Airbourne – No Guts No Glory (2010)

Origem: Austrália
Gêneros: Hard Rock, Heavy Metal
Gravadoras: Roadrunner, EMI

A banda ganhou grande popularidade com seu álbum de estreia, Runnin’ Wild, aonde a assimilação com a também australiana AC/DC era impossível de não se fazer. Depois de grande sucesso no seu debute em 2007 o Airbourne lança seu segundo álbum em 2010, No Guts No Glory. A proposta da banda é bem clara, fazer o chamado rock n’ roll, um som com sua técnica embora simples e direta, e o mesmo serve para as letras. E assim começamos No Guts No Glory.

‘Born To Kill’ é um bom começo para álbum, ela é animada e a letra já mostra o que vai ser mais ou menos a maioria do conteúdo lírico no CD, algo simples feito de uma maneira divertida. ‘No Way But The Hard Way’ é para mim a melhor do álbum, é tão animada quanto a primeira (o que segue o CD inteiro), e a letra fala de rock n’ roll de novo. ‘Blonde, Bad And Beautiful’ faz o disco cair em qualidade, e mostra um problema quase fatal que segue o álbum inteiro: os refrões. A maioria é feita da seguinte forma: Repetir o nome da faixa em coro por 4 vezes.

‘Raise The Flag’ é outra boa faixa, mas aqui percebemos outra letra falando de rock n’ roll, sendo a terceira em 4 faixas, parece mais que o álbum é um conceito aonde artistas pops são zumbis que querem te matar por fazer um som diferente dos deles. ‘Bottom Of The Well’ e ‘White Line Fever’ são boas faixas, mas segue o mesmo jeitão das anteriores, mas são boas faixas. Daqui adiante, se você não for tão exigente com música pode continuar rolando o play do CD, se não, não faça tanta questão. O disco cai de mais, pois não se renova, os riffs, tal arte que salvam a maioria das músicas do AC/DC (essa é a diferença das duas bandas), não acontece com o Airbourne, esse é outro erro fatal para o som que a banda faz. Os riffs são lentos e previsíveis, e ao passar do disco você consegue saber o que vai acontecer em quase tudo: riffs, refrão e principalmente os solos, que muitas das vezes começam da mesma forma.

No Guts No Glory começa muito bem, te anima, mas depois de sua primeira metade a mesmisse toma conta, a banda não soube diferenciar e fez 13 faixas muito parecidas, lançarem um EP de 6 ou 7 canções seria muito melhor. Mas a banda tem talento (e você pode ouvir as faixas separadas, assim elas não ficarão entediantes), sabem demonstrar energia e empolgação, e tem tudo para melhorar cada vez mais.

1 – Born To Kill

2 – No Way But Hard Way

3 – Blonde, Bad and Beautiful

4 – Raise The Flag

5 – Bottom Of The Wall

6 – White Line Fever

7 – It Ain’t Over Till It’s Over

8 – Steel Town

9 – Chewin’ The Fat

10 – Get Busy Livin’

11 – Armed And Dangerous

12 – Overdrive

13 – Back On The Bottle

3 pensamentos sobre “Airbourne – No Guts No Glory (2010)

  1. Ao contrário do caso do Rise Against (Que aliás, ainda vou descer uma voadora no Senna por colocar no nível Fresno em um momento fanboy xD) não discordo da sua análise do álbum não.

    Um ano atrás quando eu baixei eu realmente achei o álbum ótimo, mas aí com o tempo, com as audições, parece que chega na 5ª musica e não desce mais, enfim, é estranho…

    E Blonde, Bad and Beautiful eu realmente não acho fraca e sim a música mais divertida do álbum, principalmente com eles fazendo um dos clipes mais legais que eu já vi com a música e que aliás, não tá aí, então tá aqui:

    • Eu não coloquei no nível da Fresno. Na verdade, eu coloquei a Fresno acima do Rise Against. E se fizesse a resenha daquele disco hoje, colocaria o álbum da Fresno ainda mais em cima no nível! :3

      • Depois de você ouvir duas músicas do mesmo jeito e com os refrões repetindo os nomes de suas canções, Blonde, Bad and Beautiful enjoa, não que a música seja ruim, só ouvir ela separada. Quando eu li a letra não pude não fazer esta comparação, então ai vai:

        E sobre o Fresno, concordo com o Sennoca, Cemitério das Boas Intenções é um ótimo EP, sendo o álbum do Rise Against apenas regular.

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