Linkin Park – Meteora (2003)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Nu Metal, Rap Metal, Rock Alternativo
Gravadora: Warner Bros.

Após o grandioso sucesso comercial de Hybrid Theory, de 2000, o Linkin Park, banda composta por Chester Bennington (Vocal), Mike Shinoda (Vocal, Guitarra e Teclado) Joe Hahn (Samplers), Phoenix Farrell (Baixo), Brad Delson (Guitarra) e Rob Bourdon (Bateria e Percussão), tinham por objetivo superar um disco aclamado, ou pelo menos conseguir manter no mesmo nível. E foi o que aconteceu. O Linkin Park nos apresenta uma sonoridade similar de seu antecessor que facilmente agradou os fãs do grupo e manteve o sucesso. A banda não correu riscos e fez o que achou certo.

As diferenças mais notáveis são a diminuição do uso do Rap nas canções. Enquanto no primeiro disco, até nas canções mais pesadas havíamos Mike Shinoda dando suas linhas vocais participativas, ele é mais passivo aqui, deixando mais espaço para Chester berrar e cantar. As músicas aqui emendam umas nas outras, como se fossem uma só, dividas em 13 faixas com quase 37 minutos de duração, mas só parece, não se iluda, sem falar que dessas 13 canções, 6 faixas foram lançadas como single. Aqui temos canções mais pesadas como “Hit The Floor” e “Don’t Stay”, que antes de começar é introduzida pela primeira faixa, de 14 segundos, “Foreword”, outras mais próximas de serem calmas, como a faixa de encerramento “Numb” (que aliás é o melhor encerramento de álbum que a banda já fez) e “Breaking The Habit”, minha canção favorita do grupo.

Temos, claro, outras canções que não agradam tanto, como “Easier To Run”, que já começa com o refrão, após uma pequena introdução. Não me agrada canções diretas assim, sem mistério algum. “Session” é quase equivalente de “Cure For The Itch”, porém não chega a ser uma piada, mas é bem experimental, ainda mais por ser instrumental. Um dos grandes hits, “Faint”, nunca me agradou, até mesmo na primeira vez que eu escutei na MTV em 2003. Agora eu acho uma boa canção, mas ainda sim não me impressiona nem um pouco. Não sei dizer um motivo que deixe claro meu desgosto. Outras faixas, como “Somewhere I Belong”, “Lying From You”, “Figure.09” e entre outras canções continuam aquilo feito no primeiro disco com um pouco mais peso e menos Rap, que continua presente.

Se você gostou de Hybrid Theory, igualmente gostará de Meteora, a não ser que espere que a banda arrisque fortemente, como o Dream Theater fez em Awake, após lançar o seu disco com maior sucesso comercial, Images & Words. Aquele som explosivo não é mais impressionante. O que encanta mesmo são canções como “Breaking The Habit” e “Numb” que acabam com aquele jeito forçado nos gritos de Chester que não chegam a soar raivosos como em 2000, e no fim acabam mostrando uma banda que mais versátil do que aparenta ser. E isso é visível nos próximos lançamentos, como A Thousand Suns e Minutes To Midnight. Para encerrar, Meteora é recomendado aos fãs de Hybrid Theory e do gênero.

5 pensamentos sobre “Linkin Park – Meteora (2003)

  1. Obrigado pela resenha Senna!😀
    Achei a do Hybrid Theory melhor, mais detalhada, mas essa também tá boa. Concordo com você sobre as músicas parecerem uma só, na versão que baixei do CD, algumas terminam como uma introdução da próxima, suspeito até de ser um erro.

    Enfim, parabéns pela resenha!

    • Sobre o formato das resenhas serem mais detalhadas, é que estou fazendo de maneira mais prática e rápida de ler. Por enquanto são testes.

      E sobre as músicas, não foi um erro, certeza. Eles emendaram para dar um detalhe a mais. Todas emendam umas nas outras.

  2. Meu disco preferido do Linkin Park é o Hybrid Theory, mas também gosto desse, mesmo achando que ficou “longe” de chegar no nível do HT. O que não gosto em discos, tipo, não tem como me fazer gostar, são essas faixas de abertura, odeio isso.

    A música desse disco que mais curto é Numb, e mesmo você fazendo essa “babação” toda pra Breaking The Habit, não gosto nem um pouco dessa. haha’

    Como o Rafael disse, a resenha do Hybrid Theory ficou melhor por estar mais detalhada, mesmo que fique menos prática e rápida de ler, quanto mais detalhada melhor, mas essa também ficou legal!

    • Seu comentário foi para o Spam. Não sei por qual motivo aconteceu, mas agora ele já está normalizado.

      E eu meio que paguei pau pra “Breaking The Habit” por ser a mais diferente mesmo.😛

      Sobre as resenhas, é porque eu estou ficando com um tempo menor de fazer as resenhas detalhadas. Algumas resenhas serão mais que as outras e irei continuar tentando detalhar o máximo possível, mas nem sempre o possível.

      • E ele ainda diz “meio que paguei”, pagou demais! sahuahusahuashah’

        Quanto mais detalhada melhor, mas não tira os méritos do formato dessa também, ficou boa, deu pra entender o que você achou de cada música em si, só que detalhada é “meió”!😀

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