Linkin Park – Hybrid Theory (2000)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Nu Metal, Rap Metal, Rock Alternativo
Gravadora: Warner Bros.

O grande disco de estreia do Linkin Park, Hybrid Theory, que até hoje já vendeu mais de 24 milhões de cópias pelo mundo todo, é intrínseco na história do Nu Metal e do Rap Metal (principalmente este). No início dos anos 2000, o Rap Metal que teve seu verdadeiro início na década de 90 com Rage Against The Machine e Anthrax (apesar se soar estranho) estava sendo saturado e foi salvo por Limp Bizkit, P.O.D. e o próprio Linkin Park com este álbum. Além de retornar a popularidade do Rap Metal, ainda acrescentou ao crescimento do Nu Metal. Se formos ver, Linkin Park é uma banda importante na música.

A banda composta na época por Chester Bennington (Vocal), Mike Shinoda (Vocal, Guitarra e Teclado) Joe Hahn (Samplers), Phoenix Farrell (Baixo), Brad Delson (Guitarra) e Rob Bourdon (Bateria e Percussão) de certa forma revolucionou a indústria da música. Lançaram um disco com 12 faixas, com uma duração de muito próxima de 38 minutos. É um bom disco, mas supervalorizado. É notável você escutar as músicas deste disco e achar que bandas de Metalcore tiveram um pouco de influência deste disco, como o próprio Black Veil Brides, mas nem vamos comparar os gritos cheios de efeitos de estúdio de Andy Six com Chester Bennington, que além de gritar de uma maneira que lembra Phil Anselmo do Pantera, canta com muito mais empolgação e com emoção, e não soa enjoado. Ok, isso foi uma comparação acidental… Bem, vamos as músicas, que realmente é o que importa.

O disco começa com “Papercut”, que foi lançado como terceiro single, é um ótimo começo, agitada, energética, e mostra uma das facetas da banda, uma faceta pesada aliada ao hip-hop de Mike Shinoda. Riffs legais e um baixo muito bem tocado. A próxima faixa é também o primeiro single do álbum, “One Step Closer”. Ao contrário da banda de Nu Metal Staind em 14 Shades Of Gray, que após a primeira faixa decaí totalmente em peso e em energia, o Linkin Park põe ainda mais peso e a primeira vez que ouvimos Chester berrando no microfone. Uma ótima faixa que segue o proposto pela primeira canção. A terceira canção é “With You”, com uma introdução mais pro lado Rap, e boa parte da canção também, com exceção as linhas vocais de Chester, onde o peso da guitarra volta. Aqui nessa faixa já fica claro que Mike é o cara do Rap e Chester o Rocker berrento e revoltado. “Points Of Authority”, o segundo single do álbum, “Crawling” são faixas interessantes e boas, sendo que a primeira dá preferência ao dueto Rap/Metal, enquanto a segunda Chester é quem começa a cantar o refrão da música quase logo de cara, tendo uma introdução antes disto ocorrer. E Chester canta quase toda música sem participação de Shinoda. Não é do meu gosto, e acho ela uma das mais fracas do disco. Mesmo não tendo tanto Rap, ela não tem peso e “gás para gastar”, ao contrário de “Points Of Authority”.

A partir de “Crawling”, o disco tem uma pequena queda com “Runaway” e “By Myself”. Em “Runaway”, apesar de ter seus momentos pancadarias e com percussão, soa genérica e comum em boa parte, mas pelo lado bom dela, ela levanta as coisas derrubadas por “Crawling”. Em “By Myself”, tem uma introdução de guitarra e distorção muito boas, mas que nas partes de Shinoda fica muito chata e até irritante, e também é comum nestas partes, e que é salva pelos gritos de Chester. “In The End”, o quarto e último single do álbum e maior música com 3:36 de duração é a próxima e é o mais perto de uma balada que temos aqui. Tem até uma introdução e encerramento com piano. Aqui, a voz de Chester chega a ser suave e Shinoda é quem domina boa parte da música com suas rimas. Aqui é outra faceta da banda. A  nona faixa é “A Place For My Head”. É o final perfeito para o CD, com destaques para uma introdução intrigante e um baixo marcante, e os gritos de Chester após o segundo refrão (e umas frases sussurradas com uma orquestração de fundo) que aqui são incríveis e os melhores do álbum todo. E como eu disse, é o fim perfeito, sendo uma das mais pesadas faixas e quem sabe a melhor. Mas não é isso que acontece.

A próxima é “Forgotten”, que apesar de um começo agitado, é uma canção esquecível (dando alusão ao nome) e Chester aqui não é o mesmo cara empolgado, sendo que no refrão ele manda uma voz considerável suave onde não deveria ser. Shinoda não é grandes coisas interpretando, pois manda a mesma interpretação do início ao fim do álbum. A partir daqui o disco decaí de uma maneira estrondosa! “Cure For The Itch”, a menor canção do álbum com 2:34 de duração e temos a terceira faceta do Linkin Park. O Linkin Park mostra o seu lado “experimental”, que veríamos de uma mais ampla em “A Thousand Suns”, e uma música muito diferenciada, mas não deveria estar aqui nem em sonhos. Não encaixa de maneira alguma essa bizarrice… Apesar de eu apoiar experimentalismo (quando é bem feito e faz sentido ter). A faixa de encerramento é “Pushing Me Away”, e é pior canção do disco, além de ser um encerramento muito abaixo do esperado. É tão sem graça que não dá vontade de reproduzi-la. Ela e “Cure For The Itch” deveriam estar fora do álbum e a “A Place For My Head” que deveria encerrar o álbum. Mas fazer o que? Todos comentem erros…

E no fim, é notável que este disco é bom e merece seu reconhecimento como importante na indústria da música popular. Mas, como eu citei lá em cima, é um álbum supervalorizado. O Linkin Park fez um trabalho com ótimos momentos, outrora bons momentos, algumas vezes bizarros e outros muito desinteressantes e apagados, sem inspiração alguma, como se a banda não soubesse o que fazer e acabou colocando brincadeiras e sobras de estúdio. Não merece ser considerado um dos 1001 discos a ser escutado antes de morrer, mas não deixa de ser uma excelente debut do grupo americano, que deslancharam a carreira dos caras rumo ao sucesso mundial sem precisar de solos de guitarra, como a maioria de bandas de Metal costumam fazer. Em outras palavras, o Linkin Park deu preferência a atmosfera do que solos fritados, rápidos e desnecessários, o que é ótimo e ajuda a diferir a banda das outras.

13 pensamentos sobre “Linkin Park – Hybrid Theory (2000)

  1. Gostei da resenha! *0* E esse gênero sinceramente não me agrada, posso ver outros músicos fazerem coisas parecidas mas melhor (por exemplo o rap do Shinoda, ouça Spitfall do Pain Of Salvation), mas apenas minha opinião, e tem músicas divertidas mesmo nesse álbum.

  2. Muito bom o texto Senna!
    Eu tenho Hybrid Theory aqui e curto muito. Se não me engano, In The End é a música mais conhecida deles, senão, é obviamente uma delas. A Place For My Head é minha faixa preferida, e a música que eu mais gosto da banda, mas não tinha parado pra pensar que ela seria a ideal para encerrar o CD. Eu curto Pushing Me Away, mas acho que deveria ter ficado mais ’emcima’, seguindo Crawling. Enfim, parabéns😀

    • A Place For My Head é foda demais pra ficar no meio do álbum. É de dar pena. E se for pra manter Pushing Me Away, seria perto de Crawling mesmo…

      E obrigado por comentar!😀

      • Aproveitando, seria legal falar das bonus track do álbum também, “My December” e “High Voltage”, só as duas se não me engano. Ambas tem estilos bem diferentes do resto do álbum, que só voltam a aparecer em “Minutes To Midnight”. “My December” é mais pro lado alternativo se não me engano, enquanto “High Voltage” é rap.

      • Eu peguei a versão original e não fiquei sabendo das bônus. Como já foi publicada, não seria muito bacana acrescentar essas informações. Mas como você já acrescentou nos comentários, ainda fica algo bacana! Obrigado!🙂

  3. Aliás, a gravadora é a Warner Bros., certo? Então, a melhor coisa para encerrar seria “that’s all folks!”😛
    [Piada mega fail]

  4. Pedi essa resenha no fim da tarde de ontem, e o Senna, malandro do jeito que é, ao que parece, já tinha ela pronta, só enrolou um pouquinho pra postar e poder dizer que é foda em fazer um texto desses em um tão curto tempo!😛

    Agora falando sério… realmente gosto desse álbum. Aprecio o início pesado que ele tem, e que aumenta da primeira para a segunda faixa, gosto das duas. A minha preferida é “In The End”, talvez seja até a minha preferida da banda, mas nunca cheguei a consultar isso. =P Mesmo tu dizendo que o álbum decai nas faixas 5, 6 e 7, curto bastante “Runaway”, acho que é por ela iniciar de uma maneira mais suave, e depois partir para o pesado, gosto disso.

    A música-piada desse disco é “Cure for the Itch”, além de ser um lixo, presta atença por volta de 1:00, o fundo lembra a Theme Song do Booker T! HAHA’

    • Na verdade, fiz a resenha depois do Mateus Pascoal me desafiar a postar a resenha até amanhã. Terminei ela 23:20, mas agendei pra 00:00😛

      É um bom CD e ele é importante, mas tem uns momentos bem chatos. E sobre “Runaway”, Linkin Park não sabe fazer música progressiva e nunca fará. Palavras de um admirador de progressivo😀

      E eu não tinha reparado nisso em “Cure For The Itch”. HAHA’ Engraçado isso!

      • Inveja não, tio! Todos sabem que eu sou Zeus e você é Apollo. Admita e fique feliz com isso!😛

      • Vou acreditar nesse papo de groselha de vocês sobre desafio e tals pra não desanimar ninguém!😀

        Sobre Runaway, respeito o que tu diz, mas pode achar o que quiser, vou continuar gostando dela! xD

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