Angra – Temple Of Shadows (2004)


Origem: Brasil
Gêneros: Power Metal, Metal Sinfônico, Metal Progressivo
Gravadora: Paradoxx

O Angra “ressurgiu” em 2001 com seu álbum Rebirth e também  com a reformulação imensa dos integrantes, apenas permanecendo Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt (os guitarristas). E depois do grande sucesso que teve o primeiro álbum desse “novo” Angra e do EP Hunters And Prey de 2002, o Angra lança um dos seus, se não o melhor álbum de sua carreira (claramente é o melhor com o vocalista Edu Falaschi). Liricamente não tem nem o que falar, com certeza o disco conceitual mais complexo da banda, e por isso eu digo que vou deixar a gosto do leitor, querer acompanhar o conceito ou não, recomendado, porém eu sinto que me enrolaria com a complexidade dele (ainda por cima explicar isso), sendo que resenha falando disso é o que não falta na internet, tornaria apenas algo repetitivo, ainda mais que o próprio encarte do CD explica mais ou menos a historia, que foi escrita totalmente pelo guitarrista Rafael Bittencounrt, tenham medo! Então, apenas deixarei um pequeno prelúdio:

“Este álbum descreve – em poucas palavras – a saga
de um Cavaleiro Cruzado conhecido como O Caçador
da Sombra, que se une ao exército do Papa no fim
do século XI. Durante sua saga, sua mente é muitas
vezes desorientada pelo antagonismo da Guerra
Santa e afligida por visões que conflitam com
sua devoção à Igreja.”

Agora sem mais delongas, o conteúdo do CD. Começamos com o típico interlúdio que bandas de Power Metal ou Symphonic Metal gostam de usar bastante, essa é chamada Deus Le Volt!, e casa muito bem com a primeira canção (segunda faixa), Spread Your Fire, que começa cheia de energia, e que linha de bateria do senhor Aquiles Priester! Monstro. Uma música muito bem orquestrada, uma das mais legais de se ouvir do disco, ótima para a abertura e destaque para Sabine Edelsbacher, vocalista convidado. Angels And Demons é a seguinte, com riff e guitarras poderosas, um refrão bem fácil de grudar na sua cabeça, e segue o nível da sua antecessora. Apenas os solos, pecam em alguns momentos, por soarem iguais, o que acontece na maioria dos álbuns dessas bandas de Power/Symphonic, mas nesse álbum dá para aguentar, e talvez você não os note muito, sendo tal energia que o CD te passa. Waiting Silence começa com uma bela intro e ela é não é tão pesada que nem as duas primeiras, não chega a ser algo puxado pro lado da balada, mas é aquela música que te acalma, que você se sente bem em ouvir, outra que vicia fácil. Wishing Well já começa grudenta, a primeira balada do disco, bem grudenta e que e serve para te acalmar de vez, já que Waiting Silence te joga nesse feitiço, ótima dupla essas duas!

A sexta faixa é The Temple Of Hate, e Edu Falaschi está cantando que nem nunca, mudando o seu tom de voz com facilidade. Uma canção que o instrumental está lindo, muito bem orquestrada e empolgante. E logo em seguida vem The Shadow Hunter, a melhor do disco em minha opinião (e a mais longa também), o solo de violão no começo, o clima que ela te trás, o refrão, está tudo em uma sincronia maravilhosa, essa é realmente muito empolgante, que chega a emocionar. No Pain For The Dead é mais arrastada, começa como uma balada calminha e triste, até crescer no refrão, e se acalmar de novo, destaques para a passagem orquestrada muito bela e para a também bela, voz da vocalista convidada Sabine Edelsbacher que canta nessa faixa também. Winds Of Destination começa empolgante, cheia de energia, Aquiles Priester mostra o porque dele ser um dos melhores bateristas do Brasil, e porque não, do mundo? A empolgação se acaba, em cerca de 2 minutos e 10 segundos, passagem rápida para a entrada de um teclado, que faz a música se tornar algo épico,e bem bonita. Em mais ou menos 3:41 a música vai voltando seu peso, com a bateria de Aquiles e as guitarras aumentando o som, até Edu começar a cantar e colocar a canção o peso de antes, e logo vem um solo veloz, que ficou bem legal até a entrada da segunda guitarra nela, que soa genérica, mas tem la seus encantos, o final é digno de algo épico.

Sprouts Of Time tem uma intro muito legal e e é uma música muito interessante ao todo, merece ser ouvida com atenção, algo relaxante e lindo. Agora chega a segunda mais comprida do CD, Morning Star com seus 7 minutos e 39 segundos merece ser escutada com bastante atenção, uma das melhores instrumentalmente do álbum, hora a música fica relaxada, hora fica pesada. Acho que ela não é tão facil de se digerir, mas vale a pena forçar e ouvir mais ela, bem épica. Late Redemption é a décima segunda e penúltima do disco, e tem um convidado bem ilustre para nós, povo brasileiro, a lenda do MPB Milton Nascimento! Canção que possuí uma melodia linda e se torna uma parceria bem interessante, mesmo Milton Nascimento cantando apenas alguns estrofes. E o álbum fecha com a sensacional e épica e instrumental: Gate XIII! Nela é reprisado partes das canções anteriores, algo que se pareça uma peça de teatro, uma das melhores do álbum e fecha com maestría esse grande trabalho.

Temple Of Shadows é o CD mais rico em conceito e o melhor desse novo Angra (não posso dizer dos antigos, com André Mattos, pois ouvi somente um), conseguindo jogar um tipo de magia em nós, ouvintes. E por que isso? Não sei você, mas eu não me contentei em ouvir uma única vez o álbum, tem tanta coisa nele, que é impossível saber de todos os detalhes, músicalmente, e principalmente na parte do conceito, que Rafael Bittencourt caprichou, e quem saiu ganhando foram nós! Uma banda polêmica, cheio de altos e baixos, chega em seu ápice em 2004 (e contrariando os True Metal Fans From Hell, que diz que música boa não se faz hoje em dia, que ano musical foi esse de 2004!), com um dos melhores discos conceituais que eu já ouvi (apenas BE do Pain Of Salvation conseguiu me deixar mais maravilhado com a historia do que com esse do Angra), seu “grande álbum”, ao contrário de muitos que dizem ser Rebirth ou Angels Cry, para mim é Temple Of Shadows!

6 pensamentos sobre “Angra – Temple Of Shadows (2004)

  1. Clássico! Um disco muito bom esse do Angra! Vale a pena conferir!

    E apenas só uma crítica… Tenta expandir um pouco seu vocabulário, pra evitar repetir palavras (principalmente “épico”). Tirando isso, ótima resenha!

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