Pantera – The Great Southern Trendkill (1996)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Groove Metal, Thrash Metal
Gravadora: East West

O ultimo album do Pantera antes de The Great Southern Trendkill, o Far Beyond Driven, tinha alcançado sucesso absoluto, ficando no primeiro lugar nas paradas de sucesso da Billboard assim que foi lançado e não apenas sucesso comercial ao redor do mundo, mas também aos fãs mais “true” digamos assim, foi um album mais pesados que os anteriores, e cheios de clássicos da banda, como “I’m Broken” e “5 Minutes Alone”, sendo assim se criou muita expectativa ao lançamento do The Great Southern Trendkill, será que seria sucesso absoluto como Far Beyond Driven, e tão pesado que nem ele? A verdade é que o The Great Southern Trendkill é um album Anti-Comercial, só você ler um pouco sobre ele na internet que vai saber, a banda mandou se ferrar todos, MTV, pessoal que dá entrevistas, por esse motivo que esse album não foi tão aclamado pela mídia como o seu anterior, mas mesmo assim o Video-Clipe de Drag The Waters passou (de forma moderada) na MTV. Mas não é só de mídia que a musica vive, o Pantera fez nesse album algo tão pesado que dá inveja em muitos Black Metallers e Death Metallers ao redor do mundo.

O album abre com a musica de mesmo nome do album, sempre com a “maquina de riffs” de Dimebag Darrell, Vinnie Paul, batendo sem dó na sua bateria e com um Phil Anselmo ainda mais agressivo do que antes, grande faixa para abrir um album e uma das melhores dele!

O Album segue com War Nerve e Drag The Waters,  duas ótimas musicas, os riffs de Dimebag são fenomenais, com Rex Brown fazendo eles ficarem mais “obscuro e malvado” fica melhor ainda, ainda mais nesse album, que eu o considero o mais pesado da banda. Seguimos com a balada “de fosso”, 10’s, uma musica realmente muito boa, e a gente tem que agradecer isso ao Senhor Darrell Abbott, Dimebag faz um solo totalmente expetacular e lindo, um dos meus preferidos dele.

Depois de 10’s temos 13 Steps to Nowhere, que possuí um refrão muito bom mesmo. Agora chegamos nas Suicides Notes, musica dividida em duas parte, sendo a primeira sem gritos de Phil, bem calminha, melodia excelente, e a segunda totalmente pauleira, uma das mais pesadas do album, e também uma das minhas favoritas! Seguimos com Living Through Me (Hell’s Weath),uma das melhores do album, aonde Dimebag dá show de novo, e essa tem um refrão muito bom, ainda mais para cantar em um show, e no meio da musica ela  dá uma “parada”, uma passagem ótima para Phil mostrar sua melhor fase, como esse cara canta!

Agora temos Floods, acho que se você ja ouviu falar de Pantera, tem com certeza muita chance de você ja ter ouvido falar do Solo de Floods, mesmo não tendo escutado a música uma única vez, a música segue um rítmo calmo com aquela pegada mais “doom”, que tem nas baladas do Pantera, isso até a metade dela, a música vai se tornando um clima muito legal para algo que pode ser considerado épico no mundo da musica, som de chuva, violão, e ai entra Dimebag Darrell, apenas faz um dos seus solos mais espetaculares, acompanhado com seu irmão, Vinnie Paul, que faz seu trabalho nas baquetas muito bem.

Você deve ter se emocionado com os Irmãos Abbott na ultima faixa, bom, The Underground In America faz você ficar ligado denovo, pauleira de primeira! E a ultima faixa, Sandblasted Skin (Reprise) parece ser uma continuação de sua anterior, com Phil gritando horrores, com os riffs de Dimebag sempre tão bons (esse tem uma maquina que cria riffs, só pode), junto com Rex Brown, que é o menos mencionado do grupo, mas um grande baixista, realmente fez um grande trabalho no Pantera, e Vinnie Paul que também faz grande papel em sua batera, o album termina, em grande forma, para mim o album mais poderoso do Pantera, todos estão em ótimas fases (se não as melhores deles) e fazem um dos melhores trabalhos da banda, totalmente recomendado.

PS: Se você nunca ouviu Pantera e não ouve muita coisa pesada, ou só ouviu algumas musicas do Cowboys From Hell, deve dá uma assustada na primeira audição, mas não pare o seu CD, porque depois que se acostumar, não vai querer largar mais ele.

5 pensamentos sobre “Pantera – The Great Southern Trendkill (1996)

  1. Ótima banda e com ótimos riffs, uma das coisas que mais me agradam em uma música. E parabéns, Mateus. Texto excepcional, fruto de um conhecimento de dar inveja.

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