Pain Of Salvation – Road Salt Two (2011)

Origem: Suécia
Gêneros: Rock Progressivo, Metal Progressivo
Gravadora: InsideOut

Em 26 de Outubro desse ano, a banda liderada pelo carismático Daniel Gildenlöw, considerado como gênio musical, lança seu oitavo disco de estúdio. Road Salt Two é uma continuação daquilo que foi Road Salt One. Um conceito parecido, no mesmo estilo setentista que tinha em seu álbum antecessor, entretanto, aqui as músicas são mais arrastadas e com um peso a mais, peso que faltou na primeira parte de Road Salt, já que Daniel citou ambos álbuns como “álbuns setentistas com esteroides”.  Mas isso até foi bom, pois os álbuns tem conceitos extremamente parecidos, mas são diferentes, continuando aquilo que o Pain Of Salvation sempre fez em seus oito discos de estúdio: Um disco sempre diferente do outro. Isso sem falar que cada disco que o grupo lança, se torna mais difícil de classificar a banda em um gênero. Se você ouvir o disco entenderá o porque. Agora falaremos daquilo que realmente interessa, as músicas!

O disco começa com uma belíssima introdução orquestrada feita pelo tecladista Fredrik Hermansson, Road Salt Theme, que dura apenas 45 segundos. Não sabe o porque de ele estar em Road Salt Two, e não no começo da coisa toda, em Road Salt One, mas isso não prejudica o disco, que já segue com uma porrada que alguns momentos me lembra uma mistura de Led Zeppelin com Black Sabbath, Soflty She Cries. Já nesta faixa é notado, não só o peso que faltou no disco anterior, mas como a música é mais arrastada. Destaque para um refrão incrível e pela potência vocal de Daniel e para o retorno que a música faz a faixa Road Salt Theme, fazendo dela como se fosse um solo, mas com os outros instrumentos juntos. A próxima faixa é Conditioned, que se na faixa anterior, a banda parecia que estava voltando ao peso de CDs anteriores como Scarsick, aqui o som é totalmente levado ao Rock, e digo Rock no sentido de um som com cara de uma mistura de várias bandas dos anos 70 e alguns do fim dos anos 60. Sim, aquele Rock que dá até vontade de dançar e que você jovem que odeia tudo que vem do passado facilmente odiaria e que faz parecer que eu estou me contradizendo quando digo que o álbum está mais arrastado, mas você verá que eu estou certo. Uma faixa divertida com uma interpretação empolgada de Daniel. Healing Now é a quarta faixa, e temos uma balada, se assim posso dizer, bem estilo Folk. É uma incrível música, que não tem como passar em branco sem dar destaque ao solo dessa faixa, que é inacreditável e muito interessante.

Então, o disco prossegue com To The Shoreline, e é outra faixa com uma cara setentista, mas que é totalmente diferente das outras faixas, e quando digo totalmente diferente, é 140% diferente (aprendi isso na Rússia). Uma faixa onde a emoção e o sentimento são destaques e que infelizmente, é pouco trabalhada e curta. Poderia ser mais longa, pois é uma faixa extremamente interessante. Na edição limitada do CD, temos a faixa Break Darling Break, e honestamente, se a banda não estava drogada, ela quer passar a imagem de tal. Um som maluco mas sensacional e muito, mas muito divertido. E muito provável que a banda tenha se inspirado nas suas próprias canções para fazer essa, tais canções são Sleeping Under The Stars, do disco anterior, e de If You Wait, do EP Linoleum. Se você prestar boa atenção, você nota que a letra de If You Wait é parecida com a de Break Darling Break e o instrumental viajado de If You Wait se fundiu com o instrumental igualmente viajado de Sleeping Under The Stars, que juntas fazem uma música que poderia estar no lançamento oficial. A próxima música é a simples e belíssima 1979. Uma música que Daniel fez em homenagem ao seu irmão, Kristoffer, que era o baixista do grupo. Uma faixa emocionante e curta, que pode ser considerada uma das melhores da dobradinha Road Salt. Na faixa Eleven, que só para constar não é a décima primeira faixa do disco, a banda mostra todo seu potencial, com uma seção instrumental incrível, de fazer cabeça rolar, além de um refrão grudento.

Ainda na versão limitada do CD temos Of Salt, uma música inspirada em Of Dust, mas arrastada e sem a mesma qualidade de sua antecessora, mas não deixa de ser boa, mas é menos interessante e até cansativa e quebrando o momento porrada que nós teríamos na versão limitada, que Eleven seria prosseguida por The Deeper Cut, que poderia ser chamada de Into The Wild, pelo uso excessivo desta frase, é notável que nesta faixa, além do excelente trabalho vocal do baterista francês Léo Margarit e do cabeludo guitarrista Johan Hallgren nos backing vocals, uma excelente e extraordinária linha de bateria de Léo, que é capaz de deixar qualquer um impressionado com que esse rapaz é capaz de fazer. E o peso setentista continua com Mortar Grind, faixa que é encontrada no EP Linoleum, com algumas diferenças aqui, mais notáveis no refrão, sendo mais grave. É a faixa mais pesada do disco e com um final de arrepiar, ainda mais com o grito final de Daniel.

Agora temos Through The Distance, uma faixa mais simples como 1979, mas com uma duração maior (três segundos maior, diga-se de passagem) e mais arrastada e menos grudenta, mais muito bela e intrigante. E então, a penúltima faixa do CD é The Psysics Of Gridlock, a maior faixa da dobradinha Road Salt e também uma das mais complexas, senão a mais. É dividida em três partes: Gridlock (All Is Mine), The End e On nous a donné la vie. Em Gridlock (All Is Mine), me lembra uma mistura de Led Zeppelin, Rolling Stones e The Doors e tem um refrão bem interessante. A primeira parte assim que acaba já é prosseguida por The End, que começa com rapidez e peso e com seu decorrer ela virá algo parecido com The End do The Doors, mas com mais vida e menos entediante do que a faixa da banda de Jim Morrison. Após o fim dela, temos uma seção instrumental muito boa, com destaque a Léo Margarit em sua bateria e então chegamos a terceira parte, On nous a donné la vie, uma parte totalmente em Francês. É simplesmente sensacional e mágica. E difícil para mim não cantar junto com a música (em Francês mesmo). É muito encantador como Daniel e companhia transformam a música que começa algo em um Rock Progressivo com cara Led Zeppelin, Rolling Stones e The Doors em algo que simplesmente não consigo descrever sem falar bem. E infelizmente chegamos ao fim do CD com End Credits, é uma versão mais extensa de Road Salt Theme, mas extremamente linda e encerra dignamente o CD, e com esse fim, dificilmente teremos um Road Salt Three.

Não posso dizer nada menos do que excelente. Road Salt Two é um dos discos mais complexos musicalmente da banda, e é extremamente recomendado a todos que querem ouvir boa música. É um dos meus discos favoritos, não só do ano, mas da banda, que para mim é uma das melhores bandas da atualidade. Este disco é ótimo para qualquer ocasião, e o que é melhor, dá vontade de ouvir o disco por inteiro, todas as músicas, uma atrás da outra, não uma música ou outra, como acontece com alguns CDs. Se você quer ouvir algo com cara setentista mas com um pé no presente ou é fã de um som setentista, esse CD é obrigatório para sua coleção.

7 pensamentos sobre “Pain Of Salvation – Road Salt Two (2011)

  1. esse album é um pouquinho difícil de digerir se vc ja está acostumado a ouvir os anteriores do Pain Of Salvation(mais que o Road Salt One, pra mim), mas se vc ouvir ele com vontade vai ver q ele é muito incrivel mesmo. Cara e eu não consigo não ficar emocionado quando vejo o que o Daniel Gildenlöw faz em cada album, tão diferente uma coisa da outra mas sempre com maestria, gênio musical sem duvida…
    E análise muito boa Senna, me convenceu a ouvir o CD mais uma vez(ja to ouvindo)😀

  2. Agora viciei, e li a review de novo, cara… Eles (principalmente lógico, o Daniel) reiventaram o Rock Psicodélico nesse CD, e esse foi o grande diferencial e que faz para mim o Road Salt Two melhor do que o One (mas mesmo assim gosto de ouvir os dois juntos, fodas demais).

    Nossa… Genial demais esse disco, nem sei direito mais o que dizer xD

  3. Pingback: Pain Of Salvation – Linoleum (2009) « Images & Words

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