a-ha – Hunting High and Low (1985)

Origem: Noruega
Gêneros: Synthpop, New Wave, Pop Rock
Gravadora: Warner Bros.

Se a banda fosse dos tempos atuais, seria considera “hipster” por seu nome (a-ha) ser escrito assim. Talvez fosse menos popular do que foi em 1985, época do lançamento do disco de estréia, Hunting High and Low. A banda, originária de Oslo, Noruega, foi composta por três integrantes, os quais são: Morten Harket (vocais), Paul Waaktaar (guitarra) e Magne Furuholmen (teclados e sintetizadores). Uma banda composta por garotos boa pinta, jovens e conquistaram rapidamente o mundo na metade dos anos 80, acabou sendo considerada uma banda de um único hit, o que é uma tremenda mentira. O trio merecia muito mais do que recebeu durante sua carreira que acabou em 2010. Mas de nome talvez ninguém se recorde do grupo, mas ao ouvir o maior hit da banda e ver o seu videoclipe, é muito provável que irão se lembrar de a-ha.

O álbum inicia-se com a clássica “Take On Me”. Magne Furuholmen usa bem os sintetizadores, deixando a música cativante, principalmente para o vocalista, Morten Harket. Sr. Morten, mesmo com os problemas de seu sotaque norueguês passados para o Inglês (sim, as músicas são em Inglês), conseguiu emitir uma grande emoção em suas linhas vocais, atingindo notas bem altas, transformando “Take On Me” em uma excelente escolha para iniciar o álbum. Outra coisa interessante que é encontrada, não só em “Take On Me”, é a qualidade lírica das letras. Ok, são letras românticas e são bem sinceras, algo que podemos até nos relacionar e se identificar com que querem passar. Mas a maneira como passam é como se eles precisassem e quisessem você. Soa verdadeiro e simples, porém agradável. Porém nem tudo são flores nas letras, mas veremos isso nas canções posteriores.

A próxima faixa é “Train Of Thought”, e honestamente, não é tipo de música que fez pirar no a-ha. Podemos dizer que é quase uma “album filler”, ou seja, preenchedora de espaço. É uma música ok, não tão épica quanto a primeira, mas não faz a qualidade do disco cair, chegando a quase ser boa. É o tipo de música que você deve fazer sua mulher ouvir quando ela quer fazer ginástica em casa (eu acho). Ela te motiva e te deixa animado, mas como eu disse, “album filler”. Já na faixa-título a atmosfera é outra. Temos a primeira balada, bem bonitinha, e eu gosto muito dela por suas passagens calmas até sua explosão, onde Morten simplesmente arrasa com linda voz em um momento onde podemos encontrar em canções de Power Metal. E após a explosão, teclados e sintetizadores comandam até a chegada de um refrão bem vindo. É uma música bem composta na opinião de quem escreve.

Se em “Train Of Thought” temos quase uma faixa preenchedora de espaço, em “Blue Sky” temos a certeza que ela é. É curta demais, não é atrativa e um pouco repetitiva. Apesar de soar bem pessoal em alguns momentos líricos, ela não é o tipo de música que você faria questão de voltar a ouvir. Mas em “Living A Boy’s Adventure Tale”, você até tem vontade de fazer isso. Não é o tipo de música que fará sua cabeça, chegando até ser um pouco lenta e fraquinha, mas seu refrão é fofo, se assim me libero a dizer, deixando a música até simpática. Os timbres usados, combinando com a voz de Morten, deixam as coisas bacanas, que ficariam mais interessantes se não fosse por uma passagem na letra que me incomoda e me perturba fortemente. “To lick my wounds” é a passagem. Tudo bem, você está vivendo uma história de aventura para meninos, mas você não é um animal para ficar lambendo suas feridas. Não seria melhor um “heal” (curar) ali? Isso chega ao nível Train de letras. Melhor eu parar por aqui e seguir com a resenha, ou irei falar dessa banda que acabei de citar.

“The Sun Always Shines On T.V.” inicia de maneira depressiva e melancólica até crescer em uma sonoridade épica e até industrial, soando bem “dark”. É uma das minhas músicas favoritas do grupo, mas essa é uma daquelas música onde a letra é confusa, um dos problemas que temos com o grupo. “Please don’t ask me to defend the shamefull lowlands of the way I’m drifting gloomily through time”. Como assim, não pedir para que você defenda as vergonhosas baixadas do caminho em que você estava sendo levado melancolicamente pelo tempo? Pelo contrário, eu pediria para você fazer isso. Talvez quisessem passar a ideia de que “não precisa pedir, eu farei isso de qualquer jeito”. Mas isso não deixa de ser uma boa faixa, que como eu disse, soa épica e seu refrão é ótimo. Uma pena que Morten não decidiu atingir notas altas nessa música como fez em “Take On Me”. Provavelmente ficaria muito bom. Acredita-se que essa música tenha “estragado a carreira comercial do grupo nos Estados Unidos da América”, mas isso é tema para um texto separado.

Temos agora “And You Tell Me”. A música mais nojentamente fofa do álbum. Mal chega a marca de dois minutos e essa música. É uma música ok, outra “album filler”, mas sua fofura me irrita. Em “Love Is Reason”, temos uma canção grudenta, pop e feliz. Muito boa para animar, onde um dos grandes destaques ficam para Paul, fazendo bem sua parte com o violão no refrão, ficando bem marcante. Outra coisa que eu gosto dessa música são os sintetizadores e seus timbres escolhidos. Eles animam muito bem e criam uma atmosfera bem divertida na música. Em “I Dream Myself Alive” já começa com o refrão de cara e logo já deixa as coisas animadas. É uma boa faixa e guia para o espetacular e triste encerramento, “Here I Stand And Face The Rain”. Não há maneira melhor para descrever ela como uma faixa épica, pop e lindamente triste (?), chegando a ser uma faixa viajante em algumas passagens. Esta canção, apesar de um final nada feliz, é o tipo de música onde as pessoas tem grande facilidade em se identificar e se relacionar com ela. “Here I Stand And Face The Rain” é certamente o melhor final para o álbum.

E este é Hunting High and Low, o álbum de estréia da banda norueguesa a-ha, que foi lançado em 1985. É um bom disco? Não. É um ótimo disco. Os músicos do a-ha tem talento ou são apenas caras bonitos querendo pagar de gostosos? a-ha, diferente de sua grande influência (Duran Duran), não tentam pagar de gostosos. Na verdade, esse trio de Oslo tenta ser único de sua maneira, bem romântica e até adulta e graças ao talento dos caras isso se tornou possível. E a prova de que os caras tem talento é o disco sucessor, Scoundrel Days, que é disco tão bom como o primeiro, o suficiente para ser recomendado, assim como o disco que foi resenhado. Apesar de algumas músicas fracas e alguns momentos questionáveis nas letras, a-ha começou muito bem sua carreira, seja pela fama que conseguiu ou pelo trabalho feito. Recomendo a todos os fãs da música Pop e até aqueles que não são tão chegados ao gênero, como eu era. É um ótimo trabalho que você deve conhecer.

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