Portal – Vexovoid (2013)

Portal - Vexovoid

Origem: Austrália
Gêneros: Metal Experimental, Death Metal, Black Metal
Gravadora: Profound Lore

Não basta ter um som pesado e extremista, no qual você não consegue compreender os grunhidos que o vocalista desfere pela boca, mas fazer uma sonoridade muito barulhenta, repleto de camadas e texturas cheias de distorções – que soariam muito melhor em uma banda de Noise Rock – acompanhadas de poderosos blast beats e de ritmos inortodoxos. Esse é um pequeno resumo desta besta australiana chamada de Portal. Formada em 1994, o grupo só conseguiu lançar seu primeiro álbum de estúdio em 2003 (chamado Seepia). E não é para menos: o que a banda tenta fazer em sua música é totalmente contrária ao que uma gravadora deseja. Se compararmos com outras bandas de Metal, Portal não é rápido, nem tão pesado, mas sua principalmente marca é o barulho infernal que apresenta nas setes faixas deste curto disco (não chega nem a marca dos 35 minutos).

Vexovoid inicia com “Kilter”, que de começo já mostra o que Portal busca: um metal extremo e experimental. Você pode até se assustar assim que a faixa começar com a porrada que jogam na sua cara. Os vocais ininteligíveis do vocalista “The Curator” (o grupo usa nomes artísticos para seus integrantes) são típicos aos vocais de Black e Death Metal. Se você já está familiarizado com os gêneros, não irá se espantar quando ouvir eles e perceber que são a parte mais fraca e sem importância do disco. Portal poucas vezes dá um devido destaque aos vocais, e as camadas sonoras, experimentais e barulhentas que a banda tanto usa ofuscam ainda mais o vocalista. O sentimento é que “The Curator” está ali para que a experiência do ouvinte seja mais fácil de assimilar o material.

Faixas como a iniciante “Kilter” e “Orbmorphia” são as mais recomendadas caso queria conhecer o som do grupo, baseando-se apenas neste disco, por representarem a melhor mistura entre barulho, peso e “fácil assimilação” (apesar de não serem fáceis de assimilar). Mas se quiser entender o experimentalismo que o grupo tem, ouça “Awryeon” e a faixa que encerra o quarto trabalho de estúdio dos australianos, “Oblotten”, na qual não tem vocais e fica por mais de 2 minutos com distorções de guitarra, com ocasionais aparições de baixo e bateria até somente restar o baixo. Portal está muito mais focado em experimentar para si mesmos do que fazer músicas que agitem um show e criar uma estrutura tradicional de álbum, e a faixa “Oblotten” é a prova do que escrevo.

Você que gosta de Meshuggah pode se interessar pelo som que Portal realiza aqui, mas não pense que soa parecido ou algo do tipo. A banda australiana realiza um som próprio e inconfundível, que foge das estruturas comuns da música moderna, dos refrões, de épicos solos de guitarra e dos vocais limpos que cada vez mais estão se destacando no mundo do metal moderno. Se você estiver interessado em um disco de metal incomum e diferenciado, Vexovoid não é uma má escolha, mas tenha em mente que não será fácil de digerir o som do grupo e que será necessário audições extras. Se você não gosta de metal ou não é fã de música experimental, fique longe disso, para o bem de sua saúde auditiva.

Sem título-17

Murder Construct – Results (2012)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Grindcore, Death Metal
Gravadora: Relapse Records

Se você achou que Suicide Silence era pesado, espera para escutar “Results”, o disco de estréia da banda oriunda de Los Angeles, Califórnia. Vamos falar sobre o disco que talvez seja o mais pesado do ano ou dos últimos anos. Murder Construct é um supergrupo de Grindcore e Death Metal formado por músicos que já vinham de bandas desse gênero ou de gêneros bem experimentais, como o baterista Danny Walker, que também toca na banda Intronaut, uma banda experimental de Pós-Metal Progressivo. E não tem muita coisa para se dizer sobre ele. Ou você irá gostar da primeira faixa até a última faixa, adorando seu peso, os guturais insanos e a velocidade absurda, ou não irá passar dos 30 segundos de “Red All Over”, música que abre o disco.

Antes de mais nada, Murder Construct é composto por excelentes músicos. Há muitos momentos no disco que você se impressiona com a habilidade técnica destes integrantes. Mas as músicas são boas? Isso vai depender de seu gosto. Se você gosta de MPB mas odeia Metal, isso vai passar alguns anos-luz por você. Se você gosta de Iron Maiden e do Heavy Metal clássico, “Results” será um disco que não vai te agradar. Se você gosta de Suicide Silence e algumas bandas que tocam tão pesado ou até mais que o grupo citado, talvez você goste, mas você certamente vai sofrer. São 29 minutos divididos em 11 faixas de pura porrada com pouquíssimas pausas, e quando tem são curtíssimas.

“Results” é um ótimo disco de estréia para a banda. Extremo, brutal e feroz do início ao fim. Ou pelo menos quase ao fim. A canção final, “Resultados” (é assim mesmo o nome da música, e não “Results”, como alguns devem pensar assim que lerem o nome da faixa) encerra de maneira estranha e solta pelo disco, pois não temos um momento próximo ou parecido em lugar nenhum do álbum, mas é certamente um dos melhores e até bonito, mostrando que seus músicos não são apenas headbangers comuns. Em resumo, posso dizer que “Results” é um dos meus candidatos a disco do ano e que vale muito a pena dar uma conferida nesta banda e em seu material, assim como no EP de 2010 auto-intitulado. Ambos lançamentos muito bons e consistentes no querem passar para o ouvinte. Mas não espere algo fácil nas primeiras audições. Esta banda requer audições extras para pegar sua magia.

Between the Buried and Me – The Parallax: Hypersleep Dialogues (2011)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Metalcore, Metal Progressivo
Gravadora: Metal Blade

Em seu primeiro lançamento na gravadora Metal Blade, Between The Buried And Me lançou a primeira suite de um conceitual duplo em Abril de 2011. A segunda suite seria um álbum completo que será lançado no futuro. Enquanto não é lançado, vamos nos contentar com este EP. The Parallax: Hypersleep Dialogues é um disco conceitual complexo e possui uma história interessante, mas que não irei falar sobre o que se trata e deixarei você conferir pessoalmente o que a banda composta por Tommy Giles Rogers (vocalista e tecladista) Dan Briggs (baixista), Blake Richardson (baterista e percussionista), Paul Waggoner (guitarrista principal) e Dustie Waring (guitarrista secundário) foram capazes de fazer.

O disco possui 30 minutos de duração e possui apenas três e longas faixas, sendo a mais curta “Lunar Wilderness” com 8:22 de duração e ela também encerra o EP. Mas vamos começar com o começo de tudo. O álbum inicia-se com “Specular Reflection”, faixa mais longa com 11:21, começa com um teclado bem tenebroso (bom sentido, claro) e épica, que soa como um “caminho ao último chefão do jogo”, e então, somos recebidos com muitas pancadas e quebradeira. “Specular Reflection” é um início caótico e chega a ser diversificada a faixa, mas principalmente, imprevisível, como boa parte do trabalho desses caras. Você não sabe como virá o som que vai derrubar seus tímpanos e joga-los a 2km de distância (um pouco de exagero aqui, mas deu para entender o que eu digo). Um excelente começo, apesar perto do fim da faixa ter um riff de guitarra irritante e de certa forma ordinário no Metalcore, mas que não estraga nenhum pouco a faixa. Destaque para a voz de Tommy Rogers, que funciona muito bem em seus guturais e sua voz limpa, muito bonita por sinal.

Prosseguimos rapidamente para outra surra visceral, “Augment Of Rebirth”, com 10:19 de duração. Aqui o som é ainda mais inesperado e continua o peso, soando um pouco de Thrash Metal em seu instrumental. É a faixa mais pesada do disco. As guitarras aqui fazem um trabalho impressionante e o baixo é marcante. É uma boa continuação da faixa anterior, “Specular Reflection”. Outro destaque em “Augment Of Rebirth” é entre 6:34 e 6:54, e uma parte posterior, que é tão inesperada e tão bacana que chega a ser divertida. Na já citada faixa de encerramento, “Lunar Wilderness”, o destaque fica para a linha de bateria, sensacional e cheia de blast beats que arrancaram sua cabeça, mas estranhamente, “Lunar Wilderness” é a faixa mais próxima de ser chamada de “leve”, devido ao seu começo, e que vai progredindo virando uma sonora barulheira caótica e muito bem feita e pelo seu final que começa épico e vai encerrando em algo que poderia estar em um disco do Smashing Pumpkins ou de qualquer banda de Rock Psicodélico. E enfim, chegamos ao final deste poderoso álbum com outra ótima canção da banda.

Se não fosse por meros detalhes, este disco poderia ser considerado um dos melhores lançamentos de 2011, mas não foi o que aconteceu, infelizmente. Se você gosta de muita porradaria, mas que soe versátil, e até especial, Between The Buried And Me além de ser uma banda excelente para você com este disco, tem uma ótima discografia. Mas minha única verdadeira crítica fica pelo visual da banda. Veja esta foto e me diga se a banda tem cara de Metal Extremo. Tá mais para uma banda de Indie Rock e Britpop. A banda pode ser excelente e não ligar para o visual, mas infelizmente visual vende, e com esse visual nada impactante, a banda só terá resultado pelo talento, o que é ótimo.

Children Of Bodom – Relentless Reckless Forever (2011)

Origem: Finlândia
Gêneros: Death Metal Melódico, Death Metal
Gravadora: Spinefarm

O Children Of Bodom é hoje uma das bandas de Death Metal(ou Melodic Death Metal, como preferir, eu apenas não gosto deste nome, pois, o que tem de melódico em Death Metal?) mais conhecidas no mundo, e com certeza a mais famosa em seu país de origem, a Finlandia. O grupo fez grandes albuns que são muito lembrados entre os fãs do genêro e da banda, como Follow The Reaper e Hate Crew Deathroll. Mesmo o guitarrista e vocalista da banda, Alexi Laiho, não gostar do álbum de 2005, Are You Dead Yet?, muitos consideram que o Children Of Bodom não possuí sequer um ponto fraco na carreira, com todos os álbuns sendo otimos. Então é que chega 2011, e com Alexi dizendo que a banda estava determinada a fazer o melhor álbum deles. Se eles conseguiram? Tire suas conclusões agora.

Tudo começa com a faixa que virou minha favorita do disco, Not My Funeral, e já dá para perceber que o álbum foi muito bem produzido, na intro tem sons fantásticos. Alexi nos chama para começar o álbum ”C’ Mon!” e começa a pauleira, muito boa, por sinal. Uma faixa que tem um refrão muito viciante, uma letra que eu gostei, melhor faixa para abrir o álbum não tinha. O entrosamento entre Alexi e Roope nas guitarras junto com o espetâcular tecladista Janne Wirman continua que nem á 5 anos atrás, ou até melhor. Uma faixa pesada, mostrando um vocal incrível de Alexi Laiho e junto com Janne faz a música ficar muito boa, uma das melhores do CD.

Continuamos com uma que eu gosto muito também, a Shovel Knockout, e na segunda faixa a gente percebe a diferença do Relentless Reckless Forever aos demais albuns da banda, as guitarras estão mais lentas, com mais feeling, perdendo um pouco aquele estilo rápido que sempre foi conhecido as guitarras do COB, que alguns até falavam que o Power Metal era um sub-genêro da banda, levando em consideração tal velocidade das guitarras. Bom, isso não quer dizer que ficou menos pesado, e Shovel Knockout mostra isso, paulada de primeira com um outro refrão para gritar até ficar rouco, uma das melhores do disco também.

Agora temos Roundtrip To Hell And Back, uma das mais famosas do álbum, sendo que possuí Video-Clipe. Mantém o peso do álbum, refrão outra vez muito bom, apenas cansando um pouco os backing vocals, que sempre são do mesmo jeito. Mantendo o peso e qualidade do álbum, outra faixa excelente. Prosseguimos com Pussyfoot Miss Suicide, outra música muito boa, os vocais do Alexi nessa faixa me encanta, sem falar que é outro refrão sensacional.

A faixa-título é a quinta canção, e ela permanece a grande qualidade do disco, solo muito bom da dupla Alexi e Janne(outra vez eles). Ugly continua o CD, umas das queridinhas dos fãs. Ela tem umas partes rápidas, lembrando mais as canções antigas da banda, ou “Children Of Bodom Old Shit/School”, como Alexi Laiho gosta de falar. Ugly possuí uma letra muito ruim, algo bruto, mas ai você me pergunta “Mas normalmente, as letras de bandas de Death Metal não são brutas?”, sim, elas são, mas não no modo bruto idiota, exemplo: I have run foward, still mostly – Take a look at your face and you will burn – What to say… you’re so ugly – So god damn ugly. Uma banda como o Children Of Bodom, que sabe fazer suas brincadeiras muito bem, deveria saber que uma letra dessa apenas cai a qualidade da musica, aliás, o que fez eles escrever algo que diz que uma pessoa(de aparência) é tão feia que se ela se olha-se iria queimar? Mas é apenas um detalhe, musica boa, mas não é das que eu mais gosto.

A sétima faixa é Cry Of The Nihilist, e que trabalho dos senhores Janne Wirman em seu teclado e Jaska Raatikainen na sua batera(aliás, ta matando a pau em todas). E não podemos esquecer também o grande baixista Henkka Seppälä, muito técnico e que faz as guitarras da banda soar muito pesadas com estilo. A faixa é otima, como de costume nesse álbum(outro grande refrão, acompanhado com um riff matador).
Was It Worth It?, a single do CD é a próxima, uma das minhas favoritas também, e que refrão! Um grito tenebroso de Alexi Laiho no final dele dá um ar tão pesado e sentimental ao mesmo tempo, outra que corre sérios riscos de você viciar. Was It Worth It? Também possuí um Video-Clipe. Achei bem legal ele, e conta com a participação do Skatista Profissional Chris Cole.

A nona e ultima música do álbum é Northpole Throwdown, guitarras muito bem executadas nessa faixa, vocal do Alexi também muito bom, como esse cara sempre está evoluindo vocalmente é incrível. Faixa muito boa para fechar o álbum, mas ainda tem uma Faixa-Bonus, e como sempre, o Children Of Bodom leva em tom de brincadeira, fazendo covers que nenhuma outra banda séria de Metal fazeria, e o cover da vez é Party All The Time, do Ator Estadunidense Eddie Murphy. Ficou bem divertida, e pode viciar, já que a música é bem grudenta. Achei legal a versão deles e mostra que o Metal não precisa ser tão sério como muitos levam, isso também é questão de se divertir, e a banda manda muito bem nisso.

Relentless Reckless Forever chega ao fim, e sobre a pergunta, se é o melhor album da banda… Algo muito difícil de se responder, como que a banda tem muitos albuns otimos no seu repertório, eu acho melhor dizer que o Children Of Bodom fez um álbum diferente dos seus anteriores(como eu achei o seu antecessor, Blooddrunk, diferente também) e quem gosta mais do estilo antigo ou rapído da banda não vai achar que Relentless Reckless Forever o melhor album, eu o ouvindo com mais calma cheguei a conclusão que este disco é um dos melhores do ano, Death Metal de primeira. Mas como a banda tem muitos discos excelentes, é difícil dizer qual é o melhor, eu prefiro ouvir o Relentless Reckless Forever e deixar isso pra lá, pois é um grande álbum e merece destaque nesse ano.

Death – The Sound Of Perseverance (1998)

Origem: Estados Unidos
Gênero: Death Metal
Gravadora: Nuclear Blast

O Death é considerado um dos grandes responsáveis pela evolução do Death Metal, Chuck Schuldiner segundo alguns relatam, foi um dos primeiros vocalistas a usar a técnica gutural fixa. E é por causa desse cara que eu estou fazendo esta resenha, hoje, 13 de Dezembro de 2011, faz exatamente 10 anos de sua morte, quando faleceu por causa de um tumor raro no cérebro.

Chuck foi um grande guitarrista, influenciou muita gente com seu jeito de tocar e cantar, tem uma legião de fãs até hoje, que não o esqueceram, e melhor, muitos que se tornaram fã do cara depois de sua morte. E é em homenagem a esse grande guitarrista e vocalista que eu trago para vocês essa resenha do album The Sound Of Perseverance, último album do Death.

Começamos com Scavenger Of Human Sorrow, ótima intro para um começo de álbum, bateria quebrando tudo(aliás, esse é um dos grandes destaques do álbum), guitarras pesadas, o vocal de Chuck é algo muito poderoso e traz uma força incrível para suas faixas. Instrumental perfeito, entrosamento espetácular da banda. O primeiro solo de Chuck no álbum, o primeiro ótimo de muitos solos desse disco.  É um pouco longa, não sei se é a certa para abrir o CD, mas isso apenas trata de detalhes que deixa o álbum mais agradável, não tira o crédito de ser uma grande faixa e que merece estar no disco.

A segunda faixa é Bite The Pain, intro muito boa, as guitarras emocionam, Chuck começa cantando, tudo se encaixa perfeito! A música fica mais pesada e perde o feeling um pouco melódico da intro com as guitarras. O som soa tão crú, que se você é uma pessoa que não gosta de coisas mais tecnológicas nas músicas, deve gostar muito dessa faixa(e do album por inteiro). Grande solo do Senhor Schuldiner. A faixa se mantém em uma certa igualdade, talvez isso canse o ouvinte nas primeiras audições, o riff se repete bastante, isso vai mais pelo gosto da pessoa, boa música.

Spirit Crusher começa com um riff de baixo, logo depois entra Chuck com seus grunhídos junto com sua guitarra e com seu companheiro de 6 cordas, Shannon Hamm. Chuck começa cantar um novo trecho, a música fica rápida por uns segundos, a bateria arrebenta, momento alto na música. A participação do baixo de Scott Clendenin nessa faixa é muito boa, dando ritmos aos riffs das guitarras da dupla Chuck e Shannon. As guitarras aumentam e vem outra parte alta na música, com uma parte bem parecida com o começo de Unholly Confessions do Avenged Sevenfold(Spirit Crusher como podem ver, é de um álbum de 1998, já Unholly Confessions está no Walking The Fallen, álbum de 2003 dos Avengers), a musica fica bem empolgada. Logo a seguir vem o solo, e é impossível não falar de praticamente todos os solos deste album, pois todos estão otimos, muita técnica e velocidade. Death é assim como o Pantera, uma das bandas que tem os riffs que eu mais gosto, e nessa faixa não é diferente, grandes riffs. A parte que lembra Unholly Confessions(Unholly Confessions que parece com Spirit Crusher, seria o correto!) volta para o final. Uma das minhas favoritas do álbum.

Story To Tell é a faixa seguinte, mini-solo no começo muito legal. Bateria sendo um dos pontos altos, grandes partes da dupla de guitarrista, Chuck Schuldiner e Shannon Hamm, até um ponto mais pro final, aonde Chuck lança mais um tremendo solo de suas mangas. Uma passagem muito boa dá continuação a canção, mostrando que barulho tem quer ser bem feito, e o Death era mestre nisso. Solo final é tão grandioso quanto o primeiro, uma das melhores do album também.
As faixas podem soar um pouco compridas, ainda mais para uma banda de Death Metal. Em minha visão, o álbum precisa ser ouvido mais vezes, como todos os álbuns de música, é totalmente impossível você desgustar absolutamente tudo de um álbum apenas em uma única audição. Quando você decorar todos esses riffs, grunhidos e batucadas, duvido que não vá querer ouvir outros trabalhos desses caras!

Uma intro muito boa dá o ar a quinta faixa, Flesh And The Power It Holds, que riffs! É a faixa mais comprida do CD(mais de 8 minutos), as guitarras começam liderando o instrumental, groove incrível que essa faixa se torna. A musica fica grande e bem pesada, mas não perdendo o feeling das guitarras. Uma passagem com o baixo de Scott Clendenin é um dos pontos mais legais da música, pois logo entra Schuldiner e faz um solo maravilhoso, um dos melhores solos do álbum. A guitarra acaba seu solo, mas o baixo continua ali, com seu riff infernal. Todos os instrumentos se juntam outra vez e fazem uma pauleira de primeira, Chuck volta para o grande refrão da canção. Grande faixa, talvez ela não precisa-se ser tão grande assim, mas não tem importância, você vai ficar mexendo a cabeça com os riffs a toda hora.

A seguinte é Voice Of The Soul, faixa instrumental, mostrando toda a competência e genialidade de Chuck Schuldiner, a melhor do álbum para mim, simplesmente genial.

A penúltima canção é To Forgive Is To Suffer, que possui uma intro boa, bateria dando o ar da graça, até aparecer os ruídos lindos de Chuck. Um riff espetâcular, que mais parece um mini-solo, ficou otimo! E vale ressaltar mais uma vez, como que tudo soa tão perfeito, tudo se encaixa com tudo, parece que os caras tocam juntos faz 5 encarnações. Outro solo espetacular de Chuck, que fica como o ponto alto da música, que solo! Voltamos ao riff bem quando acaba o solo, sem palavras para descrever. E que refrão é esse? Ainda mais no final, que quando acaba a parte principal vem um solo bem rápido, espetâcular, uma das melhores do CD!

Em uns momentos você poderá achar que certas coisas soam muito igual no álbum, pois elas são pauleiras longas, a maioria tem 6 minutos de duração ou um pouco mais. Mas apenas ouça com um pouco mais de vontade, cada faixa está cheia de entrosamento e musicalidade muito bem executada, talvez todas as faixas juntas e nas primeiras vezes você não se sinta tão empolgado, mas depois isso melhora, pois Chuck e sua trupe mandaram super bem!

O disco versão normal acaba com A Moment Of Clarity, começo poderoso, outro riff bem legal. E uma observação legal é que em todo momento, na maioria das faixas em geral, tocam em certos pedaços um mesmo riff, o que faz soar mais épico, e não igual e sem criatividade, grande ponto nesse disco. O vocal de Chuck está excelente nesta faixa(ainda mais a parte que fica perto do final). Solo mágico, a guitarra de Chuck toma conta da música, faz dela uma faixa muito poderosa e empolgante, merece destaque nesse álbum.

O Disco ainda possuí uma versão Cover do Judas Priest, lendário grupo de Heavy Metal Britânico, e a musica é a pesada Painkiller. Essa canção do Judas faz totalmente a cara do Death, faixa muito bem escolhida para Bonus Track, ainda mais para uma voz tão poderosa quão é a de Chuck Schuldiner, tanto quando a de Rob Halford. O cover ficou muito bom, otima faixa.

The Sound Of Perseverance mostra um grupo muito bem entrosado e provando que todos ali sabem muito de música(para os preconceituosos de música mais extrema). Chuck Schuldiner foi um excelente músico, e ele mostra isso nesse álbum, sendo que ele compôs todas as canções do disco(tirando, é claro, Painkiller), e fez isso com grande maestría.

Descanse em Paz, Chuck.

“A simbólica e frágil arte da existência nada mais é que o som da perseverança”