Sonata Arctica – Ecliptica (1999)

Origem: Finlândia
Gêneros: Heavy Metal, Power Metal, Hard Rock
Gravadora: Spinefarm

Sempre quando falamos de power metal em grupos, dificilmente alguem não citará o nome ou de Stratovarius ou de Sonata Arctica, e sempre comparando um ao outro, e dizendo que Sonata lembra bastante Stratovarius, ou que são o “novo Stratovarius”. E quando eu ouvi Ecliptica vi que não são bandas tão parecidas assim (as partes que Sonata me lembra de Stratovarius não são as positivas), até diria que Sonata se parece mais com Europe do que com Stratovarius (não joguem tomates, por favor), e mais, que Sonata Arctica não é power metal. Pelo menos é a impressão que tive quando ouvi Ecliptica, é um som com influências sim do power metal, mas muito mais para o lado hard rock, com a pegada tradicional do heavy metal, com boas bases de bateria e seu bumbo duplo. Mas tem dois pontos em Ecliptica que fazem nos lembrar da banda do gordinho Timo Tolkki: primeiro são os refrões, em que quase todos o vocalista do Sonata Arctica, Tony Kakko, usa seu falsete lembrando muito Timo Kotipelto (isso não é tão bom assim…) e segundo são as “fritadas” nos solos. “Isso é uma análise ou uma comparação idiota?” Você deve perguntar, não deixa de ser uma comparação, mas com o foco na análise do álbum, tentei explicar o porquê de um dos álbuns tão aclamados do power metal, não ser puro power metal (continua sendo pelas notas compridas dando um “ar de épico”). Mas mesmo assim não tem lá tanta importância, e sim o conteúdo que ele nos mostra.

A estreia dos finlandeses não é um clássico do gênero power metal, ou essencial para o estilo como alguns fãs acham, na verdade traz defeitos que irei citar, e esses defeitos comprometem o disco, que não deixa de ser bom e divertido. ‘Blank File’ abre o CD, é o famoso termo “hino”, a canção é voltada para o refrão, e também tem uma boa base de bateria. Regular para boa canção, mas os falsetes de Tony pode te irritar, porque se torna algo bem forçado (o que acontece ao decorrer do álbum inteiro, e é por isso que se parecer com Kotipelto não é tão bom, nesse ponto sim acho que Sonata tentou ser o Stratovarius). ‘My Land’ é a segunda faixa, e é uma boa canção, mais para o lado power. Seguimos com a famosa ‘8th Commandment’, e ela não acrescenta algo bom no disco, se torna cansativa, ainda mais para o começo, que tivemos ‘Blank File’ e ‘My Land’. ‘Replica’ é a primeira power-balada do disco, ela lembra bastante alguma balada de hard rock dos anos 80, e os falsetes irritantes de Tony atacam denovo, outra canção que não acrescenta em muito. ‘Kingdom For A Heart’ é animada, mas completa o trio de canções descartáveis junto com ‘8th Commandment’ e ‘Replica’.

Agora temos a possível melhor faixa do CD, ‘Fullmoon’, a fusão de hard rock com power metal ficou bacana, e faz você esquecer um pouco as três faixas anteriores, que realmente te cansa. Outra boa faixa é ‘Letter To Dana’, outra power-balada, essa traz mais conteúdo, mesmo não sendo nada de incrível, se mantém no chão, regular para boa canção, e possui uma intro folk manjada, mas maneira. Agora temos ‘UnOpened’ , possui um bom refrão, e um solo interessante, a guitarra se entende bem com o teclado. ‘Picturing Of The Past’ tem um riff à cara de Timo Tolkki (e isso não é bom), tão rápido que não se torna algo agradável para se ouvir. Outra faixa forçada e que podia ficar fora do disco. Ah, os falsetes de Tony atacam com tudo por aqui também. A última e mais comprida faixa com quase 8 minutos é ‘Destruction Preventer’, é a tentativa da banda de fazer uma canção épica, e ela fecha bem o álbum, depois de bons e maus momentos que teve em Ecliptica. Não é lá essas coisas, mas é superior a muitas das faixas dos discos, e o solo não é agradável aos meus ouvidos. Mas a bela voz de Tony (sim, bela, sem os falsetes ela é) deixa a canção um pouco mais divertida e bonita, e o final possui a intro de ‘Letter To Dana’.

Ecliptica é a estreia de uma banda que mostra personalidade e técnica, e como uma banda nova na estrada, com certeza teve os seus erros. O maior deles foi as partes em tentar parecer o Stratovarius, Sonata Arctica é uma banda totalmente diferente dos caras do Strato, demonstra isso com clareza no seu debute, e tentar se parecer com eles só trouxe maus momentos, como os falsetes forçados e irritantes, e a chacina de moscas nos solos. Mas a banda mostrou um ponto muito positivo, que foi a versatilidade, a mistura de hard rock com power metal ficou maneira em certas partes (em outras a “mesmisse” atacou). Ecliptica é uma montanha-russa, você pode arriscar e ouvir o primeiro lançamento do Sonata, se for um cara que gosta de velocidade, vocais melódicos de power metal e uma pitada de hard rock, tenho quase certeza que irá gostar.

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