Bloc Party – Four (2012)

Origem: Inglaterra
Gêneros: Indie Rock, Revival Pós-Punk, Rock Alternativo
Gravadora: Frenchkiss

O quarto álbum da banda britânica Bloc Party, simplesmente intitulado “Four”, é diferente de seus antecessores, A Weekend In The City de 2007 e Intimacy de 2008, que continham elementos eletrônicos (principalmente em Intimacy) que os fãs acabaram não gostando desta mudança constante da banda, evoluindo e experimentando cada vez mais. Em Four, retornam algo mais próximo ao seu primeiro disco, Silent Alarm de 2005, mas com algumas diferenças, entre elas canções que soam urgentes, um baixo marcante e um peso a mais, trazendo uma energia que fez algo que eu não fazia a um longo tempo: ouvir seguidamente o mesmo disco dezenas de vezes, ouvindo e ouvindo até eu não aguentar. Four passou esta mágica em meus ouvidos e eu fiquei muito, mas muito grato com o que fizeram em Four.

É um disco perfeito? Não, não é um disco perfeito. “Day Four”, por exemplo, não é lá grande coisa, e até um pouco entendiante, mas possui uma melodia interessante, assim como “The Healing” e “Real Talk”, em outras palavras, as canções mais lentas. Elas não tem aquela coisa que te faça querer ouvi-las como outras, mesmo algumas delas tendo momentos lindíssimos, como a já citada “The Healing”. Você só esta esperando elas terminarem para ouvir as faixas mais bombásticas e pesadas deste disco, como o poderoso encerramento “We Are Not Good People”, a faixa de abertura “So He Begins To Lie”, “3×3”, a bomba crescente “Coliseum” e outras canções que compõe este disco de doze faixas. Algumas destas canções têm, como já disse, uma urgência gigantesca, uma necessidade de passar uma mensagem importante, seja qual ela for (sendo importante ou não), e elas valem a pena serem ouvidas, de novo e de novo, mesmo que você tenha que ouvir faixas mais lentas e até um pouco cansativas (que por acaso são boas, mas não tão boas quanto as já citadas). O disco tem um meio termo entre pesado e músicas lentas, como “Octopus”, a tensa “Team A” e “Truth”, e sim, elas valem a pena serem ouvidas. São boas e não decaem o nível de qualidade do disco.

Four é um bom retorno da banda após quatro anos. Constroem um disco que, mesmo tendo faixas que não deveriam estar juntas, fazem sentido unidas, criando um álbum de alto nível. Parabéns para Kele Okereke (vocais principais guitarra secundária), Russell Lissack (guitarra principal), Gordon Moakes (baixo, sintetizadores vocais de apoio), e Matt Tong (bateria e vocais de apoio) por criarem um disco memorável, que provavelmente não será disco do ano, mas que chegará próximo disso. Fãs do grupo na época de Silent Alarm irão adorar o álbum, assim como os amantes do Rock em geral. Aquele povinho que curte bandas como Nirvana e Guns N’ Roses, assim como os hipsters, irão gostar do álbum. Talvez não da maneira como eu gostei e ouvi Four, mas dê uma chance ao disco, e quem sabe você não se apaixona por ele?

6 pensamentos sobre “Bloc Party – Four (2012)

    • De certa forma é. Não estou querendo ofender o grupo Nirvana, longe disso. Apenas fico “admirado” quando vejo a atual geração escutando sempre as mesmas coisas, nunca buscando algo novo, mesmo tendo a internet como uma grande ferramenta. E quando usam, é para encontrar sonoridades similares. Se é compreensível? Sim, mas não justifica a falta de interesse por novas bandas que não tem nada a ver com seu gosto.

      • Muito imparcial o primeiro comentário. Sou fã de grunge e de Nirvana mais ainda, o que não significa que não busco conhecer diferentes tipos de música, inclusive fora do território do Rock. E tenho certeza de que não sou o único no mundo. Existem milhares de pessoas que curtem Nirvana de verdade e não se prendem a apenas esse tipo de música. O “povinho” a que você se refere é uma pequena minoria, e não deveria ser tomado como referência a quem ouve Nirvana.

      • Claro que isso não quer dizer que você, João Paulo, não busca conhecer diferentes tipos de música. Eu falei de um determinado grupo de pessoas que eu convivo e sei que estão espalhadas pelo Brasil e que são mais do que milhares pessoas que tem condições de buscar novas coisas, mas se mantem em seu porto seguro. Você não deveria se sentir “ofendido” (por falta de termo mais apropriado) quando citei o grupo. Citei a banda por ser popular por esse “povinho” da minha região, que não é uma pequena minoria. A referência foi mais para as pessoas com um certo gosto mais fechado, mais limitado, não que todo fã de Nirvana seja fechado. A minha crítica não foi ao grupo, e sim as pessoas. Se te ofendi ou te confundi, peço desculpas, pois esta não foi a intenção.

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