Edguy – Tinnitus Sanctus (2008)

Origem: Alemanha
Gêneros: Hard Rock, Heavy Metal, Power Metal
Gravadora: Nuclear Blast

O Edguy é uma banda que foi gerada do Power Metal e com seu decorrer e desenvolvimento, o grupo foi se tornando em uma mescla de Hard Rock, Heavy Metal e um pouco de seu natural Power Metal, e tendo outras características que não são tão visíveis, como uma influência Glam e Industrial na sua música. A banda do liderada pelo louco chamado Tobias Sammet (vocalista), que também é o grande mestre de Avantasia, e composta por Jens Ludwig (guitarrista principal), Dirk Sauer (guitarrista secundário), Tobias “Eggi” Exxel (baixista) e Felix Bohnke (baterista) fazem um som totalmente grudento e não tão difícil de assimilar, porém pesado e não-plastificado em Tinnitus Sanctus.

“Ministry Of Saints” é uma bela porrada para iniciar o disco. Seus riffs fortes, uma cozinha comum (nada de ruim aqui, mas nada de extraordinário) e uma voz diferenciada de Sammet (que compôs todas as faixas de Tinnitus Sanctus, seja musicalmente ou conteúdo lírico). Mas na primeira faixa já percebemos um problema que percorria pelo disco todo: Os refrões. São grudentos, são estilosos, mas repetem muitas vezes! Exageradamente! A música tem 5 minutos. Poderia diminuir para quase 4 minutos se tirassem os refrões desnecessários. Você chega a cansar e não vê a hora de seguir adiante. E em “Sex Fire Religion” mantém a mesma coisa de “Ministry Of Saints”. Mesmo estilo de composição, mas com uma pegada maior para o Hard Rock, enquanto a anterior é mais Heavy Metal. O problema novamente são os refrões, assim como em todas as faixas. Repetem demais! E além disso, soam totalmente Glam.

O cúmulo do excesso de refrões se chama “Dragonfly”. Esta faixa chega a ter 2 refrões! Se é bacana? Sim, mas cansa esses refrões que tentam soarem épicos, não só pelo uso em diversas faixas, mas por elas repetirem tanto que seus ouvidos ao invés de ouvirem uma voz, ouvirá um coral! E isso até mesmo para aonde não precisava, como “9-2-9”, “Nine Lives”, “The Pride Of Creation” e a música com maior influência de Industrial, “Wake Up Dreaming Black”. E o que dizer da melosa e brega balada “Thorn Without A Rose”? É o tipo de canção perfeita para fingir lágrimas de crocodilo. Claro, esse disco tem horas que manda muito bem, como na faixa de encerramento “Dead Or Rock”, que soa uma (boa) homenagem ao AC/DC, mas mantendo uma faceta da banda, como um pequeno uso de teclado e o refrões… E claro, temos uma boa faixa épica, “Speedhoven”, que ai sim, precisava dos refrões épicos, e tiveram. E todos os solos de guitarra, apesar de soarem parecidos as vezes, chutam bundas!

Tinnitus Sanctus é um bom disco, mas que poderia ser limado em várias coisas, como os refrões (…) e o uso de teclado em certas faixas que não precisavam, como “Dead Or Rock” e “Wake Up Dreaming Black”. É como se elas estivessem preenchendo espaço onde não tinha que ter. A balada estraga muita coisa ali, e “Speedhoven” faria muito mais sentido encerrando o disco. Recomendo aos fãs de Hard Rock, de Heavy Metal e aqueles que querem curtir uma música agitada e divertida, porém grudenta e de fácil assimilação. Tinnitus Sanctus não é das melhores escolhas, mas ainda é boa!

4 pensamentos sobre “Edguy – Tinnitus Sanctus (2008)

  1. Aqui temos um Edguy não mostrando tanta experiência, e mesmo muitos gostam de assimilar o Tinnitus Sanctus com o seu antecessor, o Rocket Ride, não é bem assim, quando o Rocket Ride é um bom (ou até chegando a ótimo) mistura de Hard Rock descontraído com Heavy Metal, é um álbum sólido, o que não mostra ser o Tinnitus Sanctus, vemos que a banda arriscou mais, muito, Rokcet Ride é um total, Tinnitus Sanctus você pode diferenciar muita coisa, as melhores músicas, as que se repetiram mais, etc etc… Eu notei que o máximo que a banda poderia dá, aconteceu em The Pride Of Creation e Speedhoven (atenção nessas faixas), mas não se repetiu em todas as faixas, e como eu conheço a banda eu sei que estão amadurecendo nessa “nova jornada”, e eu posso dizer que aconteceu com Age Of The Joker mais ou menos o que aconteceu com Tinnitus Sancuts, vemos o máximo da banda em Behind The Gates To Midnight World, a banda pode sim fazer todas as faixas naquele nível, levando em consideração albuns como Mandrake e até Hellfire Club (mesmo soar algumas coisas genéricas), estão amadurecendo cada vez mais, Tinnitus Sanctus mostra algo como Kingdom Of Madness ou um Theater Of Salvation menos maduro, estão ficando cada vez melhores, sorte pros paiaços do Edguy.

    • Uma das coisas que eu pensei bastante foi aonde eles podiam chegar, depois disso. A banda teve sim seus bons momentos nesses 3 últimos álbuns, mas uma coisa que me encomodava era saber como que estava entre eles, por que algo que eu percebia era sempre o total esforço da banda e que eles não se acomodavam em fazer um som típico, o que QUALQUER músico tem que ter esse pensamento, e não que eu acho que se acomodaram agora, ouvindo as guitarras que evoluiram muito desde Rocket Ride dá para perceber isso, tendo seu ápice em Age Of The Joker, mas Tobias Sammet é a mente da banda e os outros não podem deixar o Edguy ser apenas ele, mesmo sendo difícil conviver com o Tobinho em estúdio. Que a evolução continue, e que o bom trabalho nas guitarras continue, agora, o baixo tem que ser tão participativo quando o próprio Tobias Sammet era o baixista, e a bateria tem que quebrar tudo que nem Mandrake e Hellfire.

    • Ah, obrigado pelo reconhecimento. Mesmo faltando algumas coisas, é um bom disco. Baixo e bateria realmente são bem “comuns”.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s