Rafinha Bastos – Resposta (2011)

Origem: Brasil
Gênero: Pop Comédia
Gravadora: Independente

Após os problemas que o jornalista e comediante Rafinha Bastos vem sofrendo com suas piadas, em especial a Wanessa Camargo e seu filho, o homem decide lançar um CD pela internet, intitulado Resposta. O CD é de curtíssima duração, ficando um pouco acima de 18 minutos e tendo 9 faixas, sendo que a última faixa é uma versão “para maiores” de uma outra faixa. Grande parte das músicas do álbum são cantigas populares brasileiras cantadas pelo humorista com batidas de fundo. O CD está repleto de piadas, em sua grande maioria piadas sacanas e bem bobinhas, mas que consegue lhe tirar um sorriso. Caso você queira baixar o CD, clique aqui e baixe. E agora, sobre as 9 canções nós veremos logo abaixo de uma maneira resumida, pois não há muito a que dizer.

O CD começa com Oração Para Todos, que segundo o próprio Rafinha Bastos em sua conta no Twitter é a música de trabalho do CD. Uma música com uma letra sacana e com uma interpretação de Rafinha tão sacana quanto a letra. Musicalmente é pobrinha e simplória, mas o objetivo, não só nessa música, mas no CD todo, é o enfoque nas letras e na voz do Rafinha, então não espere nada muito especial instrumentalmente. E o disco todo é isso: Músicas sacanas e com instrumental eletrônico muito pop. Um destaque posso dar é que Rafinha não é um mal cantor e tem uma interpretação até legal, mas principalmente, engraçada, já que esse é o objetivo do trabalho, sem contar que se você olhar para a capa e não saber quem é Rafinha Bastos, pode achar que é um disco sério. Mas não passa de um disco de um humor extremamente bobo. Não é o humor inteligente e sacana que você encontra em, por exemplo, Joe’s Garage de Frank Zappa, mesmo sendo extremamente sacana, é um CD com um conceito incrivelmente inteligente e afrente de seu tempo. O CD de Rafinha Bastos é uma versão mais pop do Mamonas Assassinas mas com um humor mais bobo. Só é recomendado se você quer rir por bobagem.

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Noel Gallagher – Noel Gallagher’s High Flying Birds (2011)

Origem: Inglaterra
Gênero: Britpop
Gravadora: Sour Mash

28 de Agosto de 2009, o dia em que Manchester não sorriu, Oasis, banda “filha da cidade”, que marcou época e vendeu mais de 70 milhões de cópias por todo o mundo anuncia sua separação, fruto de uma sempre conturbada relação entre os (muito) geniosos e talentosos Irmãos Gallagher.

Simplicidade. Essa é a palavra que descreve o material inédito de Noel Gallagher, alma do Oasis e a razão do sucesso do grupo. Atrás de acordes simples, mas que esbanjam melodiosidade, talvez esse álbum não se encaixe no gênero ‘Rock’, bem como sua antiga banda, porém, agrada de rockeiros á amantes do pop e até beliebers (Ok, se Noel fosse emo e falasse sobre o mundo gay isso poderia até acontecer), sendo “Oasiers” ou não.

Muitas das faixas eram B-Sides da banda, sendo que poderiam ter saído do papel muito antes, como aconteceu com a coletânea lançada em 2006 ‘Stop The Clocks’, curiosamente nome de uma das faixas do ‘High Flying’s’. O maior mérito de Noel foi unir o útil ao agradável, ou seja, toda a essência do Oasis e toda a ‘alma’ e a leveza do guitarrista muito presentes, o que faz do álbum merecedor de todos os elogios possíveis.

A primeira música, ‘Everybody’s On The Run’ traduz muito bem o álbum, muito feeling, bem instrumentado e com ‘tossida’ proposital lembrando bem a versão de estúdio de ‘Wonderwall’. Diria que a batida da música é o ponto forte. Daí vamos para ‘Dream On’, segunda faixa e uma das minhas preferidas, música tem uma energia incrível com fortíssimo estilo ‘Oasis’, que ‘peca’ por ser viciante, daquelas músicas em que o refrão fica na cabeça por uma semana.

‘If I Had a Gun’ é uma das canções mais poderosas do álbum e o 3º single lançado, muito melodiosa, boa letra e muito Noel, sinceramente não vejo essa canção dentro de um álbum do Oasis, não por falta de qualidade, pois ela teria lugar em qualquer um deles, mas pelo propósito da banda.

Na próxima faixa ‘The Death of You and Me’, primeiro single, também é uma das minha preferidas (adoro esse álbum, então todas são uma das minhas preferidas) e daria uma ótima versão acústica, é o exemplo da simplicidade do álbum, o saxofone também é marcante, Noel prova a cada faixa que sabe como transmitir seus sentimentos através de uma canção, qualidade essencial para qualquer artista que se preze.

B-side do ‘Dig Out Your Soul’ de 2008, ‘(I Wanna Live In A Dream In My) Record Machine’ não é uma surpresa, já que muitos fãs do Oasis já haviam escutado sua demo. No entanto essa nova versão (dessa vez pronta) ‘valoriza’ mais o instrumental, e tem boa letra e bons arranjos, o que faz dela uma faixa imperdível, recomendo todos a ouvirem a demo antes para sentirem a evolução.

Agora vamos para o segundo single, a animada e ‘alta’ ‘AKA… What A Life!’, canção também muito poderosa e com batidas mais rápidas e modernas, e vejo que essa faixa estaria incluída se o Oasis planejasse um novo álbum, um sinal de que a canção é boa, Liam no vocal principal e Noel no backing. Chegamos em ‘Soldier Boys And Jesus Freaks’ faixa que cresce muito ao vivo, vi vídeos de performances recentes da tour de Noel e passei a me simpatizar mais com a música, sax ainda muito presente, é também um ponto forte.

‘AKA… Broken Arrow’segue a linha das outras, com boa melodia e letra de muita qualidade.

Em ‘(Stranded On) The Wrong Beach’ os padrões do álbum são quebrados, foi introduzido o estilo clássico mantendo a melodia ‘Noelista’, bem interessante, fugindo um pouco do padrão das demais canções. Por último, ‘Stop The Clocks’, canção que leva o nome da polêmica coletânea do Oasis (como já dito anteriormente), tem gostinho de despedida, o álbum vai chegando ao fim com o sentimento de que quase nada faltou, quase.

Minha conclusão final é de que o álbum precisava de alguma masterpiece, mas já obtém isso no conjunto, ou seja, consegue ser uma obra prima do britpop. Noel consegue fazer um álbum incrivelmente sólido, sem pontos fracos, e mostra que não precisa do irmão para fazer boa música, e é impossível falar de Noel e não falar de Oasis, por isso tantas citações da antiga banda e a opinião pessoal que o Oasis faz muita falta para o cenário musica e faz mesmo.

Para sugestões, críticas ou xingamentos à honra, sigam-me os bons: @diogohouse

Van Halen – Van Halen (1978)


Origem: Estados Unidos
Gênero: Hard Rock
Gravadora: Warner Music Group

O Van Halen já fazia sucesso antes de seu primeiro álbum, tocando covers em bares de Los Angeles. Chamaram a atenção de Gene Simmons do Kiss, que quase conseguiu que o quarteto gravasse o seu debut, mas no final não deu certo. Em 1977 um produtor da Warner Music Group ouviu a banda e gostou daquilo, e deu a chance de gravarem seu primeiro album de estúdio. A pergunta que fica é se os produtores da Warner Music Group já esperavam algo tão grandioso e acima da média que o Van Halen conseguiu deixar marcado, logo no seu álbum de estreia.

As quatro músicas iniciais mostra toda a força do Van Halen, músicas que eu duvido que qualquer um que esteja lendo essa resenha nunca ouviu, mesmo se não sabe o nome, clássicos absolutos. A primeira faixa é Runnin’ With The Devil, que intro de baixo! Um refrão que fica na sua cabeça o dia inteiro se você ouvir ela pelo menos uma vez. É de certa uma das músicas que eu mais gosto do Van Halen(se não for a que eu mais gosto), e só para ficar melhor, a segunda faixa é Eruption. Eddie Van Halen faz algo que ninguém tenha feito antes, algo tão forte(e rápido, muito rápido) que nem uma erupção. Eu admito que eu não acho ela tudo isso que dizem, mas é incontestável a importância do solo de Eddie para toda uma geração(ou duas, ou três).

You Really Got Me continua o disco com alto nível, só enjoa um pouco os gritos de David Lee Roth, mas a música não deixa de ser outro super clássico da banda. Ain’t Talkin’ Bout Love é uma canção excelente, e como o Van Halen sabia(sabe) fazer Hard Rock, é de arrepiar!

Quinta faixa é I’m The One, riff inicial muito bom, e mesmo  que ela não seja tão famosa que nem as quatro primeiras é uma musica muito boa, Hard Rock de primeira e encerrando o primeiro lado do disco muito bem(e que refrão!). Abrindo o segundo lado temos Jamie’s Cryin’, e que intro dos Senhores Michael Anthony e Eddie Van Halen, estão de parabéns. Ótima faixa, outro refrão que fica na cabeça, e que instrumental, Alex Van Halen e Michael Anthony fazem a “cozinha” muito bem, e esse tal de Eddie Van Halen é fora do normal… Outra excelente faixa do disco.

Seguimos com Atomic Punk, que é uma boa faixa, mas como esse album é um dos maiores e  melhores que eu já ouvi no Hard Rock, não segui o mesmo nível dele. Mas logo em seguida temos Feel Your LoveTonight, que riff! E que refrão. Essa faixa possuí uma clima muito gostoso, faz você se sentir bem e o instrumental está outra vez espetacular, otima faixa,que dá gosto de ouvir!

Little Dreamer é a nona canção, e eu estou me esforçando para não fazer dessa resenha algo repetitivo, porque todas músicas são ótimas(apenas Atomic Punk, que eu acho boa). Grande trabalho instrumental outra vez da banda inteira, com um refrão bem bom.  Esse álbum do Van Halen mostra ser uma das essências do Hard Rock, impossível não pensar isso quando está o ouvindo. Ice Cream Man começa com violão, mas ao passar da música ela fica poderosa e lembra as canções de Elvis, algo dançante e bem divertido!

A última faixa é On Fire, que começa com uma intro matadora, até David Lee Roth começar a cantar, mantendo o grande ritmo da música. O baixo de Michael Anthony é com certeza um dos maiores destaques do álbum, mostrando isso na ultima faixa(junto é claro, com seu comparça Eddie Van Halen). Faixa muito poderosa e com um instrumental invejável, termina o álbum com grande classe, e com gostinho de quero mais, coisa que poucos álbuns que você ouve pela primeira vez deixa.

“Van Halen I” como também é conhecido o disco, é algo totalmente grandioso e com certeza um dos melhores albuns de Hard Rock já feito na historia, se você quer começar ouvir a esse estilo, é um album totalmente recomendado. E mesma coisa se você quiser começar a ouvir a discografia desses caras, o primeiro album é talvez a melhor escolha a se fazer!