Escape The Fate – This War Is Ours (2008)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Pós-Hardcore, Pop Punk, Metal Alternativo, Hard Rock, Screamo
Gravadora: Epitaph

Em seu segundo disco de estúdio, Escape The Fate lança um disco não muito pesado e não muito melódico, segundo o baixista e também vocal de apoio Max Green. A banda composta por Bryan Money (guitarrista, tecladista e vocais de apoio), Robert Ortiz (baterista, percussionista e vocais de apoio) e pelo vocalista novato Craig Mabbitt (que substituiu Ronnie Radke, que cantou no primeiro álbum da banda, Dying Is Your Latest Fashion, e agora é atual vocalista e fundador da banda Falling In Reverse), faz parte de um novo movimento na cena “metálica” mundial junto com outros grupos como Black Veil Brides e outros mais antigos e nem tão antigos, que seria aquelas garotos com jeitinho emo mais que quando pegam no microfone dão gritos, berros e gemidos praticamente inaudíveis o que querem dizer, influenciado por bandas como Linkin Park (sim) e outras mais extremas como o lendário Pantera e outras de Metalcore, uma das origens do grupo. Estranhamente esse disco nem tem muito disso.

Começa com “We Won’t Back Down” e honestamente peço perdão pelo o que vou dizer, mas que voz de merda é essa do vocalista? Você tá cagando ou tá cantando assim porque te pediram, seu bosta? A voz do cara consegue estragar uma faixa empolgante com riffs e solos muito Hard Rock. Tirando essa faixa, o vocalista canta bem nas outras, ou melhor dizendo, decente. Não estraga como estragou nessa! Péssimo começo e nem deveria estar no disco. A próxima faixa, “On To The Next One” é quem deveria começar o álbum, com sua intro empolgante e bem feita. Mas depois fica uma coisa tão sem sal que nem dá pra curtir faixa. Fica apenas na introdução nela, mesmo. Faixas como “Ashley” e “Something” soam como “Pop Punk para macho”. Aqui o lado melódico da banda aparece e não é tão mal assim… Mas não empolga e nem conquista o ouvinte.

Quando começa “The Flood”, sentimos um retorno ao estilo das duas primeiras faixas, aquela previsibilidade toda e minha desconfiança sobre os gritos e berros até que na segunda metade da faixa ouvimos pela primeiras vez gritos, o que chamam atenção, pois foi de certa forma inesperado, o que é bom. O ruim é que os gritos foram uma bela porcaria. Só não supera o lixo que o vocalista do Limp Bizkit, Fred Durst, faz em algumas faixas na sua banda, que chega a soar ridículo. É interessante a canção, e só. “Let It Go” é uma mistura de Pop Punk com Hard Rock, enquanto “10 Miles Wide” é totalmente Hard Rock e uma das melhores do disco também, com participação especial de Josh Todd da banda de Hard Rock Buckcherry. Duas faixas animadinhas que você tem certeza que a banda em si até que a boa, tem momentos interessantes e outros bem ridículos, como na já citada “We Won’t Back Down”, mas que peca na falta de criatividade e de ousadia.

“You Are So Beautiful”, apesar do nome, junto com “Ashley”, tem tudo para serem baladas, mas não são meras baladas. Sobre a dona de uma letra babaca, “You Are So Beautiful” praticamente homenageia James Blunt e a sua canção “You’re Beautiful” liricamente, mas musicalmente é um Hard Rock que evoluiu em um screamo do capeta, com Craig gritando igualmente ao Fred Durst. Dá pra ver que a influência é uma bela merda. “This War Is Ours (The Guillotine Part II)” começa com riffs pesados e rápidos, e pela primeira vez no álbum, o gritos que começam a faixa, e até que são bem feitos nessa canção que pode ser considerada a segunda melhor. É empolgante, raivosa, apesar de ter um momento leve que deveria ser retirado, mas que apesar de tudo não estraga a faixa. Possui um breakdown final que só tem na última faixa do álbum, que depois irei falar melhor. Sobre o breakdown, isso faria a banda Metalcore, mas como só tem dois breakdowns no álbum e sendo apenas um de Metal, porque considerar a banda de Metalcore neste lançamento.

Após tudo isso, temos a grande balada do disco, “Harder Than You Know” é uma canção tão emotiva que chega a ser boba. A interpretação do vocalista consegue estragar a música na sua primeira metade, já na segunda metade a banda se encaixa na voz do homem, como aconteceu na balada “Should’ve Listened” da banda canadense Nickelback, onde Chad Kroeger faz uma interpretação feia e equivocada com sua voz forte, marcante e muito limitada e a banda é quem tem que encaixar nele. É uma balada que fica naquele nível “Untitled” do Simple Plan. Para encerrar esse “adubo”, temos uma salvação, “It’s Just Me”. Uma música muito diferente e imprevisível e que contradiz o que eu disse sobre a banda lá cima, que falei que ela não era criativa. Nessa canção a banda é criativa e muito interessante, Craig faz uma interpretação muito interessante com sua voz, e com sons que provavelmente são de flautas, kisanji, trompa e charango e tem até um, já citado anteriormente, breakdown desses instrumentos no final, que é sensacional, enriquecendo não só a faixa, mas o álbum todo. Pena que só nessa faixa a banda surpreende no que apenas soa uma brincadeira de estúdio.

Em conclusão, podemos notar que Escape The Fate neste álbum é uma boa banda, tendo alguns momentos bem criativos  outrora comuns, mas que principalmente, a banda sofre pela falta de direcionamento musical, o que custou um lançamento medíocre e quase ordinário. Temos faixas que não combinam com disco, como “It’s Just Me” e “This War Is Ours (The Guillotine Part II)” e uma grande mistura de gêneros musicais que no fim fica tudo embolado e mal feito. Tem bons momentos e interessantes, mas tem muita porcaria nesse disco também. Por vias das duvidas, escute apenas “It’s Just Me” se você quer ser surpreendido, “This War Is Ours (The Guillotine Part II)” se você gosta de Metalcore e “10 Miles Wide” se você é fã de Hard Rock.

4 pensamentos sobre “Escape The Fate – This War Is Ours (2008)

  1. Já tinha ouvido Ashley antes, e agora ouvi This War Is Ours, e essa última pra mim começou bem estranho, mas dps me surpreendeu, musica legalzinha. Mas já ouvi o primeiro álbum deles (é…), e acho que já ta bom, espero nunca mais ouvi. xD Pelo menos não por agora, vamos ver se fazem algo interessante pelo tempo, mas eu prefiro que o grupo acabe mesmo, eeee \o/

    • Se o grupo fosse aquele da última faixa seria bem bacana, mas é bem ruinzão. E o primeiro vocalista da banda É MUITO ESCROTO!

    • “… o resto tudo igual…”

      Admitiu que ouviu o CD pouquíssimas vezes (pra não dizer uma única vez) e não processou o álbum.

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