The Strokes – Is This It (2001)

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Origem: E.U.A.
Gêneros: Garage Revival, Rock Alternativo, Indie Rock
Gravadora: RCA

Sim, The Strokes, os tão aclamados (outrora criticados) “salvadores do rock”. O Ano é 2001, após a virada de década, a música vinha tomando outra forma, muita coisa nova vinha surgindo e outras se renovando, porém, faltava divulgação. A Internet estava se tornando popular nos países mais desenvolvidos, enquanto em outros ainda era um sonho distante ou simplesmente um luxo. Rádios quase nunca saem do que geralmente veiculam, por terem na maioria das vezes um público alvo fixo. Já na TV, temos um símbolo, heroína ou vilã, ela sempre esteve lá, e se chama MTV. Desde a queda de popularidade do movimento grunge, esta começou a dar atenção a novas tendências e material que vendesse mais (afinal, essa é a lógica do capitalismo). Deixando cada vez mais o rock de lado.

Em meio a tantos clichês como: “O rock morreu” e “Música nova não presta”, o movimento que trouxe o gênero (de modo bem abrangente) de volta aos meios midiáticos estava em plena expansão. Alguns eram classificados como Indies, já outros tinham uma pegada Garage Rock setentista e alguns outros faziam um som com o estilo do rock alternativo dos anos 90. O The Strokes de certa forma incorporou todos os citados anteriormente a sua sonoridade.

Uma das cenas locais de grande repercussão desse movimento foi a de Nova Iorque, cidade natal do The Strokes e que teve um papel muito importante em Is This It, pois a grande inspiração para o conceito das letras do álbum foi a vida na “metrópole”, uma vez que o próprio Casablancas admitiu que grande parte do que está nu álbum, ele vivenciou ou viu ao longo de sua vida.

A primeira faixa do disco possui o mesmo nome do álbum e é uma balada, inicialmente pode enganar o ouvinte, embora tenha qualidade. A música seguinte é “The Modern Age”, uma ótima música. Em “Soma”, pode se notar que o ar de simplicidade se repete novamente, porém muita energia, essa que por sua vez é o grande trunfo de “Barely Legal”, talvez a melhor do álbum, os vocais rasgados de Casablancas e guitarra muito bem tocada de Albert Hammond Jr. mostram do que uma boa composição é capaz, mesmo que não seja coberta de técnica e virtuosismo.

A faixa de n°5 é a dançante “Someday”, um dos três singles retirados do álbum possui um refrão grudento e capaz de levantar qualquer um. “Alone,Together” é uma música fácil de ser esquecida, não pela falta de qualidade, mas pela falta de uma marca registrada como as demais. Daí em diante, o disco decola, emendando “Hard to Explain”, outro single com refrão poderosíssimo, a incrível “Last Nite”, uma das músicas de maior sucesso da banda, onde mais uma vez a guitarra é o grande diferencial, trazendo uma vibe vintage. A faixa 9 gerou polêmica, pois inicialmente seria New York City Cops, mas devido aos atentados terroristas (MUITO mal explicados) ocorridos ao WTC, foi censurada. O Motivo, um refrão onde Julian canta:

“New York City cops
New York City cops

New York City cops
They ain’t too smart”

Uma pena, pois quando eu disse que “Barely Legal” era possívelmente uma das melhores do álbum, é porquê “New York City Cops” faz uma disputa acirrada para decidir a melhor faixa. O resultado disso tudo? A faixa foi trocada no lançamento americano por “When It Started”, uma música que deixa a desejar. Inclusive, além do selo de “Parental Advisory”, a capa do disco tampem sofreu censura nos E.U.A e foi trocado por essa aqui. “Trying Your Luck” é um pouco calma em relação as outras, logo após vem “Take It Or Leave It” pra fechar com chave de ouro essa obra prima.

O legal desse disco é que por mais moderno que ele possa soar, ele trás a essência do rock em si, como instrumentos não tão “limpos”, vocais rasgados e melodias simples e dançantes. Se a qualidade do The Strokes caiu ao longo de sua carreira, pouco importa, esse disco comprova que no início da década passada eles não foram uma simples banda hypeada e fizeram por merecer a atenção que receberam da mídia. É simples, direto, bem produzido e existe uma grande chance de você querer escutar muitas vezes. O único defeito existente no material é a ausência de “New York City Cops” na versão americana. As letras de modo geral são boas, falam sobre o cotidiano, amor e afins,  mas algumas são bem fracas. Embora seja o espírito do bom e velho rock simples e contagiante, algumas são realmente bem fraquinhas e você pode até demorar a encontrar um sentido concreto por trás daquilo tudo. De resto, é ótimo. Um dos melhores da década passada e um marco pro gênero.

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