Throwdown – Deathless (2009)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Groove Metal, Metalcore
Gravadoras: E1, Nuclear Blast

Throwdown é um grupo que se originou do Hardcore e que com o decorrer do tempo, evoluiu para um som com muita influência de Pantera, e eles fazem muito bem isso, porém as vezes soa sem muita originalidade. A banda até seu quarto disco, Vendetta de 2005, era uma banda de Hardcore, mas em 2007 com Venom & Tears, a banda melhorou tecnicamente com a evolução de som, e em Deathless, sexto disco do grupo, apenas continuou um processo natural. A banda composta por Dave Peters (vocalista), Mark Choiniere (guitarrista), Mark Mitchell (baixista) e Jarrod Alexander (baterista), apesar dos pesares, tem potencial e talento, isto é inegável, entretanto, acaba parecendo uma versão mais lenta, densa e, quem sabe, mais pesada que o Pantera, sua mais notável influência. Se quiser confirmar, ouça as músicas no fim deste texto.

Deathless possui 12 faixas, com duração de 54 minutos aproximadamente (que estranhamente aparentam durar muito mais que meros 54 minutos) começa com “The Scythe”, uma porrada iniciada na bateria, seguida de riffs e um grito do vocalista marca a sua intro. É uma das melhores canções do disco e iniciada muito bem, tendo um refrão interessante, que apesar do refrão repetir duas vezes apenas, gruda. E o final da faixa é ótimo. “This Continuum” como dá para notar, ela continua com um tema relativamente parecido de sua antecessora, e possui igualmente um ótimo refrão, e assim como sua sucessora, “Tombs”, o peso remanesce no som do grupo, entretanto, aqui começa a soar mais lento e mais denso, como se tivesse entrando em uma depressão, que continua em “The Blinding Light” com sua introdução de 1 minuto, sendo a faixa mais longa, com mais de 6 minutos. Essas quatro músicas fazem parte de uma “história” feita em videoclipes, divididas em quatro partes, e esta é legitimamente o clipe mais denso dentre o quarteto. Aqui que já podemos reparar uma relação com o Metalcore, que provavelmente não foi proposital parecer que é Metalcore, mas o fim da canção não deixa duvidas que existe a influência e que foi bem usada. Nessa faixa é reparado o uso de teclado ou algum efeito de estúdio no início e fim da mesma. Não é das melhores, mas tem seus bons momentos.

“Widowed” começa acústica, com um violão acompanhado de outros instrumentos como guitarra e bateria até por volta de 1:40, com o desaparecimento do instrumento acústico e sermos introduzidos a voz de Dave após 2 minutos! E aqui é ápice da montanha da tristeza, ou melhor dizendo, o fundo do poço, mas não porque é conteúdo emo, mas é que soa melancólico, porém uma melancolia adulta, em outras palavras, madura. Para alguns pode ser considerada a faixa “água fria”, que esfria toda sua energia e te põe em um estado neutro, pois apesar de todo som depressivo, o peso do baixo e companhia não te deixa necessariamente em mau humor. Mas em “Headed South”, o baixo astral cai fora e então temos de volta a velocidade e a energia que as canções anteriores tiraram. A cozinha no disco faz um excelente trabalho, mas em destaque essa faixa se superam. Destaque para os dois solos de guitarra nessa faixa, muito bacanas e encaixam perfeitamente no que se pede. Na música “Serpent Noose”, temos um ótimo trabalho de guitarra, principalmente no solo principal, além de uma atmosfera que te arrasta para dentro e não deixa sair. Outra canção interessante, apesar de um refrão fraco comparado a outras faixas. “Ouroboros Rising” é outra forte canção, candidata a uma das melhores. Seus riffs, aliados a uma cozinha consistente e um bom refrão são ótimas para levantar o público, apesar do solo estar longe de ser um dos melhores do disco.

“Skeleton Vanguard” tem uma das melhores introduções e que infelizmente os vocais de Dave acabam deixando ela abaixo do esperado em qualidade, com exceção do refrão, que ele faz com maestria. Instrumentalmente é bem empolgante em algumas partes e bem padrões em outras, mostrando nada de novo para colaborar com a imagem do álbum. “Pyre & Procession”, “Black Vatican” e a faixa de encerramento, “Burial At Sea”, acrescentam muito, mas muito pouco a qualidade do disco, tanto é que se tirasse elas do álbum, não faria diferença nenhuma e não iria deixar ele melhor nem pior. Elas estão ali para preencher um espaço que não precisaria ser preenchido, ou melhor dizendo, poderia ser preenchida com canções melhores, não é toa que o disco parece durar mais do que parece, algumas soam parecidas (muito pouca). Tanto é que se formos eliminar canções do álbum, no mínimo é possível tirarmos 4 canções ou mais. E para encerrar, “Burial At Sea”, é um bom final, apesar dos pesares, mas poderia haver um final mais interessante.

Concluindo, apesar de possuir temas mais pessoais, e um tom mais depressivo, Deathless é um disco de peso quase certeiro, senão fosse por certos momentos, porém não tem grandes novidades. Não tem ideias novas e algumas chegam a serem cansativas, porém é uma boa banda e um bom disco. Se você gosta de Pantera, Sepultura, e outros grupos de Groove Metal, esta banda não é uma má escolha para ser honesto, porém você não receberá uma recompensa musical gigante como deveria. Deathless é altamente recomendado para fãs do gênero, da banda (tirando os fãs do antigo som da banda), ou para aqueles que querem se achar “cult” na cena do Metal atual, já que a MTV e a revista Revolver consideraram a banda como parte do “futuro do Metal”, se quiser confirmar, ouça.

1 – The Scythe


2 – This Continuum

3 – Tombs

4 – The Blinding Light

5 – Widowed

6 – Headed South

7 – Serpent Noose

8 – Ouroboros Rising

9 – Skeleton Vanguard

10 – Pyre & Procession

11 – Black Vatican

12 – Burial At Sea

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s