Muse – The 2nd Law (2012)

Origem: Inglaterra
Gêneros: Rock Alternativo, Pós-Prog, Eletrônica, Rock Sinfônico
Gravadoras: Warner Bros., Helium 3

Não é a primeira vez que o Muse aparece por aqui. Quando eu fiz a resenha de Black Holes & Revelation (você pode conferir aqui), eu disse que a banda construiu uma atmosfera muito interessante e poderosa com a música “Take A Bow” e destruiu tudo que ela criou com as outras faixas. Será que a banda de Matthew Bellamy (vocalista principal, pianista, tecladista e guitarrista), Christopher Wolstenholme (baixista e vocalista secundário, cantando em duas canções) e Dominic Howard (baterista e percussionista) cometem este mesmo erro? Não, não cometem o mesmo erro. Eles cometem um erro ainda pior, que a Fresno cometeu no disco Revanche: tentar agradar a todos, tentando soar o mais variável possível, resultando é um tornado de confusão atmosférica e de gêneros. Este disco vai desde Rock Alternativo até música eletrônica, que vai até Jazz/Funk, que vai até Dubstep, que vai até Rock Sinfônico… Parece que a banda não sabe para onde quer ir com o tanto que eles conhecem e sabem tocar. A banda é composta por excelentes músicos, mas que não tem direção alguma para o que fazer com tanto talento.

O mais irritante deste disco (além da sonoridade que a banda não saber quem quer atingir com sua música) é que após o tema das Olimpíadas (“Survival”), a quinta faixa, ele decaí de qualidade de uma forma tão gigantesca que ele só volta a ser interessante em “The 2nd Law: Unsustainable” (a 12º faixa, em um álbum de treze!), é o motivo disso é porque você tem Dubstep feitos com instrumentos de verdade, ou como eu gosto de chamar, DUBSTEP EM ESTEROIDES!!! Eu não estou brincando. Você é capaz de fazer “headbangues” no momento Dubstep da música. Mas ela não é boa. Mesmo tendo um “build-up” gigantesco e desnecessariamente épica, a banda tenta por essa ideia do Dubstep no álbum, que no fim das contas fica solta, como tantas outras ideias que por acaso são inúteis. Aliás, apenas a cinco primeiro canções são boas, ou pelo menos valem a pena ouvi-las, sejam elas por serem simplesmente grudentas, Pop, “épicas” ou um tema de um filme no estilo 007 que nunca existiu (escute a estranha faixa de abertura “Supremacy” e perceba como faz sentido o que eu disse). Destaco “Panic Station” e futuramente deverá ser um single, por ser uma música bem dançante, pop e grudenta. Já as outras faixas, como as cantadas por Christopher (“Save Me” e “Liquid State” – que por acaso tem uma terrível produção nos vocais em ambas as faixas, além de serem melosas demais) e entre outras, tem ideias (algumas muito boas) que não levam a lugar nenhum, ou pelo menos fracas demais para desenvolver uma música inteira, sendo o maior exemplo a faixa de encerramento, “The 2nd Law: Isolated System”, onde temos cinco minutos de uma melodia bonitinha, mas que não leva a lugar nenhum e não pretende chegar a lugar nenhum. Um final esquecível, fraco e ruim. E o que falar da horrorosa “Follow Me”? É o Muse fazendo música eletrônica genérica e incrivelmente irritante!

No fim das contas, The 2nd Law pode ser considerado o pior disco do Muse. Sem sombra de dúvidas o pior de uma discografia de seis discos. Alguns acham que The Resistance foi uma desgraça gigantesca quando foi lançado em 2009. Mas eles não esperavam The 2nd Law. Com junções de ideias e músicas que juntas não tem nada em comum a não ser os autores das músicas, Muse fracassa em níveis espaciais com um disco decepcionante. E ele poderia ser muito melhor, se decidisse seu público alvo e qual a sonoridade iriam escolher (ou muito pior caso escolhessem música eletrônica – exemplo disso é “Follow Me”), mas eles querem agradar a todos, e apesar de começarem bem, eles falham com músicas dispensáveis, esquecíveis e entediantes. Muse, uma banda conhecida por fazer músicas memoráveis e bombásticas lança um disco com várias músicas fazendo exatamente o oposto. É o clássico exemplo: bons músicos nem sempre fazem boas músicas.

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Track 1: “Carry On”, por Avenged Sevenfold

O que podemos dizer sobre a nova música do Avenged Sevenfold, “Carry On”, feita para o jogo Call Of Duty: Black Ops II? Diferente da até boazinha “Not Ready To Die”, feita para a primeira versão de Black Ops, essa nova música, já na primeira vez, consegue soar tão ruim, mas tão ruim, que assim que terminou, meus tímpanos estavam implorando por misericórdia. Mas o que eu fiz? Resolvi ouvir de novo, talvez eu esteja pré-julgando, talvez seja melhor do que eu pensei na primeira vez. Não era. A música continuou horrorosa. Como eles conseguiram ouvir essa música e pensar “essa nossa nova música é ótima!”? Como?

Em um pequeno resumo, “Carry On” (não preciso nem ler a letra para saber do que se trata, de tão clichê e óbvio o título da música) é como se fosse reproduzida por uma versão Metal do Restart (para alguns é o próprio Avenged Sevenfold, mas isto não vem ao caso), querendo emular os lendários grupos Iron Maiden e Metallica ao mesmo tempo, com uma versão tão-ruim-quanto-mas-com-mais-emoção de Axl Rose como vocalista. O resultado é um fracasso metaleiro. Desde as guitarras plastificadas e seus riffs extremamente irritantes até uma bateria comum (qual a banda em sã consciência que não seja o Dream Theater despacha Mike Portnoy?) esta canção falha. Desde os terríveis timbres escolhidos até aos vocais, que estranhamente soam “sem alma”, esta canção falha. Não consigo pensar em nada positivo sobre “Carry On”. Nada. Talvez a mensagem positiva da letra? Se não fosse tão óbvia no título, talvez sim, talvez não. Mas a banda não passa a emoção e uma boa letra para um tema onde a emoção é o fator principal, algo que o Angra fez muito bem com uma música de mesmo nome (e eu nem gosto dela e admito que ela passa a emoção necessária).

Tinha um tempo que eu gostava desta banda e de sua música, e alguma de suas músicas continuam boas, mesmo depois de tanto tempo. Mas, mesmo no auge do meu gosto pelo grupo, eu dificilmente iria gostar de “Carry On”, por, além de soar tão genérica, ser horrível. Eu nunca achei que a banda chegaria a este ponto. Para o gênero Metal, Rock, ou qualquer coisa que você queira classificar a banda, “Carry On” está no meu topo de pior música do ano. Talvez os fãs mais fiéis e novos do grupo iram adorar está música. Se você quer dar uma chance ao grupo, esta música não é a certa para começar.

Linkin Park – Living Things (2012)


Origem:
Estados Unidos
Gêneros: Rock Alternativo, Rock Eletrônico, Rap Rock
Gravadoras: Warner Bros.

Ah, Linkin Park, uma de minhas bandas favoritas e que por coincidência já apareceu três vezes aqui no I&W, lançou um album novo recentemente. E quando digo recentemente é literalmente, pois o álbum foi lançado ontem e já temos uma review dele aqui, uma salva de palmas para o Images & Words! Enfim, eu esperei por alguns meses para ouvir o album, sem nem ouvir os singles que lançaram antes do álbum. Meus caros amigos, eu tive um pequeno déjà vu a ouvir o Living Things, e para entender mais o porquê disso, sigam-me os bons.

O álbum inicia com Lost in the Echo, a música já começa com um toque bem eletrônico, misturando as guitarras de rock com as batidas eletrônicas, formando uma boa música, assim como a próxima faixa: “In My Remains”. Agora temos a primeira música lançada antes do álbum, “Burn It Down”, que estourou pouco depois de ser lançada. A música lembra o sucesso “Breaking the Habit”, do segundo álbum da banda, Meteora. Começa então “Lies Greed Misery”, essa sim, bem mais eletrônica que as anteriores, que conta com os famosos gritos de Chester, misturando os vocais de Metal com a batida eletrônica, causando um impacto diferente e bem agradável.

“I’ll Be Gone” é a próxima, que entra no estilo Rock Alternativo, com uma ótima letra e ótima composição é uma das melhores do álbum. Seguida por “Castle of Glass”, que é calma e com toques eletrônicos, não tão boa quanto as outras, mas boa. Então temos “Victimized”, a melhor do álbum que tem a curta duração como seu único defeito. A música é pesada, entrando no estilo Nu Metal, contando com os berros de Chester novamente, muito boa, infelizmente a sensação do “antigo Linkin Park” dura por apenas 01:47. Então temos “Roads Untraveled”, que lembra músicas natalinas e é calma, mas infelizmente, não me agradou muito, já que ficou meio “estranha” pelo seu “clima natalino”. Logo temos “Skin to Bone” que é BEM eletrônica, que conta até com vocais adaptados para a música, mas também não me agradou. Voltei a me agradar com o toque de Rap Rock do CD com a faixa “Until It Breaks”, que lembra o grupo de Hip-Hop de Mike Shinoda, que por acaso assume os vocais dessa música, o Fort Minor. Essa faixa também me lembrou os antigos tempos de Linkin Park.

Agora temos “Tinfoil”, um instrumental eletrônico que está ali com a função de “abrir a faixa final”, que é “Powerless”. A música tem uma letra que se encaixa perfeitamente para aquelas situações de um amor não correspondido, a música é bem calma e com toques eletrônicos. Ela é muito boa, e fecha o CD de modo agradável. Minha singela opinião é que aqui temos um déjà vu dos últimos trabalhos da banda, os CDs Minutes to Midnight e A Thousand Suns, que agradam bastante no início e acabam estragando no meio, e fecham de uma forma aceitável. Mas podemos notar que desde o último trabalho da banda, A Thousand Suns, o grupo evoluiu bastante. O atual estilo da banda não é ruim, entretanto, tenho esperanças de que voltem ao seu melhor estilo um dia: o Nu Metal.

Muse – Black Holes & Revelations (2006)

Origem: Inglaterra
Gêneros: Rock Alternativo, Pós-Prog, Rock Espacial
Gravadoras: Helium 3, Warner Bros.

Muse. Uma banda muito popular na última década (e continua sendo), seja por suas músicas de ótima qualidade ou por ter relação na trilha sonora de uma das piores sagas cinematográficas da história, conhecida por nós como A Saga Crepúsculo. A banda é composta por Christopher Wolstenholme (baixista e vocal de apoio), Dominic Howard (baterista e percussionista) e pelo cérebro Thom Yorke… Perdoe-me, Matthew Bellamy (vocalista, pianista, tecladista e guitarrista), que possui um timbre e uma forte influência do vocalista do Radiohead. Black Holes & Revelations é o quarto disco da banda e para alguns fãs este é o melhor álbum já lançado pela banda. Eu discordo. E entendam o porque.

Esse disco é o exemplo perfeito de como iniciar o álbum com uma atmosfera sensacional e obscura, e nas músicas posteriores você destruir tudo que a primeira faixa criou, seja liricamente, instrumentalmente, atmosfericamente… Mas ainda sim continuar sendo um bom álbum feito por uma boa banda, mas que no fim ele apenas não tem nexo, tendo momentos Pop, Hard Rock e outros quase Metal. Matthew Bellamy e companhia erraram ao iniciar com “Take a Bow”, justamente por ser uma música tão forte e por ter criado uma grande expectativa do álbum, principalmente pelo seu encerramento, e você se deparar com “Starlight” e em seguida “Supermassive Black Hole”, as expectativas de um disco “apocalíptico” ou “obscuro” foram devastadas. São boas canções? Sim. O problema é “Take a Bow”, que está no disco errado. Até a mais pesada “Assassin” acaba encaixando de uma certa forma no contexto do disco. No álbum posterior, “The Resistance”, e no anterior, “Absolution”, o grupo britânico não cometeu este erro.

Black Holes & Revelations é um bom disco, com músicas grudentas e que você vai ficar com elas na sua cabeça. O seu lado Pop as vezes chega a ser “fofo”, outrora chega a ser melódico e triste, e claro, tem aquela coisa teatral que me encanta nesse trio britânico, como “Hoodoo” e a épica “Knights Of Cydonia”, e a banda começa a envolver em suas letras temas políticos, seja espacial ou mais humanizado, como a música de abertura, “Assassin” e “Exo-Politics”. Muse tem trabalhos melhores na minha opinião, como The Resistance de 2009, mas não é motivo para você deixar de escutar este trabalho. Mas só não se iluda com o que “Take A Bow” trará, pois depois dela poderá vir algumas decepções. Recomendado aos fãs do grupo e quem quer conhecer a banda.

Linkin Park – A Thousand Suns (2010)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Rock Industrial, Rock Experimental, Rap Rock
Gravadora: Warner Bros.

Tá, A Thousand Suns não é um álbum de new metal e não era o som que o Linkin Park estava acostumado a fazer, isso todos mesmo os que não acompanham a banda sabem (meu caso). Vamos apenas analisar o A Thousand Suns, e não a vida passada da banda. Nesse último lançamento até então, a banda decide seguir um novo caminho, saindo da mesmisse, se o resultado foi bom ou ruim, vamos tentar saber agora.

Aqui os caras fizeram um trabalho arriscado, já que não tinha feito nada parecido com isso antes, temos o exemplo do Pain Of Salvation e seu EP Linoleum, aonde é apenas um “rascunho” para o que foi Road Salt One, e melhorado em Road Salt Two, já nesse caso não teve rascunhos, não visíveis, mas um grande ponto positivo para o Linkin Park foi que junto com eles estava Rick Rubin, o famoso produtor, adorado por muitos, odiados por muitos outros. Em A Thousand Suns, a banda se jogou para o lado pop, prova disso é a dedicação que teve em fazer sons de fundo, substituindo o peso do metal. E nesses sons foi um dos pontos que a banda mais se arriscou, o disco está cheio de introduções, já começa com duas seguidas. Ficaram bacanas e bem feitas, nada que o U2 não tenha feito em No Line On The Horizon em 2009, um ano antes de A Thousand Suns, mas a comparação seria um pouco injusta, considerando o tanto de tempo na estrada que o U2 está fazendo este tipo de som.

As canções na sua maioria são baladas aonde temos um Chester “xoxo” e murcho, e algumas aonde Shinoda tenta ser o rapper badass do pedaço, grande exemplo é ‘When They Come For Me’. Na parte das baladas, elas são regulares para boas, sendo a melhor a última faixa do disco, ‘The Messenger’, aonde Chester manda uns vocais rasgados interessantes. E na parte de Shinoda soa até esquisito e genérico, a fusão de U2 com Kanye West não deu lá muito certo. Temos também a parte mais agitada e lembrando o antigo Linkin Park, com ‘Blackout” e ‘Wretches And Kings’, mas depois disso parece que a banda entrou em depressão outra vez e manda a progressão para a lata de lixo. É um disco que cansa o ouvinte, soa repetitivo e não dá “gosto” de ouvir, a não ser que você force a audição uma quarta ou quinta vez, ai você pode se indentificar melhor com o CD, e entender melhor ele, mas nesse arriscado lançamento do Linkin Park, mesmo tendo sons legais e bons momentos, também tem vocalistas brochantes e músicas esquecíveis.

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Metallica – Death Magnetic (2008)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Thrash Metal, Heavy Metal
Gravadoras: Vertigo, Warner Bros

Death Magnetic, até o momento o último álbum de estúdio do Metallica, e este disco teve a difícil missão de suceder o “experimental” St. Anger. Os fãs esperavam, eu imagino, que fosse um álbum bom, nada do tamanho de um Ride The Lightning, mas que voltassem a ter um thrash metal sólido como nos seus cinco primeiros álbuns. Bom, vamos conferir o que o Metallica preparou nessa sua volta.

E quando ouvimos o CD, dá para perceber que o grupo voltou a fazer boa música (nada contra os fãs do St. Anger), o que era de se esperar, já que são músicos talentosos. Mas ainda peca no meu ver nas extensas faixas, que parece mais encheção de línguiça. Tirando esse fato que pode fazer você ficar com sono se não for um viciado por Metallica, o álbum está bem interessante. Começamos com That Was Just Your Life, que começa bem o CD, refrão empolgante. E as faixas são todas nesse nível, são boas músicas, que a maioria peca no mesmo ponto, mas continuam sendo boas músicas. The End Of The Line tem uma parte bem legal, mais para o final da faixa, quando as coisas se acalma, e James vai aumentando seu tom, e junto com todos a música cresce outra vez, é algo bem manjado, mas fazer o que, eu adoro essas passagens de “me engana que eu gosto”. Broken, Beat & Scarred apesar de ser uma das que eu menos gostei, também é uma boa canção, na média vamos dizer, prefiro duas músicas do Beyond Magnetic que poderiam está no lugar desta terceira faixa, mas enfim, não deixa de ser uma boa canção.

The Day Never Comes é algo mais no estilo One, e você já deve ter ouvido, pois ela se tornou bem famosa, tendo vídeo-clípe e etc. É um dos destaques do disco, com James cantando horrores. Mas por outro lado, ela parece algo “reciclado”, lembrando muito a já falada One, vide as metralhadas de Lars e o solo de Kirk. All Nightmare Long é uma das minhas preferidas, e possuí um ótimo refrão. Refrão que fez eu gostar tanto dela, porque nas primeiras audições se fosse depender da música completa, que tem quase oito minutos, eu ficaria até com preguiça de a ouvir novamente (eu sabendo que o Metallica não inova nessas canções compridas), mas vale a pena, o instrumental está legal, e grande solo de Kirk, outra passagem no mesmo estilo de The End Of The Line e o refrão volta mais agressivo, uma das melhores do disco em minha opinião. Cyanide e Judas Kiss são duas músicas legais, no mesmo estilo das anteriores (em exceção The Day That Never Comes), ou você gosta das duas (e do álbum inteiro), ou não gosta, não tem muito o que forçar. A décima e última faixa é My Apocalypse, a mais curta com seus cinco minutos, e a mais thrash também, um pouquinho mais para o lado thrash na verdade, pois segue no estilo das anteriores, mas é esse peso/clima que faz ela ser boa e/ou ter até um charme extra do que das outras, bom, pelo menos foi assim comigo, boa música.

My Apocalypse mesmo sendo uma das que eu mais gostei, não deveria terminar o CD, tinhamos duas grandes opções, a primeira é The Unforgiven III, a minha favorita do disco. Ela não segue o jeito que era as duas primeiras Unforgiven. Essa continuação começa diferente, com um piano melódico e violoncelo no fundo. Talvez quando James canta, o clima lembre um pouco alguma das duas Unforgiven anteriores, mas é só isso, essa é completamente diferente, e o que faz ser a minha favorita das três. James coloca sentimento antes do solo de Kirk “Forgive Me – Forgive Me Now”, faixa espetacular, a que devia encerrar a audição de Death Magnetic para mim, mas ainda tinhamos uma outra grande opção. Suicide & Redemption é uma faixa instrumental, e muito bem feita. Ela possuí momentos melódicos, mas o peso e agitamento também está presente, depois dos seis minutos de duração Kirk nos mostra isso. Ela tem aquele típico final que a canção vai diminuindo, “desaparecendo”, outro ponto manjado que eu gosto bastante, uma das melhores do álbum, se não a melhor.

Death Magnetic, é um bom álbum, algo na média e que dá para se divertir ouvindo, para mim o Metallica ainda pode fazer algo melhor do que foi este, mas comparando com o St. Anger, podemos dizer que o Metallica era aquela gordinha da sala que sempre é zoada, e que agora virou aquela recente mulher atraente que fez bastante academia e conseguiu ficar interessante outra vez.

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Linkin Park – Meteora (2003)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Nu Metal, Rap Metal, Rock Alternativo
Gravadora: Warner Bros.

Após o grandioso sucesso comercial de Hybrid Theory, de 2000, o Linkin Park, banda composta por Chester Bennington (Vocal), Mike Shinoda (Vocal, Guitarra e Teclado) Joe Hahn (Samplers), Phoenix Farrell (Baixo), Brad Delson (Guitarra) e Rob Bourdon (Bateria e Percussão), tinham por objetivo superar um disco aclamado, ou pelo menos conseguir manter no mesmo nível. E foi o que aconteceu. O Linkin Park nos apresenta uma sonoridade similar de seu antecessor que facilmente agradou os fãs do grupo e manteve o sucesso. A banda não correu riscos e fez o que achou certo.

As diferenças mais notáveis são a diminuição do uso do Rap nas canções. Enquanto no primeiro disco, até nas canções mais pesadas havíamos Mike Shinoda dando suas linhas vocais participativas, ele é mais passivo aqui, deixando mais espaço para Chester berrar e cantar. As músicas aqui emendam umas nas outras, como se fossem uma só, dividas em 13 faixas com quase 37 minutos de duração, mas só parece, não se iluda, sem falar que dessas 13 canções, 6 faixas foram lançadas como single. Aqui temos canções mais pesadas como “Hit The Floor” e “Don’t Stay”, que antes de começar é introduzida pela primeira faixa, de 14 segundos, “Foreword”, outras mais próximas de serem calmas, como a faixa de encerramento “Numb” (que aliás é o melhor encerramento de álbum que a banda já fez) e “Breaking The Habit”, minha canção favorita do grupo.

Temos, claro, outras canções que não agradam tanto, como “Easier To Run”, que já começa com o refrão, após uma pequena introdução. Não me agrada canções diretas assim, sem mistério algum. “Session” é quase equivalente de “Cure For The Itch”, porém não chega a ser uma piada, mas é bem experimental, ainda mais por ser instrumental. Um dos grandes hits, “Faint”, nunca me agradou, até mesmo na primeira vez que eu escutei na MTV em 2003. Agora eu acho uma boa canção, mas ainda sim não me impressiona nem um pouco. Não sei dizer um motivo que deixe claro meu desgosto. Outras faixas, como “Somewhere I Belong”, “Lying From You”, “Figure.09” e entre outras canções continuam aquilo feito no primeiro disco com um pouco mais peso e menos Rap, que continua presente.

Se você gostou de Hybrid Theory, igualmente gostará de Meteora, a não ser que espere que a banda arrisque fortemente, como o Dream Theater fez em Awake, após lançar o seu disco com maior sucesso comercial, Images & Words. Aquele som explosivo não é mais impressionante. O que encanta mesmo são canções como “Breaking The Habit” e “Numb” que acabam com aquele jeito forçado nos gritos de Chester que não chegam a soar raivosos como em 2000, e no fim acabam mostrando uma banda que mais versátil do que aparenta ser. E isso é visível nos próximos lançamentos, como A Thousand Suns e Minutes To Midnight. Para encerrar, Meteora é recomendado aos fãs de Hybrid Theory e do gênero.