Avenged Sevenfold – Hail to the King (2013)

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Origem: Estados Unidos
Gêneros: Heavy Metal, Hard Rock
Gravadora: Warner Bros. Records

Hail to the King é o sexto disco desta banda da Califórnia, o primeiro sem seu baterista original, o já falecido e bom músico The Rev, e o primeiro com Arin Ilejay, ex-Confide. Após o interessante e depressivo Nightmare, de 2010, Avenged Sevenfold sentiu que precisava surpreender seus fãs com uma nova direção musical. Ao invés de repetir as fórmulas de seus discos anteriores pós-Waking the Fallen, o grupo decidiu lançar seu “álbum negro”. Os talentosos músicos decidiram por um álbum mais comercial, para conquistar os fãs do clássico Heavy Metal, que os odeiam e não suportam a música que o quinteto faz. Já é possível saber como Hail to the King será baseando-se apenas esta pequena descrição.

O álbum começa com “Shepherd of Fire” e na introdução desta canção temos sons de fogo em brasa, mostrando a ideia de energia que a faixa mostraria. Para o encerramento temos “Acid Rain”, a faixa termina com sons de chuva, resumindo de forma simplória o que foi a faixa. São ideias interessantes para iniciar e encerrar um disco, porém o que separa essas ideias são 53 minutos divididos em 10 músicas com pouca qualidade e, principalmente, sem criatividade e personalidade. Com exceção de “Planets”, você pode pegar qualquer música de Hail to the King e apontar para a(s) fonte(s) de sua “influência”. Por exemplo, “Doing Time” é uma mistura irritante de Guns N’ Roses e Velvet Revolver. Já “Coming Home” é um visível “tributo” ao clássico do Heavy Metal “Number of the Beast” do Iron Maiden. E, sem esquecer do óbvio, pelo menos três faixas foram chupadas do Metallica. “Shepherd of Fire” é como “Enter Sandman” com alguns toques de “Cowboys from Hell” do Pantera, “Crimson Day” é o equivalente a “Nothing Else Matters” e, o maior plágio deste disco, “This Means War” é praticamente um cover de “Sad But True”.

Se você, que odeia o Metallica por sua transformação ao mainstream, mas ama o Megadeth, porquê manteve o Thrash Metal com boa qualidade, repare na vísivel “influência” em “Heretic”, que mais parece “Symphony of Destruction”. Em relação a faixa título, é uma fraquíssima canção que qualquer banda genérica metida a Manowar poderia compor. E a já citada “Acid Rain” soa como se fosse composta por, pasmem, Muse! E não se pode esquecer de “Requiem”, que foi composta quando a banda ouvia o novo disco do Ghost e outras diversas bandas de Power Metal. E para as letras que a banda possuía – você considere elas emo ou não – “evoluíram” para temas de fantasia, o que torna mais difícil de levar alguém a sério quando diz que “olhou nos olhos do diabo”. Onde está a personalidade e criatividade deste grupo californiano? Avenged Sevenfold mudou, mas ao invés de seguir para frente ou seguir para direita ou esquerda, resolveram voltar seis passos para trás. Toda a complexidade e emoções que a banda tentava passar em suas composições se foram. Tudo que sobrou foram os irritantes vocais de M. Shadows. É preciso diferenciar “influência” de “plágio”.

Um exemplo vivo de artista que recebe bastante influência do passado é Steven Wilson. Em seu novo disco, o excelente The Raven that Refused to Sing (And Other Stories), é visível influências das grandes bandas clássicas do Rock Progressivo e Jazz Fusion, como Jethro Tull, Mahavishnu Orchestra e, principalmente, King Crimson. O que acontece é que Wilson coloca sua personalidade nas suas composições. Por mais visível que seja as suas influências, o ouvinte sabe que está ouvindo um artista disposto a deixar a sua marca no que está executando e, no caso de Wilson, produzindo. Em seu novo álbum, você não consegue apontar para uma faixa que o disco tenha chupado de um artista, somente as bandas que levaram a compor as canções. Entretanto, em Hail to the King, você pode dizer que “This Means War” é na verdade “Sad But Two”.

Em resumo, Hail to the King é um disco, em sua essência, monótomo, fraco, forçado, cansativo e nauseante. O novo baterista do grupo, Arin Ilejay, não tem culpa de estar tocando músicas tão aquém da capacidade de qualquer baterista de Metal moderno, que estão no nível de Lars Ulrich. A necessidade que o grupo demonstrou em conquistar os fãs tradicionais do grupo não vai funcionar, pelo simples fato de que esse disco é um falso tributo aos amantes do Heavy Metal. Se Hail to the King for um disco que lhe interesse, então você está assumindo que não tem senso crítico ou simplesmente quer ouvir tudo o que já foi feito com algumas alterações e vocais piorados.

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3 pensamentos sobre “Avenged Sevenfold – Hail to the King (2013)

  1. o álbum tá bem conceituado em toda a praça, só tu meteu o pau adoidado nele cara. MESMO QUE fosse um total plágio de outros dinossauros do rock, tem que ser dito que SERIA um plágio mto bem feito…
    concluindo, concordo contigo que dá pra ver claras referências de outras bandas (e não de outras canções específicas destas bandas, o que aí sim caracterizaria uma certa “falta de originalidade”) na maioria das faixas, o que é impossível de não acontecer nos tempos de hoje, com 40 anos de metal.
    com todo o respeito, teu post foi pra meter de entendido de rock e desmereceu totalmente o álbum dos caras, q tá bem melhor q o Death Magnetic do Metallica, por exemplo… e aí???

    • Em questões de execução, o disto foi bem feito, pois a banda possui bons instrumentistas. O problema é que simplesmente a banda tentou agradar demais o público forçando uma sonoridade que nada mais é que um “remake” de tudo que fez sucesso na passado com o público que a banda mirou. Simplificaram o som da banda ao ponto dos caras não serem nada mais do que uma banda cover com popularidade. Diga o que quiser, mas canções como “Save Me” e “Fiction” têm muito mais feeling e personalidade (individualmente) do que qualquer música em Hail to the King.

      Vamos falar de outra banda com grande influência de outra, mas que vai além do que a banda que inspira faz. Haken é um grupo de Metal Progressivo (bastante influenciado por Dream Theater) que a cada álbum que passa se torna mais popular nessa comunidade. Em seu novo disco, a banda têm momentos que o Dream Theater jamais faria, em hipótese alguma, como a cappella. Quantas bandas nos dias atuais usam a cappella? É isso que eu quero dizer: Não tem problema em ser fortemente influenciado por um artista ou banda, entretanto, tenha ideias próprias, por mais que não sejam originais, que mostrem que você é diferente dos artistas que te influenciaram. Nightmare foi este tipo de álbum (“Buried Alive” é uma típica música do Metallica), já Hail to the King não.

      Sobre o Death Magnetic, não ouço ele faz quase cinco anos, mas lembro na época ter gostado dele. Talvez se ouvisse hoje, minha opinião mude.

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