3 Recomendações: Metal Extremo (2013)

Nem sempre é possível falar sobre todos os ótimos e péssimos álbuns lançados em um único ano. Por mais cuidado que um crítico tenha, ele pode deixar de opinar sobre um álbum de grande (ou péssima) qualidade por falta de tempo ou por não conseguir transparecer sua opinião de forma que considere-a justa. A ideia do quadro 3 Recomendações é falar sobre discos que você deve procurar ouvir de um específico gênero ou ano de lançamento e que são considerados pelo escritor do artigo como candidatos a uma possível lista de “melhores do ano”. Estarão anexados links para audição das canções que você devam despertar o seu interesse em tal trabalho. O primeiro texto deste novo quadro será sobre três discos de Metal Extremo, que neste ano teve bastante material interessante.

The Dillinger Escape Plan – One of Us Is the Killer

One-of-US-is-the-Killer-Album-CoverO quinto álbum de estúdio do grupo californiano é intenso, rápido e pesado, porém é extremamente complexo, com momentos onde a banda parece uma máquina de destruição, sem ter pena do ouvinte, como é possível de se ouvir na faixa de abertura, “Prancer”. Mas estamos falando de uma banda extremamente versátil, que é capaz de compor canções como a faixa-título, que é possui momentos tanto quanto calmos encontrados em um grupo de Jazz, como momentos encontrados em bandas de Metal radiofônico. A execução deste álbum de 40 minutos é ótima e os vocais de Greg Puciato são, no mínimo, excelentes, sejam eles gritados e berrados ou cantados.


Shining – One One One

Shining-One-One-One

One One One é outro álbum intenso, rápido e pesado. Entretanto, ao invés de algumas canções com vocais limpos e de fácil assimilação como The Dillinger Escape Plan fez, este grupo norueguês simplesmente não perdoa. Em menos de 36 minutos de duração, esta banda de Jazz Metal Experimental usa o sax como se fosse uma guitarra em diversas faixas deste álbum, como na canção de abertura, “I Won’t Forget”. O destaque do álbum fica com a poderosa “Blackjazz Rebels”, que certamente irá deixar qualquer ser humano espantando com a energia demonstrada. Mas, apesar dos experimentos, pesos e vocais rasgados/gritados, é um álbum grudento. Seus refrões são daqueles que custam a sair de sua cabeça, gostando das faixas encontradas aqui ou não.


Kongh – Sole Creation

Kongh-Sole-Creation

De todos os álbum aqui citados, este é o mais longo, com 45 minutos de duração, possuindo apenas quatro longas canções, com quase todas durando acima da marca dos 10 minutos. É lento e atmosférico, com momentos progressivos e, às vezes, até depressivos, como a faixa “Skymning”, que possui bastante força emocional para encerrar o álbum. Para alguns isso pode não ser interessante, porém os elementos de Doom Metal presente neste álbum são bem executados, os vocais são bons e as composições são ótimas, como é visto na faixa-título. Se você tem interesse por algo não tão veloz, mas sim por um som com influência de Black Sabbath, apresentando uma faceta moderna, esta banda sueca pode te surpreender.

 

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