Metric – Synthetica (2012)

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Origem: Canadá
Gêneros: Indie Pop, Synth Pop, New Wave
Gravadoras: Metric Music International/Mom & Pop

O Metric é uma banda de indie-pop formada em Toronto, Ontario, Canadá em 1998, tiveram um início modesto, porém ganharam espaço simultaneamente com uma enxurrada de outras bandas “Indies”, quando esse movimento “explodiu” no início da década passada. Synthetica é o 5° álbum de estúdio do grupo, lançado agora dia 12 de Junho.

Na primeira vez em que escutei Synthetica, tive uma primeira impressão um pouco estranha, foram 3 audições seguidas, não pelo fato de ser um disco “pouco convencional” ou “difícil”, mas sim por trazer um Metric ligeiramente diferente do último disco “Fantasies” de 2009. Cada disco do quarteto tem uma pequena idéia que embasa o registro, “Fantasies” era o tipo de disco grudento, feito para gerar vários singles e músicas que tocassem nas rádios, deixando de lado uma certa complexidade nas letras e em seus temas abordados nos seus discos anteriores (embora a própria banda tenha optado por lançar o disco de forma independente, assim como aconteceu com o álbum que está sendo analisado). Segundo a vocalista da banda Emily Haines, a temática por trás do novo álbum é a seguinte: Reflexões sobre o cotidiano, se baseando no dilema “Real VS. Imaginário”

Logo em sua primeira faixa, “Arctificial Nocturne”, o disco mostra que tem potencial. É uma faixa de aproximadamente seis minutos e é também uma das melhores do disco, começa com uma bela introdução e chega á um refrão extremamente viciante, uma característica bem comum no disco. É seguida por “Youth Without Youth”, primeiro single do disco e outra ótima música. Em “Speed the Collapse”, a bela voz da carismática Emily faz a diferença. A faixa seguinte é “Dreams so Real” e é repetitiva, chata e dispensável. A qualidade do disco não tem uma queda drástica, mas ele aparenta ficar um pouco morto até “Synthetica”. A faixa que dá nome ao álbum é a melhor do disco, lembrando muito “Gold Guns Girls”, o maior sucesso do álbum anterior e um dos maiores sucessos da banda. As próximas 3 faixas do disco são respectivamente “Clone”, “The Wanderlust”(que possui participação do ilustre Lou Reed) e “Nothing But Time” que fecha o álbum com chave de ouro.

Enfim, é um ótimo disco, seja pra quem gosta do gênero e também para quem não gosta, pois é musicalmente diversificado e bem diferente do que vemos no mainstream atual, fazendo uma fusão entre o Synth Pop e o Indie Rock mais tradicional. Alternando entre pegadas dançantes e músicas lentas e reflexivas, Synthetica cumpre muito bem seu papel, sendo o melhor álbum do Metric dentre os demais lançados. O álbum peca em alguns aspectos, um deles é o fato de algumas músicas (2 ou 3) serem repetitivas e desgastantes a ponto de você apertar “skip”. Essas músicas aparecem sucessivamente no meio do álbum, causando uma maior impressão de falta de qualidade. Nem assim, deixa de ser um dos melhores álbuns de 2012.

2 pensamentos sobre “Metric – Synthetica (2012)

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