Municipal Waste – The Fatal Feast (Waste In Space) (2012)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Crossover Thrash, Thrash Metal, Thrashcore
Gravadora: Nuclear Blast

Crossover thrash é um gênero que mescla o hardcore punk (como Dead Kennedys) com o thrash metal, e é o som que o Municipal Waste faz, tão fielmente que faz algumas pessoas falarem que a banda conseguiu trazer o bom e velho crossover da década de 80 de grupos como Suicidal Tendencies e D.R.I. O grupo de Virginia, Estados Unidos, que é composta por Tony Foresta (vocais), Ryan Waste (guitarra), Phillip “Landphil” Hall (baixo) e Dave Witte (bateria) mistura muito bem os elementos do estilo, as canções são curtas (não tanto quando o seu primeiro CD, que possui 17 minutos de duração tendo 16 faixas) como o punk e pesadas como o thrash. Bem, vamos ao novo trabalho dos caras, que tiveram a obrigação de suceder o não tão bem falado Massive Aggressive de 2009, ainda mais porque é o primeiro álbum que fazem em uma grande gravadora.

Começamos com uma intro um tanto quanto descartável, coisa que estou percebendo que muita banda de thrash metal está fazendo, apenas por seguir uma “linha clássica e irretocável” do estilo, claro que tem introduções interessantes, mas não é obrigação fazer ela, e se você não estiver inspirado é obrigação você NÃO fazer ela. Ainda sobre a intro, os sons tenta te “levar” para o espaço, mas não é nada de mais. As músicas começam mesmo na segunda faixa, ‘Repossession’, e seria desgastante comentar as 17 faixas uma-por-uma, e desnecessário. The Fatal Feast é um álbum que não muda, a “cavalada” segue da segunda à última faixa e os riffs não são criativos e novos. Tudo isso faz o CD ser ruim? Realmente, não. A guitarra de Ryan Waste, mesmo um pouco conformado no que faz, traz bons momentos, riffs e de vez em quando um solo. A batera de Dave Witte ta simplesmente matadora, abusando do seu bumbo duplo e a voz de Tony Foresta é excelente, soa única e feroz, algumas vezes “rasgada”, e não segue o que muitos vocalistas novos de bandas de thrash metal faz, que é colocar James Hetfiled e Tom Araya em um liquidificador, bater e depois beber.

Neste lançamento de 2012, o Municipal Waste faz um som muito agitado, e a agitação é que faz dele tão bom.  Melhor do que Massive Aggressive, com mais empolgação e parecido com The Art Of Partying de 2007, considerado para muitos o melhor registro do grupo (eu particulamente gostei mais de The Fatal Feast). E o som continua o mesmo, deste o primeiro álbum, Waste Em’ All, lógico, que mais maduro. E essa não-mudança da banda faz muitos pensarem que se continuarem nesse som fiel ao estilo crossover thrash, o Municipal Waste vai deixar de ser uma das bandas revelações dos últimos anos para se tornar algo “sem graça”, e ai entra a mesma história que faz bastante gente criticar o AC/DC. Mas desde Waste Em’ All, teve sim uma mudança no som do Municipal Waste, “comeram arroz com feijão” e incrementaram detalhes interessantes ao longo da carreira, acho que ao passar do tempo, como são músicos, vão mudar um pouco, nada radical, ou permanecerão na mesma pois já vão ter uma base sólida de fãs… Mudando ou não, o grupo de Virginia soltou em 2012 um belo registro, meus destaques ficam para ‘New Dead Masters’, Authority Complex’, ‘Standards and Practices’, ‘Jesus Freaks’ e a faixa-título. OBS: E que bela capa!

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