Blink-182 – Dogs Eating Dogs (2012)

Dogs Eating Dogs

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Pop-Punk
Gravadora: Independente

O blink-182, uma das principais, senão a principal precursora do pop-punk no mundo voltou com todo gás após lançar o álbum Neighborhoods, em 2011, o qual você pode ler a resenha aqui, porém desta vez com um EP de natal (que não tem muito a ver com natal) independente, com a produção de Mark Hoppus, Tom DeLonge e Travis Barker.

O EP começa com a canção “When I Was Young”, que é com certeza a melhor canção do álbum. Ela começa com uma falsa impressão de calmaria na sua introdução, porém logo podemos perceber a velocidade e a leve agressividade na música, que conta com um dueto de Mark e Tom, que por sinal, essa é uma música que temos os melhores vocais de Tom DeLonge em algum tempo. É uma música fácil de digerir e ela consegue ficar na sua cabeça. Temos nela uma leve lembrança de Angels & Airwaves, banda liderada por Tom. Logo após temos a música mais agressiva e raivosa do EP, coisa que faltou no Neighborhoods. “Dogs Eating Dogs”, música que nomeia o EP, lembra bastante o som do +44, projeto tocado por Mark e Travis. É um boa música, mas não tem nada demais nela que a faça se destacar.

Em seguida, temos “Disaster”, música mais lenta e com uma leve, levíssima pegada psicodélica, e nele percebe-se também bastante  influência do estilo de Tom no Angels & Airwaves. A letra é bastante boba e melosa, mas dá pra se entusiasmar com ela, mas assim como Dogs Eating Dogs, não tem nada demais. “Boxing Day” é uma música com uma pegada mais de balada, com um leve ar de folk devido a base inteira da música ser feita com violões de Tom e Mark. A música tinha tudo para ser excelente, mas a voz de Tom não combinou com o estilo e o som, seria melhor se o Mark assumisse a parte vocal totalmente nesta canção.

“Pretty Little Girl” finaliza o EP pra alguns muito bem, e para outros muito mal. É a canção mais polêmica do álbum, devido a influência de Travis Barker, que está tentando trazer um pouco de rap para o Blink, e com isso ele levou com ele o rapper Yelawolf, a qual tem um projeto em particular para fazer uma participação de quase 40 segundos na música. São 38 segundo de uma coisa totalmente indiferente, que nem fede nem cheira, não muda nada, porém quem não gosta de rap com certeza não gostará disso. O reto da música traz um sensação de new-wave na letra, com o baixo e a bateria trabalhando forte na música, acompanhando o bom vocal de Tom DeLonge.

Parafraseando Scott Heisel da revista americana “Alternative Press”, tomando em consideração o quanto era impossível que o blink-182 se juntasse novamente algum dia, o fato de que a banda superou suas diferenças e lançaram um álbum completo e um EP já é espetacular. O EP teve diversas falhas, mas não é algo ruim, é algo regular, e se em pouco tempo e pela primeira vez gravando “sozinhos”, ele fizeram algo regular/bom, quando eles se trancarem no estúdio para gravar um novo CD com tempo e com vontade, o trio californiano pode fazer algo espetacular.

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Stuck In Your Radio – Stuck In Your Radio EP (2012)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Pop Rock, Pop Punk
Gravadora: Independente

O que você acha de bandas como Blink-182, Paramore, entre tantas outras deste gênero, da maneira mais ampla possível, não pegando apenas uma época da banda (caso do Blink-182)? Honestamente, acho elas em boa parte uma tremenda porcaria, seja musicalmente, seja liricamente. Não tem nada que me faça me aprofundar no som que eles fazem. É tudo raso e o peso é plastificado, sempre tentando soar o mais grudento possível, e também soar nada ofensivo, para atrair até os mais moralistas. Stuck In Your Radio, banda de Edwin Cardona, mais conhecido como SlyFox em seu popular canal do YouTube (possuindo contrato com a Machinima), onde o mesmo joga diversos jogos (clique aqui para conferir), tem uma banda justamente neste estilo.

Músicas fracas, que entram na sua cabeça e não saem de lá cedo. Esse EP é composto apenas por este tipo de música. E possui raros bons momentos, mas são raros. Tudo é para soar alegre e positivo, até mesmo na única balada, “Never Say Goodbye”, que é a mais esquecível, dando um final fraquíssimo ao EP (mais fraco do que já é). A intenção da banda é fazer esse tipo de som, mas fazem de uma maneira tão enfadonha e tão tosca que dá até nojo de ouvir. SlyFox até se esforça ao cantar, mas sua voz durante boa parte do EP é cheia de autotune, soando algo irritante e péssimo. E a banda não é nada convincente. O único membro que tem potencial é o baixista, também dono de um canal de jogos no YouTube (confira aqui) e o que trás os melhores momentos para as canções (que como disse, são raros). Recomendações? Se você gosta do gênero, certamente gostará, senão gosta, passe muito longe, para seu próprio bem.

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Blink-182 – Neighborhoods (2011)

Origem: Estados Unidos
Gênero: Pop Punk
Gravadora: DGC, Interscope

Após um longo hiato de seis anos, o blink-182 retorna com um cd de canções inéditas. A banda criada em 1992 pelos amigos Tom DeLonge  e Mark Hoppus lança seu sexto álbum, e vamos à análise. Antes de tudo, gostaria de falar que este CD começou a ser produzido em meados de 2009, ano que a banda anunciou que estaria de volta com o novo álbum no quinquagésimo primeiro Grammy Awards, o que levou os fãs do blink à loucura.

Começamos o CD com “Ghost On The Dance Floor”, que tem uma batida muito boa, além de sua letra introduzir a evolução literal do grupo, que pode ser explicitamente notada ao longo do disco. Logo após temos a faixa “Natives”, uma das minha favoritas nesse CD. Ele tem uma batida contagiante, e o revezamento no refrão da música entre o Mark e o Tom é bastante notável, além de ficar na cabeça por horas. Logo após temos o primeiro single do álbum, “Up All Night”. A melodia em si é bastante legal, assim como a voz do Tom, porém a letra ficou meio fraca e repetitiva, mas mesmo assim é viciante, não desgruda da mente.

Depois do primeiro single, já temos o segundo. “After Midnight” é mais calma do quê as outra, porém é uma das melhores faixas do CD. Letra, melodia e a batida da música se harmonizam perfeitamente, e mais uma vez Mark Hoppus aparece no refrão dessa música, afinal a voz de Tom é boa, mas é, digamos que um pouco enjoativa. Logo após temos “Snake Charmer”, uma música razoável, bastante calma também, mas dessa vez não temos a participação de Mark nos vocais, o que a torna um pouco enjoativa.

Em seguida temos “Heart’s All Gone Interlude”, que é um intervalo entre as faixas, e ele também pode ser considerado como uma introdução a próxima canção, “Heart’s All Gone”. Esta música nos lembra um pouco mais o blink-182 de antigamente, porém com uma pitada da evolução do blink. Temos uma batida mais rápida, uma letra brincalhona, mas sem perder o lado sério. O interessante nesta música é que temos o Mark fazendo um belo solo de baixo, algo não tão comum na música atual.

Em seguida temos uma sequência de três músicas que podemos analisar de uma maneira geral. “Wishing Well”, “Kaleidoscope” e “This is Home” são músicas razoáveis, que tem o refrão e a melodia de fácil associação, além de serem músicas chicletes, que ficam na cabeça, mas nem por isso deixam de ser boas. “MH 4.18.2011″ é uma das faixas mais interessantes do álbum e uma das minhas preferidas. Mark tem um talento imenso para fazer músicas viciantes, com refrões fáceis e batida sensacional, além da voz do Tom ajudar muito, pois a voz dele fica na sua cabeça. “Love is Dangerous”, “Fighting the Gravity” e “Even If She Falls” são faixas mais experimentais, que tem letra e melodia nunca usadas pelo grupo, o que leva os fãs à estranharem um pouco, mas foi um belo jeito de fechar o CD.

Mark, Tom e Travis fizeram um excelente trabalho, principalmente para quem passou quase dez anos sem um CD de inéditas. É um álbum que pode agradar todos os gostos musicais, e é muito divertido de se ouvir. O blink-182 nunca foi uma banda de vocais guturais ou solos sensacionais de guitarra, porém o conjunto da obra, ainda mais com a excelente bateria do Travis Barker, faz um blink ser uma banda muito boa, com o último CD muito consistente.

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Escape The Fate – This War Is Ours (2008)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Pós-Hardcore, Pop Punk, Metal Alternativo, Hard Rock, Screamo
Gravadora: Epitaph

Em seu segundo disco de estúdio, Escape The Fate lança um disco não muito pesado e não muito melódico, segundo o baixista e também vocal de apoio Max Green. A banda composta por Bryan Money (guitarrista, tecladista e vocais de apoio), Robert Ortiz (baterista, percussionista e vocais de apoio) e pelo vocalista novato Craig Mabbitt (que substituiu Ronnie Radke, que cantou no primeiro álbum da banda, Dying Is Your Latest Fashion, e agora é atual vocalista e fundador da banda Falling In Reverse), faz parte de um novo movimento na cena “metálica” mundial junto com outros grupos como Black Veil Brides e outros mais antigos e nem tão antigos, que seria aquelas garotos com jeitinho emo mais que quando pegam no microfone dão gritos, berros e gemidos praticamente inaudíveis o que querem dizer, influenciado por bandas como Linkin Park (sim) e outras mais extremas como o lendário Pantera e outras de Metalcore, uma das origens do grupo. Estranhamente esse disco nem tem muito disso.

Começa com “We Won’t Back Down” e honestamente peço perdão pelo o que vou dizer, mas que voz de merda é essa do vocalista? Você tá cagando ou tá cantando assim porque te pediram, seu bosta? A voz do cara consegue estragar uma faixa empolgante com riffs e solos muito Hard Rock. Tirando essa faixa, o vocalista canta bem nas outras, ou melhor dizendo, decente. Não estraga como estragou nessa! Péssimo começo e nem deveria estar no disco. A próxima faixa, “On To The Next One” é quem deveria começar o álbum, com sua intro empolgante e bem feita. Mas depois fica uma coisa tão sem sal que nem dá pra curtir faixa. Fica apenas na introdução nela, mesmo. Faixas como “Ashley” e “Something” soam como “Pop Punk para macho”. Aqui o lado melódico da banda aparece e não é tão mal assim… Mas não empolga e nem conquista o ouvinte.

Quando começa “The Flood”, sentimos um retorno ao estilo das duas primeiras faixas, aquela previsibilidade toda e minha desconfiança sobre os gritos e berros até que na segunda metade da faixa ouvimos pela primeiras vez gritos, o que chamam atenção, pois foi de certa forma inesperado, o que é bom. O ruim é que os gritos foram uma bela porcaria. Só não supera o lixo que o vocalista do Limp Bizkit, Fred Durst, faz em algumas faixas na sua banda, que chega a soar ridículo. É interessante a canção, e só. “Let It Go” é uma mistura de Pop Punk com Hard Rock, enquanto “10 Miles Wide” é totalmente Hard Rock e uma das melhores do disco também, com participação especial de Josh Todd da banda de Hard Rock Buckcherry. Duas faixas animadinhas que você tem certeza que a banda em si até que a boa, tem momentos interessantes e outros bem ridículos, como na já citada “We Won’t Back Down”, mas que peca na falta de criatividade e de ousadia.

“You Are So Beautiful”, apesar do nome, junto com “Ashley”, tem tudo para serem baladas, mas não são meras baladas. Sobre a dona de uma letra babaca, “You Are So Beautiful” praticamente homenageia James Blunt e a sua canção “You’re Beautiful” liricamente, mas musicalmente é um Hard Rock que evoluiu em um screamo do capeta, com Craig gritando igualmente ao Fred Durst. Dá pra ver que a influência é uma bela merda. “This War Is Ours (The Guillotine Part II)” começa com riffs pesados e rápidos, e pela primeira vez no álbum, o gritos que começam a faixa, e até que são bem feitos nessa canção que pode ser considerada a segunda melhor. É empolgante, raivosa, apesar de ter um momento leve que deveria ser retirado, mas que apesar de tudo não estraga a faixa. Possui um breakdown final que só tem na última faixa do álbum, que depois irei falar melhor. Sobre o breakdown, isso faria a banda Metalcore, mas como só tem dois breakdowns no álbum e sendo apenas um de Metal, porque considerar a banda de Metalcore neste lançamento.

Após tudo isso, temos a grande balada do disco, “Harder Than You Know” é uma canção tão emotiva que chega a ser boba. A interpretação do vocalista consegue estragar a música na sua primeira metade, já na segunda metade a banda se encaixa na voz do homem, como aconteceu na balada “Should’ve Listened” da banda canadense Nickelback, onde Chad Kroeger faz uma interpretação feia e equivocada com sua voz forte, marcante e muito limitada e a banda é quem tem que encaixar nele. É uma balada que fica naquele nível “Untitled” do Simple Plan. Para encerrar esse “adubo”, temos uma salvação, “It’s Just Me”. Uma música muito diferente e imprevisível e que contradiz o que eu disse sobre a banda lá cima, que falei que ela não era criativa. Nessa canção a banda é criativa e muito interessante, Craig faz uma interpretação muito interessante com sua voz, e com sons que provavelmente são de flautas, kisanji, trompa e charango e tem até um, já citado anteriormente, breakdown desses instrumentos no final, que é sensacional, enriquecendo não só a faixa, mas o álbum todo. Pena que só nessa faixa a banda surpreende no que apenas soa uma brincadeira de estúdio.

Em conclusão, podemos notar que Escape The Fate neste álbum é uma boa banda, tendo alguns momentos bem criativos  outrora comuns, mas que principalmente, a banda sofre pela falta de direcionamento musical, o que custou um lançamento medíocre e quase ordinário. Temos faixas que não combinam com disco, como “It’s Just Me” e “This War Is Ours (The Guillotine Part II)” e uma grande mistura de gêneros musicais que no fim fica tudo embolado e mal feito. Tem bons momentos e interessantes, mas tem muita porcaria nesse disco também. Por vias das duvidas, escute apenas “It’s Just Me” se você quer ser surpreendido, “This War Is Ours (The Guillotine Part II)” se você gosta de Metalcore e “10 Miles Wide” se você é fã de Hard Rock.

Green Day – 39/Smooth (1990)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Punk Rock, Pop Rock, Pop Punk
Gravadoras: Lookout!, Reprise, Epitaph Europe

Na sua estreia de discos o Green Day lança o álbum 39/Smooth, no qual a demanda pelo punk rock (a sua raiz) é o que se destaca, poderíamos até dizer que é um álbum puramente punk, se não fosse a forte influência do pop em seu som, refrões grudentos é a grande prova disso.

Começamos com At the Library, que é a primeira canção do primeiro lado do CD, esse que possuí dois lados, cada uma com 5 músicas. Você já tem uma idéia do que esperar do disco apenas ouvindo a primeira faixa, ela é curta (2 minutos e 28 segundos) e simples, o que o punk é (não leve isso no negativo, só ver o que os Ramones fizeram com sua simplicidade), e ela é boa, refrão grudento que faz você ficar com vontade de cantar, a que eu mais gostei do CD e com certeza um dos destaques. E assim segue todo o álbum. Don’t Leave Me e I Was There são as próximas, talvez aqui você já sabe, se gostou ou não do disco se sim vale a pena seguir com Disappearing. O primeiro lado do disco fecha com a faixa-título, que é uma das melhores dele, com uma linha de baixo e bateria bem interessantes, encerrando bem o primeiro lado.

Going to Pasalacqua  abre o segundo lado do álbum. Boa música, o estilo das outras, claro, continua, assim como 16 e Road to Acceptance, músicas bem legais para você se agitar. Rest é a penúltima do álbum e é a que mais foge do estilo, ela é mais calma, mais parada, mas possuí um refrão típico das suas antecessoras. O disco acaba com The Judge’s Daughter, e ao encerramento você percebe que o disco de estreia dos cara era um som diferente do que o Green Day se tornou (só comparar com o  American Idiot), um som mais cru, direto, e digamos que foi uma boa fusão de punk com pop.

Restart – Geração Z (2011)

Origem: Brasil
Gênero: Power Pop, Pop Punk, Pop Rock
Gravadora: Radar Records

A banda Restart, a banda nacional mais odiada e amada pelos adolescentes e pré-adolescentes, lança seu terceiro disco de estúdio, sendo o segundo de inéditas, sendo esse CD muito bem divulgado pela internet, diga-se de passagem. Geração Z, posterior a Geração Y, é o termo dado para quem tem entre 12 e 19 anos, nascidos na década de 90. É um bom nome de disco, e é possível fazer um ótimo conceito nele, o que não ocorre neste novo projeto.

O disco tem um pouco mais de 31 minutos de duração e começa com Menina Estranha. Faixa simples, com uma introdução de violão, musicalmente bonitinha, mas com uma letra ridícula, como essa parte, cantada pelo fraquíssimo (irei repetir essa palavra bastante) Pe Lu: “Ela já faz faculdade / E eu aqui aprendendo a dirigir / Nem sei se vou me formar” Preciso comentar mais alguma coisa sobre ela? Espero que não. O disco segue em frente com Vai e Volta, outra faixa com o violão em destaque, e acho que eu já escutei alguma música muito parecida com ela, mas não sei onde ouvi. A letra é tão ruim quanto Menina Estranha, mas não tem versos tão ridículos como na sua antecessora e mesmo soando genérica. Minha estrela é a terceira canção do disco e é mais uma faixa onde as guitarras ficam “descansando”. E já na terceira música a voz do Pe Lu soa menos irritante, mas mesmo assim dá vontade de matar ele com sua voz forçada de “menininho que quer ser fofinho”. Em Nosso Rock, quarta faixa de Geração Z, finalmente Koba e Pe Lu decidem plugar suas guitarras e fazerem uns riffs interessantes. Apesar de uma letra pobre e linhas vocais fraquíssimas de Pe Lu e o gritinho ridículo de Pe Lanza na metade dela, o destaques positivos da música ficam por conta do baterista Thomas e um curto solo de guitarra (provavelmente feito por Koba), porém bom, sem contar com uma ótima introdução. Pode ser considerada a melhor do disco. A Vida é uma Só é a próxima e Pe Lu, novamente, com sua voz irritante, canta sua introdução. Nada muito a declarar, a não ser que ela é a segunda pior música do disco.

A sexta faixa, Não Sei Quem Sou, começa bem rápida, e com Pe Lu cantando em seu começo, e pelo que eu percebi, Koba também canta, sendo fraco também, porém menos irritante que Pe Lu. A música tem uns riffs legais, mas é bem esquecível, tirando a parte que começa em 2:09 e 2:26. Temos agora um “reggae”, e nome desse “reggae” é Matemática. Tanto o nome dessa música como a sua música em si não tem nada que me lembre de reggae. Meus Segredos é a faixa posterior, é mistura a guitarra e o violão. É uma faixa legal e até põe um sorriso no rosto, depois de tanta coisa ruim nesse CD. Não é ruim, mas não é boa. A nona e penúltima faixa é Nunca Vai Ter Fim, que segundo Pe Lu, é uma “declaração de amor em forma de Country Rock pesado”. Preciso urgentemente rever meu conceito de “Country Rock pesado”. Meus Segredos soa até mais Country do que Nunca Vai Ter Fim, apesar de ambas terem influências Country. Para não dizer que não falei nada de bom dessa faixa, salvo o slap de baixo de Pe Lanza, que acredito ter sido acidental. O disco é encerrado com uma acústica, O Que Eu Quis, que sinceramente, é uma bela de uma porcaria. Letra nada pensante e madura, como afirma Pe Lu, e fraquíssimas linhas vocais de Pe Lu e Koba, encerrando de maneira péssima esse disco, sendo a pior música do CD.

Em seu novo disco, a Restart decepciona em inovar. Fazem músicas que qualquer banda Pop faria e suas letras, pobres e sem conteúdo, só ajudam a piorar a imagem da banda, que já é bem ruim. A banda precisa mandar Pe Lu ficar só nos backing vocals e deixar o Pe Lanza como vocalista principal, porque pelo menos o Pe Lanza não força uma voz ridícula como Pe Lu. O mesmo vale para Koba, tirando a parte sobre a voz forçada. Mas, apesar de tudo, Thomas é o cara mais talentoso do grupo, e merece elogios pela suas linhas de bateria, que apesar de não serem espetaculares, são boas o suficiente. E contrariando a banda, não houve amadurecimento, a única coisa que vemos aqui é uma banda que faz um trabalho extremamente Pop, com excessos de baladas, com intuito de fazer sucesso e ganhar dinheiro. Geração Z é superior ao 1° CD da banda? Sim, mas ainda tem muito que melhorar, a começar pelas letras e pelo vocalista, que deve ser o Pe Lanza.

Simple Plan – Get Your Heart On! (2011)

Origem: Canadá
Gênero: Pop Punk, Power Pop, Rock Alternativo
Gravadora: Lava, Atlantic

O quarto disco do quinteto canadense Simple Plan é o “Get Your Heart On!”, que foi produzido por Brian Howes. O disco possui onze faixas, e para ser bem honesto, eu não sou fã de Simple Plan, para deixar claro. Mas eu nunca parei para ouvir um disco inteiro deles e analisar por completo. Com o lançamento de “Get Your Heart On!”, acredito que seja uma boa escolha. Será que os caras do Simple Plan conseguiram mudar o som, ou mudar sua atitude neste disco?

A faixa inicial é You Suck At Love, é uma faixa empolgante. Não é aquela coisa mágica, mas não é ruim. Ela cativa o ouvinte. Em sua seguida vem Can’t Keep My Hands Off You, é animada, lembrando um Offspring feliz e outras bandas da Califórnia. Tem participação especial de Rivers Cuomo. Jet Lag é a próxima com participação de Natasha Bedingfield. A canção é legal, mas nada de especial. Você pode ouvir a mesma coisa de outras bandas da Califórnia, a única diferença é que o álbum é melhor produzido e tem participações especiais, como a gata da Natasha. Quarta faixa do disco é Astronaut. Uma intro simples e bonita com violão e vocal, e logo após isso, vem a banda fazer uma baladinha. Dá para ser considerada uma das melhores canções do disco. Após a balada, vem a música com um dos nomes mais idiotas que eu já li, Loser Of The Year. A quinta faixa do álbum é aquelas que, se você é fã da banda, vai fazer seu “balança-cabeça-igual-ao-metaleiro-do-meu-irmão”, pular e fazer bagunça no seu quarto. A faixa tem um momento balada, que pode até ser considerado desnecessário, acabando com o momento da faixa. Mas talvez esta seja a ideia, pois depois de você fazer seu “balança-cabeça-igual-ao-metaleiro-do-meu-irmão”, respira fundo, balança mais um pouco, e depois termina cansado.

A sexta música é a pop, extremamente pop, Anywhere Else But Here. Não consigo dizer nada positivo sobre ela. O mais próximo de positivo é que é grudenta, mas é uma música tão pobrinha e sem criatividade, que não deveria estar no disco. Freaking Me Out é a sétima faixa, com participação especial de Alex Gaskarth, e que introdução mais irritante! O timbre de Alex é incrível. Acredito que Alex poderia até participar de bandas de diversos gêneros, pois ela encaixou muito bem com o instrumental. Antes que digam alguma coisa, as músicas não tem muito destaques instrumentais. Os destaques são para alguns momentos de piano/teclado e o vocalista Pierre Bouvier. Não que ele seja um vocalista espetacular, mas o timbre dele encaixa perfeitamente com o instrumental, sem falar que tem uma voz bonita e excelente para o gênero pop, principalmente para adolescentes. Ele merece meu respeito. A oitava faixa é Summer Paradise, com participação de K’naan. Faixa bem diferenciada, e feliz, algo bem interessante e uma das mais cativantes do álbum, mas a participação de K’naan deixa a faixa estranha, acaba até estragando a música.

A nona canção é Gone Too Soon. É uma faixa bonita, mas nada de espetacular. Pode ser considerada a mais fraca do disco, e a partir dela há uma queda de qualidade do disco. A décima faixa faça é Last One Standing, é começa empolgante, e o vocalista Pierre canta com um fundo de teclado diferente. É interessante, mas o teclado acaba deixando a faixa um pouco irritante. O refrão empolga e gruda. Boa faixa, tirando o teclado. A última faixa é This Song Saved My Life, com participação das fãs do grupo canadense no final dela. É mais uma balada, encerrando o disco bem no estilo Hard Rock. É bonitinha, mas bobinha. A ideia das fãs cantarem é legal e interessante.

O disco pode ser dito como uma mudança do grupo. Simple Plan é conhecido como emo, bem, nesse disco, nem mesmo as letras estão tão emos. Elas estão felizes, e bobas. Você não precisa ter um conhecimento enorme da língua Inglesa para saber que as letras são bobinhas. O que se pode se dizer sobre o Simple Plan, após o “Get Your Heart On!”, é que agora virou uma banda de “happy rock”. É um som feliz, e possui os mesmos elementos do tal gênero. A única diferença é ele ser muito bem produzido. Mas isso não tira a qualidade geral do disco, que pode ser considerado bom até por quem não gosta da banda, por ser algo feliz, cativante e empolgante. Fãs do grupo irão adorar as músicas.