AC/DC – Back In Black (1980)

Origem: Austrália
Gêneros: Hard Rock, Rock N’ Roll
Gravadoras: Atlantic, ATCO, Epic

Depois do grande sucesso do seu álbum de 1979 (o Highway To Hell), o AC/DC que viu seu frontman morrer de forma bem esquisita tinha algumas tarefas a ser feita: lançar um álbum depois do aclamado e adorado Highway To Hell que faria jus ao seu último lançamento, encontrar outro grande vocalista tão carismatico quanto Bon Scott, não ser apenas levada adiante como “lembra daquela banda?” ou “você ficou sabendo como o vocalista do AC/DC morreu?”, ou seja, ser esquecida ou ser lembrada pelo seu trabalho com Bon Scott pelo resto da vida e não pela música que seriam capazes de fazer, ainda. Bom, parece que a banda não teve medo disso e lançou Back In Black logo (apenas 5 meses depois da morte de Bon Scott), voltando do luto literalmente.

Barulho de sinos, e logo um poderoso e até obscuro riff vem a tona, Hells Bells abre o disco, e sou suspeito para falar dela, talvez a música que eu mais goste do AC/DC. Mas não elogiar ela é mesmo difícil, Brian Johnson mostra para o mundo sua potente voz. Os riffs daqui mostram muito bem o que é o AC/DC: uma maquina de riffs. Refrão e o clíma que Hells Bells te proporciona é extraordinario. Seguimos com Shoot To Thrill, essa que possuí grande refrão e outra com um clima bem interessante, com Angus domando sua guitarra lindamente, hard rock de primeira. What Do You Do For Money Honey só basta você ouvir o riff da introdução da faixa, e se você não se lembrar disso, sinceramente tenho minhas dúvidas se você vive na Terra! Refrão agitado e que funcionaria (funciona) muito bem em arenas de shows. Given The Dog A Bone e Let Me Put My Love Into You são outras com riffs incríveis, com aquela simplicidade não tão simples do AC/DC, sim, a banda mantém a mesma forma de fazer música, mas a empolgação que o grupo consegue demonstrar, sempre com riffs fantásticos liderados por Angus é algo fora do normal.

Agora chega o ponto alto do disco, a faixa título vem ai para mostrar que eles voltaram! Bom, para mim uma das melhores músicas de hard rock de todos os tempos, não vou fazer comparação, sendo que sempre tem uma ou outra grande canção que escapa a mente, e é apenas minha opinião. O riff (novamente se destacando), o refrão, o entusiasmo de toda banda e de principalmente Brian Johnson (que já se sentia confortavel com a sua nova banda), está tudo muito bem feito, a essência do rock n’ roll está nesta faixa, e que solo final do Senhor Angus. You Shook Me All Night Long, outra clássica do álbum, é a mais perto de ser balada das faixas mantendo o grande nível do CD com um refrão bem cativante. Have A Drink On Me deve ser a menos conhecida das 10 músicas do disco. E isso não faz perder a qualidade, mesmo não sendo uma das melhores (e apontar isso seria extremamente difícil, das 10, pelo menos 8 são muito conhecidas e consideradas clássicas) poderia ser encaixada como melhor faixa em muitos álbuns de hard rock por aí.

Shake A Leg é a nona faixa, e outra das minhas favoritas, com grande agitação que fluí por todo o disco, destaques para o refrão. Rock And Roll Ain’t Noise Pollution é novamente outra canção bem conhecida da banda, seguindo o estilo “igual mas desigual” que chega a ser cativante, e ela fecha o álbum com classe, e com um refrão que fica na sua cabeça e mostrando algo que muitos tentam desmentir, mesmo a canção sendo de 1980 ainda vale: Rock N’ Roll ain’t noise pollution – Rock N’ Roll ain’t gonna die.

Back In Black virou um grande clássico do rock e alcançando a marca de mais de 50 milhões de cópias vendidas, sendo o segundo álbum de música mais vendido da história. Um discaço e recomendado para todos que curtem boa música, os mais exigentes talvez pensam que seja algo supervalorizado por causa da simplicidade, só digo que os riffs mais difíceis de se fazer, são os mais fáceis de se ouvir e que a criatividade aqui apenas é diferente, não quer dizer que seja menos genial de bandas mais complexas.

Led Zeppelin – In Through The Out Door (1979)

Origem: Inglaterra
Gêneros: Rock N’ Roll, Hard Rock
Gravadora: Swan Song

In Through The Out Door não é um dos álbuns mais famosos do Led Zeppelin, o penúltimo disco da banda apesar de perder visibilidade pelos primeiros álbuns, é uma aula de música para qualquer um, e de versatilidade também. Merece destaque também a grande arte gráfica da capa do disco, que vem em um envelope em papel(a qual você vê acima) e dentro possuí 6 capas diferentes! Hoje em dia você deve achar o CD apenas com uma das capas na frente, é claro(talvez dentro do encarte venha as outras). Mas agora vamos para o que faz o In Through The Out Door algo totalmente respeitável e seguindo a linha do Led Zeppelin, maestral.

Começamos com In The Evening, uma intro meio  estranha, e logo Plant reproduz o nome da canção, em um tom que chega a irritar. Mas continuando a faixa você não se arrepende, ela tem uma boa pegada hard rock anos setentista e também um grande solo de Jimmy Page, que manda muito bem nessa, faz a faixa ser mais do que boa. South Bound Saurez é uma música animada e que é bem gostosa de se ouvir, hard rock de primeira. E só para melhorar agora vem Fool In The Rain, outra que você fica relaxado em ouvir, Mr. Plant manda muito bem nessa, as linhas de baixo de John Paul Jones estão excelentes. E perto dos 2 minutos e 30 segundos a música dá uma “mudada”, ela começa a se agitar, até se formar uma verdadeira fanfarra, algo diferente e musicalmente excelente, só escutar o final dessa parte com as pauladas de John Bonham! E logo vem solo de Jimmy Page, que só faz as coisas melhorar, a música volta para o clima do começo e termina, que faixa.

Agora só para você se surpreender mais com o Led Zep, vem Hot Dog, que começa como uma grande música “caipirona”.A banda manda muito bem musicalmente nela e faz você ficar com vontade de se mexer. Nas minhas primeiras audições ela não me caiu tão bem, mas vale a pena a ouvir com mais cuidado e vontade. Com o término de Hot Dog, acaba o primeiro lado do disco. O segundo lado possuí 3 canções, a primeira é Carouselambra, a mais comprida do disco, com 10:32. Grande intro  de John Bonham, que também toca teclado nessa. A faixa nasce alegre e agitada, por causa da linha de teclado que Bonham mantém por bastante tempo, mas o teclado para, e a faixa fica mais lenta(pelo clima mais triste que ela se torna). Agora a “cozinha” trabalha muito bem, com John Paul Jones e Bonham, Page também se destaca. Em volta de 7:20 Bonham volta com a linha de seu teclado e faz a música ficar agitada de novo, Page o ajuda, e a música fica divertida, grande faixa.

Agora a mais conhecida do álbum, All My Love, balada clichê se você não parar para ouvir ela com cuidado, com ótima linha de baixo e o sintetizador faz a música ficar mais linda ainda(John Paul Jones toca os dois instrumentos nessa faixa), e se você for acompanhar a letra, e pensar que Plant escreveu para seu filho que tinha morrido um tempo atrás, vai ver que ela não é tão clichê assim e sim mais profunda. Mas All My Love não deixa de ser uma balada bonitinha, diferente de I’m Gonna Crawl, última faixa do disco, que é uma balada mais de fossa. Mesmo sendo balada, na minha opnião a banda fez muito bem terminar o álbum com essa, ouça ela com atenção, essa é necessário ter total cuidado na audição, para você tentar sentir tudo o que possuí ali. Faixa espetacular e fecha o disco com maestria.

Disco não tão falado se for comparar com outros álbuns da banda, mas mostra íncivel versatilidade, mostrando que o grupo não precisa se prender em apenas um estilo para fazer música boa, eles são ótimos músicos e sabem tocar de tudo! Totalmente recomendado, ainda mais se você quiser fugir da mesmisse de quando for ouvir Led  Zeppelin pela primeira vez, ouvir o Led Zeppelin I ou o IV,que são álbuns geniais, mas que você já deve conhecer a maioria das músicas de tão conhecidas que elas se tornaram, o In Through The Out Door te dá uma grande oportunidade de conhecer o trabalho dos caras, com músicas nem tão conhecidas assim.

Kvelertak – Kvelertak (2010)

Origem: Noruega
Gêneros: Heavy Metal, Punk Rock, Rock N’ Roll, Black Metal
Gravadora: Indie Recordings

O Kvelertak que possuí Erlend Hjelvik nos vocais, Vidar Landa, Bjarte Lund Rolland e Maciek Ofstad nas guitarras, Marvin Nygaard no baixo e Kjetil Gjermundrød na bateria, é uma banda jovem, que teve seu primeiro trabalho (ainda uma demo) em 2007 e seu álbum homônimo como Debut em 2010. Mesmo com pouco tempo para mostrar para o que veio a banda já conseguiu grande sucesso e também prêmios pela Europa (sem falar que o próprio Dave Grohl entregou o Disco de Ouro na Noruega a banda) e o primeiro álbum dos caras já é considerado uma das melhores (se não a melhor) estréia de uma banda Norueguesa. E é claro, não podemos não mencionar a bela capa (muito linda mesmo) do disco, feita pelo vocalista e guitarrista da banda Baroness, John Baizley, que também é artista, grande trabalho.

O disco começa com Ulvetid (e se acostume com esses nomes esquisitos, estão todas em norueguês tirando Sultans Of Satan, e eles cantam na sua língua nativa também!) que mostra bem o que a banda é, uma mistura de Punk Rock com Black Metal. “Punk rock/metal brutalmente cativante com uma pitada de escuridão”, como eles mesmo dizem. A faixa não tem frescuras, é agitada e rápida com um vocal bem influenciado pelo Black Metal. Emendamos com talvez as quatro faixas mais famosas do álbum, primeiro vem Mjød, que possuí um vídeo-clipe bem legal, música bem curta (2 minutos e 31 segundos) e também um refrão bem cativante. Fossegrim é uma faixa bem interessante, e uma das melhores do álbum, um refrão bem legal e guitarras bem trabalhadas, e continua a simplicidade e agitamento das duas primeiras canções (pois, são influenciadas pelo Punk). Blodtørst é a mais famosa do álbum e por méritos, uma faixa bem cativante e muito bem trabalhada, Erlend Hjelvik mostra desde este primeiro álbum do grupo, que é um grande cantor! Offernatt é a quinta faixa, e que riff!

Os destaques como sempre ficam na voz de Erlend Hjelvik e nas guitarras (são três!), mas com certeza temos que dar mais créditos ao guitarrista Bjarte Lund Rolland, pois ele é a mente da banda, compõe absolutamente tudo, grande trabalho. Quando acaba Offernatt você já deve ter uma opinião sobre o disco, se você gostou, faz muito bem acabar a audição do CD, se não, eu digo que não muda quase nada, Sjøhyenar (Havets Herrer), Sultans Of Satan e Nekroskop segue mais ou menos a mesma linha das cinco primeiras canções, um metal influenciado pelo punk, que faz um som poderoso, sempre tendo destaque a voz de Hjelvik e o trabalho das guitarras, com solos muito bem trabalhados e Bjarte mostrando que é um compositor de responsa.

Se você chegou em Liktorn deve ter gostado do trabalho dos caras, e fez bem em chegar nela, uma faixa mais do que nunca que lembra o Mastodon, grupo que por sinal muitos dizem que o Kvelertak parece. A décima e penúltima faixa é Ordsmedar av Rang, gosto muito de alguns gritos do Hjelvik nessa, faixa muito boa. Utrydd dei Svake fecha o disco como a faixa mais longa do Debut do Kvelertak, com seus 6 minutos e pouquinho. Uma das melhores do disco, fizeram muito bem em encerrar com essa, intro poderosa para um riff poderoso, refrão legal e o solo dela é totalmente sensacional!

Kvelertak não é algo revolucionário ou genial, mas não deixa de ser um ótimo álbum de Heavy Metal/Punk Rock/ Rock N’ Roll, e é uma banda que eu aposto bastante, talento não é o que falta, agora é só esperar para o segundo lançamento do grupo, que deve acontecer em 2012, para sabermos se vai ser uma banda que vai deslanchar ou apenas uma promessa que não vingou, assim como o Black Tide.