Edguy – Tinnitus Sanctus (2008)

Origem: Alemanha
Gêneros: Hard Rock, Heavy Metal, Power Metal
Gravadora: Nuclear Blast

O Edguy é uma banda que foi gerada do Power Metal e com seu decorrer e desenvolvimento, o grupo foi se tornando em uma mescla de Hard Rock, Heavy Metal e um pouco de seu natural Power Metal, e tendo outras características que não são tão visíveis, como uma influência Glam e Industrial na sua música. A banda do liderada pelo louco chamado Tobias Sammet (vocalista), que também é o grande mestre de Avantasia, e composta por Jens Ludwig (guitarrista principal), Dirk Sauer (guitarrista secundário), Tobias “Eggi” Exxel (baixista) e Felix Bohnke (baterista) fazem um som totalmente grudento e não tão difícil de assimilar, porém pesado e não-plastificado em Tinnitus Sanctus.

“Ministry Of Saints” é uma bela porrada para iniciar o disco. Seus riffs fortes, uma cozinha comum (nada de ruim aqui, mas nada de extraordinário) e uma voz diferenciada de Sammet (que compôs todas as faixas de Tinnitus Sanctus, seja musicalmente ou conteúdo lírico). Mas na primeira faixa já percebemos um problema que percorria pelo disco todo: Os refrões. São grudentos, são estilosos, mas repetem muitas vezes! Exageradamente! A música tem 5 minutos. Poderia diminuir para quase 4 minutos se tirassem os refrões desnecessários. Você chega a cansar e não vê a hora de seguir adiante. E em “Sex Fire Religion” mantém a mesma coisa de “Ministry Of Saints”. Mesmo estilo de composição, mas com uma pegada maior para o Hard Rock, enquanto a anterior é mais Heavy Metal. O problema novamente são os refrões, assim como em todas as faixas. Repetem demais! E além disso, soam totalmente Glam.

O cúmulo do excesso de refrões se chama “Dragonfly”. Esta faixa chega a ter 2 refrões! Se é bacana? Sim, mas cansa esses refrões que tentam soarem épicos, não só pelo uso em diversas faixas, mas por elas repetirem tanto que seus ouvidos ao invés de ouvirem uma voz, ouvirá um coral! E isso até mesmo para aonde não precisava, como “9-2-9”, “Nine Lives”, “The Pride Of Creation” e a música com maior influência de Industrial, “Wake Up Dreaming Black”. E o que dizer da melosa e brega balada “Thorn Without A Rose”? É o tipo de canção perfeita para fingir lágrimas de crocodilo. Claro, esse disco tem horas que manda muito bem, como na faixa de encerramento “Dead Or Rock”, que soa uma (boa) homenagem ao AC/DC, mas mantendo uma faceta da banda, como um pequeno uso de teclado e o refrões… E claro, temos uma boa faixa épica, “Speedhoven”, que ai sim, precisava dos refrões épicos, e tiveram. E todos os solos de guitarra, apesar de soarem parecidos as vezes, chutam bundas!

Tinnitus Sanctus é um bom disco, mas que poderia ser limado em várias coisas, como os refrões (…) e o uso de teclado em certas faixas que não precisavam, como “Dead Or Rock” e “Wake Up Dreaming Black”. É como se elas estivessem preenchendo espaço onde não tinha que ter. A balada estraga muita coisa ali, e “Speedhoven” faria muito mais sentido encerrando o disco. Recomendo aos fãs de Hard Rock, de Heavy Metal e aqueles que querem curtir uma música agitada e divertida, porém grudenta e de fácil assimilação. Tinnitus Sanctus não é das melhores escolhas, mas ainda é boa!

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Megaherz – Götterdämmerung (2012)

Origem: Alemanha
Gêneros: Metal Industrial, Metal Alternativo
Gravadoras: ZYX Music, Goldencore Records

Você gosta de Rammstein e/ou de Oomph!? Então você tem motivos para curtir ou repudiar o som do Megaherz. Antes de terem um som parecido com dessas duas bandas citadas, o Megaherz, composto por Alexander “Lex” Wohnhaas (vocais), Christian “X-Ti” Bystron (guitarra principal e programação), Wenz Weninger (baixo), Jürgen “Bam Bam” Wiehler (bateria) e Christoph “Chris” Klinke (guitarra secundária), eram uma banda com Metal Alternativo bem sombria, parecida com Faith No More, até fazer este som atual. A banda faz parte do Neue Deutsche Härte, que seria a “Nova Dureza Alemã”, que misturaria Hard Rock, Groove Metal, Metal Alternativo, Música Eletrônica e o Rock alemão. É equivalente a “New Wave Of British Heavy Metal” e “New Have Of American Heavy Metal”.

De uma maneira resumida, o som do grupo, que se estende por 11 faixas com uma duração aproximada de 49 minutos, abrange um som pesado, aliado a uma mistura de Música Eletrônica (sem ferir fatalmente o som), como o Rammstein faz em sua música, mas soa imprevisível, o que não ocorre com facilidade no Megaherz, e as vezes parece irritante e frustrante. E todas as canções que são em alemão não ajudam nem um pouco a aproximar os não acostumados a língua européia (quem não gosta de Rammstein/Oomph!, por exemplo), a não ser claro um pequeno uso de Inglês em certas canções, como “Heute Nacht”. “Jagdzeit” é a faixa de abertura e a mais grudenta também, soa comercial mesmo com o peso e com a voz de alemão assassino do vocalista, e nessa canção ainda possui a participação de uma voz feminina na qual eu não sei quem é.

As faixas posteriores, “Heute Nacht” e “Keine Zeit” tem aquele porrada, principalmente a terceira faixa, mas não são grudentas como a primeira. “Heute Nacht” tem aquela cara de música complementadora de álbum, não empolga e não é criativa, mas ainda é boa, já “Keine Zeit” é mais diversificada comparada as outras duas, tem momentos pesados, rápidos, doidos, é uma canção bem chamativa. Já “Das Litch Am Ende Der Welt” começa com uma introdução sinfônica que percorre durante a música toda. É uma bela canção, ainda mais por ser mais calma do que as outras. Um dos pontos fortes do disco. Em “Rabenvater” o peso retorna, e de certa forma a imprevisibilidade aparece no meio da canção com um piano (som originado em um teclado, obviamente), e ela é igualmente grudenta em seu refrão como “Jagdzeit”, que tem uma influência mais visível do Hard Rock, assim como “Rabenvater”, mas menos visível.

“Prellbock” é notável uma perda de criatividade e um péssimo gosto da banda em certas partes. Aquele mesmo peso de outras faixas misturada com a Eletrônica só faz parecer que a banda é feita para aquelas baladas tchecas. “Manm Im Mond” é mais passiva, tendo um teclado na sua introdução que soa infantil e de certa forma natalino, se assim posso dizer, que também encerra a faixa. É algo do mesmo nível de “Das Litch Am Ende Der Welt”, mas ainda se destaca. Em “Feindbild” o vocalista parece querer misturar no som já repleto de misturas o Rap. Até que não fica ruim, mas totalmente desnecessário. “Herz Aus Gold”, “Abendstern” e a faixa de encerramento, “Kopf Oder Zahl” são a demonstração da perca do peso e da criatividade e chegam a serem chatas e comuns. Não conseguem agradar como no início do álbum e apenas preenchem espaço deixado.

Em resumo, é um bom disco, e só. Tem seus momentos interessantes e bacana, mas com o decorrer do disco, temos uma queda de criatividade e de força (lê-se peso) nas canções que chegam a impressionar. Se organizassem melhor, poderiam lançar o disco como um EP tendo apenas as melhores canções, ao invés de várias faixas que só estão ali por enfeite. Se você gosta de Rammstein e Oomph! e não for do tipo “não aceito plágios”, é extremamente recomendado. Agora, se quiser algo inovador, excelente e que não é cansativo, passe longe deste disco.

Avantasia – The Wicked Symphony (2010)

Origem: Alemanha
Gêneros: Metal Sinfônico, Heavy Metal, Power Metal
Gravadora: Nuclear Blast

Depois dos aclamados e amados The Metal Opera Part I e Part II e dos EP’s Lost In Space I e II (sendo que os EP’s não foram bem recebido pelos fãs, dizendo que está muito “vendido”), Tobias Sammet, vocalista e a mente da banda Edguy, resolve lançar mais uma saga em seu projeto paralelo, o Avantasia. E tudo começou em 2008, um ano depois do lançamento de seus EP’s duplos, com o álbum The Scarecrow, que é inspirada em uma lenda alemã, chamada Fausto, que conta a historia de um doutor (o próprio Fausto), que desiludido, faz um pacto com o demônio chamado Mefistófeles. Sendo assim, o espantalho Fausto (Tobias Sammet) e uma “espécie cínica” de Mefistófeles (Jorn Lande). A historia fica cada vez mais interessante ao passar do disco, e recomendo para quem quiser acompanhar um bom conceito como tema a fantasia. The Scarecrow foi apenas a primeira parte da saga do espantalho, que em 2010, seguiu com dois álbuns, The Wicked Symphony, e mais tarde Angel Of Babylon.

Agora vamos falar mais sobre o primeiro lançamento de 2010. Eu pessoalmente gostei mais do Wicked Symphony do que do Angel of Babylon, dois grandes discos, que Tobias Sammet conseguiu mesclar gêneros diferentes e fazer uma ótima continuação do The Scarecrow (muito melhores do que a primeira parte da saga). A mescla entre power metal, hard rock, heavy metal nunca funcionaram tão bem quanto nessas obras de arte do alemão de Fulda, tornando um ar de fantasia que faz mexer com sua cabeça. As letras de The Wicked Symphony estão muito boas, e até recomendo acompanharem elas sem saber muito do conceito da saga, pois mesmo sem a historia completa, são letras simples de entender (os conselhos e mensagens, se você começar a ligar uma coisa ou outra no disco já fica complicado) e muito bem feitas mesmo, se duvide, apenas cheque a letra de Runaway Train. A raiz, o power metal, continua. Mas não tão influente como era nos Metal Opera, e caia entre nós, Tobi só não quis arrancar de vez o power do Avantasia por ser a influencia de toda a fantasia que ocorre o grupo e ser uma marca registrada. Na sua banda, o Edguy, já foi mais radical. Mas isso não quer dizer que é algo ruim, um músico se manter “preso” em um gênero é algo horrível, só ele mudando já merece respeito, e no caso do Tobias Sammet, merece respeito também por fazer trabalhos geniais. Sem dizer que TUDO que você ouvir no Avantasia, uma simples linha de baixo até um épico solo de guitarra, absolutamente TUDO foi feito por Sammet.

Sem enrolar mais, vamos as músicas do alemão, acompanhado por músicos convidados que são Sascha Paeth (guitarra e produção), Eric Singer (bateria) e Miro (teclados, orquestração), e caia entre nós, que banda! E em cada faixa, existe mais convidados, nos quais eu falarei o nome dos músicos nas faixas que aparecerem. E o primeiro convidado é Felix Bohnke, baterista e companheiro de banda de Sammet no Edguy. Mas nos vocais também tem gente, Jorn Lande (Masterplan) e Russell Allen (Symphony X) dividem os microfones com Tobias na faixa-título, no qual o dono do projeto diz ser uma batalha de voz entre Jorn e Russell. E não podia ser melhor para abrir o álbum, lembra que eu disse que o CD é uma mescla de muitos gêneros? A primeira faixa mostra isso, uma épica canção de mais de 9 minutos de duração, com uma intro que te joga no mundo “fantasiático” de Avantasia, até o peso da guitarra te acordar, e logo Tobias começa a cantar, você já está na mágica. Os três vocalistas vão se revezando até um refrão que não deixa de ser épico, mesmo sendo bastante hard rock. Peço que prestem muita atenção nessa faixa, ela é verdadeiramente de outro mundo, os vocais vão se revezando, continuando na mesma (e sem enjoar) até o solo de Sascha em 5:41, um grande e lindo solo desse grande produtor e músico. Mais ou menos em 6:47 o solo acaba e a música abaixa, dando apenas para ouvir a base junta de bateria com guitarra e baixo, com Tobias Sammet sussurrando algo, até ir aumentando sua voz mais e mais, junto com os instrumentos que o segue, tornando algo sensacional, até Sammet voltar de vez para os vocais com uma cara já de final, mas ainda dá tempo de mais um bis do refrão, e assim acaba um começo perfeito para um álbum que tem como tema a fantasia.

Wastelands segue com os convidados Oliver Hartmann (guitarra) e a lenda alemã Michael Kiske (vocal). Os fãs de Helloween ficarão felizes ao ouvir essa, parece que Sammet quis fazer uma música exclusivamente para Michael Kiske cantar e brilhar, porque é o que acontece, uma música com uma cara de Helloween, mas bem grudenta, a intro já mostra isso, o refrão nem se fala. Umas das mais power metal do álbum, e com uma ótima parceria entre os alemães, e quando falo ótima parceria entre os alemães, não digo apenas de Michael Kiske e Tobias Sammet, mas sim também de Sascha Paeth e Oliver Hartmann, que fazem um solo muito legal e puxado pro lado power metal juntos, não chega a ser uma das melhores do álbum, mas Wastelands tem seus encantos, e só por ter Michael Kiske, já vale muita coisa. A terceira faixa se chama Scales Of Justice, com Alex Holzwarth na bateria e o grande e magnifico Tim “Ripper” Owens nos vocais! Uma das faixas mais pesadas do disco, e chamar Tim para ela foi muito, mas muito bem escolhido mesmo. A faixa que também conta com uma linha interessante de bateria de Eric Singer é uma das mais agitadas e uma das mais legais do álbum, refrão espetacular, e como esse Tim Ripper canta não é brincadeira. Dying For An Angel é a próxima, e conta com a participação de outra lenda alemã, o vocal do Scorpions, Klaus Meine. E outra vez acho que Tobi fez uma música exclusivamente para seu convidado cantar, até quando ele (Tobias) está cantando , lembra bastante o Klaus. Uma das mais hard rock do álbum e também uma das que mais fica na sua cabeça, culpa desse refrão bem Scorpions que é ótimo. Canção muito boa, outra parceria que se deu bem, e muito interessante também: Klaus Meine foi o frontman de uma das bandas (se não A banda) mais famosa da Alemanha de todos os tempos, e Tobias Sammet, um dos nomes atuais mais interessantes da música alemã. O solo da faixa também merece destaque, com uma passagem curta e fantastíca para mais uma vez o refrão, assim terminando a participação desta lenda.

Felix Bohnke volta para a bateria na quinta faixa junto com outro convidado, o nosso representante tupiniquim, o ex-Angra e ex-Shaman, André Matos! A música é a Blizzard On A Broken Mirror, a minha favorita do disco. Adoro simplesmente tudo nela, o feeling épico que ela possuí é monstruoso, o pré-refrão é sensacional, a letra é sensacional, o refrão e a participação de André Matos são sensacionais! Uma outra passagem que é simples, mas bem legal, com Tobi aumentando sua voz de novo, até chegar o refrão, e você ter certeza que ele grudará na sua cabeça. Agora só para melhorar vem uma das baladas mais bem feitas que eu já ouvi, Runaway Train, uma das minhas favoritas do álbum também. Bruce Kulick, guitarrista do Kiss por 12 anos divide as guitarras com Sascha Paeth. Jorn Lande volta nos vocais, assim como Michael Kiske, e Bob Catley (Magnum) também participa da épica balada. Gosto muito do começo dela, e o legal é perceber o quanto Tobias Sammet canta, mesmo em lados de grandes lendas como Michael Kiske e Bob Catley, sendo um dos destaques da faixa. O revezamento de vocal vai acontecendo entre Tobi e Jorn. Tudo muito bom até aqui, mas a melhor parte ainda está por vir, Sir Bob Catley começa a cantar, e emociona, abra no lado alguma página com a letra da canção e acompanhe Catley, e preste atenção, porque com o instrumental ao fundo fica ainda mais perfeito. Depois disso em seguida já vamos para uma espécie de segundo refrão, bem agitado e divertido, tornando essa faixa mais magnífica ainda. Michael Kiske começa a cantar no mesmo tom do começo da música, até vir um Tobias Sammet com sua voz poderosa e puxar mais uma vez o refrão da canção, destaque para a linha de bateria de Eric Singer, principalmente no final da faixa.

Crestfallen é a sétima faixa, Alex Holzwarth volta a bateria e mais uma vez Jorn Lande participa (algo normal, pois como falei mais no começo, ele é um dos protagonistas). Uma das mais pesadas do disco, disputando de cabeça a cabeça com Scales Of Justice. Adoro a intro de teclado dela, até começar o peso natural de uma canção de heavy metal, até se tornar algo que dá para “headbanguear” sem problemas. O vocal de Tobias aqui me agrada, e muito. Só pensar que ele que criou absolutamente tudo que aqui se encontra, não consigo encontrar outra palavra no meu limitado vocabulário a não ser genial. O refrão é sensacional, com Sammet fazendo um tom de voz que impressiona, algo agressivo e mais puxado para o lado “gritante” de sua voz que eu nunca ouvi antes. Forever Is A Long Time, a oitava faixa, que permanece com Alex Holzwarth na bateria e volta com Oliver Hartmann na guitarra fazendo companhia a Sascha novamente, e como as guitarras desses dois se dão bem é impressionante! Jorn também volta. É uma música bem agitada e muito legal, com grande destaque para Jorn Lande, com sua linda voz. Solos duplos novamente, Sascha Paeth tem que chamar Oliver Hartmann urgentemente e montar uma banda!

Black Wings é a nona canção, com participação de uma linda voz chamada Ralf Zdiarstek, e não sei nada sobre esse cara, a não ser que sua voz é muito bela e que participa desta canção do Avantasia. Black Wings tem uma intro pesada, e tirando, claro, a voz de Ralf, destaque para  o grande refrão que Tobias manda super bem, e outra passagem com o dono do projeto cantarolando mais baixo, até chegar um bom solo de Sascha. States Of Matter conta a volta de Alex Holzwarth e de Russell Allen. Intro bastante agitada e que merece destaque, assim como a voz poderosa de Russel Allen, faixa com um refrão mais grudento e que não deixa de ser boa, mas não chega a ser um dos destaques do disco. Fechamos com The Edge, Felix Bohnke e Bruce Kulick voltam e também temos a participação no orgão de Simon Oberender. Talvez você ache ruim acabar o álbum com uma balada, mas o álbum trouxe pancadas atrás de pancadas, e sem esquecer que segue uma historia, acompanhando ela dá para entender melhor tal ordem das músicas. Mas isso não tira o crédito. Sascha Paeth é um dos destaques, não só com seu muito bom e curto solo mas também como produtor, que deixou TODO o álbum mais mágico ainda. Sobre a canção, tem partes bem belas e até tristes, se você estiver mais para baixo, tem chances de ouvir bastante a última faixa do The Wicked Symphony, mesmo ela não sendo grudenta ou tão leve.

The Wicked Symphony é a essência de uma mistura de boa música com fantasia, não sendo repetitivo como muitos grupos de power metal e assim mantendo a grande magia que só ouvindo você entederá o que eu quero dizer. Um tema não revolucionário, mas o jeito de tratar ele, foi um jeito novo e extraordinário.

Edguy – Age Of The Joker (2011)

Origem: Alemanha
Gêneros: Hard Rock, Heavy Metal, Power Metal
Gravadoras: Nuclear Blast, A&M, The End

O Edguy é uma banda que nasceu nas raízes do Power Metal, a influência de Helloween é inegável (como a do Iron Maiden também), fizeram álbuns considerados clássicos do estilo, como os excelentes Theater Of Salvation e Mandrake, e neste último citado, a banda começou a mudar um pouco seu estilo (e que fizeram muito bem nisso, um artista tem que ser feliz com o som que está fazendo e manter a cabeça fechada a um estilo nunca me cairá que ele está totalmente feliz com sua música). A mudança foi ficando cada vez mais radical, depois das poucas visíveis no Mandrake, Hellfire Club foi um álbum que mantinha o Power Metal, porém com muito mais influência do Hard Rock, e o disco possui a música Lavatory Love Machine, coisa mais Hard Rock que isso o Edguy nunca tinha feito, mas foi no álbum de 2006, Rocket Ride, que o Hard Rock entrou na banda de vez, um álbum muito diferente de qualquer outro dos alemães, claro que muito fã true começou a falar suas baboseiras, e eu a passar do tempo vi que era um grande disco. Tinnitus Sanctus de 2008 só confirmou de verdade a mudança da banda, para o que muitos esperavam uma continuação do Mandrake, viram o album mais pesado da banda, mais frio, mesmo com a Bonus Track “Aren’t You A Little Pervert Too?” (em tom sarcástico, é claro) a banda não teve aquela pegada “Happy Metal” (ouvindo Edguy e Helloween, ficava feliz em dizer que isso era Happy Metal, por causa das palhaçadas, mas alguns brasileiros estragarem a graça do nome, que nem fizeram com o ótimo estilo musical, Funk) que todos conheciam dos palhaços (ou coringas?) do Edguy.

No Natal de 2010, eu lembro que quando cheguei em casa as 5:00 e fui mexer um pouco no PC, abri um site de noticias de Rock e Metal, e vi que o Tobias Sammet tinha mandado uma mensagem para os fãs para o Natal, nele tinha aquelas baboseiras de sempre, elogiando os fãs e bla bla… Só que no final, Tobias Sammet disse que  viria um novo album do Edguy no verão euroupeu de 2011 (meio do ano), meu dia que tinha sido uma merda virou uma maravilha (quem me conhece sabe que o Edguy é a minha banda favorita). Muito se especularam sobre o Age Of The Joker, muitos falavam que se não voltasse ao Power Metal não ia valer a pena, que o Edguy acabou no Hellfire Club (olha que falam mal desse também), mas isso é típico dos tão chatos e quadrados “True Metal Old School Fan From Hell FUCK YEA”.

Eu, realmente nessa época tava viciado na Era Power Metal do Edguy, queria que voltasse essa raiz um pouquinho mais, mas sem desmerecer trabalhos que não são Power Metal que nem nos dois albuns anteriores, músicas que nem Speedhoven, Sacrifice e Return To The Tribe são maravilhosas, bom, no final das contas eu pensei mais sobre isso,e eu apenas queria que o Edguy fosse Edguy! As palhaçadas, a diversão, os solos duplos de Jens e Dirk, mini solinhos do Tobi Eggi, a “dancinha das guitarras” que fazem ao vivo e com o “Allien Drum Bunny”, Felix Bohnke matando a pau como sempre.

Chegou agosto, mês da estreia mundial do album, eu ouvi a versão do Clipe de Robin Hood, não era a inteira, a faixa de 8 minutos virou um single de 5 minutos, então não tive como e não quis analisar isso, a ansiedade bateu muito forte nesse mês de agosto, por dias isso foi a razão do ano para mim(ta… isso foi MUITO fan girl). Ouvi algumas previews das músicas no Site Oficial, mas muito cedo para dizer algo, eu me concentrei mais nos nomes das faixas, adorei Pandora’s Box (Seria um tributo ao Aerosmith?), The Arcane Guild e a que eu mais gostei, Behind The Gates To Midnight World, “soa épico!” eu dizia.

Então. O album saiu, dia 26 de agosto, e aqui eu trago para vocês a minha visão sobre ele.

O album começa com a já conhecida Robin Hood, muitos adoraram, outros falaram muito mal, eu gostei da música, a intro dela é muito boa, já de cara dá para perceber o trabalho de Sascha Paeth, os sons estão fenomenais! A voz de Tobias Sammet está muito poderosa, mais do que nunca, o refrão da música eu achei um pouco “grudenta” de mais. Gostei da letra, e a passsagem do meio da música é sensacional. Continuamos com Nobody’s Hero, a mais pesada do album, confesso que demorei bastante para gostar mais dela, mas é uma faixa bem poderosa, teclado não muito “visível”, mas faz um excelente papel, Jens e Dirk estão na suas melhores fases com suas guitarras, como alguns fãs diziam, “Quando o Tobias Sammet estava em turnê com o Avantasia, os dois deviam ta estudando com as guitarras”, melhores riffs e dupla mais afiada de guitarristas que agora o Edguy nunca teve! Rock Of Cashel é a faixa seguinte, intro muito boa, com um mini-solo, essa é uma das minhas favoritas, tem um refrão bem “grudento” também, e a música é apenas boa até a metade dela (o refrão se repete muito, o grande problema desse album para mim, pois a maioria deles são muito grudentos como já disse), mas a segunda metade dela… Emociona! A primeira vez que eu ouvi eu fiquei muito feliz mesmo, e vi o porque eu gosto tanto dessa banda, uma das melhores do CD com certeza.

A faixa número 4 é Pandora’s Box, uma música com uma pegada Country, mas sem perder o peso, como eu disse antes, será que é um Tribute ao Aerosmith? O nome da faixa e o jeitão dela lembra muito, para mim sim! Uma das favoritas dos fãs desse album, realmente é uma música muito boa e criativa, o solo do Jens ficou muito legal. Agora temos Breathe, a quinta faixa, eu adoro o começo dela, mas não gostei tanto do teclado na música, soou meio esquisito, outro solo que eu gosto muito do Jens, depois do solo a música fica mais lenta, Tobias vem cantando e a música cresce de novo! Um Hard Rock muito bem executado.. Two Out Of Seven e Faces In The Darkness são as próximas, Two Out Of Seven também começa com uma intro de teclado, até parecida um pouco com a de Breathe, nada de mais, a música é uma crítica a Imprensa e a todos que falam mal deles, as Revistas e Sites que os críticam e que dão nota 2/7(nota 2 para um total de 7) para os albuns da banda, a faixa é um bom Hard Rock, e cuidado, pode viciar! E não dá para não comentar o trecho final aonde Tobias canta “What The Fuck? Suck My Cock” e “When I wank at the bank, I’m ten out of ten my friend”, sem perder o jeito brincalhão da banda, a música apenas peca demais no mesmo quesito das outras, refrão muito repetitivo, e continuamos com Faces In The Darkness! Uma das minhas favoritas, essa vicia também, adoro o pré-refrão e o refrão dela, os agudos do Tobias, uma das melhores do album!

The Arcane Guild e Fire On The Downline seguem o album, The Arcane Guild é uma música muito gostosa de se ouvir, eu adoro ela e o seu clima, passagem legal seguida de um solo muito bom de Jens,um dos meus favoritos dele no album, e sempre acompanhado da bateria de Felix(mesmo que esse não seja um grande destaque do album). Fire On The Downline tem uma intro “triste” que me cativou bastante, ótima intro!(Esses agudos do Senhor Sammet… Meu Deus hein!), refrão bem legal também, Hard Rock bem tocado, as guitarras estão muito bem, Tobi Eggi e seu baixo não tem lá grande destaque, mas mesmo assim o baixo dele está acompanhando as guitarras de Jens e Dirk com classe.

Behind The Gates To Midnight World… A que o nome “soa épico”, a mais aguardada por mim, sem palavras para descrever essa, está tudo tão bom aqui, agudos lindos do Sammet, refrão muito bom mesmo, o melhor do album, eu até arrisco a dizer que essa é uma das melhores músicas só não do Age Of The Joker, mas sim do Edguy! O solo ja acompanhado por uma passagem com um teclado muito melódico e ótima, Tobias volta cantando até chegar uma espécie de “segundo refrão” da música, “Run Away! Run Away!”, outra passagem, agora básica, e voltamos para acabar a faixa com o refrão, a melhor do CD com certeza.

Encerramos o album com Every Night Without You. É… A primeira balada do album! Gosto muito do começo dela(quando Tobias começa a cantar), mas não é nada de grande expressão, boa balada, poderia está no CD Bonus, ou no máximo no meio do CD (acabar com Behind The Gates To Midnight World seria totalmente espetacular).

Bom, é isso, o Age Of The Joker versão normal chega ao fim, mas ainda tem o Disco Bonus (TCHARAM).

E ele começa com a ótima God Fallen Silent, música composta pelo guitarrista Jens Ludwig, guitarras rápidas, refrao muito bom, riff bem rápido também, com certeza ela poderia estár no Age Of The Joker (no lugar de Every Night Without You talvez), a minha favorita do Disc Bonus.

A próxima é Aleister Crowley Memorial Boogie, eu gostei do refrão, mas não achei ela nada de mais, apesar do nome, que eu adorei, bom riff, boa faixa para um CD Bonus. Cum Of Feel The Noise você ja deve ter ouvido, Cover do Slave (conhecida também pela versão do Quiet Riot), e é a cara do Edguy, o nome, o momento, cover perfeito! Adorei a versão.

Standing In The Rain é uma música que foi gravada em 2005, poderia está no Superheroes (EP), não faz muito a cara do Age Of The Joker, mas eu gostei bastante dela e poderia entrar no album no lugar de Every Night Without You (vocês vão pensar que eu embacei com ela… Mas eu gostei da música, apenas achei as outras um pouco melhores).

O Bonus Disc termina com as versões Singles de Robin Hood e Two Out Of Seven, legal para um CD Bonus, pois é material a mais, mas as versões originais são bem melhores, quem ouve Robin Hood (Single Version) ao invés da original é preguiçoso e Two Out Of Seven está sem os palavrões no final, o que tira o ar de graça na música.

Age of The Joker, não, ele não é nenhuma obra-prima, mas só quem fala mal dele são os fãs “truezão” mesmo, é um ótimo Hard Rock que mistura Folk, Country, Power (Sim, tem partes Power, a raiz tá aí!), e Heavy Metal. Album versatíl e que merece destaque nesse ano de 2011, pois me fale outra banda que fez mudança tão dramatica que nem o Edguy? Os caras merecem respeito e saldo de palmas, fizeram um grande trabalho, continuem assim! (E olha que eu ja quero outro album deles).

Nota: