Between the Buried and Me – The Parallax: Hypersleep Dialogues (2011)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Metalcore, Metal Progressivo
Gravadora: Metal Blade

Em seu primeiro lançamento na gravadora Metal Blade, Between The Buried And Me lançou a primeira suite de um conceitual duplo em Abril de 2011. A segunda suite seria um álbum completo que será lançado no futuro. Enquanto não é lançado, vamos nos contentar com este EP. The Parallax: Hypersleep Dialogues é um disco conceitual complexo e possui uma história interessante, mas que não irei falar sobre o que se trata e deixarei você conferir pessoalmente o que a banda composta por Tommy Giles Rogers (vocalista e tecladista) Dan Briggs (baixista), Blake Richardson (baterista e percussionista), Paul Waggoner (guitarrista principal) e Dustie Waring (guitarrista secundário) foram capazes de fazer.

O disco possui 30 minutos de duração e possui apenas três e longas faixas, sendo a mais curta “Lunar Wilderness” com 8:22 de duração e ela também encerra o EP. Mas vamos começar com o começo de tudo. O álbum inicia-se com “Specular Reflection”, faixa mais longa com 11:21, começa com um teclado bem tenebroso (bom sentido, claro) e épica, que soa como um “caminho ao último chefão do jogo”, e então, somos recebidos com muitas pancadas e quebradeira. “Specular Reflection” é um início caótico e chega a ser diversificada a faixa, mas principalmente, imprevisível, como boa parte do trabalho desses caras. Você não sabe como virá o som que vai derrubar seus tímpanos e joga-los a 2km de distância (um pouco de exagero aqui, mas deu para entender o que eu digo). Um excelente começo, apesar perto do fim da faixa ter um riff de guitarra irritante e de certa forma ordinário no Metalcore, mas que não estraga nenhum pouco a faixa. Destaque para a voz de Tommy Rogers, que funciona muito bem em seus guturais e sua voz limpa, muito bonita por sinal.

Prosseguimos rapidamente para outra surra visceral, “Augment Of Rebirth”, com 10:19 de duração. Aqui o som é ainda mais inesperado e continua o peso, soando um pouco de Thrash Metal em seu instrumental. É a faixa mais pesada do disco. As guitarras aqui fazem um trabalho impressionante e o baixo é marcante. É uma boa continuação da faixa anterior, “Specular Reflection”. Outro destaque em “Augment Of Rebirth” é entre 6:34 e 6:54, e uma parte posterior, que é tão inesperada e tão bacana que chega a ser divertida. Na já citada faixa de encerramento, “Lunar Wilderness”, o destaque fica para a linha de bateria, sensacional e cheia de blast beats que arrancaram sua cabeça, mas estranhamente, “Lunar Wilderness” é a faixa mais próxima de ser chamada de “leve”, devido ao seu começo, e que vai progredindo virando uma sonora barulheira caótica e muito bem feita e pelo seu final que começa épico e vai encerrando em algo que poderia estar em um disco do Smashing Pumpkins ou de qualquer banda de Rock Psicodélico. E enfim, chegamos ao final deste poderoso álbum com outra ótima canção da banda.

Se não fosse por meros detalhes, este disco poderia ser considerado um dos melhores lançamentos de 2011, mas não foi o que aconteceu, infelizmente. Se você gosta de muita porradaria, mas que soe versátil, e até especial, Between The Buried And Me além de ser uma banda excelente para você com este disco, tem uma ótima discografia. Mas minha única verdadeira crítica fica pelo visual da banda. Veja esta foto e me diga se a banda tem cara de Metal Extremo. Tá mais para uma banda de Indie Rock e Britpop. A banda pode ser excelente e não ligar para o visual, mas infelizmente visual vende, e com esse visual nada impactante, a banda só terá resultado pelo talento, o que é ótimo.

9 pensamentos sobre “Between the Buried and Me – The Parallax: Hypersleep Dialogues (2011)

  1. Bela resenha, Senna!

    Não vou ouvir o CD todo, senão tenho o risco de me viciar em death metal novamente, estou numa fase bem leve, só ouvindo Hard Rock e Rapcore.😀

    Ouvirei umas duas ou três faixas e falarei minha opinião sobre a banda.

    E esse visual de tecnobrega da banda é bem estranho, hein? Mas pela sua resenha deve ser boa!

    Abraços

  2. Pingback: Between the Buried and Me – The Parallax II: Future Sequence (2012) « Images & Words

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