Superguidis – A Amarga Sinfonia do Superstar (2007)

Origem: Brasil
Gêneros: Indie Rock, Rock Alternativo
Gravadora: Senhor F

Banda gaúcha formada em 2002, Superguidis é composta por quatro integrantes: Andrio Maquenzi (vocais e guitarra), Lucas Pocamacha (guitarra), Diogo Macueidi (baixo) e Marco Pecker (bateria). Ou melhor dizendo, era composta. A banda encerrou suas atividades no ano passado devido a interesses pessoais que conflitavam com os da banda. Enquanto a banda existia, 30km de distância separavam os integrantes, que eram de Guaíba e Porto Alegre, e que juntos, faziam um som sujo, porém grudento e de fácil assimilação. Era uma banda que cativava o ouvinte com suas melodias e riffs, por mais simples que sejam-as, pelo menos aqui em A Amarga Sinfonia do Superstar, segundo disco de estúdio da banda lançada pela gravadora independente Senhor F (e que considero um ótimo título para um álbum).

A primeira canção é “Por Entre As Mãos” e logo em seu começo Andrio já impõe sua voz na canção e a banda o acompanha, não é uma das melhores introduções (eu honestamente preferia uma introdução não tão direta ao ponto, mas não soa tão má assim). A música vai se desenvolvendo e crescendo e temos um som natural e verdadeiro, mas nada especial e incrível. A voz de Andrio combina com a proposta do grupo e inicia o álbum bem, mas nada sensacional. “Mais De Que Isso” tem uma linha interessante de bateria, que mesmo com uma qualidade ruim de áudio, não a estraga. Se compararmos com a faixa anterior, “Mais De Que Isso” é mais grudenta, mas as duas faixas são boas, ambas em suas maneiras. Outras faixas que merecem destaque são “Parte Boa”, “Ainda Sem Nome”, “Nunca Vou Saber” e “Apenas Leia”. A faixa de encerramento, “6 Anos”, é bem bacana, mas não é a certa para encerrar o trabalho. Falando nela, temos uma faixa escondida, chamada “Riffs”, uma canção bem divertida, que até merecia ter um espaço individual.

Os únicos problemas com A Amarga Sinfonia do Superstar são, além da produção não ser das melhores por ser um disco gravado em uma gravadora independente (infelizmente), o som mesmo sujo e grudento, lembrando de bandas que influenciaram Superguidis como Nirvana e Pavement, não tem nada de grandioso ao ponto de ser aclamada como revelação, como já aconteceu em 2006. Não que isso seja ruim, é uma diferenciação ótima das bandas nacionais, mas não é a banda que você indicaria como “salvação do Rock brasileiro” (termo esdrúxulo este), ela seria mais uma banda para ficar na metade nos festivais, não como atração principal (o que deveria acontecer com Foo Fighters). Também temos uma interpretação “normal” de Andrio. Ele não inova e boa parte das canções onze canções mantém ele mantém a mesma interpretação, salvando certas exceções. Como vocalista não é ruim, só não é “mágico”. E por último, mas o menos importante de todos, as letras. Não são ruins, mas não acrescentam em nada ao conteúdo do ouvinte, e são bem simples, não havendo mistério para compreender.

Mas mesmo com esses problemas citados, A Amarga Sinfonia do Superstar é um bom lançamento com seus 41 minutos de duração. Não é um disco que você precisa ouvir antes de morrer, isso é verdade, mas ainda merece ser ouvida com atenção. Superguidis foi uma banda que conseguiu ser diferente na atual cena da música brasileira e conseguiu manter uma boa consistência em seu trabalho. Com um som divertido e bom para se ouvir com os amigos, é uma banda interessante. Se a banda não tivesse seus problemas, continuasse e tivesse mais oportunidades, poderia ter um status ainda maior do que já obteve em seus 9 anos de duração. Recomendado para aqueles que dizem que a música brasileira não tem salvação ou não presta e para aqueles que gostam do Indie Rock, gênero que vem crescendo mundialmente. Vale a pena conferir.

2 pensamentos sobre “Superguidis – A Amarga Sinfonia do Superstar (2007)

  1. Gosto bastante de Indie rock, acabei baixando o albúm pra conferir o som da banda, me lembrou um pouco da banda Moptop, como vc disse não é um disco que vc precisa ouvir antes de morrer, mas não deixa de ser um bom albúm…

    • Se quiser se aprofundar na banda, recomendo o terceiro e último disco da banda. É superior ao segundo e tem momentos lindíssimos!

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