Muse – Black Holes & Revelations (2006)

Origem: Inglaterra
Gêneros: Rock Alternativo, Pós-Prog, Rock Espacial
Gravadoras: Helium 3, Warner Bros.

Muse. Uma banda muito popular na última década (e continua sendo), seja por suas músicas de ótima qualidade ou por ter relação na trilha sonora de uma das piores sagas cinematográficas da história, conhecida por nós como A Saga Crepúsculo. A banda é composta por Christopher Wolstenholme (baixista e vocal de apoio), Dominic Howard (baterista e percussionista) e pelo cérebro Thom Yorke… Perdoe-me, Matthew Bellamy (vocalista, pianista, tecladista e guitarrista), que possui um timbre e uma forte influência do vocalista do Radiohead. Black Holes & Revelations é o quarto disco da banda e para alguns fãs este é o melhor álbum já lançado pela banda. Eu discordo. E entendam o porque.

Esse disco é o exemplo perfeito de como iniciar o álbum com uma atmosfera sensacional e obscura, e nas músicas posteriores você destruir tudo que a primeira faixa criou, seja liricamente, instrumentalmente, atmosfericamente… Mas ainda sim continuar sendo um bom álbum feito por uma boa banda, mas que no fim ele apenas não tem nexo, tendo momentos Pop, Hard Rock e outros quase Metal. Matthew Bellamy e companhia erraram ao iniciar com “Take a Bow”, justamente por ser uma música tão forte e por ter criado uma grande expectativa do álbum, principalmente pelo seu encerramento, e você se deparar com “Starlight” e em seguida “Supermassive Black Hole”, as expectativas de um disco “apocalíptico” ou “obscuro” foram devastadas. São boas canções? Sim. O problema é “Take a Bow”, que está no disco errado. Até a mais pesada “Assassin” acaba encaixando de uma certa forma no contexto do disco. No álbum posterior, “The Resistance”, e no anterior, “Absolution”, o grupo britânico não cometeu este erro.

Black Holes & Revelations é um bom disco, com músicas grudentas e que você vai ficar com elas na sua cabeça. O seu lado Pop as vezes chega a ser “fofo”, outrora chega a ser melódico e triste, e claro, tem aquela coisa teatral que me encanta nesse trio britânico, como “Hoodoo” e a épica “Knights Of Cydonia”, e a banda começa a envolver em suas letras temas políticos, seja espacial ou mais humanizado, como a música de abertura, “Assassin” e “Exo-Politics”. Muse tem trabalhos melhores na minha opinião, como The Resistance de 2009, mas não é motivo para você deixar de escutar este trabalho. Mas só não se iluda com o que “Take A Bow” trará, pois depois dela poderá vir algumas decepções. Recomendado aos fãs do grupo e quem quer conhecer a banda.

Um pensamento sobre “Muse – Black Holes & Revelations (2006)

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