Our Lady Peace – Burn Burn (2009)

Origem: Canadá
Gênero: Rock Alternativo
Gravadora: Coalition Entertainment

Em seu sétimo disco de estúdio de estúdio, os canadenses do Our Lady Peace, banda composta por Raine Maida (vocais), Duncan Coutts (baixo e vocais de apoio), Steve Mazur (guitarra, piano, percussão, vocais de apoio) e Jeremy Taggart (bateria, percussão e vocais de apoio), fazem em Burn Burn uma mistura do comum e do incomum, em outras palavras, misturam um som popular com um som peculiar em certos momentos que são interessantes. O álbum possui 10 faixas  uma duração de 38 minutos, sendo o trabalho de estúdio mais curto da banda. Veremos agora o que tem bom neste álbum.

O álbum começa com “All You Did Was Save My Life”, uma canção com cara de single (não é a toa que foi o primeiro single do disco) e é bem chicletuda, ou em outras palavras, grudenta. Ela começa calma e fraca, mas evolui e fica bacana. Canção com cara de Nickelback. “Dreamland”, terceiro e último single lançado, tem um início parecido com sua antecessora, mas começa mais depressiva e sua evolução para o refrão soa uma mistura de Hard Rock e Country Rock. Se não fosse por sua introdução, que achei de certa forma feia (e como já disse, depressiva), poderia estar em uma trilha sonora da novela das 8 (isso foi um elogio). Em “Monkey Brains” as coisas ficam divertidas. Com uma influência do bom e velho Funk em algumas partes e distorções de guitarras legais, temos uma composição muito boa, mas possui defeitos. Na metade da canção temos uma seção acústica é longa demais, perdendo toda a força a canção. E outro defeito é a falta de vocais de apoio na canção. Umas vozes a mais deixariam a música bem doida, algo que ela quase é se não fosse por esses pequenos defeitos. O segundo single do álbum, “The End Is Where We Begin” é uma canção atípica, com uma introdução feita no teclado, que vão de lado direito a esquerdo, até a banda entrar. Aqui já dá para termos uma noção que o vocalista Raine Maida não é um qualquer “zé ruela”, mas não é aquele vocalista que irá marcar seus ouvidos como um dos melhores. Um instrumental bacana que acompanha uma canção viciante e talvez uma das melhores do disco, e encerra como começa.

A quinta canção, “Escape Artist”, é o mais próximo que eu consigo definir como balada nesse disco, pois todas as canções tem passagens pacíficas e outrora distorções maníacas na guitarra, isso até chegar em “Refuge”. É a canção mais fraca do disco, tendo momentos bonitos, mas é só isso. Nada especial. A sétima faixa inicia com um piano e se chama “Never Get Over You” e é outra balada que tem seu piano rolando pela faixa toda. É uma bela canção com um solo de guitarra igualmente belo. É o que podemos chamar de canção feita com o bom gosto. “White Flags” começa com sintetizadores e guitarra unidas como se fossem uma só e vira um Pop Rock bem divertido. Boa faixa. “Signs Of Life” é a próxima e aqui Maida e companhia foram para o bar, enxeram a cara e resolveram fazer uma música de corno. Brincadeiras a parte, Maida realmente soa meio “bêbado” numa canção bonita porém nada extraordinária. Aqui soa como aquela música que entrou para fazer número. O álbum encerra com “Paper Moon”, canção que inicia de uma maneira bem influenciada por “Blackbird” dos Beatles. Ela é excelente e de bom gosto, tendo uma distorção/solo de guitarra muito bom, finalizando o álbum positivamente, e além de ser a faixa correta para encerrar o álbum é junto com “The End Is Where We Begin” as melhores canções.

Em seu sétimo disco de estúdio, o Our Lady Peace fez um bom trabalho e é inegável que a banda é boa e merece um destaque a mais ao invés de certos grupos canadenses, como Nickelback e Three Days Grace, mas mesmo assim, a banda não é extraordinária que você deve escutar antes de morrer. Tem seus bons momentos, outros ótimos e outros que poderiam muito bem ficar guardados numa caixinha jogada no oceano. Vocalista Raine Maida as vezes é atrativo e as vezes é um pé no saco, o que pode afastar novos ouvintes, mas algo que não dá para negar, esse cara é único. E gosto de bandas com vocalista único, que você só ouve naquela banda, diferente de grupos como Paramore, onde temos várias Hayley Williams espalhadas por aí nesse mundo. Agora é esperar pelo novo álbum da banda, que será lançado esse ano!

3 pensamentos sobre “Our Lady Peace – Burn Burn (2009)

  1. Primeiramente, valeu por ter feito a resenha, Senna! *–*

    Burn Burn é um dos meus preferidos, mas perde de lavada para Happiness, Clumsy e dependendo do ponto de vista, Gravity e Healthy. O que tu disse de All You Did Was Save My Life realmente é a mais pura verdade, sámúsica gruda na tua mente e tu não para de cantar.

    Refuge realmente é a mais fraca e o resto concordo com tudo. Das melhores do álbum, concordo sobre End e Paper, mas eu curto bastante White Flags. u.u

    A resenha tá foda, Senna, e agora é esperar o Curve ser lançado pra tu resenhar ele! HAHA

    • A resenha sobre Curve será feita! Promessa de escoteiro!😛

      “White Flags” é bacana, mas eu prefiro “Monkey Brains” a ela, por exemplo.

  2. Pingback: Our Lady Peace – Curve (2012) « Images & Words

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