Believe – Sonhar, Lutar e Conquistar (2011)

Origem: Brasil
Gêneros: Power Pop, Eletrônica, Pop Rock
Gravadora: Independente

Nós já sabemos da explosão do Power Pop aqui no Brasil, graças a bandas como Restart e Cine, algo relativamente parecido com que ocorreu nos Estados Unidos com as bandas de Screamo e Metalcore. E na história da música sempre teve bandas que aproveitavam o sucesso de um gênero para engrenar e quem sabe fazer parte desse sucesso, mas sem sucesso algum. A banda Believe é um desses grupos sem personalidade. Em seu EP, vemos uma mistura de Cine, música eletrônica, Restart e outras bandas, igualmente a Believe, sem originalidade que buscam reconhecimento comercial e algumas outras influências inesperadas e muito pouco aparentes. Graças essas bandas que um gênero se desgasta e vira “podre”.

Não iremos falar das letras, pois, honestamente, são todas no mesmo estilo. Todas tem uma mensagem positiva relativamente parecida com rimas pobres e comuns (praticamente um pleonasmo que eu cometi aqui). Nada especial que você diga “Nossa! Que letra incrível! Coisa de gênio!”, mas ainda é melhor que “Ela já faz faculdade, e eu aqui aprendendo a dirigir”. Esse EP, com uma capa simples que eu acabei gostando, começa com “Abra a Janela”, o primeiro single do EP. Uma boa introdução, nada muito original, é estragada por inserção de música eletrônica. O vocalista, que visualmente parece o Elliot do Glória e que canta como DH do Cine, faz a banda Believe parecer a banda Cine. No começo quando ele canta até que não parece, mas depois fica muito jogado na sua cara. Faixa grudenta e a melhor do EP. “Let’s Go” é a próxima, e aqui as coisas ficam ainda mais eletrônica. Uma faixa que estaria no Boombox Arcade, também do Cine. Não quero mais repetir esse termo, mas todas as canções são grudentas, então se você gosta do gênero, isso vai sua praia.

Em “Até a Noite Acabar”, o “negócio fica tenso”. Um garoto que faz uma voz relativamente parecida com a do Pe Lanza, do Restart participa das linhas vocais da música! Então deixa eu ver se eu entendi direito. Os caras não estavam satisfeitos com um cara parecido com Elliot do Glória e que canta igual ao DH do Cine, agora colocam um Pe Lanza para cantar? E o pior, esse “cover” do baixista e vocalista da Restart participa cada vez mais nas faixas, como em “Eu Já Não Sei”, “5AM” e na faixa bônus “Só Quero Você”, e para piorar a porra toda, o álbum está disponível para download aqui, ELES INCLUEM A PORRA DA FAIXA BÔNUS PARA DOWNLOAD NA PORRA DO EP! Caralho! Ao invés de colocarem a faixa bônus para quem fosse comprar o EP e deixassem sem para quem fosse baixar, aí quem fosse comprar ganhava uma canção a mais e seria mais justo, mas a banda não pensa com lógica, pensa com a bunda ou com a merda da cabeça de baixo ao invés da maldita cabeça de cima na qual o seu cérebro era pra funcionar corretamente e ter alguma noção de crítica! Perdão pelas palavras sujas ditas aqui, mas sinceramente, tem que ser muito burro e sem personalidade para lançar isso.

Então veremos de maneira rápida os pontos negativos do EP (e algumas coisas a mais não citadas a cima): Letras frouxas, bobas, comuns e com mensagens relativamente parecidas geradas em tornos de relacionamentos, além claro das rimas pobres e comuns. Instrumental confuso e mistura muitas influências que no fim não levam a lugar nenhum (“Abra a Janela” é o maior exemplo, junto com a parte funkeada da faixa bônus, e não me refiro ao Funk Carioca) e linhas vocais banais, irritantes e semelhantes aos vocalistas DH e Pe Lanza, que tudo junto forma uma banda, que eu já disse muitas vezes, sem personalidade. O que há de bom aí? Alguns momentos bacanas, como a introdução de “Abra a Janela”, a parte com influência Funk em “Só Quero Você”, e o final de “5AM”. Apesar de muita porcaria, principalmente o péssimo uso da Eletrônica (aprendam com Foster The People e MGMT), tem seus bons momentos, mas que no fim, gera uma banda que é “Unbelieve”. Recomendado apenas se você for colorido ou tiver 12 anos, se bem que provavelmente você tem que ser os dois para gostar disso.

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Restart – Geração Z (2011)

Origem: Brasil
Gênero: Power Pop, Pop Punk, Pop Rock
Gravadora: Radar Records

A banda Restart, a banda nacional mais odiada e amada pelos adolescentes e pré-adolescentes, lança seu terceiro disco de estúdio, sendo o segundo de inéditas, sendo esse CD muito bem divulgado pela internet, diga-se de passagem. Geração Z, posterior a Geração Y, é o termo dado para quem tem entre 12 e 19 anos, nascidos na década de 90. É um bom nome de disco, e é possível fazer um ótimo conceito nele, o que não ocorre neste novo projeto.

O disco tem um pouco mais de 31 minutos de duração e começa com Menina Estranha. Faixa simples, com uma introdução de violão, musicalmente bonitinha, mas com uma letra ridícula, como essa parte, cantada pelo fraquíssimo (irei repetir essa palavra bastante) Pe Lu: “Ela já faz faculdade / E eu aqui aprendendo a dirigir / Nem sei se vou me formar” Preciso comentar mais alguma coisa sobre ela? Espero que não. O disco segue em frente com Vai e Volta, outra faixa com o violão em destaque, e acho que eu já escutei alguma música muito parecida com ela, mas não sei onde ouvi. A letra é tão ruim quanto Menina Estranha, mas não tem versos tão ridículos como na sua antecessora e mesmo soando genérica. Minha estrela é a terceira canção do disco e é mais uma faixa onde as guitarras ficam “descansando”. E já na terceira música a voz do Pe Lu soa menos irritante, mas mesmo assim dá vontade de matar ele com sua voz forçada de “menininho que quer ser fofinho”. Em Nosso Rock, quarta faixa de Geração Z, finalmente Koba e Pe Lu decidem plugar suas guitarras e fazerem uns riffs interessantes. Apesar de uma letra pobre e linhas vocais fraquíssimas de Pe Lu e o gritinho ridículo de Pe Lanza na metade dela, o destaques positivos da música ficam por conta do baterista Thomas e um curto solo de guitarra (provavelmente feito por Koba), porém bom, sem contar com uma ótima introdução. Pode ser considerada a melhor do disco. A Vida é uma Só é a próxima e Pe Lu, novamente, com sua voz irritante, canta sua introdução. Nada muito a declarar, a não ser que ela é a segunda pior música do disco.

A sexta faixa, Não Sei Quem Sou, começa bem rápida, e com Pe Lu cantando em seu começo, e pelo que eu percebi, Koba também canta, sendo fraco também, porém menos irritante que Pe Lu. A música tem uns riffs legais, mas é bem esquecível, tirando a parte que começa em 2:09 e 2:26. Temos agora um “reggae”, e nome desse “reggae” é Matemática. Tanto o nome dessa música como a sua música em si não tem nada que me lembre de reggae. Meus Segredos é a faixa posterior, é mistura a guitarra e o violão. É uma faixa legal e até põe um sorriso no rosto, depois de tanta coisa ruim nesse CD. Não é ruim, mas não é boa. A nona e penúltima faixa é Nunca Vai Ter Fim, que segundo Pe Lu, é uma “declaração de amor em forma de Country Rock pesado”. Preciso urgentemente rever meu conceito de “Country Rock pesado”. Meus Segredos soa até mais Country do que Nunca Vai Ter Fim, apesar de ambas terem influências Country. Para não dizer que não falei nada de bom dessa faixa, salvo o slap de baixo de Pe Lanza, que acredito ter sido acidental. O disco é encerrado com uma acústica, O Que Eu Quis, que sinceramente, é uma bela de uma porcaria. Letra nada pensante e madura, como afirma Pe Lu, e fraquíssimas linhas vocais de Pe Lu e Koba, encerrando de maneira péssima esse disco, sendo a pior música do CD.

Em seu novo disco, a Restart decepciona em inovar. Fazem músicas que qualquer banda Pop faria e suas letras, pobres e sem conteúdo, só ajudam a piorar a imagem da banda, que já é bem ruim. A banda precisa mandar Pe Lu ficar só nos backing vocals e deixar o Pe Lanza como vocalista principal, porque pelo menos o Pe Lanza não força uma voz ridícula como Pe Lu. O mesmo vale para Koba, tirando a parte sobre a voz forçada. Mas, apesar de tudo, Thomas é o cara mais talentoso do grupo, e merece elogios pela suas linhas de bateria, que apesar de não serem espetaculares, são boas o suficiente. E contrariando a banda, não houve amadurecimento, a única coisa que vemos aqui é uma banda que faz um trabalho extremamente Pop, com excessos de baladas, com intuito de fazer sucesso e ganhar dinheiro. Geração Z é superior ao 1° CD da banda? Sim, mas ainda tem muito que melhorar, a começar pelas letras e pelo vocalista, que deve ser o Pe Lanza.

Simple Plan – Get Your Heart On! (2011)

Origem: Canadá
Gênero: Pop Punk, Power Pop, Rock Alternativo
Gravadora: Lava, Atlantic

O quarto disco do quinteto canadense Simple Plan é o “Get Your Heart On!”, que foi produzido por Brian Howes. O disco possui onze faixas, e para ser bem honesto, eu não sou fã de Simple Plan, para deixar claro. Mas eu nunca parei para ouvir um disco inteiro deles e analisar por completo. Com o lançamento de “Get Your Heart On!”, acredito que seja uma boa escolha. Será que os caras do Simple Plan conseguiram mudar o som, ou mudar sua atitude neste disco?

A faixa inicial é You Suck At Love, é uma faixa empolgante. Não é aquela coisa mágica, mas não é ruim. Ela cativa o ouvinte. Em sua seguida vem Can’t Keep My Hands Off You, é animada, lembrando um Offspring feliz e outras bandas da Califórnia. Tem participação especial de Rivers Cuomo. Jet Lag é a próxima com participação de Natasha Bedingfield. A canção é legal, mas nada de especial. Você pode ouvir a mesma coisa de outras bandas da Califórnia, a única diferença é que o álbum é melhor produzido e tem participações especiais, como a gata da Natasha. Quarta faixa do disco é Astronaut. Uma intro simples e bonita com violão e vocal, e logo após isso, vem a banda fazer uma baladinha. Dá para ser considerada uma das melhores canções do disco. Após a balada, vem a música com um dos nomes mais idiotas que eu já li, Loser Of The Year. A quinta faixa do álbum é aquelas que, se você é fã da banda, vai fazer seu “balança-cabeça-igual-ao-metaleiro-do-meu-irmão”, pular e fazer bagunça no seu quarto. A faixa tem um momento balada, que pode até ser considerado desnecessário, acabando com o momento da faixa. Mas talvez esta seja a ideia, pois depois de você fazer seu “balança-cabeça-igual-ao-metaleiro-do-meu-irmão”, respira fundo, balança mais um pouco, e depois termina cansado.

A sexta música é a pop, extremamente pop, Anywhere Else But Here. Não consigo dizer nada positivo sobre ela. O mais próximo de positivo é que é grudenta, mas é uma música tão pobrinha e sem criatividade, que não deveria estar no disco. Freaking Me Out é a sétima faixa, com participação especial de Alex Gaskarth, e que introdução mais irritante! O timbre de Alex é incrível. Acredito que Alex poderia até participar de bandas de diversos gêneros, pois ela encaixou muito bem com o instrumental. Antes que digam alguma coisa, as músicas não tem muito destaques instrumentais. Os destaques são para alguns momentos de piano/teclado e o vocalista Pierre Bouvier. Não que ele seja um vocalista espetacular, mas o timbre dele encaixa perfeitamente com o instrumental, sem falar que tem uma voz bonita e excelente para o gênero pop, principalmente para adolescentes. Ele merece meu respeito. A oitava faixa é Summer Paradise, com participação de K’naan. Faixa bem diferenciada, e feliz, algo bem interessante e uma das mais cativantes do álbum, mas a participação de K’naan deixa a faixa estranha, acaba até estragando a música.

A nona canção é Gone Too Soon. É uma faixa bonita, mas nada de espetacular. Pode ser considerada a mais fraca do disco, e a partir dela há uma queda de qualidade do disco. A décima faixa faça é Last One Standing, é começa empolgante, e o vocalista Pierre canta com um fundo de teclado diferente. É interessante, mas o teclado acaba deixando a faixa um pouco irritante. O refrão empolga e gruda. Boa faixa, tirando o teclado. A última faixa é This Song Saved My Life, com participação das fãs do grupo canadense no final dela. É mais uma balada, encerrando o disco bem no estilo Hard Rock. É bonitinha, mas bobinha. A ideia das fãs cantarem é legal e interessante.

O disco pode ser dito como uma mudança do grupo. Simple Plan é conhecido como emo, bem, nesse disco, nem mesmo as letras estão tão emos. Elas estão felizes, e bobas. Você não precisa ter um conhecimento enorme da língua Inglesa para saber que as letras são bobinhas. O que se pode se dizer sobre o Simple Plan, após o “Get Your Heart On!”, é que agora virou uma banda de “happy rock”. É um som feliz, e possui os mesmos elementos do tal gênero. A única diferença é ele ser muito bem produzido. Mas isso não tira a qualidade geral do disco, que pode ser considerado bom até por quem não gosta da banda, por ser algo feliz, cativante e empolgante. Fãs do grupo irão adorar as músicas.