Metallica – Death Magnetic (2008)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Thrash Metal, Heavy Metal
Gravadoras: Vertigo, Warner Bros

Death Magnetic, até o momento o último álbum de estúdio do Metallica, e este disco teve a difícil missão de suceder o “experimental” St. Anger. Os fãs esperavam, eu imagino, que fosse um álbum bom, nada do tamanho de um Ride The Lightning, mas que voltassem a ter um thrash metal sólido como nos seus cinco primeiros álbuns. Bom, vamos conferir o que o Metallica preparou nessa sua volta.

E quando ouvimos o CD, dá para perceber que o grupo voltou a fazer boa música (nada contra os fãs do St. Anger), o que era de se esperar, já que são músicos talentosos. Mas ainda peca no meu ver nas extensas faixas, que parece mais encheção de línguiça. Tirando esse fato que pode fazer você ficar com sono se não for um viciado por Metallica, o álbum está bem interessante. Começamos com That Was Just Your Life, que começa bem o CD, refrão empolgante. E as faixas são todas nesse nível, são boas músicas, que a maioria peca no mesmo ponto, mas continuam sendo boas músicas. The End Of The Line tem uma parte bem legal, mais para o final da faixa, quando as coisas se acalma, e James vai aumentando seu tom, e junto com todos a música cresce outra vez, é algo bem manjado, mas fazer o que, eu adoro essas passagens de “me engana que eu gosto”. Broken, Beat & Scarred apesar de ser uma das que eu menos gostei, também é uma boa canção, na média vamos dizer, prefiro duas músicas do Beyond Magnetic que poderiam está no lugar desta terceira faixa, mas enfim, não deixa de ser uma boa canção.

The Day Never Comes é algo mais no estilo One, e você já deve ter ouvido, pois ela se tornou bem famosa, tendo vídeo-clípe e etc. É um dos destaques do disco, com James cantando horrores. Mas por outro lado, ela parece algo “reciclado”, lembrando muito a já falada One, vide as metralhadas de Lars e o solo de Kirk. All Nightmare Long é uma das minhas preferidas, e possuí um ótimo refrão. Refrão que fez eu gostar tanto dela, porque nas primeiras audições se fosse depender da música completa, que tem quase oito minutos, eu ficaria até com preguiça de a ouvir novamente (eu sabendo que o Metallica não inova nessas canções compridas), mas vale a pena, o instrumental está legal, e grande solo de Kirk, outra passagem no mesmo estilo de The End Of The Line e o refrão volta mais agressivo, uma das melhores do disco em minha opinião. Cyanide e Judas Kiss são duas músicas legais, no mesmo estilo das anteriores (em exceção The Day That Never Comes), ou você gosta das duas (e do álbum inteiro), ou não gosta, não tem muito o que forçar. A décima e última faixa é My Apocalypse, a mais curta com seus cinco minutos, e a mais thrash também, um pouquinho mais para o lado thrash na verdade, pois segue no estilo das anteriores, mas é esse peso/clima que faz ela ser boa e/ou ter até um charme extra do que das outras, bom, pelo menos foi assim comigo, boa música.

My Apocalypse mesmo sendo uma das que eu mais gostei, não deveria terminar o CD, tinhamos duas grandes opções, a primeira é The Unforgiven III, a minha favorita do disco. Ela não segue o jeito que era as duas primeiras Unforgiven. Essa continuação começa diferente, com um piano melódico e violoncelo no fundo. Talvez quando James canta, o clima lembre um pouco alguma das duas Unforgiven anteriores, mas é só isso, essa é completamente diferente, e o que faz ser a minha favorita das três. James coloca sentimento antes do solo de Kirk “Forgive Me – Forgive Me Now”, faixa espetacular, a que devia encerrar a audição de Death Magnetic para mim, mas ainda tinhamos uma outra grande opção. Suicide & Redemption é uma faixa instrumental, e muito bem feita. Ela possuí momentos melódicos, mas o peso e agitamento também está presente, depois dos seis minutos de duração Kirk nos mostra isso. Ela tem aquele típico final que a canção vai diminuindo, “desaparecendo”, outro ponto manjado que eu gosto bastante, uma das melhores do álbum, se não a melhor.

Death Magnetic, é um bom álbum, algo na média e que dá para se divertir ouvindo, para mim o Metallica ainda pode fazer algo melhor do que foi este, mas comparando com o St. Anger, podemos dizer que o Metallica era aquela gordinha da sala que sempre é zoada, e que agora virou aquela recente mulher atraente que fez bastante academia e conseguiu ficar interessante outra vez.

1 – That Was Just Your Life

2 – The End Of The Line

3 – Broken, Beat and Scarred

4 – The Day That Never Comes

5 – All Nightmare Long

6 – Cyanide

7 – The Unforgiven III

8 – The Judas Kiss

9 – Suicide & Redemption

10 – My Apocalipse

Um pensamento sobre “Metallica – Death Magnetic (2008)

  1. Eu adoro esse álbum! Acho que ele só pecou mesmo pela frequência sonora altíssima e sem modulação nenhuma (Rick Rubin sabe fazer muito melhor do que isso) e os frequentes wah-wah do Kirk, que já eram consideravéis, mas no Magnetic viraram chatos.

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