Stratovarius – Fourth Dimension (1995)

Origem: Finlândia
Gênero: Power Metal
Gravadora: Noise

Fourth Dimension é o quarto álbum do Stratovarius e o primeiro com o vocalista Timo Kotipelto, a banda finlandesa é uma das mais famosas do mundo enquanto o assunto é power metal, e o quarto lançamento deles é considerado um dos mais importantes da discografia do Stratovarius, sendo que foi o grande responsável pela fama na Europa. Se a banda composta por Timo Tolkki (guitarrista e líder da banda), Timo Kotipelto (vocais) junto com Jari Kainulainen (baixo), Antti Ikonen e Tuomo Lassila (bateria) merece tal merecimento, vamos saber agora.

As quatros primeiras faixas mesmo dando aquela impressão de “eu já ouvi isso antes” se você é um fã de power metal (talvez não seja tão mal, o Stratovarius pode ter surgido antes dessas canções que soam genéricas), são boas canções. Against The Wind começa pesada e tem aquele típico refrão de hino, já Distant Skies segue o mesmo estilo agitado da primeira, mas com um refrão melhor e até viciante. Galaxies tem uma boa intro e um refrão legal e até relaxante, e a quarta faixa é a balada Winter. Winter é a única faixa que eu me interessei pelo solo neste disco, nessa Tolkki não está tentando ser um Yngwie Malmsteen computadorizado (não, Tolkki não é um mal guitarrista, longe disso, é muito técnico no seu instrumento, mas soaria muito, mas MUITO melhor se ele deixasse essa velocidade genérica de lado, e tentar “sentir” mais o som, minha opinião, sei que muitos gostam e idolatram esse cara), enfim, Winter é uma música bonita, bem lenta e com um refrão bom, com Timo Kotipelto mostrando que canta muito, mas não deixa de ser uma balada simples. O álbum começou muito bem para mim com o quarteto de faixas já comentadas. E agora seguimos, e Stratovarius além de ser o nome do grupo, também nomeia a quinta canção do quarto álbum do grupo, sendo ela instrumental. Como já disse anteriormente, muitos gostam dos solos de Timo Tolkki, e para esses essa música é um prato cheio, mas se for analisar melhor, é uma faixa que possuí bastante fritação do guitarrista finlandês querendo mostrar que toca muito, o que é verdade, mas para mim algo falta na guitarra dele, muita velocidade e pouco sentimento, o que faz essa faixa soar irritante para meus ouvidos. Lord of The Wasteland é uma faixa regular que tem bom momentos, gostei do refrão e  Timo Koltipelto mesmo parecendo uma versão cover finlandesa de Michael Kiske, tem uma voz muito poderosa e seus agudos trazem bom momentos para as canções.

Achei que não fui muito com a cara de Stratovarius (a faixa), e que as coisas melhorariam adiante, seguindo o rumo do começo do disco. Mas as duas canções a seguir, 030366 e Nightfall são abaixo do esperado, a primeira é algo que soa bem estranho e Nightfall, a segunda balada do disco, tem bons momentos, como a intro, mas a canção é tão lenta que fica sem graça, com um refrão totalmente sem sal. As duas últimas músicas (e não faixas, o álbum fecha com Call Of The Wilderness, um epilogo de 1 minuto e 32 segundos) traz qualidade novamente, We Hold The Key tem uma bela intro e refrão, com Timo Koltipelto se destacando novamente. Tolkki tira boas coisas de sua guitarra no solo, mas torna desagradavel quando tenta fazer a fritação sempre no final das melodias, mas a segunda parte do solo é bem legal, essa que é mais calma e possuí violão aos fundos. Uma das melhores do álbum. Twilight Symphony começa com outra fritação de Tolkki, mas mesmo com sua guitarra a lá McDonalds, Tolkki tem uma íncrivel habilidade para fazer grandes refrões, e em Twilight Symphony mostra isso. Uma parte interessante é os violinos que ganham destaques a partir dos 3:00 de duração da música, e um pouco depois disso a canção vai diminuindo até encerrar a canção e irmos para o epilogo final, não muito criativo, mas de bela forma.

Se você gosta bastante de power metal e que não liga para tantas frescuras no mundo da música poderá ouvir Fourth Dimension sem medo, estou certo que irá gostar. Mas também é certo que mesmo o Stratovarius sendo uma banda talentosa não é tudo isso que dizem, claro que possuem boas canções (mesmo que muitas soam irritantes e chatas), mas é diferente o nível, por exemplo, do Blind Gaurdian, as “boas” canções do grupo alemão são muito mais criativas do que grupos que nem Sonata Arctica e o próprio Stratovarius, e não soam menos épicas, pelo contrário. Em seu primeiro disco com o grande vocalista Timo Kotipelto, o Stratovarius lançou algo que influenciaria muitas bandas, mas analisando pelo lado musical, não é tudo isso que dizem.

2 pensamentos sobre “Stratovarius – Fourth Dimension (1995)

  1. Stratovarius é muito bom, mas nada espetacular, mas se você analisar por músicas e não pelo CD em si é uma banda que faz fãs rapidamente.

    Muito boa resenha, parabéns Mateus.

    • Obrigado😀 Parece quase obrigatorio gostar de Stratovarius se vc curtir Power Metal, é o que eu via, mas eu nunca achei nada espetacular, e na época curtia mto power metal. Uma boa banda e merece seus meritos e creditos assim como Hulk Hogan merece por ter popularizado o Pro-Wrestling, mas não são tudo isso.

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