Silversun Pickups – Neck of the Woods (2012)

Origem: E.U.A.
Gêneros: Indie Rock, Rock Alternativo, Dream Pop
Gravadora: Dangerbird

Quando uma banda consegue trazer algo novo a sua respectiva cena, ela instantaneamente ganha sucesso, mesmo que seja no underground. Isso raramente acontece, porquê nem todos são donos da maior criatividade do mundo, e em alguns casos, não acontece porquê as pessoas ficam órfãs de algum gênero ou de alguma banda com características semelhantes e passam a chamar uma nova banda de “os novos – insira o nome da banda aqui –“.

É impossível falar do Silversun Pickups sem fazer uma referência a “história” acima, pois embora eles não façam meros “rip-offs”, o quarteto já nasceu sendo comparado aos gigantes do The Smashing Pumpkins. Estes, por sua vez, fizeram uma mudança radical na carreira, abandonando as guitarra fortes e ao mesmo tempo melódicas no meio da década de 90, tomando um outro rumo (aí entram os supostos “órfãos”). Como se já não bastasse, ambos os grupos possuem outras características em comum, como vocalistas de vozes predominantemente agudas, baixistas e bateristas pra banda de metal nenhuma botar defeito.

Resultado? Carnavas (2006) foi considerado pela mídia um dos melhores da última década, criando novos fãs e sendo constantemente comparado a primeira fase dos Pumpkins (Gish, Siamese Dream e outros EP´s). Aí o quarteto liderado por Brian Aubert sentiu na pele o quão duro é sofrer comparações pela mídia (de modo geral). Se o primeiro trabalho remetia a um outro grupo, Swoon (2009) foi bem recebido pela crítica, mas cobrado por não ser uma continuidade do som encontrado no debut de 2006;.

Avancemos para 2012, onde mantendo o ritmo de 3 anos, a lança banda Neck Of The Woods, um álbum conceitual onde as letras consistem em filmes de terror e a ambientação dos mesmos. A expectativa era grande, o single “Bloody Mary (Never Endings)” foi lançado anteriormente ao disco e teve uma boa recepção. O disco inicia com “Skin Graph”, logo uma das mais legais do disco, alternando um refrão animado e partes lentas, onde o excelente baterista Chris Guanlao pode mostrar toda a sua habilidade, um dos pontos fortes de todos os trabalhos. “Make Believe”, traz uma sensação de estranheza, pois a banda traz algumas “pitadas” de Dream Pop em seu som, mas música em questão parece estar no lugar errado, sendo impossível notar uma influência muito maior do gênero. Também é aqui que podemos notar a raiz para todos os problemas do disco, que é a duração das músicas. Embora pouco mais de 5 minutos não seja grande para uma música, ao contrário das composições encontradas nos trabalhos anteriores (outra comparação inevitável) que tinham durações nessa mesma faixa e eram bem elaboradas de modo que nunca caíssem na mesmice, algumas músicas desse álbum parecem ter sido alongadas de uma forma forçada, o que dá uma vontade forte de pular a música, o que não é lá muito agradável.

“Bloody Mary (Never Endings)” é uma boa música, mas não passa disso, nada espetacular até aqui. O mesmo se repete em “Busy Bees”, essa mostra que o teclado de Joe Lester está se encaixando no som da banda como nunca, mas outra vez temos uma faixa que não anima. Essa formula se repete na lenta “Here We Are (Chancer)”, onde parece que você não vai querer chegar no fim do play. “Mean Spirits” vem pra mudar um pouco essa história, mas depois dela vem “Simmer”, que é sem dúvidas a pior do disco, e também a mais longa com exatamente 6 minutos e 50 segundos de duração. A música é muito ruim e repetitiva, e ao chegar na casa dos dois minutos você com toda a certeza olhará o tempo que já se passou para saber se falta muito para acabar.

“The Pit” é o contrário de tudo o que vimos até agora, é animada (não seja por isso), mas aqui o teclado (que eu já citei) flui de uma maneira raramente vista em bandas do gênero. Também é a menor do disco com 4 minutos e 51 segundos, e se desenvolve muito bem com o decorrer desse tempo, Aubert soube fazer uma faixa que se tornará uma das mais memoráveis da banda. Depois dessa “injeção de ânimo”, vem “Dots and Dashes (Enough Already)”, outra grande faixa que possui os mesmo moldes da anterior e dos sucessos dos discos anteriores, trazendo mudanças no “clima” da faixa comforme ela vai avançando, prendendo o ouvinte. “Gun-Shy Sunshine” e “Out of Breath” vem pra fechar o álbum de uma forma adequada, não sendo vítimas visíveis dos problemas já citados, mas soando parcialmente enfadonhas.

Tirar uma conclusão sobre Neck Of The Woods é algo um tanto quanto complicado, mesmo que o disco seja bem auto-explicativo. Não é horrível, mas a maior frustração é saber que é uma banda que vem de dois grandes trabalhos, e faz um disco assim. Olhando bem, podemos notar uma mudança na sonoridade da banda, mas como nada funciona repentinamente, eles não conseguiram um resultado satisfatório. Esperaremos uma continuidade para saber se NOTW é um novo começo ou só um álbum fraco.

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