Metric – Synthetica (2012)

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Origem: Canadá
Gêneros: Indie Pop, Synth Pop, New Wave
Gravadoras: Metric Music International/Mom & Pop

O Metric é uma banda de indie-pop formada em Toronto, Ontario, Canadá em 1998, tiveram um início modesto, porém ganharam espaço simultaneamente com uma enxurrada de outras bandas “Indies”, quando esse movimento “explodiu” no início da década passada. Synthetica é o 5° álbum de estúdio do grupo, lançado agora dia 12 de Junho.

Na primeira vez em que escutei Synthetica, tive uma primeira impressão um pouco estranha, foram 3 audições seguidas, não pelo fato de ser um disco “pouco convencional” ou “difícil”, mas sim por trazer um Metric ligeiramente diferente do último disco “Fantasies” de 2009. Cada disco do quarteto tem uma pequena idéia que embasa o registro, “Fantasies” era o tipo de disco grudento, feito para gerar vários singles e músicas que tocassem nas rádios, deixando de lado uma certa complexidade nas letras e em seus temas abordados nos seus discos anteriores (embora a própria banda tenha optado por lançar o disco de forma independente, assim como aconteceu com o álbum que está sendo analisado). Segundo a vocalista da banda Emily Haines, a temática por trás do novo álbum é a seguinte: Reflexões sobre o cotidiano, se baseando no dilema “Real VS. Imaginário”

Logo em sua primeira faixa, “Arctificial Nocturne”, o disco mostra que tem potencial. É uma faixa de aproximadamente seis minutos e é também uma das melhores do disco, começa com uma bela introdução e chega á um refrão extremamente viciante, uma característica bem comum no disco. É seguida por “Youth Without Youth”, primeiro single do disco e outra ótima música. Em “Speed the Collapse”, a bela voz da carismática Emily faz a diferença. A faixa seguinte é “Dreams so Real” e é repetitiva, chata e dispensável. A qualidade do disco não tem uma queda drástica, mas ele aparenta ficar um pouco morto até “Synthetica”. A faixa que dá nome ao álbum é a melhor do disco, lembrando muito “Gold Guns Girls”, o maior sucesso do álbum anterior e um dos maiores sucessos da banda. As próximas 3 faixas do disco são respectivamente “Clone”, “The Wanderlust”(que possui participação do ilustre Lou Reed) e “Nothing But Time” que fecha o álbum com chave de ouro.

Enfim, é um ótimo disco, seja pra quem gosta do gênero e também para quem não gosta, pois é musicalmente diversificado e bem diferente do que vemos no mainstream atual, fazendo uma fusão entre o Synth Pop e o Indie Rock mais tradicional. Alternando entre pegadas dançantes e músicas lentas e reflexivas, Synthetica cumpre muito bem seu papel, sendo o melhor álbum do Metric dentre os demais lançados. O álbum peca em alguns aspectos, um deles é o fato de algumas músicas (2 ou 3) serem repetitivas e desgastantes a ponto de você apertar “skip”. Essas músicas aparecem sucessivamente no meio do álbum, causando uma maior impressão de falta de qualidade. Nem assim, deixa de ser um dos melhores álbuns de 2012.

Our Lady Peace – Curve (2012)

Origem: Canadá
Gêneros: Rock Alternativo, Art Rock
Gravadora:  Warner Music

Curve é o oitavo e o mais recente disco da banda canadense Our Lady Peace. Produzido por Jason Lader e o vocalista da banda, Raine Maida, o grupo mostra uma sonoridade que assemelha aos discos Clumsy e Spiritual Machines, e caso formos mais críticos, podemos dizer que Curve é uma mistura do que é mais acessível no Muse, Radiohead e U2. Mesmo o álbum tendo uma aproximação a estes dois discos citados, soa único e diferente, como boa parte da discografia desse grupo canadense. Os vocais erráticos e de um timbre unicamente estranho de Raine Maida continuam aqui, mas a banda aqui faz um trabalho competente, nada incrível e virtuoso, mas o o suficiente para ser chamado de bom.

A primeira faixa é “Allowance”, e começa com um som que remete a uma sirene. A música em si é na linha do que o grupo compõe. Soa diferente se compararmos aos outros discos, incluindo o sétimo disco da banda, o Burn Burn, de 2009? Sim, mas isso não quer dizer que o estilo de como os caras compõe é alterado. As faixas que merecem destaque são “Heavyweight”, “Find Our Way” e “Rabbits”, e se ignorarmos a facilidade que esquecemos a faixa de encerramento, “Mettle”, que tem a participação do boxeador George Chuvalo (que por acaso é o homem da capa), podemos classifica-la como uma boa canção do Opeth. Algumas faixas poderiam receber um destaque se não fosse pelo próprio Maida, como “As Fast As You Can” e “Fire In The  Henhouse”. Outras possuem solos fenomenais, como em “If This Is It” e na já citada “Find Our Way”, mas possuem um problema, que ocorre com “Mettle” e que ocorre com o restante das faixas não citadas: em boa parte são esquecíveis e os vocais de Maida não facilitam muito na hora de torna-las memoráveis, por mais boas que as faixas sejam.

Curve é um trabalho mediano para bom. Tem momentos interessantes e até que valem a pena serem conferidos. Os problemas que o disco e a banda enfrentam são as canções esquecíveis e as linhas vocais de Maida. Mas se você der uma devida atenção a banda, a possibilidades de você acostumar e quem sabe até simpatizar com a sua voz. A banda, composta por Duncan Coutts (baixo e vocais de apoio), Steve Mazur (guitarra, piano, percussão, vocais de apoio) e Jeremy Taggart (bateria, percussão e vocais de apoio), que juntos fazem uma mistura do é acessível entre Muse, Radiohead e U2. Se quiser conferir para experienciar, Curve te dará 10 canções, basta ouvir com bastante calma. Recomendado aos fãs do grupo, fãs de Rock Alternativo e, quem sabe, para quem gosta de timbres vocais diferenciados, como os de Geddy Lee, do Rush.

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Rush – Hemispheres (1978)

Origem: Canadá
Gêneros: Rock Progressivo, Hard Rock
Gravadoras: Anthem, Mercury

A lendária banda do Canadá, Rush, sempre foi do tipo “8 ou 80”, “ame ou odeie” e estas coisas do tipo. Uma das melhores bandas do Rock (o que não é unânime) possui composições complexas, longas, com temas científicos e virtuosas canções afastam pessoas desacostumadas a sonoridade do trio composto por grandes músicos, como Geddy Lee (vocalista, baixista e tecladista), Alex Lifeson (guitarrista e vocais de apoio) e Neil Peart (baterista e percussionista), principalmente por causa do vocalista, Geddy Lee. Sua voz quando mais novo era um Robert Plant cantando em tom nasal, ou seja, agudos que alguns facilmente iriam rejeitar, e que o decorrer do tempo ela foi mudando, para o bem de alguns e mal de quem gosta de ouvir a voz de Lee com total potência, e como Hemispheres, sexto disco da banda e o primeiro que será tratado aqui, é da época que o homem ainda tinha sua força total. Mas o baixista estranhamente encaixa na proposta do grupo e ver a banda sem ele é como ver televisão sem ter um controle remoto, ou seja, sempre terá aquela incomodo e aquela falta de costume com outra voz, já que a voz de Geddy Lee já virou caricata. Agora, vamos ao que realmente importa para nós, que é a música, certo? Se quiser confirmar, confira no fim desta resenha as canções, diretas do nosso grande amigo, o YouTube.

O álbum começa com “Cygnus X-1 Book II: Hemispheres”. Uma faixa épica de 18 minutos, que preenche todo o primeiro do LP. É considerada uma das melhores canções do Rock Progressivo por vários críticos e não é à toa. Música cheia de versatilidade, esta possui riffs hipnóticos e majestosos (para não dizer viciantes), solos de baixo e de guitarra encantadores, uma linha de bateria espetacular, retorno a temas da canção com classe, energia, virtuosismo… É uma viagem com mistura impressionante e equilibrada entre o Hard Rock e o Progressivo. E mesmo pela duração e retorno a temas, ela não cansa e continua imprevisível e até seus 12 minutos de duração ela é passageira e a única grande alteração na faixa é a passagem posterior aos 12 minutos iniciais até metade dos 14 minutos, soando bem dramática, até voltar ao som cheio de vida do grupo, que continua até encerrar a música em um momento acústico. Um excelente começo para o disco. A faixa mais curta é a próxima, “Circumstances”, com 3 minutos e 41 segundos, é começa o segundo lado do LP bem Hard Rock, mas sem ser aquela coisa melada de costume. Ela é mais direta e mais fácil para absorver do que a faixa épica. Ótimos riffs de Alex e como sempre, Geddy Lee solando com maestria em seu baixo.

Em “The Trees”, com quase 5 minutos de duração, ela começa acústica. Ela seria bacana para começar o segundo lado LP, por começar acústica e “Cygnus X-1 Book II: Hemispheres” terminar acústica, mas isso não altera nenhum pouco a qualidade, pois são apenas detalhes. Voltando a terceira faixa, ela após essa introdução, cresce e vira um Rock bem bacana, tendo até um solo de teclado, no meio da faixa. Uma linha de baixo e bateria marcantes aliados ao solo de guitarra demonstram uma boa canção que com seu decorrer fica ainda melhor, mostrando uma criatividade e talento imensos. Outra ótima faixa. Para encerrar, uma faixa instrumental. “La Villa Strangiato”, de 9 minutos e meio, começa acústica (e de maneira espetacular) e então somos levados por sons de guitarra leves, um teclado muito estranho e pelos pratos da bateria, até começar a progredir com um baixo muito presente, riffs de guitarra empolgantes e uma bateria bem participativa. Infelizmente não é uma “YYZ” faixa instrumental de Moving Pictures, mas ainda é uma excelente música, e que em sua metade possui um lindíssimo solo por Alex, que se te arrancar lágrimas, será aceitável. Solo virtuoso, porém com um sentimento sensacional, uma emoção incomum. É em “La Villa Strangiato” que temos momentos mais pesados do disco, e também o melhor solo de baixo, além de a bateria Neil ser totalmente imprevisível. Com o decorrer, Alex sola o tema da canção e fica muito bom. Após uma seção incrível e maníaca instrumental, somos entregues ao fim de 36 minutos deste sensacional LP de uma maneira maluca, porém muito bem vinda.

Para concluir esta resenha, o trio canadense fez uma grande obra e que pode ser considerada prima com facilidade. Hemispheres é um álbum que você tem que ter em sua coleção a todo custo se você tem bom gosto. Se você nunca escutou Rush, saiba que você está perdendo muita criatividade e música de qualidade. Claro, isso irá requer audições extras, que no fim de tudo serão muito, mas muito recompensadores, já que a banda é do tipo “quanto mais se ouve, mais se gosta”. Então não fique aí esperando o tempo passar e vá logo ouvir esse clássico que eu recomendo a todos que querem algo diferente e querem sair do marasmo da zona de conforto.

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Our Lady Peace – Burn Burn (2009)

Origem: Canadá
Gênero: Rock Alternativo
Gravadora: Coalition Entertainment

Em seu sétimo disco de estúdio de estúdio, os canadenses do Our Lady Peace, banda composta por Raine Maida (vocais), Duncan Coutts (baixo e vocais de apoio), Steve Mazur (guitarra, piano, percussão, vocais de apoio) e Jeremy Taggart (bateria, percussão e vocais de apoio), fazem em Burn Burn uma mistura do comum e do incomum, em outras palavras, misturam um som popular com um som peculiar em certos momentos que são interessantes. O álbum possui 10 faixas  uma duração de 38 minutos, sendo o trabalho de estúdio mais curto da banda. Veremos agora o que tem bom neste álbum.

O álbum começa com “All You Did Was Save My Life”, uma canção com cara de single (não é a toa que foi o primeiro single do disco) e é bem chicletuda, ou em outras palavras, grudenta. Ela começa calma e fraca, mas evolui e fica bacana. Canção com cara de Nickelback. “Dreamland”, terceiro e último single lançado, tem um início parecido com sua antecessora, mas começa mais depressiva e sua evolução para o refrão soa uma mistura de Hard Rock e Country Rock. Se não fosse por sua introdução, que achei de certa forma feia (e como já disse, depressiva), poderia estar em uma trilha sonora da novela das 8 (isso foi um elogio). Em “Monkey Brains” as coisas ficam divertidas. Com uma influência do bom e velho Funk em algumas partes e distorções de guitarras legais, temos uma composição muito boa, mas possui defeitos. Na metade da canção temos uma seção acústica é longa demais, perdendo toda a força a canção. E outro defeito é a falta de vocais de apoio na canção. Umas vozes a mais deixariam a música bem doida, algo que ela quase é se não fosse por esses pequenos defeitos. O segundo single do álbum, “The End Is Where We Begin” é uma canção atípica, com uma introdução feita no teclado, que vão de lado direito a esquerdo, até a banda entrar. Aqui já dá para termos uma noção que o vocalista Raine Maida não é um qualquer “zé ruela”, mas não é aquele vocalista que irá marcar seus ouvidos como um dos melhores. Um instrumental bacana que acompanha uma canção viciante e talvez uma das melhores do disco, e encerra como começa.

A quinta canção, “Escape Artist”, é o mais próximo que eu consigo definir como balada nesse disco, pois todas as canções tem passagens pacíficas e outrora distorções maníacas na guitarra, isso até chegar em “Refuge”. É a canção mais fraca do disco, tendo momentos bonitos, mas é só isso. Nada especial. A sétima faixa inicia com um piano e se chama “Never Get Over You” e é outra balada que tem seu piano rolando pela faixa toda. É uma bela canção com um solo de guitarra igualmente belo. É o que podemos chamar de canção feita com o bom gosto. “White Flags” começa com sintetizadores e guitarra unidas como se fossem uma só e vira um Pop Rock bem divertido. Boa faixa. “Signs Of Life” é a próxima e aqui Maida e companhia foram para o bar, enxeram a cara e resolveram fazer uma música de corno. Brincadeiras a parte, Maida realmente soa meio “bêbado” numa canção bonita porém nada extraordinária. Aqui soa como aquela música que entrou para fazer número. O álbum encerra com “Paper Moon”, canção que inicia de uma maneira bem influenciada por “Blackbird” dos Beatles. Ela é excelente e de bom gosto, tendo uma distorção/solo de guitarra muito bom, finalizando o álbum positivamente, e além de ser a faixa correta para encerrar o álbum é junto com “The End Is Where We Begin” as melhores canções.

Em seu sétimo disco de estúdio, o Our Lady Peace fez um bom trabalho e é inegável que a banda é boa e merece um destaque a mais ao invés de certos grupos canadenses, como Nickelback e Three Days Grace, mas mesmo assim, a banda não é extraordinária que você deve escutar antes de morrer. Tem seus bons momentos, outros ótimos e outros que poderiam muito bem ficar guardados numa caixinha jogada no oceano. Vocalista Raine Maida as vezes é atrativo e as vezes é um pé no saco, o que pode afastar novos ouvintes, mas algo que não dá para negar, esse cara é único. E gosto de bandas com vocalista único, que você só ouve naquela banda, diferente de grupos como Paramore, onde temos várias Hayley Williams espalhadas por aí nesse mundo. Agora é esperar pelo novo álbum da banda, que será lançado esse ano!

Three Days Grace – Life Starts Now (2009)

Origem: Canadá
Gêneros: Metal Alternativo, Pós-Grunge, Hard Rock
Gravadoras: Jive, RCA

Em 2009, é lançado o terceiro disco da banda canadense Nickelback… Digo, Three Days Grace. Se você não entendeu o motivo de eu chamar a banda composta por Adam Gontier (vocalista e guitarrista secundário), Neil Sanderson (baterista e vocais de apoio), Brad Walst (baixista) e Barry Stock (guitarrista principal) de Nickelback, banda de Chad Kroeger, é que além das duas bandas serem do Canadá, são executadas em excesso nas rádios americanas e odiadas, muito odiadas (equivalente a nossa Fresno e NxZero, ou seja, ame ou odeie). Pelo menos o vocalista do Three Days Grace é mais versátil e bom, mas chega de comparações que não levaram a nada.

Life Starts Now é o terceiro disco da banda, sucedendo o sucesso comercial de One-X, que tinha hits como a melosa “Pain” e com sua letra parcialmente “profunda” e parcialmente tosca (e ruim), “Riot”, “Never Too Late” e “Animal I Have Become”. Esse último disco do grupo tem seus hits sim, sendo eles também quatro (quatro músicas com sucesso comercial começou graças ao Creed e sua malditas letras choronas e inofensivas). Todas as músicas neste álbum são fracas e pobres no quesito letra, então vamos ignora-las e irmos somente a parte que todo mundo que não entende Inglês gosta (ou ama): a música mais a voz do cantor.

O disco começa com força, com riffs pesados e até tensa se assim posso dizer. “Bitter Taste”, provavelmente a segunda faixa mais pauleira, abre o disco da maneira certa para uma banda de Metal e errada para um disco comercial, o que é perfeito para a banda financeiramente. Tendo esses dois lados, um não comercial e outro comercial, a banda pode ter o dobro de fãs… Se bem que até para o Metal está comercial esse disco. Bob Rock aprova! Sobre a música, é notável que o grupo é bom, fazendo uma letra que não é boa soar até “épica”. Ótimo começo! O disco prossegue com “Break”, o primeiro single do álbum. Faixa animada e divertida, porém boba. Em seguinte temos outros singles, como a tenebrosa e igualmente melosa “World So Cold” (apesar de ser boa), a totalmente inesquecível, chata e dona de uma péssima introdução “Lost In You” e a faixa mais ridícula do álbum, cheia de regozijo, “The Good Life”, com uma voz robótica que não sei como acharam que seria legal por ela após o refrão, sendo também a faixa mais curta do disco, com 2:53 de duração. Outra faixa que poderia fazer parte dessa seção radiofônica é a irritante e com uma intro parecida com “Lost In You”, essa canção é “No More”, que pelo menos no refrão não é chata, diferente da música comparada.

Agora é a hora de lágrimas descerem de suas pupilas. Com uma introdução de piano típica de uma banda de Hard Rock e que com tempo vem um violão brega e mais tarde uma distorção de guitarra, “Last To Know” tenta soar depressiva e melosa, mas consegue soar irritante e equivalente a “Untitled” do Simple Plan, ou seja, boa coisa com certeza não é! Outra faixa para a seção radiofônica. “Someone Who Cares” é próxima e parece que aqui está menos radiofônico, apesar de uma introdução muito feia, especialmente nas linhas bateria. É a canção mais longa, com 4:52. “Bully”, junto com “Bitter Taste”, são as porradas do disco. Introduzida com sons de crianças agitando uma briga (E que antes da música começar, uma velha fala uma frase em apoio a briga! Que feio Three Days Grace! E eu achando vocês inofensivos…). A música com seus riffs de guitarra “badass”, e pode ser considerada juntamente com “Bitter Taste” as melhores faixas do disco, não porque são pesadas, mas que não soam tão comerciais como soam as outras. Nessas duas músicas citadas, a banda parece que quer por seu máximo no som. Se não fosse por essas duas, a banda nem seria capaz de ser considerada Metal Alternativo. As três últimas faixas são um fim fraquíssimo e decaem o álbum, tendo de bom só o curto solo de guitarra em “Without You”, bem melódico e bonito por sinal. As outras duas faixas, “Goin’ Down” e a faixa-título, são faixas bem ruins e não é aquilo esperado para encerrar um disco. “Goin’ Down” com seus riffs Hard Rock padrão (e uma distorção terrível) e a faixa-título com sua inacreditável capacidade criativa para criar algo que fugisse do conhecido encerramento Hard Rock: balada! Essa última balada é inesquecível no mundo invertido. Pobre, comum e de mal gosto, dando um fim a algo que nem deveria ser escutado até o fim.

Em resumo, Life Starts Now é uma tremenda porcaria, feita apenas para ser comercial (tirando alguns bons momentos), em outras palavras, para que o público que gosta de músicas compostas por Creed, Alter Bridge e o próprio Nickelback, seja vendida com facilidade. Não digo que todas as bandas são ruins, mas todas essas citadas, TODAS, fazem música para ser comercial. Todas as bandas tem bons músicos que não fazem algo diferente, ou melhor dizendo, algo ofensivo, que as pessoas se preocupem com aquilo que ouvem, que chamem a atenção da mídia, pois isso é uma qualidade que o Rock perdeu. Você por o peso na música, guitarras distorcidas, mas com letras como dessas bandas citadas, você nunca será ofensivo, será aquele animalzinho de estimação que só come e caga, como o peixinho de aquário ou o passarinho fofinho que fica voando em uma gaiola. Em outras palavras, Three Days Grace, Alter Bridge, Nickelback e Creed fazem parte do gênero vulgarmente conhecido como “Rock Bunda-Mole”. Disco totalmente recomendado para fãs de “Rock Bunda-Mole”.

Simple Plan – Get Your Heart On! (2011)

Origem: Canadá
Gênero: Pop Punk, Power Pop, Rock Alternativo
Gravadora: Lava, Atlantic

O quarto disco do quinteto canadense Simple Plan é o “Get Your Heart On!”, que foi produzido por Brian Howes. O disco possui onze faixas, e para ser bem honesto, eu não sou fã de Simple Plan, para deixar claro. Mas eu nunca parei para ouvir um disco inteiro deles e analisar por completo. Com o lançamento de “Get Your Heart On!”, acredito que seja uma boa escolha. Será que os caras do Simple Plan conseguiram mudar o som, ou mudar sua atitude neste disco?

A faixa inicial é You Suck At Love, é uma faixa empolgante. Não é aquela coisa mágica, mas não é ruim. Ela cativa o ouvinte. Em sua seguida vem Can’t Keep My Hands Off You, é animada, lembrando um Offspring feliz e outras bandas da Califórnia. Tem participação especial de Rivers Cuomo. Jet Lag é a próxima com participação de Natasha Bedingfield. A canção é legal, mas nada de especial. Você pode ouvir a mesma coisa de outras bandas da Califórnia, a única diferença é que o álbum é melhor produzido e tem participações especiais, como a gata da Natasha. Quarta faixa do disco é Astronaut. Uma intro simples e bonita com violão e vocal, e logo após isso, vem a banda fazer uma baladinha. Dá para ser considerada uma das melhores canções do disco. Após a balada, vem a música com um dos nomes mais idiotas que eu já li, Loser Of The Year. A quinta faixa do álbum é aquelas que, se você é fã da banda, vai fazer seu “balança-cabeça-igual-ao-metaleiro-do-meu-irmão”, pular e fazer bagunça no seu quarto. A faixa tem um momento balada, que pode até ser considerado desnecessário, acabando com o momento da faixa. Mas talvez esta seja a ideia, pois depois de você fazer seu “balança-cabeça-igual-ao-metaleiro-do-meu-irmão”, respira fundo, balança mais um pouco, e depois termina cansado.

A sexta música é a pop, extremamente pop, Anywhere Else But Here. Não consigo dizer nada positivo sobre ela. O mais próximo de positivo é que é grudenta, mas é uma música tão pobrinha e sem criatividade, que não deveria estar no disco. Freaking Me Out é a sétima faixa, com participação especial de Alex Gaskarth, e que introdução mais irritante! O timbre de Alex é incrível. Acredito que Alex poderia até participar de bandas de diversos gêneros, pois ela encaixou muito bem com o instrumental. Antes que digam alguma coisa, as músicas não tem muito destaques instrumentais. Os destaques são para alguns momentos de piano/teclado e o vocalista Pierre Bouvier. Não que ele seja um vocalista espetacular, mas o timbre dele encaixa perfeitamente com o instrumental, sem falar que tem uma voz bonita e excelente para o gênero pop, principalmente para adolescentes. Ele merece meu respeito. A oitava faixa é Summer Paradise, com participação de K’naan. Faixa bem diferenciada, e feliz, algo bem interessante e uma das mais cativantes do álbum, mas a participação de K’naan deixa a faixa estranha, acaba até estragando a música.

A nona canção é Gone Too Soon. É uma faixa bonita, mas nada de espetacular. Pode ser considerada a mais fraca do disco, e a partir dela há uma queda de qualidade do disco. A décima faixa faça é Last One Standing, é começa empolgante, e o vocalista Pierre canta com um fundo de teclado diferente. É interessante, mas o teclado acaba deixando a faixa um pouco irritante. O refrão empolga e gruda. Boa faixa, tirando o teclado. A última faixa é This Song Saved My Life, com participação das fãs do grupo canadense no final dela. É mais uma balada, encerrando o disco bem no estilo Hard Rock. É bonitinha, mas bobinha. A ideia das fãs cantarem é legal e interessante.

O disco pode ser dito como uma mudança do grupo. Simple Plan é conhecido como emo, bem, nesse disco, nem mesmo as letras estão tão emos. Elas estão felizes, e bobas. Você não precisa ter um conhecimento enorme da língua Inglesa para saber que as letras são bobinhas. O que se pode se dizer sobre o Simple Plan, após o “Get Your Heart On!”, é que agora virou uma banda de “happy rock”. É um som feliz, e possui os mesmos elementos do tal gênero. A única diferença é ele ser muito bem produzido. Mas isso não tira a qualidade geral do disco, que pode ser considerado bom até por quem não gosta da banda, por ser algo feliz, cativante e empolgante. Fãs do grupo irão adorar as músicas.