Flying Colors – Flying Colors (2012)

Origem: Estados Unidos
Gênero: Rock
Gravadora: Provogue

Se torna fácil perder as contas de quantos supergrupos foram formados durante o tempo e pouquíssimos vingaram. E não precisa pensar muito para saber o motivo. Se cada músico separado em suas respectivas bandas faziam grandes músicas e possuíam grandes momentos individuais, deveriam fazer músicas de qualidade estrondosa unidos, é o que todos pensam. Quando chegamos ao momento de escutarmos as canções e saber da proposta daquela super banda, a decepção é visível nos fãs dos artistas na maioria dos casos. Pegue como exemplo a banda Asia. Time formado por Geoff Downes, John Wetton, Carl Palmer e Steve Howe no primeiro álbum, era esperado um Rock Progressivo além do que chamam de genial. O resultado: Um Pop Rock radiofônico com muito pouco do que era esperado de Rock Progressivo (apesar de ser bom, mas nada genial como se esperava), mas apesar dos pesares, fez sucesso, principalmente com a faixa “Heat Of The Moment”.

Flying Colors, mais um supergrupo no meio de tantos, é composto por Mike Portnoy (baterista), Neal Morse (teclados e vocais), Dave LaRue (baixista), Steve Morse (guitarrista) e um até então desconhecido dos “progressivistas” Casey McPherson (vocalista principal), que só foi anunciado integrante da banda após um convite de Mike, já que os 4 instrumentistas tinham feito audições com cerca de 100 vocalistas e nenhum deles deram certo para o que eles pediam. Antes de ser anunciado como vocalista da banda, Mike e companhia tinham relatado que o som do seu álbum de debut teria uma pegada mais para o Pop radiofônico. Alguns viraram a cara e já pensaram em coisas negativas sobre o disco, principalmente após ouvirem outra super banda de Mike, Adrenaline Mob, na qual não foi bem recebida por seus fãs. Mas, o que realmente importa é se o auto-intitulado da banda é bom. Ele é realmente bom e vinga, ou é apenas mais um entre tantos outros por esse mundo?

O som possui diversas influências, desde o Rock clássico, ao Funk, ao Rock Progressivo, ao Metal, ao Pop, ao Hard Rock, e outras inúmeras influências que resulta em um Rock de qualidade (é por esse motivo que o “gênero” no começo da resenha está tão vazio). O álbum contém 11 faixas e uma duração de 1 hora aproximada, tendo o começo em “Blue Ocean”, na qual somos recebidos por curto diálogo entre os membros da banda antes de então ouvirmos a música. Começando com o baixo de LaRue e ouvindo outros instrumentos com o passar dos segundos, além da voz de Casey, que é agradável, percebemos que é uma faixa bacana, mas não sabemos se é um bom começo para o disco. Isso até ouvirmos a voz do cristão Neal Morse em um pré-refrão empolgante e em um refrão mágico. Tudo funciona muito bem em uma canção de dar certa forma um orgulho por estar ouvindo, isso inclui nas linhas sensacionais de Mike na bateria e no solo eletrizante de Steve Morse. E pelas faixas a seguir, ela encaixa muito bem como o começo disso.

“Shoulda Coulda Woulda” já uma faixa com um lado mais para o Metal, com um peso da guitarra de Steve Morse certeiro, além de um refrão que grudou em minha cabeça com certa facilidade. Outra faixa com um peso a mais é “All Falls Down”, entretanto, ela chega a ser um pouco menos pesada e mais voltada para um Hard Rock megalomaníaco. Ambas as faixas mais pesadas do álbum e ambas muito boas. Temos músicas que apelam para um lado mais clássico como “Love Is What I’m Waiting For” e “Fool In My Heart”, cantada por Mike Portnoy, tendo seu momento Roger Taylor, e não é nada ruim ali. São duas faixas bacanas e interessantes. Mas os destaques deste disco ficam para a lindíssimas “Kayla” e “The Storm” e a faixa de encerramento, “Infinity Fire”, com seus 12 minutos duração, sua introdução que lembra “Vacant” do Dream Theater e com seu desenvolver nos leva a uma faixa que estaria no repertório de Neal Morse e, claro, possui os solos mais bonitos dos quais foram executados por Steve Morse. Encerra muito bem o disco. Mas mesmo assim, as outras faixas compensam em serem ouvidas. A faixa cheia de groove “Forever In A Daze” e as baladas “Everything Changes” e “Better Than Walking Away” são igualmente boas e valem muito a pena em serem ouvidas.

A pergunta que feita por mim no fim do segundo parágrafo: “Ele é realmente bom e vinga, ou é apenas mais um entre tantos outros por esse mundo?” O objetivo foi alcançado ou ficou longe disso? Na realidade, foi além. É um grande começo para o grupo, que traz um som cheio de influências positivas, e que mesmo com momentos “virtuosos”, é de fácil assimilação e gostoso de se ouvir. Para mim já é um dos candidatos a disco do ano. Para aqueles que queriam que Mike Portnoy vingasse em seus diversos projetos paralelos (menos com Adrenaline Mob), essa banda é perfeita para seus exigentes fãs. Flying Colors é altamente recomendado para todos que querem música de qualidade, seja pelos momentos simples, pelos mais pesados ou pelos mais complexos, que no fim, tudo vira algo lindíssimo de ouvir. Está esperando o que para ouvir?

Um pensamento sobre “Flying Colors – Flying Colors (2012)

  1. Excelente resenha, Flying Colors é muito foda, me arrependo de não ter procurado ouvir antes, o álbum não deixou a desejar em nada, realmente não tem uma música que eu não tenha gostado…

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s