Tomahawk – Oddfellows (2013)

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Origem: Estados Unidos
Genêros: Hard Rock, Rock Experimental, Blues Rock, Rock Alternativo
Gravadora: Ipepac

Oddfellows não tem muito segredo, este supergrupo de Mike Patton entrega o lançamento de 2013 com 13 canções curtas (nenhuma passa de 4 minutos de duração) e diretas. Tão diretas e cruas que algumas vezes talvez achamos que falta algo, que é apenas um experimento pela metade, nada que algumas audições extras não resolvam. Some hard rock setentista com experimentalismo, um ar sombrio totalmente cativante e o melhor que Patton possa oferecer em seus refrões mais melosos à frente do Faith No More, esse é o Oddfellows, que tem o próprio Mike Patton como um dos maiores destaques por culpa de seu versátil e excelente vocal. Outro destaque vai para o novato da banda, o baixista Trevor Dunn, entrou pouco tempo e mostrou um bom trabalho, com destacadas linhas de baixo. Mesmo destacando estes dois, a banda inteira vai muito bem, a guitarra de Duane Denison casou muito bem com o baixo do recém-chegado Dunn, John Stainer, o baterista, mantêm o ritmo, mesmo sendo o que menos brilha individualmente.

É o tipo de disco que fãs de Blue Öyster Cult  gostarão, recomendado para você que adorou a banda sueca Ghost, mas por favor, sem comparações, isso certamente estragará sua audição. E bom proveito!

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Buckethead – Electric Sea (2012)


Gênero(s):
Acústico, Música Ambiente, Clássica, Rock Experimental, Flamenco
Gravadora: Metastation
Origem: Estados Unidos

Buckethead, um guitarrista excêntrico, misterioso e muito habilidoso. Conhecido pela sua máscara branca e por usar um balde da KFC na cabeça, o guitarrista, além de ter uma ótima carreira solo, já passou pela aclamada banda Guns n’ Roses, tendo ainda participado do seu último lançamento: o Chinese Democracy. O guitarrista já participou de inúmeras trilhas sonoras de filmes, incluindo a do primeiro filme baseado no game Mortal Kombat, além disso ele é bastante conhecido pela música “Jordan” que faz parte da trilha-sonora do Guitar Hero II. Além disso, ele tem 36 albuns de carreira solo (é isso mesmo, 36), e hoje resolvi falar sobre seu trigésimo-quinto álbum: o Electric Sea, que é uma sequência ao Electric Tears de 2002.

O álbum começa com a faixa título do álbum, Electric Sea, a música é toda calma, suave, perfeita para ouvir em momentos relaxantes, a suavidade dos acordes dura pelos 06:32 de música sem enjoar a quem ouve, ficando mais calma a cada minuto. Logo temos a faixa Beyond the Knowing, calma, não tanto quanto a outra, ela começa com acordes rápidos, que ao decorrer da música se tornam mais rápidos, mostrando o porque de Buckethead ser um dos guitarristas mais rápidos no mundo. Entretanto, a faixa é meio monótona, já que ela toda tem os mesmos acordes, mas não deixa de ser uma boa música. Swomee Swan é a próxima, tendo acordes mais altos mas sendo calma, sem se agitar em nenhum momento. Boa. Em seguida temos Point Doom, que é bem diversificada com partes de acústico e flamenco. Ela começa bem calma, ficando bem rápida depois e repetindo a dose então até que termine, por ser bem diversificada é uma ótima música. Logo temos a maior música do álbum, com 07:20, El Indio é calma no início, tendo algumas partes rápidas e um solo rápido para terminá-la, uma musica que lembra os faroestes antigos em algumas partes (ao meu ver). Começa agora La Wally, uma composição original do italiano Alfredo Catalani, uma música calma e melódica, chegando a ser meio triste, me lembrando bastante do filme “O Corvo” de Alex Proyas.

Em seguida temos La Gavotte e Bachethead, composições do mestre alemão Johann Sebastian Bach, sendo La Gavotte calma e relaxante, e Bachethead calma e animada, parecendo aquelas musiquinhas que os alemães dançam, muito boa de ouvir. Yokohama é mais uma faixa calma e suave, perfeita de se ouvir, assim como quase todo o Electric Sea. O que até agora me fez crer que por trás do estilo excêntrico de Buckethead temos um gênio da guitarra. Agora temos a menor musica do album, Gateless Gate. Gatless Gate, é outra faixa lenta, calma, que relaxa a quem ouve, seu único defeito é ter apenas 01:59 de duração. Vamos para a décima-primeira e última faixa do álbum, The Homing Beacon. Essa música, sem mentira alguma, quase fez seu caro escritor chorar, já que é uma homenagem de Buckethead à um grande ídolo meu. A faixa já havia sido lançada no site oficial do guitarrista como um single, foi composta em homenagem à morte do Rei do Pop, Michael Jackson, assim que Buckethead ouviu as notícias sobre sua morte. Acho que sem dúvida a mais calma do album, suave em cada acorde, emocionante, uma música perfeita, tornando-se relativamente rápida (mas não tanto) no minuto final. Música que encerra com perfeição o álbum.

Podemos descrever Electric Sea da seguinte forma: aquele album perfeito para se trancar no quarto, deitar e ouvir no silêncio, ou até mesmo em um lugar calmo, deitado na rede abaixo as sombras das árvores com os fonezinhos de ouvido. É a verdadeira paz musical, um álbum bem calmo, contrariando todos os outros 35 álbuns lançados pelo guitarrista, com exceção do Electric Tears,  sendo um álbum bem simples, já que é um disco sem baixos, baterias ou vocais, e mesmo assim consegue ser perfeito. Electric Sea é aquele álbum que te relaxa e te faz esquecer dos problemas, que realmente se tornou um de meus favoritos.

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3 – The Ghost You Gave To Me (2011)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: 
Rock Progressivo, Metal Progressivo, Rock Experimental
Gravadora: Metal Blade

Enquanto Josh Eppard (ex-membro do 3) seguiu carreira na já popular banda Coheed And Cambria, o irmão menos famoso, Joey Eppard, continuou a sua carreira no 3, fazendo um som consideravelmente diferente da atual banda do irmão, e em 2011 lança o sexto álbum de estúdio, The Ghost You Gave To Me. Pela capa dá para se esperar algo sombrio, psicótico, mas o que vemos é um som bastante versátil e divertido, The Ghost You Gave To Me se torna uma grande opção audível para apreciadores do metal e rock progressivo e do rock experimental, com um flertamento encantador com o pop ( o que faz parte da bagagem do rock experimental), e também  uma pequena semelhança com o sludge metal, a ótima e versátil ‘Sparrow’ é um exemplo disso. O instrumental, assim como o álbum num todo, não é revolucionário, e a execução não é genial, mas mesmo assim é algo bem interessante, com bons momentos de todos os instrumentos.

Só por tudo o que eu já disse, vale a pena ouvir o último lançamento dessa banda, mas seria hipócrita não constar os erros, também. Você poderá se animar com o CD na sua primeira metade, mas quanto mais o tempo do disco passa, poderá achar que perdeu a sua “graça”. O agitamento do começo não está tão presente, e o vocal de Joey Eppard, pode se tornar irritante algumas vezes, a oitava faixa chamada ‘Pretty’ mostra isso. Mesmo sem tanta empolgação, continua bom, e só é questão de audições extras (elas não apagarão os erros, mas claro, vai te ajudar a entender melhor outros detalhes). Vale a pena arriscar nesta banda, você, que gosta de Muse, arrisque! (Não, 3 não te lembrará de Muse), os “progristas” que gostam de experimentalismo, também. E sem esquecer do pessoal indie, 3 se encaixa um pouco em cada estilo, mesmo não sendo genial, se torna algo bem agradável, ponto para o experimentalismo/versatilidade.

Cromagnon – Orgasm (1969)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Rock Experimental, Avant-Garde, Rock Psicodélico
Gravadora: ESP-Disk

O único disco lançado pelo Cromagnon, Orgasm (que nos anos 2000 seria relançado intitulado como Cave Rock), é considerado um dos discos mais tenebrosos, radicais, futuristas e, principalmente, assustadores de uma era. A banda composta por apenas três integrantes, Austin Grasmere, Brian Elliot e Sal Salgado, que produziram o disco, gravaram as vozes e criaram as músicas deste LP, que mesmo não havendo sucesso comercial algum, sendo um produto muito underground, Orgasm é tido como os primeiros passos que iriam levar a outros gêneros nas décadas seguintes, como Noise Rock, No Wave e Rock Industrial (e diria eu que até levou ao início de um dos gêneros mais exagerados e brutais, o Black Metal). Mas esse disco é realmente tão bom, mas tão bom, que além de revolucionador, é uma obra-prima, na qual devemos lembrar e mostrar aos nossos amigos, filhos e netos a sonoridade deste único disco do Cromagnon? Eu sinceramente discordo e muito dessa possível afirmação.

O álbum começa com “Caledonia”. Sua introdução lembra aqueles créditos iniciais de filmes (veja aqui), mas como se estivesse sintonizando em algum canal, até que finalmente chega ao canal, que poderíamos dizer que é a música. Em resumo, é uma mistura assustadora entre música ambiente, folk escocês e vozes que sussurram de uma maneira bem incomodativa. É uma música estranha, mas que funciona e até possível dizer “curtível”, se você tem um certo fascínio por músicas “especiais”. É em minha opinião a melhor faixa do disco, iniciando muito bem as coisas, se é que pode se dizer “bem”. Depois de “Caledonia”, temos “Ritual Feast Of The Libido”, e é aqui que as coisas ficam ainda mais estranhas. São três minutos e meio de pedras sendo esmagadas, pedaços de madeira sendo batidos, gritos neandertais e loucos… Chega a ser agonizante. E é só isso que a faixa tem a oferecer. Não possui uma estrutura ou nexo. Aliás, tudo feito neste álbum não possui uma estrutura comum e usual que conhecemos e, principalmente, não possui nexo, algo que a banda nem tenta fazer. É tão sem nexo, que é possível dizer que nem é um álbum de Rock (mesmo recebendo classificações deste tipo). É uma tremenda loucura.

“Organic Sundown” continua o que foi feito na faixa anterior, mas dessa vez temos mais instrumentos (uma tribo batendo em pedras), uma duração mais longa (7 minutos) e mais sussurros e gritos. É um som caótico, ao ponto de considerar uma sonoridade infernal. “Fantasy” começa com um pequeno grupo de pessoas cantando juntos “papapapapapapa…”, até que começa risadas esquisitas e sons vocalizados bizonhos. As risadas começam baixas e crescem de maneira quase ensurdecedora, e é possível ouvir gemidos, até que é ouvido aqueles relógios antigos que fazem “cuco” e sirenes, depois efeitos radiofônicos que  no fim, a única vontade é de pular para próxima faixa, que é “Crow Of The Black Tree”. Com uma pequena introdução de violão, o nexo finalmente começa a existir em alguma faixa, até que ocorre uma pequena pausa, um retorno mais veloz do violão e não só temos batidas tribais, mas como uma tribo fazendo um coral, durante uma faixa de quase 10 minutos, isso até o final, que parece uma grande celebração. Por mais cansativa que seja, o nexo existe aqui, por menor que seja.

Então a sexta música é “Genitalia”. Resumo: um cara que canta parecido com Frank Sinatra cantando em volta de mulheres gritando das maneiras mais absurdas e esquizofrênicas que você possa imaginar. E olha que o cara canta bem. Mas o que cerca sua voz é doentio. A próxima faixa é a “Toth, Scribe I”. São quase onze minutos de uma sonoridade barulhenta e alta, que com o decorrer vai crescendo e ficando cada vez mais e mais barulhenta e alta. E é somente isto que a canção tem a oferecer. Não é interessante e é chata, mesmo tendo lógica. As outras faixas possuem gritos e loucuras insuportáveis, mas em “Toth, Scribe I”, o único sentimento que eu sinto é tédio. E esse é daqueles discos que tédio é algo praticamente inexistente. E para encerrar temos “First World Of Bronze”. Uma guitarra fritadora de fundo com um coral que você encontra na Igreja predominam nesta faixa de quase três minutos de duração. Não é memorável como as outras, mas continua bem barulhenta, e termina o álbum de um jeito fraco, mas nada que realmente prejudique o nível de experimentalismo do trio.

Então, se você tiver coragem e a ousadia de ouvir esse álbum, essa loucura do final da década de 60 chamada de Orgasm, e posteriormente intitulada de Cave Rock, eu só espero que você tenha um estômago muito forte, ouvidos extremamente resistentes, uma vontade experimental suicida e, porque não, uma grande vontade em conhecer o passado musical. Cromagnon não é para um ouvinte qualquer. Precisa de, além de experiência como um ouvinte de Avant-Garde e música experimental, um gosto musical duvidoso ou ao menos excêntrico (para no caso gostar). O único disco da banda é algo que você não precisa ouvir e poderá seguir sua vida em frente sem ele, mas se fizer isso, ao fim dele, só pensará “o que foi o que eu ouvi?”. É uma viagem única de um disco único, feito da maneira mais esquisita e indulgente possível, porém inovador e criativo, mas que não salva a sonoridade feita, que em minha opinião, é de um péssimo gosto, com nexo e estrutura praticamente inexistentes e que você deveria evitar a todo custo, mas, apesar dos pesares, eu recomendo ouvir. Orgasm, por mais bizonho e estranho que soe, é merecedor de uma experiência, como já disse, única, tendo bons momentos. Precisar ouvir antes de morrer? Não. Mas se quiser dizer que já ouviu de tudo, esse disco é o que você precisa. Caso você for muito conservador, fique longe disso.

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Linkin Park – A Thousand Suns (2010)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Rock Industrial, Rock Experimental, Rap Rock
Gravadora: Warner Bros.

Tá, A Thousand Suns não é um álbum de new metal e não era o som que o Linkin Park estava acostumado a fazer, isso todos mesmo os que não acompanham a banda sabem (meu caso). Vamos apenas analisar o A Thousand Suns, e não a vida passada da banda. Nesse último lançamento até então, a banda decide seguir um novo caminho, saindo da mesmisse, se o resultado foi bom ou ruim, vamos tentar saber agora.

Aqui os caras fizeram um trabalho arriscado, já que não tinha feito nada parecido com isso antes, temos o exemplo do Pain Of Salvation e seu EP Linoleum, aonde é apenas um “rascunho” para o que foi Road Salt One, e melhorado em Road Salt Two, já nesse caso não teve rascunhos, não visíveis, mas um grande ponto positivo para o Linkin Park foi que junto com eles estava Rick Rubin, o famoso produtor, adorado por muitos, odiados por muitos outros. Em A Thousand Suns, a banda se jogou para o lado pop, prova disso é a dedicação que teve em fazer sons de fundo, substituindo o peso do metal. E nesses sons foi um dos pontos que a banda mais se arriscou, o disco está cheio de introduções, já começa com duas seguidas. Ficaram bacanas e bem feitas, nada que o U2 não tenha feito em No Line On The Horizon em 2009, um ano antes de A Thousand Suns, mas a comparação seria um pouco injusta, considerando o tanto de tempo na estrada que o U2 está fazendo este tipo de som.

As canções na sua maioria são baladas aonde temos um Chester “xoxo” e murcho, e algumas aonde Shinoda tenta ser o rapper badass do pedaço, grande exemplo é ‘When They Come For Me’. Na parte das baladas, elas são regulares para boas, sendo a melhor a última faixa do disco, ‘The Messenger’, aonde Chester manda uns vocais rasgados interessantes. E na parte de Shinoda soa até esquisito e genérico, a fusão de U2 com Kanye West não deu lá muito certo. Temos também a parte mais agitada e lembrando o antigo Linkin Park, com ‘Blackout” e ‘Wretches And Kings’, mas depois disso parece que a banda entrou em depressão outra vez e manda a progressão para a lata de lixo. É um disco que cansa o ouvinte, soa repetitivo e não dá “gosto” de ouvir, a não ser que você force a audição uma quarta ou quinta vez, ai você pode se indentificar melhor com o CD, e entender melhor ele, mas nesse arriscado lançamento do Linkin Park, mesmo tendo sons legais e bons momentos, também tem vocalistas brochantes e músicas esquecíveis.

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U2 – No Line On The Horizon (2009)

Origem: Irlanda
Gêneros: Pop Rock, Rock Experimental
Gravadoras: Mercury, Island, Interscope

Até então ultimo album da banda irlandesa de maior sucesso, o U2, No Line On The Horizon foi o responsável para que a grandiosa “360º Tour” acontecesse. E os irlandeses trabalharam no álbum desde 2006 e gravaram até em Marrocos (da onde vem o nome Fez, uma cidade marroquina e também o nome da introdução de uma canção do disco, Being Born), então a ansiedade para muitos foi grande, e todos esperavam um grande trabalho, e também teve a promessa dos integrantes de fazer um som mais experimental, lembrando um pouco Achtung Baby, talvez o rock fosse deixado de lado um pouco.

Começamos com a faixa-título, e já podemos sentir o clima que o álbum te levará, viajante, mas nem tanto (mesmo assim a sensação é boa), e com os destaques sendo a voz de Bono e a bateria de Larry Mullen Jr. A primeira faixa abre bem o CD, seguimos com ‘Magnificent’, essa mais experimental que a faixa-título, com influências eletrônicas mais visíveis, as famosas “batidas” também estão presentes. Outra boa faixa, que dá a entender que No Line On The Horizon se tornou sim um álbum experimental (a banda disse que não ficou tão experimental quanto eles queriam), mas a idéia é parecida com Achtung Baby (álbum de 1991 do U2) só que não tão viajante quanto o lançamento anterior, mas tem pontos que superam Achtung (sem comparar extremamente um CD com o outro), e que é aonde o lançamento de 2009 se baseia: na voz de Bono. Talvez não fizeram um álbum vidrado nisso, mas sem dúvidas Bono é o grande destaque, como tá cantando esse cara!

A terceira faixa é a mais comprida com 7:24, e uma das melhores do álbum (levando para o pessoal: A melhor do álbum). ‘Moment Of Surrender’ possui uma letra que cada vez mais se torna raro de se ver, aparentemente fala de “se render a Deus”. O feeling da canção é interessante, e mesmo a música não mudando entre seus 7 minutos o clima é agradável e não cansa o ouvinte. Para fechar o quarteto de boas vindas ao CD temos ‘Unknown Caller’, outra boa canção, o experimentalismo está presente mas a “veia do rock” na guitarra de The Edge também aparece em um bom solo. Seguimos com a “fofa” e puxada para o lado pop ‘I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight’, canção também boa, cativante até, puxa muito para o lado meloso, mas não deixa de ser boa. A sexta faixa é o prmeiro single do CD, a famosa ‘Get On Your Boots’, e posso dizer com certa firmeza: é a pior música do álbum. Se essa for a canção que você se espelha quando pensa no “novo” U2, está equivocado e convidado para ouvir No Line On The Horizon, ‘Get On Your Boots’ certamente é a mais chata do registro de 2009. E uma faixa que seria um ótimo “boas vindas” (vulgo primeiro single) do disco é a seguinte de ‘Get On Your Boots’, ‘Stand Up Comedy’. A sétima faixa é no mesmo estilo de ‘Get On Your Boots’, mas os arranjos são melhores, mais suaves e inspiradores. Ainda continuo não gostando tanto desse estilo de canções do U2, mas certamente é uma boa canção.

A já citada ‘Fez/Being Born’ é a próxima. Adoro a introdução ‘Fez’, podemos ouvir uma parte de ‘Get On Your Boots’ nela, e dá uma impressão agradável da cidade marroquina. ‘Being Born’ segue a “viajem” de ‘Fez’. Os agudos de Bono junto com o feeling relaxante são os destaques de ‘Fez/Being Born’, uma das melhores do disco. Agora entramos no “trio de despedida”, as 3  últimas faixas tem um clima sensacional de uma despedida, a primeira das 3 é ‘White As Snow’, a fantástica ‘White As Snow’, nada espetacular instrumentalmente, mas aqui o que importa são duas coisas: a voz de Bono e o feeling/clima. E White As Snow mescla esses dois fatores muito bem, uma ótima canção arrastada. Seguindo temos ‘Breathe’, incrível como que mesmo sendo animada ela se encaixa nesse “conceito” de “estou indo embora”. Apenas por ela ser uma das três últimas e que se encaixam lindamente, não colocaria ‘Breathe’ como primeira e principal single, porque merecer, merece! A décima primeira e última faixa é ‘Cedars Of Lebanon’, e ela não é uma faixa ruim, mas esse final dela não me cai, acaba muito “duro e seco”, ainda mais para o final do álbum.

No Line On The Horizon não chega a ser uma viajem daquelas psicodélicas, nem uma viagem em nível Achtung Baby, na verdade ao passar das audições, se você não prestar atenção o disco se torna até meio sem graça e enjoado. Isso é bom, um alerta dizendo que quando você ouve música, não pode ser apenas para o seu passa-tempo ou como se fosse a televisão ligada que você apenas liga e nem sabe o que está passando, preste atenção e pare de reclamar que não se faz música que nem antigamente, tem muita coisa boa hoje em dia, mas se for preguiçoso e sem atenção você nunca saberá e apreciará isso. Com atenção (e com audições extras, U2 no geral sempre precisará de audições extras) No Line On The Horizon se torna um grande álbum, dá para viciar nele facilmente, não é o melhor registro do U2, mas vale a pena dá uma conferida!

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