Jeff Buckley – Grace (1994)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Rock Alternativo, Folk Rock
Gravadora: Columbia

Jeff Buckley é outro talento que infelizmente partiu cedo. Em seu único disco de estúdio oficial e completo, Grace, temos uns dos melhores discos já lançados e que Jeff não pode ver o sucesso que fez a partir de 2003. Ele morreu em 1997 afogado no rio Wolf, aos 30 anos de idade. Uma das mais promissoras revelações de sua época, com um estilo único, fez um lançamento memorável e que só após sua morte ele acabou recebendo seus devidos e merecidos créditos. Uma pena. Grace possui 10 faixas e todas as faixas são excelentes. E não, eu não estou exagerando nenhum pouco sobre isso.

A faixa de abertura, “Mojo Pin”, é um começo diferente do que as pessoas esperam. Se você espera algo direto, um Rock rápido e uma voz berrante, este disco não tem muito disso não. A introdução da faixa é suave e Jeff começa a sussurrando, como em boa parte do disco ele faz. A canção apresenta muitos nuances e algumas progressões bem pesadas. A faixa-título, baseada na música instrumental “Rise Up to Be”, é uma das canções mais animadas e é aqui que notamos os dotes vocais de Jeff. Que voz ele tinha, e principalmente, o alcance das notas, que me fez lembrar de Daniel Gildenlöw do Pain Of Salvation (em outras palavras, sinto a influência de Jeff na interpretação de Daniel). Outro destaque também são as baladas do disco. “Lilac Wine”, “Hallelujah” e “Corpus Christi Carol” são mágicas graças a uma magnífica interpretação de Jeff, e você nem percebe que elas são covers. E claro, é essencial destacar “Hallelujah”, uma das canções mais belas já feitas e digna de ser considerada uma das melhores, devido a emoção que Jeff passa.

“Last Goodbye” e “Lover, You Should’ve Come Over” são canções com arranjos belíssimos e que não te deixam para baixo, muito pelo contrário. As tensas “So Real” e a faixa de encerramento, “Dream Brother”, são músicas incríveis e te puxam para dentro e te hipnotizam, principalmente a riquíssima em nuances e belas passagens “Dream Brother”, terminando muito bem o álbum. “So Real” tem uma evolução instrumental poderosa e um agudo muito interessante de Sr. Buckley, e mesmo com um doce “I love you” não diminui a densidade da faixa. E antes de chegarmos ao fim do disco (que no caso seria “Dream Brother”), temos “Eternal Life”, uma faixa totalmente diferente do restante do conteúdo de Grace, mas que encaixa muito bem e é aquilo que disse que esse disco não tem, uma canção rápida, pesada e direta, tendo uma forte influência de Led Zeppelin na interpretação e na música de Jeff, não só nessa faixa, mas no disco inteiro. Destaque para o baixo em “Eternal Life” e “Dream Brother”, que como costumo falar, é “cavalo”.

Grace apesar de ser a única marca registrada de Sr. Jeff Buckley, é um disco mágico e não irá decepcionar aqueles que buscam ouvir música com extrema qualidade. Uma bela voz, uma interpretação magnífica e uma ótima banda de apoio mostram um disco versátil, único e que merece muitas boas audições que serão muito, mas muito recompensadores. Que tal deixar de ser preguiçoso e dar uma chance a este disco? Recomendado a todos que querem ouvir algo diferenciado porém de altíssimo nível.

1 – Mojo Pin

2 – Grace

3 – Last Goodbye

4 – Lilac Wine

5 – So Real

6 – Hallelujah

7 – Lover, You Should’ve Come Over

8 – Corpus Christi Carol

9 – Eternal Life

10 – Dream Brother

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