Os 11 piores discos de 2012, por Andrews Senna

Final do ano chegando e por diversos blogs, sites e revistas especializados em músicas, várias listas de melhores do ano são criadas, e em alguns casos, de piores do ano. Eu decidi fazer minha própria lista de melhores e piores discos do ano, entretanto, antes de lançar a de melhores, lançarei a de piores, pois para mim é mais fácil selecionar os piores discos que eu ouvi em 2012 (sem contar que tem álbuns que eu queria analisar, mas não obtive tempo para isso), já que neste ano tivemos muitos discos de ótima qualidade (em Janeiro minha lista de melhores será publicada).

Não sou o tipo de pessoa que procura ouvir discos ruins só para criticar aqui em meu espaço, mas sempre procuro dar uma oportunidade ao artista. Em alguns casos, o disco é uma decepção ou uma tremenda porcaria, e eu, como um crítico amador que sou, preciso compartilhar o que penso destes álbuns. Irei citar os 11 piores discos do ano na minha opinião, contando discos internacionais e nacionais, de qualquer gênero. O que importa mesmo nessa lista é o quanto eu os deprecio.

Lembrando claramente: posso considerar o disco ruim, horrível, péssimo, etc… mas isto não quer dizer que eu desrespeito o artista/músico autor do álbum, eu apenas acredito que o álbum poderia ser muito (mas muito) melhor. E para aqueles que querem saber o porquê da minha lista ter 11 álbuns, ao invés de 10, é porque eu gosto de ir um passo além. Então aproveite e confira. Aqui vai minha lista dos piores discos do ano.

11. Fresno – Infinito

Infinito

Analisando bem, Infinito não é um disco ruim e por si só não merece estar nessa lista, sendo este o melhor disco da banda. O problema é que, além de algumas canção fraquíssimas como “Seis”, temos ideias não inovadoras sinfônicas, uma influência visível do Muse (tão visível que chega a dar vergonha), sem contar as canções que não arriscam em nada e são feitas, tocadas e cantadas de forma segura em quase todo o disco, na realidade são diversos passos para trás que a banda fez, simplesmente se compararmos com o EP Cemitério das Boas Intenções, do ano passado. A saída do baixista Rodrigo Tavares afetou fortemente o grupo gaúcho.

10. Kamelot – Silverthorn

Kamelot-Silverthorn

Uma banda que mistura os elementos cansados e masturbatórios do Metal Progressivo com o manjado Metal Sinfônico (que não aproveita o total potencial de uma orquestração) e as idosas ideias do Power Metal fazem com que esse disco envelheça ainda mais rápido, além claro de composições abaixo da média e um novo vocalista não convincente. Se você já conhece o grupo e não gosta, definitivamente este não álbum não irá te agradar. Se for fã da banda, é provável que a sonoridade proposta aqui seja a seu gosto.

9. NXZero – Em Comum

NxZero-Em-Comum-Frente

Eles tentaram, eu admito isto. O grupo paulista realmente tentou amadurecer e fazer canções para um público mais velho, mais maduro, mas ainda sim mantendo contato com seu público fiel. A banda não consegue fazer isto por trazer canções tão falsas em sua mensagem como uma nota de 7 reais, uma mistura de Blues e Bossa Nova que não soa certa e por não tentarem arriscar a sua fórmula de compor as músicas (seja musicalmente como liricamente). É uma maré muito aguada este disco.

8. The Smashing Pumpkins – Oceania

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Você já encontrou um disco que, por mais que você ouça-o inúmeras vezes, ele entra por um ouvido e sai pelo outro? Esse é o resumo de Oceania, o novo álbum de estúdio dos Smashing Pumpkins, liderado pelo vocalista careca Billy Corgan. A única coisa do disco que fica na sua memória são as linhas vocais de Corgan, que são tão horríveis e sofríveis e alguns momentos que você quer matar filhotes de coelhos, para você ter uma noção do quão ruim são.

7. Circus Maximus – Nine

Circus_Maximus_-_Nine

Após a estréia da banda em 2005 e Isolate de 2007, a banda lança um novo disco depois de 5 anos, trazendo uma decepção chamada Nine. Mesmo que o Metal Progressivo do grupo seja fortemente influenciado pelo Dream Theater, ainda tinha uma personalidade própria em canções memoráveis, principalmente nos vocais do norueguês Michael Eriksen. Em Nine, toda a “vida” que o grupo passava por sua música se foi, e os vocais de Michael estão tão fracos e apagados que você não irá reconhecer o homem.

6. Gloria – (Re)Nascido

Gloria - (Re)Nascido (2012)

Por mais que o grupo diga que renasceu, que amadureceu, que evoluiu, não é possível dizer que o grupo melhorou consideravelmente. Se ouve melhoras? Sim, contudo, a banda ainda continua medíocre e nesse álbum apresenta uma das piores mixagens/masterização/produções da história da música brasileira, além de apresentar um Metal bem fraco comparado a outros lançamentos de 2012. Não adianta ter um baterista fenomenal como Eloy Casagrande e escrever um material tão fraco como escrito aqui. Se a produção do disco fosse melhor, quem sabe o disco saísse dessa minha lista?

5. Maroon 5 – Overexposed

maroon 5

Eu já sabia que os americanos do Maroon 5 não eram lá grande cousa. Tinham algumas canções que eu gostava, apesar de saber o quão ruins eram, como “Wake Up Call” e “Makes Me Wonder”, e saber que a imagem de “macho alfa” que Adam Levine e companhia queriam passar em suas letras eram ridículas. Em Overexposed, o grupo simplesmente lança o seu pior álbum, com canções irritantes, cheias de parcerias com rappers que nada tem a ver com a banda (um destaque principal para Wiz Khalifa, um dos piores rappers existentes da atualidade), além de um auto-tune pavoroso, que deixa a voz de Adam ainda mais insuportável. Senhoras e senhores, Maroon 5 se vendeu, e o resultado não foi bom.

4. Muse – The 2nd Law

Muse 2nd law

Muse é uma das bandas mais superestimadas dos últimos anos, isto é inegável, ainda mais quando você ouve esse “troço” chamado The 2nd Law. Muse tenta agradar diversos públicos ao mesmo tempo e lança um álbum incoerente e sem pé, nem cabeça. As músicas deste disco atingem um nível de mediocridade inigualáveis na história da banda. O pior de tudo é que quanto mais eu ouço as faixas que eu gostei do disco (as 5 primeiras), mais eu as odeio e mais eu odeio outras músicas do Muse. Se você diz que tem bom gosto e ver este disco em alguma loja, por favor, queime-o.

3. Attack Attack! – This Means War

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Alguém poderia me explicar por que bandas como “Attack Attack!” existem? Já não bastava lançar uma das piores músicas já feitas (incluindo um dos vídeos mais toscos já visto pela humanidade), os caras lançam o seu terceiro disco que poderia ser chamado de “tentativa de suicídio” ao cérebro. Com uma agressividade plastificada e uma profundidade lírica (e musical) equivalente a de um pires, This Means War é um álbum para não passar por perto nem que seja necessário. Evite a qualquer custo o pior disco de “Metal” (se é que podemos chamar isso de Metal), pelo seu próprio bem.

2. Chris Brown – Fortune

Chris_Brown_Fortune

Em resumo, Fortune é um dos discos mais insuportáveis da década. Chris Brown e sua redundância nas letras e sua tentativa de ser Usher sempre são visíveis e sempre irritam. Um R&B repetitivo, que além de não inovar, apenas cansa um gênero que o próprio Usher fez com que tivessem diversos imitadores. Sorte a nossa (de quem quer ouvir boa música) que temos alguém como Frank Ocean para salvar um gênero que se transformou em comum. Se você quiser uma visão mais completa dessa atrocidade, clique aqui e confira o porquê deste álbum ser tão ruim ao ponto de estar em segundo lugar nesta lista.

1. Strike – Nova Aurora

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Este disco é um pesadelo com vida própria. A banda se iguala ao Nickelback em nível de ruindade (em outras palavras, nivelaram como piores bandas do mundo). Os vocais pavorosos de Marcelo Mancini Almeida são totalmente o oposto de sutileza, assim como os de Chad Kroeger. Entretanto, Strike consegue superar o grupo canadense com canções que poderiam estar no último álbum da banda Restart – o também ruim Geração Z -, mas com letras piores ainda, incluindo citações pavorosas a Charlie Sheen em um ritmo totalmente chupado de Blink-182 e Charlie Brown Jr., sem personalidade nenhuma. Até hoje não entendo como a banda conseguiu um hit com a pior música do ano, “Fluxo Perfeito”.

3 pensamentos sobre “Os 11 piores discos de 2012, por Andrews Senna

    • “Nem sabe julgar direito!” – Avaliações são feitas á partir da opinião do autor.

      “Critico amador mesmo” – Como as análises devem ser feitas? Do jeito que VOCÊ quer?

      Caro “Alguem” (Caso esse não seja seu nome, “alguém” possui acento, pois é oxítona terminada em “em”), pra mim, seus conceitos estão BEM errados.

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