Lacuna Coil – Dark Adrenaline (2012)

Origem: Itália
Gêneros: Metal Alternativo, Rock Alternativo
Gravadora: Century Media

Dentre as bandas de metal na Itália, o Lacuna Coil talvez seja a banda que mais se destaca. A banda começou pelo lado de Gothic Metal, mas ao longo dos tempos se tornou uma banda de Metal Alternativo, até agora, misturando Metal Alternativo com Rock Alternativo, sendo mais acessível que nunca, algo que decepcionou vários fãs mas trouxe muitos outros. A banda é formada por Cristina Scabbia (vocal), Andrea Ferrero (vocal), Marco Biazzi (guitarra), Cristiano Migliore (guitarra), Cristiano Mozzati (bateria) e Marco Coti Zellati (baixo). O disco não tem nenhum membro que fique com menos destaque nas faixas, e o Marco não tem tanto destaque como antes, pois os outros instrumentos ganharam o mesmo destaque agora.

O CD começa com o primeiro single lançado, Trip The Darkness. A música é pesada, mas acessível ainda (coisa proposta bela banda desde Comalies). Ela fala sobre enfrentar a escuridão, provavelmente usado simbolicamente para os problemas e dificuldades da vida. Destacam-se Mozzati trazendo muito peso com linhas interessantes de bateria, riffs simples, mas atrativos. Mas sem dúvidas, mesmo com Ferrero indo bem, Scabbia continua sendo destaque absoluto, parece que sua voz melhora e se torna mais atrativa a cada disco. O disco continua com bem com Against You, que segue a linha de Trip The Darkness, e empolga em todos os sentidos, desde o dueto ao riffs empolgantes, a fórmula se mantém a mesma. Ela trata sobre problemas de relacionamento com alguém que torna a relação tão ruim a ponto de ser insustentável. Em seguida vem a provável melhor faixa do disco, Kill The Light. Ela fala sobre quando você está mal, com problemas, masn não vai deixar ninguém mudar a sua essência. Os riffs tem uma levada muito boa, mas o que se destaca pra mim são as levadas de Cristiano na bateria, muito bem encaixadas. O dueto é sem comentários, Cristina canta cada música abusando da particularidade que sua voz pode trazer. Já Andrea melhora cada vez mais e se torna cada vez mais importante para a banda.

O CD segue com Give Me Something More, que tem arranjos bem mais arrastados e varia pela tranquilidade e drama com empolgação. Ela fala sobre fazer um sacrifício e esperar o reconhecimento devido por ter feito algo assim. No início, Cristina conduz a música de forma bela, até Andrea começar sua parte animando o ritmo da música, com a parte instrumental se encaixando perfeitamente. Refrão excelente, pegajoso, empolgante e agressivo. Excelente música. O disco continua arrebentando com Upside Down, que traz mais peso ainda ao disco, sem deixar o lado empolgante de lado. Ela fala sobre o que as pessoas pensam de você e sobre desgraça própria. Os riffs iniciais se aliam bem com bateria, até a música explodir com o refrão levado por Cristina, que mais uma vez sua voz de forma diferente. O dueto é excelente, mas talvez o destaque fique para a parte instrumental. O solo é matador. Uma das melhor do disco. A seguinte é a única música realmente calma do disco, End Of Time. Ela fala de uma circunstância de aparentemente pré-morte, aonde se despede do seu companheiro e reflete sobre a vida. Tem uma levada muito bacana e quase que hipnotizante. Como era de esperar em músicas mais calmas assim, Scabbia é o destaque absoluto. Os riffs são muito bem encaixados aqui. É impressionante como tudo funciona instrumentalmente no disco, com certeza é o melhor disco da banda nesse sentido.

A próxima uma das mais empolgantes do, I Don´t Believe In Tomorrow. Ela fala sobre perca da fé, principalmente nas pessoas. A música começa impressionante pelo groove que aparece no início, depois tem uma boa levada, tendo como destaque o trabalho vocal de Cristina. A seguinte é Intoxicated, que pela levada inicial lembra um pouco os tempos de Karmacode, até a música começar mesmo. É uma boa música, apesar de ficar um pouco atrás das anteriores. Lembra um pouco o disco anterior Shallow Life pela experimentação em alguns momentos. Em todas as partes a música é bem agradável e novamente o destaque para a quase quarentona Cristina Scabbia. Ela fala sobre desilusão e raiva. Seguindo com o disco, temos The Army Inside, que fala sobre conflitos dentro do si mesmo. Tem uma pegada um pouco diferente do resto do disco, com riffs cortados a todo momento. Aqui o destaque sem dúvidas é Andrea, que provavelmente vai deixar o refrão na cabeça de quem ouvir a música por um bom tempo.

A seguinte música é Losing My Religion, cover do super sucesso dos anos 90 do R.E.M., que parou com suas atividades esse ano. Difícil ter uma interpretação certa dessa música, mas para mim, pareceu que ela trava sobre desilusão e não poder fazer nada sobre isso. Os covers do Lacuna Coil SEMPRE merecem muita atenção, pois sempre pegaram boas músicas e de sua maneira, transformaram a música em algo melhor ainda, respeitando a original mas trazendo sua parte ao som. Foi assim com a maravilhosa Stars que fizeram cover do Dubstar, como Enjoy The Silence do Depeche Mode. E com Losing My Religion não foi diferente, não sei como, mas o Lacuna conseguiu fazer algo melhor ainda do que o R.E.M. fez, isso que a música foi um dos clássicos dos anos 90. Tudo se encaixa tão bem, foi adicionado certa dinâmica a música mas respeitando a ideia da faixa. Mas o excepcional foi feito pela dupla de vocalistas, simplesmente maravilhoso. A seguinte é a mais empolgante e curta, Fire. A música fala sobre raiva reprimida, sobre liberá-la. Tem riffs empolgantes, principalmente no refrão. Repete os riffs cortados de The Army Inside, mas de forma melhor ainda. Andrea vai muito bem, e Cristina detona demais. É impressionante a qualidade da cantora, tão versátil, empolgante e com excelente voz, sem precisar ir ao lado extremo da potência vocal junto com a Tarja Turunen e a Floor Jansen. O disco termina com My Spirit, uma maravilhosa homenagem ao grande Peter Steele do Type O Negative, que faleceu e em 2010 e que tinha grande amizade com a banda. A letra por sinal é a melhor do disco. Ela fala sobre a liberdade após a morte, claramente direcionada a Peter. Às vezes esqueço como guitarras podem fazer coisas bonitas e não apenas agressivas. Essa música me lembrou disso. O trabalho vocal de Cristina aqui chega a arrepiar, de tão bem como ela consegue passar suas emoções. No meio da faixa, seguindo muito coisas de Gothic Metal e lembrando um pouco da tensão que às vezes existia em In A Reverie, há uma parte em latim. Após isso, há um baita solo, para terminar com chave de ouro tanto a faixa como o disco.

O CD mostra um Lacuna Coil totalmente diferente da sua proposta inicial, mas isso não quer dizer que seja ruim, bem longe disso. A banda está longe de ser uma das mais técnicas, mas definitivamente está no topo quando se trata de empolgação com qualidade. A banda traz um disco muito competente, talvez o melhor da sua carreira (pelo menos sem dúvidas o melhor da nova proposta) junto com o In A Reverie. Difícil escolher destaque em CD em que o nível se mantém tão alto, mas Kill The Light se destaca pela empolgação, Give Me Somothing More pela sua levada, Losing My Religion e My Spirit por trazerem coisas tão especiais. Recomendado para qualquer quem goste de duetos, músicas empolgantes e não espera nada complexo. É apenas boa música, muito boa por sinal, isso é o que importa, certo?

Um pensamento sobre “Lacuna Coil – Dark Adrenaline (2012)

  1. Nossa, mto boa resenha mesmo da nossa nega O_O Passou detalhes atrás de detalhes, e motiva para que ouvimos o álbum (ou re-ouvimos xD), parabéns msm LK *—*
    E o disco é bem legal msm, mto bom lançamento

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