Pain Of Salvation – Linoleum (2009)

Origem: Suécia
Gêneros: Rock Progressivo, Metal Progressivo
Gravadora: InsideOut

Antes dos lançamentos dos polêmicos álbuns para os fãs da banda, a dupla Road Salt One e Road Salt Two (que por acaso já foi publicado anteriormente), tinha um EP chamado Linoleum lançado em 2009, que Daniel fez questão de lançar para diminuir o choque que os fãs poderiam sofrer ao ouvir o novo trabalho completo da banda e também para saber o que eles deveriam esperar. Uma atitude muito bacana por parte do homem. A banda é a mesma dos dois Road Salt, então não é necessária apresenta-lá já que ali em cima você pode clicar no link e aproveitar e conferir a resenha sobre Road Salt Two.

O EP possui seis faixas e uma duração que ultrapassa a marca de 29 minutos e começa com a faixa-título, que foi lançada no primeiro Road Salt. Aqui não tem uma diferença sequer para a “versão principal”, assim diremos. “Linoleum” é uma faixa que além de ser sensacional, ajudou a banda comercialmente na Europa, merecidamente. Empolgante, envolvente, essa faixa te fará pular, relaxar, gritar… Uma grande composição da banda e quem sabe a melhor faixa do EP e também uma das melhores da dobradinha Road Salt. Destaque para os teclados chamativos de Fredrik e para as vozes de apoio de Johan e Léo. Incríveis, para não dizer lindas. Prosseguimos com “Mortar Grind”, que pode ser encontrado no Road Salt Two, entretanto, aqui tem um pouco de diferença. Na versão do EP, a música é mais aguda, principalmente o refrão é mais agudo, enquanto no lançamento de 2011 é mais grave. Até o final tem alguns detalhes diferentes que dificultam em dizer qual versão ficou melhor. Como eu já me acostumei, prefiro a versão do Road Salt Two. Sobre a faixa, destaque para a linha de bateria de Léo e os gritos de Daniel, que chegam até ensurdecer o ouvinte, mas não deixam de serem contagiantes. Outra ótima faixa!

Após isso, temos agora uma viagem e de certa forma, com um pouco de… Drogas? Não que a música faça apologia as drogas, mas “If You Wait” soa totalmente feita com influência de drogas. Ela é estranha mas de certa forma é, além de viajante, é ótima. Se um dia eu tiver a capacidade de usar alguma droga, eu estarei ouvindo ela, com total certeza. Destaque para, além do excelente instrumental, a voz de Daniel Gildenlöw, que “arrasa quarteirões”. Das faixas inéditas, “Gone” é a última, sendo também a mais longa, com quase 8 minutos de duração. Começa direita, com um instrumental calmo, seguida da voz de Daniel,  e vai progredindo em um Rock Psicodélico e pesado. A interpretação do já citado vocalista é fora de série, e após a segunda repetição do refrão, ele faz um agudo inesperado e podem até achar bisonho, mas ainda continua bom, por incrível que pareça. E o seu final, extremamente inesperado e muito, mas muito pesado. Um dos momentos mais pesados não só do EP, mas do Road Salt One e Two, e é tão imprevisível que você acaba achando que é outra música, mas ainda é a poderosa “Gone”, que poderia fazer parte de Road Salt Two com facilidade. Aqui não é possível destacar um membro apenas da banda. Todos fazem um trabalho espetacular.

E então, com o fim desta sonora porrada, temos “Bonus Track B”. Uma faixa satírica que tem uma chuva durante a faixa toda, que dura 2:27. Nessa faixa a banda faz uma sátira as faixas bônus. De certa forma é engraçada e vale a pena, mas, honestamente, é desnecessária (como os próprios soam na conversa gravada), assim como a próxima faixa, “Yellow Raven”, cover da banda alemã Scorpions. A última faixa começa com uma trovoada,  sendo como uma emendada de faixa. É um bom cover, muito envolvente e encaixa muito bem com as quatro outro faixas (e a conversa satírica), destaque para a guitarra tocada por Johan, muito linda, além, claro, do maldito vocalista e o cérebro da banda, Daniel Gildenlöw, que eu admirado muito, e no fim, ela é encerrada com o mesmo som de trovão do começo da faixa. É um bom final, mas “Gone” seria perfeita. Mas para entender o porque de “Yellow Raven” encerrar o EP, entenda “Bonus Track B”, pois isso vai ajudar um pouco, creio eu. Em comparação com a canção do álbum “Virgin Killer”, a versão original soa mais suave e emocional, enquanto a versão da banda sueca soa de certa forma mais forte e intensa. Ambas versões são ótimas, mas encerrar com cover é a mesma coisa que encerrar um álbum com uma “Hidden Track”, ou seja, falta de criatividade, o que o Pain Of Salvation tem de sobra.

Com este lançamento, a banda fez bem sua missão em preparar os fãs para o que viria nos dois anos posteriores. Possui canções empolgantes e emocionais, outras densas e profundas… Mas não um dos melhores lançamentos do grupo, infelizmente. Se quiser começar pela banda de uma maneira leve, este EP é um bom começo, mas lembrando que a banda de Daniel Gildenlöw nunca repete seus álbuns (que por acaso são todos conceituais) e todos requerem algumas audições a mais para avaliar melhor e entender o que se passa nele (o disco Be de 2004 é um claro exemplo disso), mas que no fim enriquecerá seu gosto musical, isso eu tenho a total certeza.

5 pensamentos sobre “Pain Of Salvation – Linoleum (2009)

  1. Eu também curto mais a Mortar Grind versão Road Salt Two e comparando as duas parece que essa do Linoleum não passa de uma demo. Mas gosto bastante dessa versão também, principalmente por alguns agudos que Daniel faz e que lembra álbuns anteriores do PoS. If You Wait é sensacional, como todas essas que eles se passam por drogados, sem falar que nessa Daniel usa sua voz sem dó *_* Gone também é mto foda, talvez a mais foda do EP, esse final pqp!
    Bonus Track B é engraçada, gostei xD Yellow Raven é um cover bem legal, mas tbm acho q devia acabar com Gone.

    É um bom EP, e eu vejo q ele só não prepara a banda e os fãs para os Road Salts mas como também traz uma cara dos trabalhos antigos deles, algo que os Road Salts não mostra.

    E curti bastante a resenha, detalhou umas partes que ficou bem fodas, parabéns Sennoca🙂

    • Obrigado, Mateus! E sobre trazer a cara de discos antigos que na dobradinha Road Salt não tem, acho que foi acidental, pois foi o primeiro trabalho da banda nesse estilo e a banda deve estar mais acostumada com o que faziam antes.

  2. Acabei de ouvir o EP e tá muito foda. Bonus Track B realmente é bem cômica e eu curti o cover que eles fizeram de Yellow Raven…

    As outras faixas são muito boas, acho que nenhuma é ruim, porém gostei mais de Linoleum e Gone :}

    Muito foda a resenha, Senna!

    • Obrigado, Fukuji! E realmente, “Yellow Raven” foi um bom cover e “Linoleum” e “Gone” são as melhores, mesmo.

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