Bloodsimple – Red Harvest (2008)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Metal Alternativo, Metalcore, Nu Metal, Groove Metal
Gravadora: Reprise, Bullygoat

Com o nome do disco inspirado no livro de mesmo nome escrito por Dashiell Hammett, Red Harvest é o segundo disco de estúdio e infelizmente o último lançado pelo Bloodsimple. A banda composta pelo raivoso e explosivo Tim Williams (vocalista), Mike Kennedy (guitarrista), Nick Rowe (guitarrista) e Kyle Sanders (baixista) tinham que superar o lançamento de A Cruel World, de 2005 (que já foi analisado aqui no Images & Words) e a saída do baterista Chris Hamilton, que em estúdio foi substituído por Will Hunt e por Jacob Ward nas turnês da banda. Uma missão complicada, pois A Cruel World foi um bom disco de estreia. Nada monstruoso, mas ainda sim um bom lançamento. E como eu disse no final da resenha primeiro álbum da banda, eles conseguem superar com Red Harvest e veremos abaixo os motivos.

O álbum, que diferente de seu antecessor tinha um conteúdo lírico sólido, aqui não é tão sólido. Algumas letras não são tão boas e nem sérias, mas o que melhora é a música. “Ride With Me” é um começo estranho. Estamos acostumados a ter uma música agitada na primeira faixa, mas “Ride With Me” é totalmente inesperada. É uma mistura de calma (se assim posso dizer) com um clima totalmente atmosférico, sendo denso, depressivo, muito envolvente e tenebroso. Não digo que uma balada devido a uma evolução que a música sofre que ao contrário do que encontramos no primeiro álbum, aqui é mais inesperado e melhor feito. Forte canção para começar o álbum. As próximas faixas, a faixa-título e “Dark Helmet” são tremendas porradas e ambas com finais monstruosos e igualmente raivosos e cheios de energia. Provavelmente são as duas músicas mais pesadas não só do álbum, mas do grupo, junto com “Path To Prevail” e “Straight Hate”, ambas de A Cruel World. Excelente começo da banda neste álbum, supera facilmente o primeiro álbum.

Aqui deveríamos esperar por uma balada como de costume na maioria dos álbuns na atual indústria musical, mas recebemos poderosos e rápidos riffs de guitarra, que soam muito Speed Metal e são incrivelmente grudentos. “Dead Man Walking” com sua letra boba sobre um homem que morto que volta a vida, ela é totalmente viciante e uma das melhores do grupo. Um detalhe extra sobre esta canção que fez parte da trilha sonora do jogo WWE Smackdown vs. Raw 2009, sendo disparada a melhor música. Outra faixa que é fácil de colar é “Out To Get You” com seus riffs bacanas e de fácil assimilação. É uma versão melhorada de “Sell Me Out”, digamos assim. Não é das mais criativas, mas você sabe que é boa. “Suck It Up” é uma música com uma familiaridade com o Punk Rock e Hardcore. Bem agitada e de certa forma enjoativa e chata. Alguns bons momentos graças ao vocalista, mas nada atrativa. Pior canção do disco. “Death From Above” é outra porrada na sua cara que é fácil de dizer que atropelará seus tímpanos da mesma forma que um trem atropela uma galinha. Outra ótima música.

Se “Dead Man Walking” é uma das melhores canções do grupo, “Whiskey Bent and Hellbound (Hellmyr)” e a melhor obra da banda. Excelente música com uma letra canalha, além de ser a maior composição da banda com quase 6 minutos de duração. É o fim perfeito para o álbum, com um som sujo e uma excelente interpretação de Tim Williams, mas a banda fez uma pequena burrada. E veremos a seguir. “Killing Time” é outro peso e também grudenta, principalmente seus riffs. Boa faixa, mas que estranhamento soa como B-side, mas não deixa de ser boa. A legítima balada do álbum é “Truth (Thicker Than Water)”. Tim volta a seu banheiro para cantar e quem sabe chorar. É uma canção densa e de certa forma bonita, e das baladas da banda, contando com os dois álbuns, o homem aqui manda sua melhor performance. Aqui seria um outro bom final, e por incrível que pareça, finalmente temos um solo de guitarra, e que solo de guitarra! Cheio de emoção, encerraria perfeitamente como “Whiskey Bent and Hellbound (Hellmyr)”, mas ainda tem ‘Numina Infuscata”, que soa como um grito de guerra. É um fim diferente, mas errôneo. Se eu pudesse selecionar a ordem das faixas, seria “Killing Time”, “Truth (Thicker Than Water)”, “Numina Infuscata” e “Whiskey Bent and Hellbound (Hellmyr)”. Ficaria bem melhor e mais coeso, mas isso não estraga este álbum.

Então temos um ótimo disco que supera o primeiro álbum da banda e que possui pequenos erros ali e lá, mas como já disse, não estraga-o. Ao contrário de A Cruel World, Red Harvest mantém o peso e a criatividade e mostra uma banda extremamente talentosa e com muita musicalidade, mas com um fim melancólico, temos que ouvir bandas como Vision Of Desorder, banda na qual Tim Williams e Mike Kennedy “crescerem” e decidiram reativa-la em suas atividades, e que não tem um quarto da musicalidade de Bloodsimple, o que é totalmente triste. Uma pena isso acontecer com uma promessa do Metal.

Um pensamento sobre “Bloodsimple – Red Harvest (2008)

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