Steel Panther – Feel the Steel (2009)


Origem:
Estados Unidos
Gêneros: Hard Rock, Glam Metal, Heavy Metal
Gravadora: Universal

Steel Panther é uma banda satírica de Glam Metal que foi formada em 2000. A banda passou por três nomes diferentes: Danger Kitty, Metal Shop e Metal Skool. A banda é bastante conhecida por compor letras bem humoradas e pela aparência exagerada que satiriza o estilo Glam da época de 80. Este é o segundo álbum da banda, o primeiro, que foi lançado quando a banda ainda se chamava Metal Shop e teve um relançamente quando a banda estava sob o nome de Metal Skool, se chama Hole Patrol, em um rápido resumo, posso dizer que o primeiro álbum da banda é formado por rápidos skits e músicas que foram regravadas para o Feel the Steel.

Apesar do Hole Patrol, o Feel the Steel é considerado o debut da banda, já que foi o primeiro a ser lançado por uma grande gravadora. O álbum estreou em #123 e alcançou #98 na Billboard 200, e também alcançou #1 no Billboard Top Comedy Albums. O álbum também ganhou o prêmio Metal Hammer Germany de Melhor Debut. Enfim, após dar uma breve descrição sobre a banda e sobre o álbum, vamos ao que interessa: o conteúdo. Como já dito acima, o Steel Panther satiriza as músicas de Hair Metal aclamados, tais como Bon Jovi, Van Halen e Whitesnake, tendo usado grande influência das bandas em suas músicas.

O álbum começa com a música chamada “Death to All But Metal”, o título já passa claramente a ideia da músicas, mas para os que não entendem, a música fala sobre matar todas as bandas e trazer o Heavy Metal de volta. Logo de cara a música já conta com um solo (que me lembrou os solos de Eddie Van Halen) do guitarrista Satchel. Os vocais ficam por conta de Michael Starr. Como eu já disse, eles são uma banda satírica, as letras geralmente contem muitas palavras de baixo calão e piadas escrachadas, e as vezes conteúdo levemente pornográfico. Essa música conta com a participação do vocalista do Slipknot e do Stone Sour, Corey Taylor. Mas voltando para as letras, para verem como não estou mentindo, vejam abaixo a primeira estrofe da música:

“Fuck the Goo Goo Dolls
They can suck my balls
They look like the dogs that hang out at the mall
Eminem can suck it, so can Dr. Dre
They can kiss each other just because they are gay
They can suck a dick, they can lick a sack
Everybody shout: Heavy Metal is back!”

Como podem ver acima, a banda não se preocupa em compor letras ofensivas e chulas, que, por sinal, são bem encaixadas nas melodias. Na próxima faixa temos a música “Asian Hooker”, que fala sobre o vocalista e uma prostituta asiática. Em seguida temos “Comunity Property”, essa música é meio difícil de explicar, mas a principal frase do refrão é:

“But my cock is community property.”

Caso queiram saber o que significa basta colar no Google Tradutor, pois acho que a tradução seria baixa demais para postar aqui. A próxima faixa é um pouco mais séria, se chama “Eyes of a Panther” e domina bastante no estilo Glam, com um instrumental muito bom. Nossas próximas duas faixas são “Fat Girl (Thar She Blows)” e “Eatin Ain’t Cheatin” essas duas faixas entram no que falei lá no início, “Fat Girl” lembra as músicas do Whitesnake, já a “Eatin” lembra músicas do Van Halen. “Party All Day (Fuck All Night)” conta com a participação do vocalista do The Darkness, Justin Hawkins. Essa lembra as músicas do Bon Jovi, principalmente nos acordes de guitarra. A próxima chama-se “Turn Out the Lights” e temos a presença de M. Shadows, do Avenged Sevenfold, nos vocais.

O resto do disco é totalmente escrachado, mas o destaque vai para a balada “Girl from Oklahoma”. Um dos melhores instrumentais acústicos que já vi, uma música calma, porém, a letra é a mais vulgar e chula do álbum, provavelmente, a mais engraçada entre todas. A música fala sobre uma fã que se envolveu em uma relação sexual com Michael Starr, o vocalista. Bons instrumentais de Heavy Metal e letras idiotas e engraçadas, bom para quem gosta de um humor mais ofensivo. O álbum oficial termina com a faixa acima, mas há uma edição limitada que contém a faixa bônus “Hell’s on Fire”. Um Hard Rock com uma letra que deixa aquele sentido de “You Don’t Say?”, já que a letra fala que o inferno é quente.

O disco tem um fator interessante, que foi a participação de membros de bandas “sérias” que acabaram entrando na brincadeira, cantando letras humorísticas e chulas, falando palavrões e até dando gritos ao lado de Michael Starr. O que aborrece no álbum é a falta de criatividade da banda para a banda, que parece não adotar um estilo próprio, parecendo se basear nos estilos de bandas aclamadas do gênero. Podem dizer que por eu ser alguém que curte mais umas músicas do estilo Metal, não há muita graça em fazer reviews do gênero. Entretanto, eu acho que o Steel Panther merece uma chance, pois tenta e consegue fazer um bom Glam Metal, o que faltou para a banda foi um estilo próprio, que faça a banda ser reconhecida não só por suas letras humorísticas e chulas.

Por fim, basta dizer que “Feel the Steel”, apesar de seus defeitos aqui e ali, é um álbum razoável, vale a pena experimentar para quem gosta do gênero, ou para quem gosta de ouvir músicas debochadas com uma boa sonoridade. Agora, a banda pode melhorar? Eu acho que pode. Fica ao seu critério escutar e decidir sua resposta.

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Black Veil Brides – Rebels (2011)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Pós-Hardcore, Hard Rock, Glam Metal
Gravadora: Universal Republic

No mesmo ano do seu último álbum, o Black Veil Brides lança no final do ano um EP como presente para os fãs, palavras ditas pelo próprio Andy Biersack. E neste EP, pelo contrário que ouvi dizer, ele não está diferente/melhor do que Set The World On Fire, o que podemos dizer é que são apenas 3 músicas, sendo 1 inédita e 2 coverizadas, então sem dúvida é mais fácil ouvir sem cansar. E a inédita abre Rebels, e se chama Coffin. E ela segue o estilo de Set The World On Fire, resumindo, ela não foi algo impressionante ou totalmente diferente do álbum de estúdio como estão falando que o Black Veil Brides melhorou muito nesse EP, como?? Como saber em uma única canção, e 2 covers? Enfim, o refrão tem bem a cara da banda, não tem muito o que dizer, quem gostou do segundo trabalho de estúdio dos caras devem gostar.

Os covers são Rebel Yell do Billy Idol e Unholy do Kiss, essa última com uma participação desnecessária de Zakk Wylde na guitarra, e eu digo o mesmo dessas duas versões que o Black Veil Brides fez. As  duas canções não acrescentan em nada, acho legal coverizar algumas canções, mas nesse caso a banda deveria talvez lançar mais uma ou duas inéditas, Rebel Yell talvez os fãs gostarão da versão que permanece a mesma coisa, sem empolgação a mais, com apenas a diferença entre a voz de Billy e de Andy. E não que Unholy tenha ficado ruim, mas comparar com a versão original é covardia, e nem o talentoso Zakk Wylde pode ajudar os “garotos” nesta, fazendo um solo que não ficou ruim, mas como já disse antes sobre a música, sobre o próprio Zakk e sobre os covers, não acrescenta em nada.

Rebels fez a banda não permanecer parada, é uma boa para os fãs, mas teremos que esperar até o próximo álbum da banda para saber se mudaram mesmo depois de Set The World On Fire, o que não dá paras saber com Rebels. E lembrando que o visual bizonho da banda levam a muitos falarem mal da banda por causa de suas aparências e não por causa da música, algo parecido com o que acontece com o Avenged Sevenfold, só que o BVB não muda muito o seu som do que o Glam Metal foi nos anos 80 (não falo isso pelo álbum de estréia), sendo que dá para lembrar muito e até encaixar algumas coisas que o Black Veil Brides lançam em bandas como Warrant. Mas que precisam melhorar isso é óbvio, é uma banda regular que pode fazer um glam legal, mas para isso devem deixar o visual um pouco de lado, e tentarem ser reconhecidos mais pelo seu verdadeiro trabalho, e não por um rostinho bonito, no caso, rostos bem escrotos.

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Black Veil Brides – We Stitch These Wounds (2010)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Glam Metal, Metalcore, Pós-Hardcore
Gravadoras:  Virgin, StandBy

Com uma capa de disco muito, mas muito tosca e de péssimo gosto, o grupo do Black Veil Brides, formado em 2006, lançaram seu disco de estreia no ano retrasado, entitulado We Stitch These Wounds. A banda composta por Andrew Biersack, melhor conhecido como Andy Six (vocalista), Ashley Purdy (baixista, vocais de apoio), Jake Pitts (guitarrista principal), Jinxx (guitarrista secundário, violinista), e Christian “CC” Coma (baterista) é aquela banda formada em estúdio, feita para fazer sucesso comercial dando mais importância ao visual que para a música, não é toa que Andy Six é o único membro remanescente da banda desde 2006, sendo ele o “prefeito da cidade”. Neste disco, é notável que a banda é uma versão com testosterona e mais pesada de um grupo aqui no Brasil conhecido como Restart, ainda mais se pegarmos o visual da época (agora a banda é um Mötley Crüe às avessas). Bem, vamos ao conteúdo do álbum…

O disco é composto por 12 singelas canções e uma duração exata de 43 minutos. A primeira faixa, chamada de “The Outcasts (Call to Arms)”, é uma pequena introdução de 30 segundos (que aliás é a menor faixa do álbum), que seria um narrador em 1° pessoa, que no fim é audível a frase “we are the Black Veil Brides”, e assim, com uma tentativa de querer mostrar que a banda é “badass”, começamos a segunda faixa de certa maneira até épica, que com seu decorrer, vai ficando uma bela porcaria. É a faixa-título, que inicia o disco de uma maneira muito chula com um instrumental comum, tirando raros momentos como certos solos de guitarras bem feitos, como na última faixa, a balada “Carolyn” (que é a maior faixa do álbum, com 4:37 de duração). Mas a maioria dos solos são muito pobres, assim como os riffs de guitarra, e toda a joça instrumental.

Destaque negativo para a voz nojenta, repugnante, sem emoção, chata, com interpretação, de certa forma, padrão e incrivelmente decepcionante de Andy Six em todo maldito disco. TODO! O garoto só serve para dar uns berros cheios de efeitos de estúdio. É raro neste disco ter um momento bacana nas linhas vocais. Outro destaque negativo é o baixo, que é inaudível. Sinto que o baixista era Jason Newsted, ex-Metallica. Não dá para falar de todas as faixas, senão eu começo as comparações, como em “Children Surrender” em sua intro, muito parecida com “Afterlife” do Avenged Sevenfold. Outra faixa que tem semelhanças, é “Knives and Pens”, que possui semelhanças com “Unholy Confessions”, também do Avenged Sevenfold. Engraçado que as duas faixas do Avenged Sevenfold, mesmo não sendo “aquela coisa”, é muito superior ao que é feito pelo Black Veil Brides, com muita, mas muitíssima pobreza.

Em resumo, Black Veil Brides, musicalmente, é uma banda genérica e sem muito conteúdo, que aposta todas suas forças em um visual com cara de Kiss e de outras bandas Glam dos anos 80. Nada de original aqui. Se você já escutou o Metalcore vindo do próprio Avenged Sevenfold em Waking The Fallen e Ascendancy do Trivium, não tem motivos para chegar perto desse… Lixo. Vocês se lembram de quando eu falei sobre o “Rock Bunda-Mole”, na resenha do Three Days Grace? Então, aquele Rock comparado com o som do Black Veil Brides é equivalente a uma comparação entre Zeus (“Rock Bunda-Mole”) e Escravo (Black Veil Brides). Passem longe disso!