Rush – Hemispheres (1978)

Origem: Canadá
Gêneros: Rock Progressivo, Hard Rock
Gravadoras: Anthem, Mercury

A lendária banda do Canadá, Rush, sempre foi do tipo “8 ou 80”, “ame ou odeie” e estas coisas do tipo. Uma das melhores bandas do Rock (o que não é unânime) possui composições complexas, longas, com temas científicos e virtuosas canções afastam pessoas desacostumadas a sonoridade do trio composto por grandes músicos, como Geddy Lee (vocalista, baixista e tecladista), Alex Lifeson (guitarrista e vocais de apoio) e Neil Peart (baterista e percussionista), principalmente por causa do vocalista, Geddy Lee. Sua voz quando mais novo era um Robert Plant cantando em tom nasal, ou seja, agudos que alguns facilmente iriam rejeitar, e que o decorrer do tempo ela foi mudando, para o bem de alguns e mal de quem gosta de ouvir a voz de Lee com total potência, e como Hemispheres, sexto disco da banda e o primeiro que será tratado aqui, é da época que o homem ainda tinha sua força total. Mas o baixista estranhamente encaixa na proposta do grupo e ver a banda sem ele é como ver televisão sem ter um controle remoto, ou seja, sempre terá aquela incomodo e aquela falta de costume com outra voz, já que a voz de Geddy Lee já virou caricata. Agora, vamos ao que realmente importa para nós, que é a música, certo? Se quiser confirmar, confira no fim desta resenha as canções, diretas do nosso grande amigo, o YouTube.

O álbum começa com “Cygnus X-1 Book II: Hemispheres”. Uma faixa épica de 18 minutos, que preenche todo o primeiro do LP. É considerada uma das melhores canções do Rock Progressivo por vários críticos e não é à toa. Música cheia de versatilidade, esta possui riffs hipnóticos e majestosos (para não dizer viciantes), solos de baixo e de guitarra encantadores, uma linha de bateria espetacular, retorno a temas da canção com classe, energia, virtuosismo… É uma viagem com mistura impressionante e equilibrada entre o Hard Rock e o Progressivo. E mesmo pela duração e retorno a temas, ela não cansa e continua imprevisível e até seus 12 minutos de duração ela é passageira e a única grande alteração na faixa é a passagem posterior aos 12 minutos iniciais até metade dos 14 minutos, soando bem dramática, até voltar ao som cheio de vida do grupo, que continua até encerrar a música em um momento acústico. Um excelente começo para o disco. A faixa mais curta é a próxima, “Circumstances”, com 3 minutos e 41 segundos, é começa o segundo lado do LP bem Hard Rock, mas sem ser aquela coisa melada de costume. Ela é mais direta e mais fácil para absorver do que a faixa épica. Ótimos riffs de Alex e como sempre, Geddy Lee solando com maestria em seu baixo.

Em “The Trees”, com quase 5 minutos de duração, ela começa acústica. Ela seria bacana para começar o segundo lado LP, por começar acústica e “Cygnus X-1 Book II: Hemispheres” terminar acústica, mas isso não altera nenhum pouco a qualidade, pois são apenas detalhes. Voltando a terceira faixa, ela após essa introdução, cresce e vira um Rock bem bacana, tendo até um solo de teclado, no meio da faixa. Uma linha de baixo e bateria marcantes aliados ao solo de guitarra demonstram uma boa canção que com seu decorrer fica ainda melhor, mostrando uma criatividade e talento imensos. Outra ótima faixa. Para encerrar, uma faixa instrumental. “La Villa Strangiato”, de 9 minutos e meio, começa acústica (e de maneira espetacular) e então somos levados por sons de guitarra leves, um teclado muito estranho e pelos pratos da bateria, até começar a progredir com um baixo muito presente, riffs de guitarra empolgantes e uma bateria bem participativa. Infelizmente não é uma “YYZ” faixa instrumental de Moving Pictures, mas ainda é uma excelente música, e que em sua metade possui um lindíssimo solo por Alex, que se te arrancar lágrimas, será aceitável. Solo virtuoso, porém com um sentimento sensacional, uma emoção incomum. É em “La Villa Strangiato” que temos momentos mais pesados do disco, e também o melhor solo de baixo, além de a bateria Neil ser totalmente imprevisível. Com o decorrer, Alex sola o tema da canção e fica muito bom. Após uma seção incrível e maníaca instrumental, somos entregues ao fim de 36 minutos deste sensacional LP de uma maneira maluca, porém muito bem vinda.

Para concluir esta resenha, o trio canadense fez uma grande obra e que pode ser considerada prima com facilidade. Hemispheres é um álbum que você tem que ter em sua coleção a todo custo se você tem bom gosto. Se você nunca escutou Rush, saiba que você está perdendo muita criatividade e música de qualidade. Claro, isso irá requer audições extras, que no fim de tudo serão muito, mas muito recompensadores, já que a banda é do tipo “quanto mais se ouve, mais se gosta”. Então não fique aí esperando o tempo passar e vá logo ouvir esse clássico que eu recomendo a todos que querem algo diferente e querem sair do marasmo da zona de conforto.

1 – Cygnus X-1 Book II: Hemispheres

2 – Circumstances

3 – The Trees

4 – La Villa Strangiato

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