Evanescence nesse álbum, muito menos atrativo comercialmente, mas mantendo qualidade e pode ficar até viciante após um certo tempo.

A oitava faixa é “Anywhere”, que sem dúvidas também é uma das melhores do disco. Ela começa calma e vai crescendo cada vez mais, até chegar no refrão, que vicia. Isso vai se repetindo pela música várias vezes, é uma bela música. A bateria ajuda na climatização da música e Hodges vai muito bem nos backing vocals. A próxima é a mais “pesada” do disco, a nona faixa, “Lies”. A música começa com Amy elevando sua voz até a bateria começar, os outros intrumentos entram mas a bateria é que continua com mais destaque. A presença de Bruce Fitzhugh, vocalista mais conhecido do Living Sacrifice, é muito mais sentida aqui com o peso que trás com seus urros (e faz isso muito bem). Mais outra música muito boa.

A décima faixa é “Away From Me”. Mais uma vez, o início tem toques eletrônicos. Nessa música, Amy Lee consegue cativar ainda mais. A voz dela é simplesmente incrível e muito natural. É mais uma música cativante, e sem dúvidas o destaque aqui é a vocalista, mais que o normal. A última faixa (décima primeira) é a instrumental “Eternal”. O único motivo de “Even In Death” não ser a música com mais toques eletrônicos é ela. Na primeira parte da música, não tem nada que se destaque, pois a banda mistura bem vários elementos para criar algo audivelmente agradável. A segunda parte começa com uma chuva por algum tempo, alguns acordes, e vem uma bela parte que mistura o piano com o som da chuva. Na terceira parte, um clima mais sombrio pra fechar com chave de ouro o disco.

A qualidade desse álbum é incontestável. O grupo conseguiu colocar muita coisa eletrônica e sair com um resultado excelente. A primeira demo da banda tem uma proposta de músicas mais bonitas do que em seus sucessores de estúdio, mas de mesma qualidade. Sem duvida Amy Lee é uma das melhores vocalistas que o mundo já viu. Se você é fã de metal e não consegue ouvir mulher cantando sem ser algo como o Arch Enemy, não é esse disco que mudará algo. Mas pra quem é fã da bandas como o Nightwish e Within Temptation, ou que simplesmente quer ouvir boas músicas bonitas, podem dar uma chance ao disco. O importante é escutar sem preconceitos e desfrutar.

Epica – Requiem for the Indifferent (2012)

Origem: Holanda
Gênero: Metal Sinfônico
Gravadora: Nuclear Blast

O Epica é conhecido principalmente pela sensualidade de sua vocalista, Simone Simons, também por sua qualidade vocal, claro. Mas para quem conhece mais a fundo a banda, sabe que seu destaque é a sua competência em quase todos os aspectos. Instrumentalmente, não há uma banda de metal sinfônico melhor que o Epica. Os caras simplesmente não falham. Nunca. Além disso, tem uma mulher que é pelo menos uma das cinco melhores vocalistas do Metal, e certamente é a que mais evolui. Seu único problema são os guturais que apesar de competentes, as vezes mais atrapalham que adicionam algo as músicas. O álbum marca a última participação de Yves Huts no baixo da banda, e o fez em ótima forma. Mark Jansen e Isaac Delahaye fazem uma dupla que se reinventa cada vez mais, e o que sobra de criatividade nos riffs da dupla, falta nos guturais do Mark. Ariën van Weesenbeek é com certeza o destaque instrumental da banda, um monstro na bateria e mostra porque é um dos melhores bateristas atualmente do metal. E Simone tem uma das suas melhores atuações vocais na banda.

O CD começa com a introdução épica “Karma”, que traz uma clima grandioso, belíssima abertura. Em seguida vem a porrada “Monopoly On Truth”, que vem com riffs pesadíssimos e uma bateria pulsante simplesmente incrível. Simone tem uma das suas melhores interpretações aqui, tanto quando canta da forma tradicional quanto de forma mais épica. Até assusta o nível que ela chega. Os guturais caem perfeitamente aqui e dueto é uma maravilha. A banda como sempre é super competente instrumentalmente, mas ela se supera no solo, que apesar de curto, é maravilhoso. Pra mim a melhor faixa do disco. Em seguida vem “Storm The Sorrow”, com um clima tenso, até Simons aparecer e guiar a música. A música não é tão pesada como normalmente, mas ainda assim não deve em nada para qualquer outra música do disco, pelo contrário, é uma das mais interessantes. Além de Simone, o Ariën faz valer cada segundo da música pela sua bela atuação aqui. “Delirium” começa com vozes tensas até começar a tocar o piano e começa a bela balada, que conforme ela prossegue, mais grandiosa fica. E é justamente esse clima de grandeza que torna a faixa tão atrativa. Belíssimo solo aqui também.

A próxima é Internal Warfare, mesclando muito peso da bateria com o clima sinfônico. É pesada, mas não tão dinâmica até chegar na parte com os guturais, onde a faixa fica mais interessante ainda. A próxima é a faixa-título, com riffs muito interessantes e tem uma introdução um tanto quanto diferente, lembrando algo do Oriente Médio. Depois a faixa “explode” em riffs muito inspirados e com clima épico, quebrado (acredito que de propósito) pelos guturais de Jansen. Depois do solo, há um breve clima mais belo que é interrompido pelos guturais, seguido do retorno da parte épica. A seguinte é “Anima”, uma curta e bela música no piano. A seguinte é “Guilty Demeanor”, a música segue o estilo básico da banda, só que a curiosidade da vez é que ela dura quase 4 minutos, tenso a média comum das músicas em geral e não algo normal pra banda (a maioria tem mais de 6 minutos, algumas quase chegam a 10, em uma banda que está longe do progressivo, apesar de bem técnica). Mais uma faixa interessante por sua bela execução na proposta fórmula da banda que sempre funciona.

A seguinte é “Deep Water Horizon” é mais uma balada grandiosa, tendo um início que cairia bem em MUITOS filmes. Como não poderia ser diferente nesse tipo de música de som, o destaque é de Simone, que nocauteia o ouvinte com uma interpretação excelente. Os guturais aparecem aqui, mas pela primeira vez de forma totalmente desnecessária, se deixassem apenas o solo seguida por uma parte instrumental até Simone voltar à música, teria um resultado bem melhor. Ainda assim, é uma ótima faixa. A próxima é “Stay The Course”, que começa com riffs empolgantes e com um clima lembrando muito o After Forever. Os guturais não caem bem nessa música como nas primeiras faixas no início e só soa interessante depois da metade da faixa. Pelo menos Simone e a parte instrumental compensam totalmente isso, principalmente pelos riffs pesadamente sedutores. A seguinte é “Deter The Tyrant”, mais uma faixa que se destaca pelos riffs, mas pela primeira vez no disco a parte “épica” de Simone não convence tanto assim. Mas isso não atrapalha muito a faixa, já que em sua maioria ela canta na sua forma tradicional.

A penúltima faixa é “Avalanche”, que começa com um clima interessante, até começar belos acordes juntos com a voz de Simone. A parte instrumental vai crescendo aos poucos até ficar pesada como normalmente quando entram os guturais. A partir daqui, a música entra em uma variação entra o canto tradicional de Simone com seu lado épico junto com os guturais, sendo seguido por um riff matador. O disco é finalizado com “Serenade Of Self-Destruction”, que começa com um clima belo até se tornar sinfônico, em seguida se tornando pesado também. Apesar de conter partes cantadas, a música é praticamente instrumental. E o Epica é uma banda tem o “jogo” garantido no lado instrumental, então é um fim espetacular e climático, às vezes até um pouco cinematográfico. Ao fim da faixa, a sensação é maravilhosa, como se tivessem sido quase 10 minutos de uma estranha viagem dentro do mundo dessa música. Não consigo pensar em melhor maneira de fechar o disco.

Requiem For The Indifferent é definitivamente um dos melhores discos lançados em 2012. O Epica não conseguiu igualar sua obra-prima aqui (Design Your Universe), mas chegou bem perto, com um material fantástico e criativo. A banda soa cada vez mais coesa e madura e só falha aqui na minha visão por algumas vezes os guturais não tão bem encaixados depois da metade do disco, mas talvez isso seja apenas algo que me incomode, mas soe normal para a maioria dos fãs. Mas um aviso: esse provavelmente é disco da banda menos fácil de ser “absorvido” pelo ouvinte. É tipo de disco que tem que ser ouvido diversas vezes para ser bem compreendido. Mas o resultado definitivamente vale a pena, não apenas para fãs do metal sinfônico, mas sim para fãs do metal pesado em geral.

Kill Devil Hill – Kill Devil Hill (2012)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Heavy Metal, Doom Metal
Gravadora: PSV

O Kill Devil Hill chamou atençou quando se formou ano passado principalmente por ser a nova banda de Vinny Appice (ex-Black Sabbath, Heaven & Hell e Dio) e Rex Brown (ex-Pantera e Down), com os membros afirmando que se tratava mesmo de uma banda, e não apenas um projeto paralelo. O som da banda é bem moderno, e mistura o Heavy Metal com o Doom Metal, como se fosse uma mistura de Alice In Chains e o Black Sabbath da era do Tony Martin. Principal membro da banda, Vinny mostra que apesar de não mostrar nada muito inovador, quando ele está numa banda, a bateria vai estar garantido com alto nível. O mesmo pode se dizer de Rex Brown, que faz riffs intensos, muito mais do que esperava. Mark Zavon se mostrou excelente na hora de criar os riffs, eles são excelentes e criativos, mas decepciona bastante na hora dos solos (lembrando o Kirk Hammett ao vivo). A maior surpresa pra mim é Dewey Bragg, que tem uma voz intensa e muito diversificada. Com sua atuação aqui, entrou na minha lista de vocalistas para se acompanhar hoje em dia.

A primeira faixa é “War Machine”, que contém riffs excelentes, um ótimo desempenho vocal de Dewey Bragg e Vinny Appice mostra seu alto nível na bateria logo no início. Uma faixa empolgante para abrir o disco. A seguinte é Hangman, que é um pouco mais cadenciada, e soando muito como uma versão mais pesada do Alice In Chains. É uma faixa onde tudo se encaixa muito bem, dando continuidade ao alto nível da primeira música. Voodoo Doll tem tudo muito bem dosado, todos fazem seu trabalho de forma competente mas não impressionam muito, sendo apenas uma boa faixa. “Gates Of Hell” volta de modo mais intenso para o lado cadenciado da banda, levando mais para o Doom Metal. Os riffs aqui são simples, mas sedutores. O solo dela começa chato mas vai melhorando, satisfazendo o ouvinte. “Rise From The Shadows” tem uma pegada que lembra muito o projeto solo de Tony Iommi com Glenn Hughes, só que um pouco mais sombrio. Rex Brown simplesmente detona nessa faixa. A interpretação de Bragg surpreende, pois ele sabe dosar sua voz de forma magnífica.

“We’re All Gonna Die” soa mais acessível e seria uma ótima escolha para single com “War Machine”, pois tem riffs e vocais atrativos, por mais arrastados que sejam. “Strange” começa com intensos riffs, com Rex e Mark fazendo a música melhorar muito, mas ainda assim não aparece acompanhar o nível do álbum. O solo é bem chatinho. “Time & Time Again” segue a estrutura básica das faixas anteriores, cadenciada, mas também não tem nada muito especial. “Old Man” tem uma pegada mais empolgante, com riffs que já valem a música, dessa vez tendo um solo bem legal. Bragg grunhe de forma estranha às vezes, alguns irão gostar, outros não. “Mysterious Ways” vai mais pro lado do Southern Rock, sendo uma inesperada e agradável balada. Dewey mostra o tão diversificado ele pode ser. “Up In Flames” é uma semi-balada, agora voltando à pegada Doom, mas vai além dos clichês das baladas e fizeram uma das melhores faixas do disco, com muito “feeling”. “Revenge” não era a faixa adequada para finalizar o disco, pois não tem nada assim de especial que te faça ter uma opinião melhor do disco por causa dela. Ainda assim é uma boa faixa com Appice inspirado e um ótimo solo, mas o final da música parece especialmente feita para o fim do álbum, e bem mal feita.

Eu não esperava tanto do disco por não ter expectativa por não conhecer Dewey e Mark, mas os dois me surpreenderam. Somando os trabalhos competentes como sempre mas nada muito inovador de Appice e Brown, o disco de estréia da banda é bem agradável apesar das várias quedas durante o disco.

Metallica – Death Magnetic (2008)

Gêneros: Thrash Metal, Heavy Metal
Gravadora: Universal Music
Origem: Estados Unidos

Sem dúvidas o Metallica é a maior banda de metal que já existiu. Por mais que digam que bandas como Black Sabbath, Dream Theater e Iron Maiden são melhores, musicalmente talvez, mas nenhuma delas alcançou o sucesso comercial que o Metallica atingiu, até mesmo antes da época do Black Album. Essencialmente, esse é um CD de Thrash Metal, mas não como o Ride The Lightning ou o And Justice For All, mas sim algo moderno, misturando com o Heavy Metal. Mas um Heavy Metal bem distante da época do Load e Reload. Uma das coisas que depeciona é terem utilizado o tal loudness war, que comprimi demais o áudio, sacrificando sua qualidade para obter um volume mais alto. A qualidade da gravação se mostra monstruosa por se mostrar de alto nível ainda, mas poderia ser melhor.

Apesar de cada vez mais decandente ao vivo, Lars Ulrich pelo menos no estúdio não decepciona. Todo mundo sabe que técnica não é com ele, ele continua com seu jeito “pedreiro” de tocar, mas cria combinações impressionantes, tornando seu trabalho aqui um dos seus melhores, chegando perto do nível do And Justice For All. Já Robert Turijo me surpriendeu muito, mostrando que é excelente baixista não apenas tocando músicas dos outros, mas no estúdio também, devendo nada ao subestimado Jason Newsted. Kirk Hammett definitivamente vai irritar alguns com seu jeito “Whoa-Whoa” de tocar, que nunca esteve tão presente. Apesar de em alguns momentos soar chato, o trabalho de Kirk é excelente, principalmente nos solos (percebível para os que não se incomodam com o Whoa-Whoa). Como guitarrista, James Hetifield traz ótimos riffs, mas não surpriende tanto assim. Como vocalista, mostra sua monstruosa e imparável evolução, sendo seu melhor registro nesse setor. Sem dúvidas, com o nível de hoje, é um dos melhores vocalistas do metal.

O CD começa com That Was Just Your Life, com um coração batendo na introdução, tendo belos acordes. Quando Lars entra, a música ganha um pouco de peso e aos poucos vai se tornando cada vez mais pesada. A música é pesadamente sedutora, ao ponto de te deixar confuso se presta atenção em Lars, Rob ou Kirk. Destaque para os pedais de Lars e os excelentes riffs. A próxima é The End Of The Line, começando mais viciante que a música anterior, principalmente nas linhas de bateria, que aqui se não se baseiam tanto nos pedais. Destaque para os excelentes riffs, Turijo impressionando no solo, e o jeito empolgante e único de James cantar aqui (o jeito dele cantar the slaves becomes the master e you’ve reached the end of the line provavelmente ficarão muito tempo na sua cabeça). O ponto fraco é o solo um pouco chato por causa de Kirk. No final da música, ao contrário do tradicional da banda, ela vai ficando menos agresiva até terminal com o refrão.

A próxima é uma das mais empolgantes do disco, Broken, Beat & Scarred. Ela consegue ter um início mais empolgante que as faixas anteriores, graças à riffs matadores. Apesar disso, quando James começa a cantar, mostra que o destaque da música é ele, cantando muito, consigo tornar o pré-refrão até mais viciante do que o refrão em si. Lars põe um pouco o pé no frio aqui, não que diminua a qualidade, mas ele se encaixa nas horas certas, o que ajudou muito na hora do solo, acelerando na hora certa. No fim, é difícil escolher quem melhor, James ou Lars, mas aqui escolho James.

A seguinte é The Day That Never Comes, sendo uma das mais criticadas do disco por se parecer muito com a One, sendo colocada como “cópia” da mesma (banda que se copia é foda, não?). É verdade sim que ela se parece com One, por seguir a estrutura de semi-baladas do Metallica, só. Ela até metade de seus quase 8 minutos é bela e lenta, com belos acordes. Lars segue a mesma linha de bateria de faixas assim, mantendo bom nível mas não surpriendendo. Rob surpriende com acordes que deixaram a parte mais lenta muito mais empolgante. Já James tem provavelmente aqui seu ápice no disco. Mas a parte que realmente impressiona é quando ela a música fica pesada (mais que qualquer uma anterior), com Kirk fazendo um dos melhores solos de sua carreira. Simplesmente algo para se babar, final espetácular transformam a música em uma das melhores do disco.

A seguinte música é All Nightmare Long, extremamente pesada e contagiada, sendo a melhor no disco nesse quesito, totalmente feita para “banguear”. A banda não gravava algo tão pesado desde Blackned no And Justice For All. O refrão também candidato a melhor do disco. Excelentes riffs, mas o destaque absoluto é Lars detonando na bateria. O solo é mais um cheio de “Whoa-Whoa”, mas não deixar de ser excelente por causa disso. A próxima é mais simples mas provavelmente a mais empolgante do disco, Cyanide. Aqui Turijo deixa sua melhor contribuição, com riffs certeiros. Os riffs aqui são mais simples se comparado com o resto do disco (ao estilo Fuel, mas mais complexo e menos repetitivo), mas não devem nada às outras músicas por isso. O refrão é excelente, até um pouco mais grudento que o normal, mas não deixando de ser agressivo. Lars cria ótima linha de bateria aqui novamente. A melhor parte é quando a faixa fica mais lenta, até o solo, que é matador, seguindo um pouco a estrutura de Master Of Puppets.

A seguinte é a definitivamente a mais criticada (à toa), a balada The Unforgiven III. A música se inicia com uma linda introdução no piano até entrarem na música em si, seguindo o clima calmo e triste das The Unforgeivens anteriores. A música tem acordes interessantes e Hetfield faz uma interpretação impressionante. É difícil escolher qual das três versões é a melhor, cada uma tem seu ponto forte, mas essa sem dúvidas é a mais complexa. É importante notar também que ela acaba conseguindo se encaixar muito bem no CD, mesmo ele sendo tão pesado. Tem um solo excelente. A próxima é The Judas Kiss, e me surpriendeu por não ser tão pesada quanto pensei que seria (por causa do título da faixa). Lars começa com uma ótima introdução com uma sequência de batidas muito interessante, enquanto James e Kirk esbanjam excelentes riffs com apoio do Turijo. O pré-refrão é grudento (So what now? Where Go I?) e fica muito tempo na cabeça. O refrão também é assim, só que mais agressivo. O solo é muito bom, mas não chega a ser excelente. A música se caracteriza mais pro lado de Cyanide, como mais empolgante.

Depois de muito tempo, finalmente temos uma faixa instrumental, Suicide & Redemption. No início ela segue a estrutura de Orion, crescendo aos poucos, até começarem os excelentes riffs, de forma cadenciada e inteligente. Os riffs são tão espetaculares que são daqueles que ficam na sua cabeça como se fosse um refrão. A faixa de tem uma das linhas de bateria mais interessantes do disco. Por volta dos 4 minutos, começam belíssimos acordes e o jeito diferencial de Kirk de tocar entra em jogo. O solo é muito bem composto, com certeza o mais complexo do disco. São quase 10 minutos de qualidade excepcional. A última é My Apocalipse, com apenas 5 minutos (para o Metallica levado ao lado Thrash Metal, é pouco comparado ao “normal”), mas é muito pesada. Lars volta a pesar no pedais, o trio faz riffs interessantes, mas nada de impressionante, até mesmo o jeito de James cantar. A música é boa, mas não passa disso, não acompanha nem de longe o nível do disco e poderia ter sido trocada por Hate Train ou Hell And Back do Beyond Magnetic.

Depois de 20 anos, o Metallica finalmente voltou a fazer um excelente disco de Thrash Metal. Após dois discos apenas bons e um regular, finalmente algo excelente ao nível da banda, mas não pode ser considerado um clássico, graças à algumas falhas. Kirk faz um ótimo trabalho aqui, mas soa irritante algumas vezes, não muitas, mas não deixa de decepcionar. Lars vai muito bem, só que não se inovou tanto, apenas seguiu o que sempre fez de bom. Não que isso seja ruim, mas é estranho para uma banda que diz sempre querer se inovar. My Apocalipse é boa, mas é dispensável, fazendo o nível do disco cair. Se St. Anger tinha o problema de soar tão ruim, pelo menos as letras eram ótimas. Já aqui estão as letras mais malucas e desconexas da carreira da banda (varia de caso para caso). Outro defeito grave é é terem usado demais a compressão no áudio. Mas ainda assim é um excelente lançamento. A espectativa é que o próximo disco evolua a partir desse e crie um novo clássico, apesar de duvidar um pouco disso. Se desenvolver bem esse som moderno, talvez nasça outro clássico. Enfim, é sempre bom ouvir coisas boas vindas do Metallica.

Fozzy – All That Remains (2005)

Origem: Estados Unidos
Gênero: Heavy Metal, Metal Alternativo
Gravadora: Ash

O Fozzy é uma banda muito talentosa e demonstrou isso com esse CD. A “cozinha” aqui é boa, o baixista Sean Delson não se destaca mas cumpre bem seu papel. Já o baterista Frank Fontsere se mostrou excelente. Os guitarristas são ótimos, principalmente Rich Ward, que fez excelentes melodias para o CD. Mas o destaque aqui sem dúvidas é Chris Jericho. O cara luta, dança, canta, é um verdadeiro entretenimento! E cantando é muito bem, tem uma ótima interpretação de cada música e uma voz única, além de escrever boas letras (ele escreveu a letra de todas as músicas do CD).

O CD começa com uma baita de um porrada: “Nameless Faceless”, a segunda mais pesada do disco. A música começa com algumas leves batidas e alguns acordes, até explodir a bateria de Frank Fontsere e junto com uma bela levada de Rich Ward e Mike Martin nas guitarras. Sem dúvida um início dificil fazer qualquer fã de Heavy Metal não “banguear”. Após alguns poucos segundos, entra Chris Jericho nos vocais e a música deixa de ser tão pesada, mas não se engane, ela continua pesada, e volta a ficar tão pesada quanto o início em vários momentos, principalmente nos solos insanos onde a dupla de guitarristas simplesmente detona. Nessa música temos a participação especial do excelente Myles Kennedy (vocalista do Alter Bridge), pena que aqui ele apenas segue Jericho em alguns momentos, tendo sua voz escondida quase que totalmente. Parece apenas que é apenas a segunda voz gravada por Chris mesmo, tanto que se não prestar muita atenção, nem vão reparar na presença de Kennedy. Dentre os destaques, a força que Jericho traz em sua voz em alguns momentos da música, os riffs insanos e principalmente o baterista Frank que eleva o nível da música. Outra coisa importante a se destacar é a letra, que fala sobre a podridão humana, de maneira excelente. Excelente abertura para o CD.

Em seguida, temos a música que mais chega perto do comercial, “Enemy”. Sabe aquele seu amigo do qual você gostava e confiava muito, e ele simplesmente muda? A música é sobre isso, perfeita para cantar pra qualquer caso de amizade decepcionante. A música é ótima, todos os instrumentos na medida certa. Aqui Jericho simplesmente detona, empolga e mostra sua ótima capacidade vocal. O clipe (o único que achei até hoje do Fozzy) é divertido e interessante, vale a pena ser conferido. A próxima é a minha favorita do CD, “Wanderlust”. Começa com um grito que lembra distantemente um gutural (bem distantemente…). Depois disso temos um excelente clima monótomo até Jericho voltar, e fazer um refrão excelente (I just can’t get away from yesterday/But I keep on living the wanderer’s way/And over and over I start anew/But I can’t escape the thoughts of you), além de ser totalmente pegajoso. Frank está novamente excelente aqui. O excelente guitarrista Zakk Wylde (Black Label Society, ex-Ozzy Osbourne) faz uma participação nessa música, fazendo um ótimo solo. A letra fala sobre a vida na estrada, que acabada deixando alguém importante para traz. Claramente é um citação a vida na estrada de Chris Jericho com a WWE.

A quarta música é a que dá título ao álbum, “All That Remains”. Depois de uma música bem na levada Heavy Metal, e duas que levam para um lado mais comercial, “All That Remains” dá uma baita de uma quebrada no ritmo do disco. Provavelmente propositalmente, a voz de Jericho aqui soa abafada e escondida. A melodia dessa música é longa e lenta, passando certa tranquilidade, tirando o refrão e o solo. E o solo com certeza é o destaque nessa música tão “morna”. Se “Wanderlust” fala de alguém que ficou para trás, “All That Remains” é sobre tudo o que ficou pra trás com a vida na estrada, e as suas consequências. O som aqui é a mais adequada para essa letra. A próxima é “The Test”. A letra fala sobre um momento de mudanças e sobre decisões importantes. No início estranhamente Jericho canta como se estivesse em alguma tentiva de fazer algumas rimas como algo parecido com um rapper. Aqui o peso do CD volta. Aqui os guitarristas mostram bom serviço, não com belos solos, e sim como uma excelente levada em toda a música, principalmente enquanto enquanto “This is only in a test” aparece. É muito dificil não se sentir um pouco robotizado e querer ficar cantando junto com essa parte.

A próxima é “It´s A Lie”. Se na música anterior, haviam alguns toques de rap em partes do vocal de Jericho, aqui temos realmente um rapper (BONE CRUSHER) fazendo participação especial. O resultado pode até agradar alguns, mas o resultado não saiu dos melhores. Tinhamos no início um CD de Heavy Metal e no meio uma música que parece o Limp Bizkit mais pesado. Música dispensável. A próxima é “Daze Of The Weak”. A música faz retorno do peso no CD, mas não anima muito. O refrão e as guitarras aqui até que são atrativas, mas a música é muito irregular, muito atrativa em alguns momentos, fraca em outros. Mas Frank aqui faz a música soar bem melhor. “The Way I Am” é a próxima e conta com a participação do também excelente Mark Tremonti (guitarrista do Alter Bridge, ex-Creed). Aqui temos uma música bem mais monótoma que a anterior, mas superior. Aqui Rich, Martin e Frank nos mostram que também podem fazer ótimas músicas, sendo elas mais calmas. O grande ponto da música é o solo insano de Mark Tremonti (o melhor do CD).

A próxima é “Lazarus”. A letra é provavelmente a mais triste do CD, fala sobre sofrimentos e Jericho faz uma incrível interpretação da letra. Mais um ponto positivo para ele. Seus primeiros acordes lembrar com um pouco dos tradicionais de Synyster Gates (Avenged Sevenfold), e eles se repetem em alguns momentos da música. Excelente música, novamente os intrumentais estão ótimos e nós trazem a música mais profunda do CD (talvez a melhor). A última é “Born Of Anger”, mais uma quebrada totalmente de ritmo no disco. Ela é muito pesada, com bateria insana enquanto Jericho simplesmente cospe toda a letra, até um momento que temos quase um gutural por Marty Friedman. Depois temos alguns acordes interessantes de guitarra de ótimo nível, com Jericho voltando a cantar normalmente, um solo excelente, até temos o peso de antes de volta. A música vai se acalmando aos poucos depois disso até acabar. Boa música, mas a parte mais pesada não convenceu muito.

O CD tem ótimas músicas, que realmente mostram que a banda é muito boa. Mas alguns deslizes deixam o nível do CD menor. As primeiras 4 músicas dão um ótimo nível, mas depois delas algumas coisas atrapalham. It´s A Lie poderia ter sido retirada do CD, mesmo sendo o tipo de música que os fãs de Linkin Park e Limp Bizkit possam gostar. Além disso, alguns momentos de “The Test”, “The Daze Of The Weak” e “Born Of Anger” poderiam ter sido melhorados. Outra coisa é o como algumas músicas quebraram totalmente o ritmo do CD. Mas tirando isso, temos um ótimo CD aqui, recomendado!

Lacuna Coil – Dark Adrenaline (2012)

Origem: Itália
Gêneros: Metal Alternativo, Rock Alternativo
Gravadora: Century Media

Dentre as bandas de metal na Itália, o Lacuna Coil talvez seja a banda que mais se destaca. A banda começou pelo lado de Gothic Metal, mas ao longo dos tempos se tornou uma banda de Metal Alternativo, até agora, misturando Metal Alternativo com Rock Alternativo, sendo mais acessível que nunca, algo que decepcionou vários fãs mas trouxe muitos outros. A banda é formada por Cristina Scabbia (vocal), Andrea Ferrero (vocal), Marco Biazzi (guitarra), Cristiano Migliore (guitarra), Cristiano Mozzati (bateria) e Marco Coti Zellati (baixo). O disco não tem nenhum membro que fique com menos destaque nas faixas, e o Marco não tem tanto destaque como antes, pois os outros instrumentos ganharam o mesmo destaque agora.

O CD começa com o primeiro single lançado, Trip The Darkness. A música é pesada, mas acessível ainda (coisa proposta bela banda desde Comalies). Ela fala sobre enfrentar a escuridão, provavelmente usado simbolicamente para os problemas e dificuldades da vida. Destacam-se Mozzati trazendo muito peso com linhas interessantes de bateria, riffs simples, mas atrativos. Mas sem dúvidas, mesmo com Ferrero indo bem, Scabbia continua sendo destaque absoluto, parece que sua voz melhora e se torna mais atrativa a cada disco. O disco continua com bem com Against You, que segue a linha de Trip The Darkness, e empolga em todos os sentidos, desde o dueto ao riffs empolgantes, a fórmula se mantém a mesma. Ela trata sobre problemas de relacionamento com alguém que torna a relação tão ruim a ponto de ser insustentável. Em seguida vem a provável melhor faixa do disco, Kill The Light. Ela fala sobre quando você está mal, com problemas, masn não vai deixar ninguém mudar a sua essência. Os riffs tem uma levada muito boa, mas o que se destaca pra mim são as levadas de Cristiano na bateria, muito bem encaixadas. O dueto é sem comentários, Cristina canta cada música abusando da particularidade que sua voz pode trazer. Já Andrea melhora cada vez mais e se torna cada vez mais importante para a banda.

O CD segue com Give Me Something More, que tem arranjos bem mais arrastados e varia pela tranquilidade e drama com empolgação. Ela fala sobre fazer um sacrifício e esperar o reconhecimento devido por ter feito algo assim. No início, Cristina conduz a música de forma bela, até Andrea começar sua parte animando o ritmo da música, com a parte instrumental se encaixando perfeitamente. Refrão excelente, pegajoso, empolgante e agressivo. Excelente música. O disco continua arrebentando com Upside Down, que traz mais peso ainda ao disco, sem deixar o lado empolgante de lado. Ela fala sobre o que as pessoas pensam de você e sobre desgraça própria. Os riffs iniciais se aliam bem com bateria, até a música explodir com o refrão levado por Cristina, que mais uma vez sua voz de forma diferente. O dueto é excelente, mas talvez o destaque fique para a parte instrumental. O solo é matador. Uma das melhor do disco. A seguinte é a única música realmente calma do disco, End Of Time. Ela fala de uma circunstância de aparentemente pré-morte, aonde se despede do seu companheiro e reflete sobre a vida. Tem uma levada muito bacana e quase que hipnotizante. Como era de esperar em músicas mais calmas assim, Scabbia é o destaque absoluto. Os riffs são muito bem encaixados aqui. É impressionante como tudo funciona instrumentalmente no disco, com certeza é o melhor disco da banda nesse sentido.

A próxima uma das mais empolgantes do, I Don´t Believe In Tomorrow. Ela fala sobre perca da fé, principalmente nas pessoas. A música começa impressionante pelo groove que aparece no início, depois tem uma boa levada, tendo como destaque o trabalho vocal de Cristina. A seguinte é Intoxicated, que pela levada inicial lembra um pouco os tempos de Karmacode, até a música começar mesmo. É uma boa música, apesar de ficar um pouco atrás das anteriores. Lembra um pouco o disco anterior Shallow Life pela experimentação em alguns momentos. Em todas as partes a música é bem agradável e novamente o destaque para a quase quarentona Cristina Scabbia. Ela fala sobre desilusão e raiva. Seguindo com o disco, temos The Army Inside, que fala sobre conflitos dentro do si mesmo. Tem uma pegada um pouco diferente do resto do disco, com riffs cortados a todo momento. Aqui o destaque sem dúvidas é Andrea, que provavelmente vai deixar o refrão na cabeça de quem ouvir a música por um bom tempo.

A seguinte música é Losing My Religion, cover do super sucesso dos anos 90 do R.E.M., que parou com suas atividades esse ano. Difícil ter uma interpretação certa dessa música, mas para mim, pareceu que ela trava sobre desilusão e não poder fazer nada sobre isso. Os covers do Lacuna Coil SEMPRE merecem muita atenção, pois sempre pegaram boas músicas e de sua maneira, transformaram a música em algo melhor ainda, respeitando a original mas trazendo sua parte ao som. Foi assim com a maravilhosa Stars que fizeram cover do Dubstar, como Enjoy The Silence do Depeche Mode. E com Losing My Religion não foi diferente, não sei como, mas o Lacuna conseguiu fazer algo melhor ainda do que o R.E.M. fez, isso que a música foi um dos clássicos dos anos 90. Tudo se encaixa tão bem, foi adicionado certa dinâmica a música mas respeitando a ideia da faixa. Mas o excepcional foi feito pela dupla de vocalistas, simplesmente maravilhoso. A seguinte é a mais empolgante e curta, Fire. A música fala sobre raiva reprimida, sobre liberá-la. Tem riffs empolgantes, principalmente no refrão. Repete os riffs cortados de The Army Inside, mas de forma melhor ainda. Andrea vai muito bem, e Cristina detona demais. É impressionante a qualidade da cantora, tão versátil, empolgante e com excelente voz, sem precisar ir ao lado extremo da potência vocal junto com a Tarja Turunen e a Floor Jansen. O disco termina com My Spirit, uma maravilhosa homenagem ao grande Peter Steele do Type O Negative, que faleceu e em 2010 e que tinha grande amizade com a banda. A letra por sinal é a melhor do disco. Ela fala sobre a liberdade após a morte, claramente direcionada a Peter. Às vezes esqueço como guitarras podem fazer coisas bonitas e não apenas agressivas. Essa música me lembrou disso. O trabalho vocal de Cristina aqui chega a arrepiar, de tão bem como ela consegue passar suas emoções. No meio da faixa, seguindo muito coisas de Gothic Metal e lembrando um pouco da tensão que às vezes existia em In A Reverie, há uma parte em latim. Após isso, há um baita solo, para terminar com chave de ouro tanto a faixa como o disco.

O CD mostra um Lacuna Coil totalmente diferente da sua proposta inicial, mas isso não quer dizer que seja ruim, bem longe disso. A banda está longe de ser uma das mais técnicas, mas definitivamente está no topo quando se trata de empolgação com qualidade. A banda traz um disco muito competente, talvez o melhor da sua carreira (pelo menos sem dúvidas o melhor da nova proposta) junto com o In A Reverie. Difícil escolher destaque em CD em que o nível se mantém tão alto, mas Kill The Light se destaca pela empolgação, Give Me Somothing More pela sua levada, Losing My Religion e My Spirit por trazerem coisas tão especiais. Recomendado para qualquer quem goste de duetos, músicas empolgantes e não espera nada complexo. É apenas boa música, muito boa por sinal, isso é o que importa, certo?