Drowning Pool – Sinner (2001)

Origem: Estados Unidos
Gravadora: Wind-Up
Gêneros: Nu Metal, Metal Alternativo

Drowning Pool foi uma banda muito popular no início da década passada graças a música “Bodies”, o maior hit que a banda já emplacou em sua carreira. A banda composta na época pelo falecido vocalista Dave Williams e pelos outros integrantes, Mike Luce (baterista), C. J. Pierce (guitarrista) e Stevie Benton (baixista). A banda estourou no auge do Nu Metal e, honestamente, e o clássico exemplo de “One Hit Wonderland”. A banda aparece do nada, faz um hit gigantesco e some do nada no abismo do esquecimento. Quando lembram da banda é por causa do hit “Bodies”, ou porque são “fãs da banda”. Em aspas mesmo, pois a maioria só gosta da “era Sinner”, ou “era Dave Williams”, como preferir, onde o vocalista ainda estava vivo. Mas não estou para julgar esta questão, e sim dar minha opinião sobre o disco Sinner.

Antes de começar, preciso reclamar com a produção/mixagem/masterização do disco. O disco soa sujo, mas ao invés de uma sonoridade orgânica como as das bandas que deixarei em parênteses (Nirvana, Foo Fighters, Baroness e outras caralhadas de bandas), soa robótico e genérico. Essa sonoridade robótica e genérica (que por acaso me lembra do Iconoclast do Symphony X) não cria uma atmosfera intimista, ou pesada, ou maligna, ou qualquer outro adjetivo. Faz parece enojado e velho, com uma distorção que parece reaparecer constantemente, o que seria bom em um disco conceitual, o que não é o caso de Sinner. Apesar das partes vocais ficarem bem feitas, o instrumental acaba ficando embolado e as vezes até baixo demais. O baixo parece estar ali por obrigação, tendo poucos momentos interessantes, diferente da bateria, que nem um singelo momento de destaque tem. A guitarra apresenta alguns riffs bacanas, mas são tão robóticos e genéricos que parecem terem saído do Breaking Benjamin e do Disturbed. Em outras palavras, é o que os estrangeiros chamam de “Radio Metal”, ou seja, Metal acessível e fácil de assimilar.

As músicas são todas pauladas. Não temos baladinhas ou outros momentos espontâneos/únicos. Isso é um movimento arriscado para um disco, podendo até deixa-lo entediante e repetitivo, mas caso a banda tenha criatividade e arrisque em algumas ideias diferentes, talvez valha à pena. Mas Drowning Pool decide pelo mais fácil. Temos músicas que conseguem apresentar a mesma energia que apresentam em outras canções do disco, mudando pouca coisa. Nada interessante, a não ser que você seja fã do gênero. E o grande hit, “Bodies”, tem quase 3 minutos e meio de duração e sinto que poderia ser resumido em 2 minutos e meio de tão repetitiva que é. Mas é inegável, é uma música com energia e tem seu lado grudento, algo que esse disco possui graças ao vocalista, Dave Williams (falarei dele mais abaixo). Temos momentos bacanas, outros cansativos, poucos solos de guitarra ou de qualquer outro instrumento que possam quebrar a monotonia… Em resumo, posso falar que a melhor canção do álbum é “I Am”, que além de possuir um solo de guitarra legal, tem uma seção incrível em sua metade. Por outro lado, “Mute” é a pior canção: esquecível, chata e entediante, chega até dar sono.

O instrumental é uma parte mediana/fraca do disco, e a mais forte fica por parte dos vocais de Dave Williams. Não vou negar, sua voz tem algo diferente dentre muitos e suas linhas vocais são realmente as melhores parte do álbum. Mas isso faz dele um grande vocalista? Não, apenas decente. Ele tem um timbre interessante e seus gritos são bons, mas existem vocalistas melhores naquela própria época, que não só tinham mais versatilidade que Dave, mas que tinham um alcance muito maior. E algumas de suas interpretações são totalmente estranhas, como em “Sermon”, quando tenta ser um Michael Buffer da vida. E em “Tear Away”, quando o homem solta “Goddam, I love me!” soa fraco. Não combina com a sonoridade da música. Não soa provocativo, nem credível. Soa como se fosse um palavrão gratuito de uma música do Glória: sem motivo nenhum, mas ali está. É uma pena, pois se fosse usada em uma música que combinasse com a frase, ficaria até engraçado. Em resumo, Dave Williams pode ser até um bom vocalista, mas é “overrated”.

Drowning Pool pode ter feito um grande sucesso enquanto Williams viveu, mas percebe-se o quão datado Sinner é, por mais recente que seja. É um disco com poucos momentos memoráveis, repleto de canções que não tem grande potencial na parte instrumental (com exceção de alguns momentos), sendo salvo pelo vocalista. Se você quiser conferir, Sinner tem para te oferecer de bom os vocais e alguns momentos instrumentais, com algumas canções que talvez você lembre com mais facilidade. O ruim que Sinner tem a te oferecer (além do que eu escrevi em cima) é que cometeu o maior crime que algo relacionado ao Metal não deve: é muito abaixo no nível “headbanger”, tendo poucos momentos onde você sinta intensidade e te dê uma reação que uma banda de Metal deve te dar, seja positiva ou até negativa. É um álbum medíocre/fraco que deve ficar em seu tempo.

3 pensamentos sobre “Drowning Pool – Sinner (2001)

  1. A primeira banda que eu curti, o primeiro CD que eu ouvi e curti de Rock, então pra mim é muito foda, acho que deveria por Era Dave e não Sinner, eu certamente discordo de várias coisas que voce falou ali, mas como eu to com sono e sem tempo, eu não vou criticar tudo que vocÊ falou, só discordo e pronto, merecia fácil da *** pra cima!

    O primeiro CD da banda cara! Imagina o quanto eles poderiam ter evoluido, FORAM 10 ANOS! Imagina o quanto eles poderiam ter evoluido, o Dave cantava demais, outro que poderia ter evoluido e Tear Away é muito foda, aquele lance do “Goddam i love me!” ficou muito bom sim cara!

    • concordo com você cara, se alguém for ver o passado de Dave fora do Drowning Pool, iam ver que ele evoluiu muito, e concerteza, ia evoluir muito mais! o fato dele ter morrido foi certamente enfurecedor e entristecedor

  2. cara, cala essa boca, Dave foi um gênio, e nunca será esquecido, mesmo que seja baixa a legião de pessoas que o consideram uma lenda, é uma legião fiel, algumas coisas que você falou ai são verdadeiras, como o fato desse álbum ser meio monótono, mas cada música desse álbum é foda, composições nada complexas em melodias, mas que deixam uma mensagem e uma sensação muito boa, esse é o estilo do Dave, garanto que eu vou morrer e não vou achar músicas/composições que se assemelham às dele.

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